Assombrações
5 A Mansão
Notas iniciais
Fred estacionou a Maquina Mistério em frente a uma mansão que parecia ser realmente muito velha. Tinha aboboras ao lado da casa, varias arvores secas sem nenhuma folha. Todos desceram do furgão. Daphne olhou para o endereço e comparou com o papel que estava em sua mão:
-É pelo que o meu motorista disse, é aqui.
-Você trouxe a chave da casa, Daphne?
-É claro né Fred, não iriamos entrar atravessando a parede.
Todos veem uma mulher, com o cabelo caído no rosto impedindo de ver seu rosto, ela estava com um vestido todo cortado, velho e sujo. Ela olhava somente para baixo, levantou um pouco o rosto, se direciona para a casa e passa pela parede, como se você a coisa, mas normal do mundo, Scooby pula no colo de Salsicha, que por sua vez fala:
-Ó diabo, nos não vamos atravessar a parede, mas aquela mulher vai.
- Eu não vi nada. Disse Scooby
-Então pessoal a gente já veio até aqui, agora vamos dar meia volta até Villa-Legal. Ao dizer isso, Salsicha girou indo na direção do Furgão, mas foi impedido por Fred e Daphne.
Daphne pegou a molho de chave da sua bolsa, se aproximou da porta e colocou uma chave, a porta parecia estar emperrada, ela empurrou com algum esforço e a porta se abriu. Todos entraram e Velma tentou acender a luz:
-Daphne, acho que estamos sem luz, aqui.
-Há não Velma, só precisamos acha a caixa de luz. Fred pegou uma das três lanternas que estavam em sua mão, deu uma para Velma, outra para o Salsicha e ficou com a ultima. Daphne pegou uma lanterna menor da sua bolsa:
-É melhor no separarmos e procurar pistas. Eu e Daphne procuramos lá em cima, Salsicha e Scooby aqui em baixo e Velma fica aqui com eles para garantir que vão realmente investigar.
Fred e Daphne subiram as escadas que estavam logo em frente a eles, a cada passo na escada, ela rangia, logo acabaram as escadas. Havia varias teias de aranha por toda a casa, uma ocupava a janela toda, mas por sorte só havia teias, Fred e Daphne apontavam para todos os lados a luz da lanterna, Daphne avistou uma porta:
-Fred, acho que aqui era o quarto da Tia Julie!
-Ok, então vá em frente, abra.
Daphne tentando encostar o menos possível nas teias virou a maçaneta, ela abriu um pouco e olhou para Fred com uma expressão de não ter certeza do que estava fazendo, Fred olhou de volta com uma expressão curiosa, então Daphne resolveu abrir a porta, começou a abri-la lentamente um pouco curiosa para saber o que havia do outro lado, mas morrendo de medo, por não saber o que havia do outro lado. Depois de alguns segundos de enrolação, abriu a porta por completo, fazendo algumas baratas saírem, a fazendo gritar e praticamente se jogar em cima de Fred:
-Desculpa, me assustei. Disse ela abraçada a Fred meio sem jeito.
-Sem problemas. Disse enquanto Daphne se afastava.
Eles entraram no lugar, era a biblioteca:
-Desculpa me enganei, é que faz tanto tempo que não venho aqui.
Ao falar isso, todos os livros velhos começaram a cair da prateleira, um por um, como se alguém os derrubasse, a janela se abriu, fazendo todo vento de Villa-de-Prada entrar naquela Mansão velha, vários raios caíram no quintal da mansão, alguns nas arvores secas:
-Fred me diz, por favor, que você abriu a janela e derrubou os livros!
-Eu achei que tinha sido você.
Pov. da Daphne
Eu não fazia ideia do que estava acontecendo, em um minuto estava investigando como sempre, no outro estava em um lugar sombrio, mas que me trazia muitas lembranças boas. Eu estava completamente assustada, senti algo estranho na minha nuca, uma presença, achei que era Fred, mas ele estava na minha frente:
-Quem são vocês, essa é minha casa, saiam da minha casa, não vão me tirar dela. Pude ouvir, mas saia como um sussurro, essa voz não me parecia comum, eu comecei a sentir um frio, mas um frio diferente. Eu ouvi um barulho muito grande vindo do quintal aparentemente tinha caído um raio.
-Saiam... Da... Minha... Casa.
Após a “casa” todas as prateleiras caíram, um vento enorme vinha do sentindo contrario da janela, fazendo um pequeno furação na livraria da mansão, vários livros, quadros e outras coisas flutuavam ao meu redor:
-Não, não invadimos sua casa, essa era a casa da minha tia. Falei quase gritando
-Eu só tenho duas sobrinhas uma de 10 anos e outra de 12.
Senti como se alguém tivesse me empurrado, consegui sentir perfeitamente o formato de uma mão me empurrando pelas costas, Fred também caiu do meu lado, tentei me recompor para explicar a situação, eu não sabia se ela era minha Tia Julie, não sabia o que estava acontecendo, meu coração acelerava como se fosse explodir, eu simplesmente sentia coisas e ouvia uma voz vinda de não sei onde, eu mal sabia por que estava ali, mas pelo menos uma coisa eu sabia, eu não podia deixar meus amigos naquela situação, eu não podia ficar daquele jeito. Finalmente, apesar do vento, consegui me levantar:
-Eu não sei se você é minha tia, mas sei que eu sou Daphne Blake e ninguém pode me derrubar e maltratar meus amigos, eu estou aqui para pegar uma coisa, e não há nada que me faça desistir disso. Disse gritando, com muita raiva.
