Assunto De Estado
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Sim. Espero não ter ficado uma porcaria.
Sim, como eu já havia dito nas notas da história, a fic é de comédia, então não levem a sério. ps. Sorry acreanos, mas não resisti.
ps 2.0. Preciso urgentemente de uma forma de trolar o ES. Vivo aqui mas tá difícil... Bom, ao menos eu tentei fazer uma comédia. Não me matem please.
Boa leitura xd.
ASSUNTO DE ESTADO.
- Aaaa que tédio. – Reclamava Espírito Santo, sentado em um dos grandes sofás da sala da enorme mansão de seu pai, Brasil. O estado capixaba tinha a pele extremamente branca, da mesma cor da de Alemanha, seus cabelos eram da cor do ouro, em um penteado idêntico ao de Itália. Seus olhos eram da cor do mar, do tão belo mar azul que corria em torno de sua capital. Sua aparência com Itália era inegável, os dois eram tão parecidos que poderiam ser irmãos gêmeos, não fosse a diferença na cor dos olhos e dos cabelos. Se fosse um humano normal, não teria mais de dezesseis anos. O jovem dividia o sofá com seus irmãos do sudeste.
Minas gerais, que se encontrava do lado esquerdo do capixaba, soltou um suspiro, enquanto mordiscava um pão de queijo. Este parecia um rapaz de vinte anos, com a pele clara levemente amorenada, olhos verdes da cor de folhas de cafeeiro e cabelos da cor do ouro, um pouco mais escuros que os de Espírito Santo, mantendo-os curtos e meio que escondidos em baixo do chapéu de palha que usava. Enquanto Espírito Santo vestia-se elegantemente com um terno italiano, Minas Gerais usava roupas simples, como se vivesse no campo.
- Uai, só. – Começou a dizer o mineiro. – Por aqui hoje ta é muito chato. Nada pra fazer.
- Concordo contigo, Minas. – Dessa vez, quem se pronunciou foi São Paulo. Este estava no mesmo sofá que os outros dois, porém sentava-se mais afastado, deixando um espaço vago entre ele e Espírito santo. O paulista parecia ter a mesma idade de Minas Gerais. Tinha os olhos também da cor de folhas de cafeeiro, a pele amorenada e os cabelos curtos, esses em um tom castanho avermelhado. Vestia-se como um policial, e carregava um mini-revolver na cintura. O garoto lia um jornal, e fazia caretas a cada notícia. – Olhem só. Mais acidentes de moto, congestionamentos assustadores na minha capital e mais um assalto na saída de um banco. Não acredito que esse é meu estado.
- Seu estado está uma vergonha, SP. – Comentou O capixaba, olhando com pena para o irmão. Os dois não eram os melhores irmãos do mundo, mas se davam bem, na maioria das vezes.
O paulista fez uma careta.
- Como se seu estado estivesse melhor que o meu. – Rebateu o outro, fazendo o loiro torcer o nariz de desgosto.
- Ao menos não sou eu quem tenho problemas respiratórios devido a poluição. – Foi a resposta do capixaba, revirando os olhos.
São Paulo engoliu em seco.
- Ao menos eu não sou funkeiro. – Comentou, fazendo Espírito Santo socar o local vago no sofá ao seu lado.
- Mas eu não sou funkeiro. – ES disse, de cara feia. – Funkeiro é o...
Espírito Santo não precisou terminar a frase. Rio de Janeiro passou pela porta, sorrindo enquanto escutava um funk na sua caixinha de som. O estado carioca tinha um estilo escandaloso. Tinha a pele amorenada, os olhos da cor do mar e os cabelos castanhos claros, mechados de loiro, na altura do ombro presos em um rabo de cavalo baixo. Usava uma camiseta vermelha escrito “HÁ HÁ HÁ HÁ HÁ O LEPO LEPO” e uma bermuda verde limão. Nos pés, calçava uma Havaiana preta, com o símbolo do flamengo.
- Droga, Rio. – Soltou São Paulo. Desliga essa m#$%$##@#$.
O carioca suspirou.
— Poxa, Sampa. – Protestou o carioca. – Deixa eu ouvir minha música em paz.
- Se isso fosse música. – Soltou Espírito Santo, com a mão nos ouvidos.
- O que você disse, protótipo de italiano?. – Rosnou Rio de Janeiro, encarando o irmão mais novo.
