Assistente Pessoal
22 Surpresas
Notas iniciais
Fiquei acariciando a barriga da Sakura enquanto ela estava deitada. Nossa filha parecia reagir bem aos meus toques, pois toda vez ela ficava bem agitada.
– Por que a sua família precisa vir? – perguntei. – Não vão fazer nada estranho dessa vez, não é?
– Claro que não! Eles apenas querem estar por perto caso a gente precise de alguma coisa... Afinal, a Sarada é a neta deles também!
– Hum... Por sorte, apenas a minha mãe vai estar aqui... O Itachi viajou para um evento muito importante e sua esposa e filhos tiveram que o acompanhar, mas ele me prometeu voltar assim que possível... E o meu pai, está em uma viagem de redenção... Não entendi direito...
– Acho que isso tem relação com a sua mãe... Tenho certeza que o Fugaku está muito íntimo da Mikoto e quer se redimir com ela... – a Sakura começou a rir. – Espero que ele volte logo!
– Hum... E Sakura, me prometa que vai me avisar, tranquilamente, quando chegar o momento da Sarada nascer...
– Claro, Sasuke...
– Perfeito... – dei um beijo em seus lábios e em sua barriga. – Amo vocês...
– Nós te amamos, também.
Algumas Horas Depois...
Deixei a Sakura deitada em nosso quarto e fiquei na sala com a Yakumo aguardando a nossa família que avisou que já estava a caminho. Por sorte, quem chegou primeiro foi a minha mãe e ela logo levou a Yakumo pra cozinha para conversarem.
Já eram sete horas da noite e só faltava os pais da Sakura chegarem. Comecei a ficar impaciente naquele sofá. Peguei uma revista pra ler e me deparei com mais uma foto minha na capa. Ultimamente, nossa empresa tem se destacado como a melhor do Japão e o nascimento da minha filha tem feito a imprensa manter o foco nos Uchihas.
Um dos empregados entrou na sala e me avisou que a família da Sakura havia chegado. Pedi pra que ele os mandassem entrar e fiquei em pé, na defensiva, os aguardando.
– Sasuke Uchiha! – o Kizachi adentrou o lugar com a sua risada macabra. – Finalmente, você vai descobrir o que é ser pai!
– Hum... É um prazer revê-los novamente... – ele me deu um abraço muito forte. Extremamente dolorido e desconfortável. – Onde está a Mebuki e a vovó?
– A mamãe não quer sair do carro! Você precisa ir lá fora convencê-la...
Respirei fundo e chamei a Yakumo para ajudar a família Haruno em sua hospedagem. Minha mãe foi chamar a Sakura, enquanto que eu, tive que ir buscar aquela velha tarada em seu carro. Assim que me aproximei, a mãe da Sakura me abraçou bem forte. Já estava ficando dolorido com esses abraços.
– Meu filho, você está lindo! – ela falava bem alto. – Trouxemos várias coisas para a nossa netinha!
– Hum... Obrigado, mas...
– Ei, Uchiha! Esqueceu de mim? – ouvimos o grito da avó da Sakura de dentro do carro. Respirei fundo e pedi que a mãe da Sakura entrasse na mansão que eu levaria a vovó comigo.
Assim que me aproximei do carro, abri a porta e a vovó estava sentada na poltrona de trás com um sorriso imenso em seu rosto.
– Vovó, vai ficar aí a noite toda?
– Ah Uchiha, uma velha senhora precisa da ajuda de um homem forte e bonito para certas coisas e nada melhor que esperar o marido da minha neta vir me buscar!
– Hum...
– Vejo que você está tenso... Preocupado com o nascimento do seu filho?
– Digamos que... Um pouco...
– Posso fazer o parto se quiser.
– Não! – respondi rapidamente. – Já estamos com o médico da família a nosso dispor e a Sakura ficará em um hospital bem luxuoso...
– Sabe, Uchiha, o Kizachi nasceu em minha casa mesmo... Em minha época, eram as parteiras que traziam crianças ao mundo.
– Na sua época, vovó... – falei ironicamente. – Isso já faz muito tempo...
– Vamos, meu filho, me tire logo daqui! – estendi minha mão à ela e assim que ela saiu, notei o seu olhar estranho sobre mim.
– Algum problema?
– Minha neta tem muita sorte! – apenas dei um sorriso e a ajudei a entrar na mansão.
Todos estavam reunidos na sala, e a Sakura sorriu assim que nos viu. Ficamos conversando sobre a empresa, sobre a gravidez e outros assuntos a mais. Estava tão cansado que não via a hora desse povo dormir para levar a Sakura pra descansar em nosso quarto. Por sorte, ela pediu pra ir logo pra cama e fomos juntos nos deitar.
– Está se sentindo bem, amor? – perguntei enquanto a Sakura se sentava em nossa cama com muita dificuldade.
– Um pouco... A Sarada está muito agitada!
– Será que ela já vai nascer? Sakura, se quiser vamos agora mesmo para o hospital!
– Calma, Sasuke... Ela só está se mexendo... – ela começou a rir e se deitou.
– Se você sentir alguma coisa, me avise imediatamente... Não tente fazer surpresas!
– Tudo bem. – dei um beijo em seu rosto e me deitei ao seu lado, abraçando-a e acariciando a sua barriga.
