Assimetria conveniente
5 Dúvida óbvia! Esclarescimento! Flor dúbia.
Notas iniciais
Desculpem a demora novamente, estou um pouco sem inspiração, esse é o primeiro capítulo que escrevi em dois dias (geralmente faço tudo em um dia só). A faculdade tá cobrando, e então já sabem... Por favor não esperem uma periodicidade dos capítulos, vou postá-los quando eu achar que a ideia tomou forma, eu antes estava fazendo de uma em uma semana mas com o tempo o processo começou a fluir só em alguns dias específicos, a inspiração tá tensa! Além disso, não gosto de fazer capítulo curto demais, então prefiro demorar um pouco mais pra postar mas fazer algo mais longo. Mas por favor, não deixem de ficarem atentos. Pode ser que a inspiração esteja mais forte e eu poste, por exemplo, dois capítulos em uma só semana! Mas a partir dos próximos acho que a coisa vai andar mais. Esse é que foi meio complicado...
De qualquer forma, fiz algo até que fofinho (será?) desta vez, em homenagem ao dia dos namorados. Pra quem já tem um amor, curta ele bastante hoje! Quem não tem, vai curtir do mesmo jeito, mas com outros solteiros! hehe.
Enfim, parei por aqui, boa leitura!
Capítulo 5. Dúvida óbvia! Esclarescimento! Flor dúbia.
DEATH THE KID P.D.V
–Você... leu...? – Soul perguntou.
–Li. – Eu respondi o olhando, mas agora com outros olhos – eu o via, agora, como um verdadeiro rival em potencial. E eu não pretendia entregá-la para ele.
–E o que pretende fazer sobre isso? – ele perguntou, quase desafiador.
–Absolutamente nada. – anunciei, tentando parecer indiferente.
–Não?
–Não. Na verdade, eu já imaginava algo assim – Menti.
–Pensei que gostava da Maka. – Ele disse.
–Eu? Gostar dela? Não, não gosto... Quer dizer, apenas como uma amiga. De onde tirou essa ideia? – Proferi, inocente. Eu... Não gosto dela, certo? Ou gosto?
–Sei... – Respondeu, claramente nada convencido pela minha declaração, mas parece que preferiu deixar por assim mesmo. –Bem, então.. Podemos esquecer que você leu isso?
–Claro. Me desculpe entrar no seu quarto sem permissão. – Falei, tentando parecer compreensivo. — Eu estava com uma necessidade descomunal de arrumá-lo.
–Sem problemas, cara. Você pode sair agora? – Ele pediu com delicadeza. Assenti e saí sem maiores problemas...
...Ou era o que parecia. A coversa, em uma visão superficial da situação, pareceu compreensiva e banal. Porém, a olhares mais atentos, estava clara a pura dissimulação de ambas as partes. A minha aura, assim como a dele, possuia naquele breve colóquio um aspecto agressivo, acintoso. Que esquecer que nada! Aquele bilhete ficaria muito claro na minha mente por bastante tempo. Servirá, de agora em diante, como aviso pessoal. Pelo menos enquanto estou no corpo da Maka não preciso me preocupar tanto com o Soul. Mas, mesmo assim, agora que ele sabe que tenho conhecimento do segredo dele e está suspeitoso de meus sentimentos, sabe lá se quando ela voltar ao normal ele irá tentar algo com a ela... Não posso permitir, não posso! Mas, espera... Está tudo errado aqui! Por que tanta preocupação de minha parte? Eu acabei de dizer a Soul que não gostava dela. Até onde me conheço, estou apenas preocupado com o bem estar dela, algo natural em uma amizade... Veja bem... Um cara como o Soul não é adequado para ela... Maka é uma garota que precisa de alguém mais sensível e menos impulsivo ao lado dela... Certo? Não posso permitir que ela saia com alguém que não condiz com a personalidade dela... Não, espera... Talvez eu não tenha direito de julgar, nem ser tão possessivo em relação a ela... E porque estou tratando Soul com tanta rivalidade? Ela não me pertence, não estamos em nenhuma relação íntima, eu não deveria me sentir assim. Quanto mais penso nisso, mais angustiado me sinto... Será, que, no final das contas, eu... a amo? Não pode, ela é apenas uma amiga... Ou eu não quero que ela seja apenas isso? Ai, mas que complicação! Acho que preciso procurar ajuda de alguém que entenda melhor deste assunto. Vou aproveitar que estou sozinho e chamar a Liz aqui para uma conversinha. Quem sabe eu esclareça algo.
MAKA P.D.V
A mansão do Kid é mesmo maravilhosa! Eu já imaginava que nela havia um jardim, mas não imaginava uma beleza tão exuberante. Ainda, estou rodeada de rosas vermelhas belíssimas! Uma flor tão graciosa, misteriosa, incerta. Seria ela símbolo tão conhecido da pura paixão romantizada? Ou por estar cercada de espinhos, pontiagudos como são, que podem causar a dor, apontam para um significado mais realista? Seria ela amarga? Ou tal flor é dotada de doçura? Ou será ela uma mescla de ambos lados da vida – O vermelho vívido das pétalas sugerindo uma relação íntima fervorosa, ideal, e o caule espinhoso refletindo dificuldades e sensações angustiantes que claramente existem antes e durante intimidades desse tipo? É realmente uma flor dotada de mistério, assim como ambiguidade! O mais incrível é que ela, em termos de significado, pode ser inserida na literatura, que tanto amo! É cabível tanto no romantismo quanto no realismo. Que elegância!