- O que você ouviu, exportador de música ruim. – Foi a resposta do ES, ficando de pé, em posição de defesa. O mais jovem do sudeste sabia do temperamento estourado do irmão, mas ele, que não era nem um pouco calmo, não iria aceitar desaforo do outro.
- Exportador de música ruim?. – Repetiu o carioca, em tom interrogativo. – Ao menos eu sou conhecido. Os gringos me amam, e você, o que é, irmãozinho?, vive a sombra do Minas, isso só por que o caipira não tem praia. Além disso, os únicos estrangeiros que gostam de você são o Tonto do Itália e o projeto de Hitler.
Assim que terminou de falar, Rio nem deu tempo de piscar, o mais jovem do sudeste voou em cima do irmão, e com uma arma em mãos, preparava-se para atirar no mais velho.
- Repete o que disse!. – Ordenou o loiro, pressionando o pescoço do mais velho, enquanto fuzilava-o com o olhar.
- Senão o que?. – Provocou o carioca.
- Senão. – Começou a dizer o outro, pausadamente. – Senão eu vou atirar nessa sua cara feia.
São Paulo e Minas não sabiam o que fazer. Não queriam apanhar do ES, mas também não queriam que rio morresse.
- Eu não faria isso se fosse você. – Começou Rio, tentando se livrar do capixaba.
- Ah, é?. – Caçoou o mais novo. – E você vai fazer o que?, invocar o morro do Alemão.
Minas caiu do sofá, rindo do que o irmãozinho havia dito. São Paulo o encarou sem expressão, até Espírito Santo teve de olhar.
- Vish. – Fez o carioca. – O exportador de dupla sertaneja fico doido eim?.
Espírito Santo levantou-se, limpando o terno elegantemente.
- Bem Que eu tinha uma idéia de que ele era meio pancada. – Proclamou o Capixaba, encarando o mineiro ainda rolando de rir no chão.
- Eeeeeeeh. – Veio uma voz infantil, vinda do corredor próximo à sala onde os estados estavam. Um menininho com no máximo dois anos veio correndo, pulando em cima do caipira que levou um susto.
- Brasília. – Proclamaram os estados do sudeste em uníssono, encarando a criança que os olhou emburrada. O menino tinha a pele clara, olhos verdes escuros e os cabelos castanhos escuro.
- Você não tem jeito mesmo, Brasília. – Suspirou São Paulo.
- Desculpa. – Ele riu, mostrando os dentinhos de leite. – Mas vocês precisavam ver as suas caras. Principalmente a sua, Minas.
- Isso não foi legal. – Interveio Espírito Santo, pegando o menino no colo.
- Meu deus do céu, menino. – Dramatizou Minas gerais, levantando-se do chão. – Quase me mata de susto.
- Você é muito velho, MG. – Protestou o brasiliense. – E você é muito chato, ES. Não é à toa que te chamam de Santinho.
Minas Gerais fez uma careta, que foi copiada pelo outro loiro.
- E você anda falando de mais pro meu gosto, exportador de políticos. – Foi a resposta do capixaba.
- E depois o poluído sou eu. – Comentou São Paulo, com um suspiro.
- Não. – Falou Minas. – Também tem o RJ com a poluição sonora.
O carioca mostrou a língua, mas foi ignorado.
- E agora tem o Brasília com os políticos. – Finalizou Espírito Santo, recebendo um olhar de reprovação do pequeno brasiliense.
- Inexistência também é poluição. – Disse Rio de Janeiro, encarando o capixaba.
Brasília suspirou.
- Inexistente é o Acre. – Disse o pequeno, com um sorrisinho sacana.
Espírito Santo negou com a cabeça.
— Ele é pré-histórico, não inexistente. – Corrigiu, arrancando risadinhas de todos.
- Hey. – Veio uma voz, atrás de todos. Os estados olharam para a porta, onde um menininho de mais ou menos quatro anos, com cabelos castanhos e olhos verde esmeralda os encarava.
- Quem é você?. – Perguntou Minas Gerais.
O menininho suspirou.
— Sou o Acre. – Ele respondeu, recebendo olhares confusos de todos.
- Quem?. – Perguntaram os estados do sudeste, todos com olhares confusos.
Brasília riu.
— Como eu disse... Inexistente. – Comentou o mais jovem estado brasileiro.
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