– Vamos fazer um acordo? – sussurrei em seu ouvido. – Nada de surpresas ou gritos... Quando a Sarada estiver prestes a nascer, vamos manter a calma e fazer tudo do jeito mais racional possível...
– Ótimo acordo... – ela estava praticamente dormindo. Me aconcheguei ao seu lado e adormeci rapidamente.
(...)
– Sasuke... – acordei com a Sakura sussurrando o meu nome. Abri os meus olhos e ela estava sentada na borda da cama com as mãos apoiadas em sua coxa.
– Está com fome? – perguntei ainda sonolento. Notei que a Sakura respirava com um pouco de dificuldade.
– Sasuke... Eh... Acho que você precisa me levar ao hospital... – me sentei na cama rapidamente.
– O que? O que você está sentindo?
– A Sarada... Ela vai nascer...
A palavra Sarada e nascer próximas uma da outra deixaram o meu corpo paralisado. A Sakura me olhava bem assustada, ela dizia algumas coisas, mas os meus sentidos estavam desconexos. Quando dei por mim, ela estava acertando um tapa em meu rosto.
– Sasuke Uchiha, se você não levantar dessa cama e me levar ao hospital tranquilamente, eu juro que não serei tão boazinha da próxima vez! Então, trate de pegar as chaves do carro e as coisas da nossa menina para irmos ao hospital! Agora! – ela estava bem furiosa.
– Ok... – peguei as chaves do carro e levantei a Sakura bem devagar. Assim que saímos do carro, a mansão estava em um silêncio perturbador. – Socorro! Minha filha vai nascer! Preciso de ajuda!
– Sasuke, por que você está gritando? E o nosso acordo?
– Desculpe... Vou tentar manter a calma...
A Sakura continuava ofegante e aos poucos, os nossos familiares foram aparecendo. A primeira a estar do nosso lado foi a minha mãe e a vovó. Ajudei a Sakura a se sentar no sofá da sala e pedi à minha mãe que pegasse as nossas coisas para o nascimento da Sarada.
Os pais da Sakura chegaram na sala e a Yakumo foi ajudar a minha mãe. O Kizachi parecia tão assustado quanto eu e a cada gemido da Sakura, todo mundo ficava mais desesperado.
– Já podemos ir para o hospital... – apertei as chaves em minha mão e peguei a bolsa da Sarada que estava com a minha mãe e corri até o meu carro. Coloquei tudo dentro do meu veículo e assim que estava pronto para ir ao hospital, notei que a Saura ainda não estava no carro. – Droga...
Assim que saí, a vovó estava no portão com a Sakura ao seu lado e todo o resto da nossa família me olhando bem irritados.
– Uchiha, se me der essa chave, eu garanto que dirijo melhor que você!
– Acho melhor não, vovó... – a Sakura disse. – Sasuke, se acalme e vamos poder ir para o hospital agora mesmo!
– Iremos com vocês! – minha mãe também estava bem nervosa.
– É melhor apenas uma pessoa ir com a Sakura no carro... – disse. – O resto pode ir em outro...
– Eu vou! – a vovó se prontificou. – E se alguém reclamar, eu faço o parto da Sakura aqui mesmo!
– Não... Não... Pode ir... – quase todos responderam juntos.
– Obrigado, vovó... – as duas entraram no carro e dirigi o mais rápido que pude em direção ao hospital. A cada esquina, meu carro parecia mais lento e a Sakura mais ofegante.
– Respire bem devagar, minha filha... – a vovó parecia muito calma. – Uchiha, você é muito lento pra dirigir! – foi só impressão mesmo.
– Chegamos! – praticamente gritei.
Estacionei o carro e ajudei a Sakura a sair dele. A vovó ficou ao nosso lado em todo o momento. O atendimento à minha esposa surgiu assim que colocamos os pés na recepção do hospital. Uma enfermeira trouxe uma cadeira de rodas para que a Sakura sentasse para ser encaminhada a uma sala, na qual ela seria examinada. Segurei bem firme em sua mão.
– Amor, se quiser, eu, eu... Droga... – estava muito nervoso.
– Não quero o meu marido desmaiando na hora em que a Sarada nascer... – mesmo ofegante, ela continuava rindo. – Você é péssimo pra fazer acordos...
Ela foi levada pela enfermeira e fiquei com a vovó andando de um lado para o outro no corredor do hospital. Em poucos minutos, a minha mãe e os pais da Sakura chegaram juntamente com a Yakumo e foi nesse instante que notei que todos nós ainda estávamos com roupas de dormir. Por sorte, eu estava mais apresentável que todo mundo.
– Uchiha, por sorte, estava no plantão... – Ino veio se aproximando com um sorriso debochado no rosto. – É melhor você se preparar, pois a Sakura em breve será levada para a sala de parto e você deve estar ao lado dela...
– Hum...
Me preparei devidamente com uma roupa de hospital e com um intervalo de quarenta e cinco minutos, fui levado para a sala de parto. A Sakura estava bem confiante. Fiquei ao seu lado e segurei bem firme em sua mão.
(...)
Só respirei tranquilamente quando ouvi o choro da minha filha. A Ino trouxe a nossa menina embrulhada em um manto e a entregou nas mãos da Sakura. Quando olhei o rostinho da minha filha pela primeira vez, sabia que a minha vida estava completa.
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