Fred, no chão me olhava como se eu fosse outra pessoa Depois de ter dito isso, o vento simplesmente parou, não ouvia mais gritos e tudo estava normal, exceto pelos livros, que estavam todos no chão. Eu me senti muito melhor, meu coração começou a desacelerar, eu não senti mais medo, não me sentia idiota por enfrentar fantasma de mentira o tempo todo e não conseguir “bater de frente” ao menos com um, eu realmente me sentia como se tivesse tirado um peso das costas.
Pov. do Fred
Fiquei olhando Daphne, do chão enquanto ela gritava para o nada, podia parecer loucura, mas eu via a patricinha filinha de papai desaparecer e uma nova Daphne aparecer em minha frente, como se ela tivesse se tornado outra pessoa e eu gostava do que ela havia se tornado, era diferente mais parecia ser corajoso, me levantei:
-Daphne você está bem?
-Melhor do que nunca Fred. Respondeu-me com um sorriso lindo no rosto, parecia totalmente confiante.
Eu só conseguia ficar ali parado em frente a ela a admirando, como um bobo:
-Fred, o que foi você fica me olhando.
-Ah... Não é que... Você tá... Deixa para lá.
-Ok, você acha que o diário pode estar aqui?
-Não Daphne, espera o que foi que acabou de acontecer aqui? Livros caindo, janela se abrindo sozinha, ok, eu aceito, sempre tem um truque que os loucos fazem para parecer fantasmagórico, mas você gritando com o nada, falando todas aquelas coisas e...
-Espera você não ouviu aquela voz? Gritando todas aquelas coisas?
-Que coisas não tinha ninguém gritando.
Salsicha, Scooby e Velma estavam em um corredor tentando andar devagar para todos os lados possíveis, de baixo da escada tinha uma porta, da qual a maçaneta começou a girar lentamente, os três viram, esbugalharam os olhos e começaram a andar depressa, pois não queriam espera ver o que estava saindo de lá:
-Calma gente, eu sei que deve haver uma explicação logica para a maçaneta estar se mexendo. Disse Velma tentando acalmar os outros.
-É claro que deve haver uma explicação “nogica” para isso, vai ver a casa queria que agente conhecesse a cozinha.
-Ai credo Salsicha, se tiver algum alimento comestível aqui ele já terá passado da validade há anos.
-Não se preocupe, felizmente eu sempre trago na mochila uma comida extra.
Ele abriu a mochila, Scooby pegava cada embalagem com o focinho e dava para Salsicha, que colocava tudo no balcão da cozinha, tirou pão de forma, geleia, um pedaço de queijo, uma faca, Ketchup, mostarda, uma caixa de suco e copos:
-Pronto para o lanchinho Scooby?
Scooby passava a língua em seu focinho admirando toda aquela comida, Salsicha pegou dois pratos colocou dois pães e começou: espremeu um pote de ketchup e o de mostarda ao mesmo tempo, e colocou tudo igualmente para cada pão, com sua dieta reforçada:
-Tem certeza que não quer Velma?
Velma olhava espantada com o tamanho do lanchinho das 19h:
-Não, obrigada Salsicha, tentem comer rápido, temos que continuar a investigação.
-Scooby me passa o ketchup. Então ele viu o pote de ketchup atrás deles, aparentemente sendo carregado por alguém — Valeu amigão, mas Scooby se você esta do meu lado, quem passou o ketchup?
-Não fui eu. Disse Scooby
-Velma, me diz, por favor, que foi você!
-Sinto em te desapontar, Salsicha. Disse Velma se jogando contra a parede com uma voz assustada.
-Ué, mas se não foi o Scooby nem a Velma quem foi?
Scooby vai para o lado de Velma ficando a frente de Salsicha, que por sua vez se virá e vê uma bandeja com alguns copos de suco e um prato flutuando:
-Ó diabo! Ao dizer isso todos começaram a correr desastradamente.
Enquanto corriam vários copos flutuavam acertando eles. Todos se trancaram no quarto da faxineira, Velma tropeça em um esfregão deixando cair seus óculos:
-Meus óculos... Não consigo enxergar sem meus óculos. Disse Velma passando a mão no chão procurando seus óculos.
Velma acha seus óculos, levanta com a saia toda amarrotada, coloca os óculos e vê algo que a interessa.
-Gente. Disse Velma com algo na mão — Achei uma pista!
Salsicha olha para Velma fazendo expressão de espanto encolhido na parede com Scooby em seu colo.
Daphne depois de sair da biblioteca da mansão, estava muito confiante, ela e Fred ficaram em uma parte do corredor com três portas, Daphne olhava atentamente cada porta não sabia por aonde ir:
-“Meu quarto... À direita.” Daphne ouviu uma voz familiar.
-Fred, disse alguma coisa?
-Não.
-Ok, vamos pela porta da direita.
Os dois entram, sem saber onde procurar, Daphne tenta pensar em todos os lugares possíveis para se esconder um Diário:
-“Meu armário... Meu armário”. Daphne ouviu a mesma voz familiar de novo.
Foi em direção ao armário, abriu ele, e viram alguns livros, ela começou a procurar e entre eles estava um livro fechado com um cadeado, ela pegou o livro e colocou a chave dourada que estava em seu bolso, girou a chave e o livro abriu. Um vento veio da janela abrindo a porta mostrando Velma, Salsicha e Scooby:
-Vamos logo, Daphne, minha filha. Todos saíram correndo da mansão indo para o furgão.
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