–Ei, Maka! – Liz me cutucou, chamando meu nome. Me surpreendi levemente com ela, estava distraída contemplando a rosa e por isso não senti a presença dela.
–Me desculpe, Maka, não queria te assustar!
–Sem problemas Liz! Pode dizer. – Sorri.
–Só queria avisar que preciso sair um pouco, você poderia olhar a Patty de vez em quanto pra mim? Não demoro muito, eu juro! – Ela pediu, em tom suplicante.
–Claro Liz! É o mínimo que posso fazer depois que vocês me acolheram com tanta gentileza. – Respondi, sorrindo.
–Obrigada! Até mais tarde. – Ela acenou e saiu apressada.
Onde será que ela iria com tanta pressa? Bom, que seja, não sou tão curiosa assim! Melhor eu ir para dentro cuidar da Patty, e depois treinarei este corpo para possíveis futuras batalhas.
DEATH THE KID P.D.V
Assim que ouvi o barulho da porta da frente, corri para atendê-la. Provavelmente era Liz. Eu havia requisitado de imediato a presença dela, precisava contar com a astúcia da minha parceira. Talvez ela poderia esclarecer algo a respeito dos meus sentimentos.
–Oi Kid! O que foi? Está tudo bem? – Ela disse, preocupada. Acho que exagerei ao chamá-la parecendo tão desesperado, no telefone.
–Na verdade está tudo bem… Mas eu queria perguntar algo para você. Entre, por favor, e sente-se. – Ofereci, apontando para o sofá, em sinal de cavalheirismo. Ela se dirigiu ao assento e, após fechar a porta da frente, sentei ao lado dela. Passei um tempo tentando pensar em uma forma não tão constrangedora de perguntar o que desejava.
–E então…? – Ela indagou, um pouco impaciente.
–Bem… Como posso perguntar isso… — Hesitei em falar, estava me sentindo constrangido. Um rubor logo subiu em minha face.
– Desabafa, menino! – Ela exclamou.
–É que… Como uma pessoa sabe que gosta de outra? Quer dizer, gostar mesmo… — Indaguei, tímido.
–Você quer dizer, estar apaixonado por ela? – Um sorriso maroto surgiu no rosto dela.
–É, acho que sim… — Confirmei a indagação dela, meu olhar direcionado para baixo, em sinal de constrangimento…
Liz riu baixinho.
–Olha Kid, não posso dizer exatamente como funciona, mas posso tentar dizer como acho que é.
Permaneci em silêncio, com o rosto deveras corado, aguardando o discurso dela.
–Certo, olha só… Como posso te explicar? É meio cliché sabe, e um pouco complicado… Você sente um aperto no peito quando pensa na pessoa, quase como uma dor angustiante, mas ao mesmo tempo não quer que essa sensação desapareça. Quer passar mais tempo ao lado dela, mais do que normalmente gostaria se fosse apenas uma amiga, mas também quer evitá-la, para evitar constrangimento. Além disso, o que mais despreza é pensar na pessoa junto com outra que não seja você, algo um tanto egoísta, eu acho. E quanto está com ela, um calor percorre todo o corpo, o rosto se enrubrece com facilidade. É uma sensação gostosa, mas ao mesmo tempo desagradável. É um sentimento confuso, mas ao mesmo tempo esclarescedor. Eu particularmente acho isso tudo instável demais e totalmente masoquista. É por isso que odeio me apaixonar! – Ela explicou, e, a cada frase que eu escutava, meu corpo estremecia e um calafrio o percorria. Estava, agora, nítida a veracidade de meus sentimentos por Maka.
–Mas então… — Ela continou, agora sorrindo sugestivamente – Por que queria saber sobre isso?
–Só curiosidade! Não é nada demais! – Eu rapidamente respondi, afim de evitar suspeitas. Obviamente o efeito foi contrário.
–Claro, claro… — Ela continuava sorrindo para mim. – Mas, deixando isso de lado, uma das coisas mais importantes quando você se apaixona é explicitar logo para a pessoa seus sentimentos. O motivo é óbvio… Se demorar demais, um rival pode surgir, e ele vai acabar fazendo isso no seu lugar. E há cinquenta por cento de chance da pessoa que você gosta aceitar os sentimentos desse “outro”. E aí o sofrimento, meu amigo, é infinitamente pior.- Ela disse, quase soando como um aviso. A sugestão dela me deixou perturbado. E se Maka aceitasse os sentimentos de Soul? Não pode! Não quero que isso aconteça. Só a ideia me faz ficar mal… Permaneci calado, pensativo.
– Bem, acho que é só isso que eu sei sobre esse assunto… Quer perguntar mais alguma outra coisa? – Ela indagou, interrompendo o silêncio.
–Não, era só isso. Obrigada Liz – Sorri docemente em agradecimento.
–Pode contar comigo, Kid, sempre que precisar! – Ela sorriu em resposta e se levantou, parecendo estar com pressa. – Acho melhor eu voltar, deixei a Patty com a Maka, e já estou com dó dela. – Ela anunciou e então fez uma careta.
–É, melhor ir mesmo. — Eu não pude deixar de estampar a mesma expressão desgostosa ao pensar na pobre Maka tentando controlar a Patty. – Obrigada mais uma vez, Liz. – Disse e então a acompanhei até a porta. Nos despedimos rapidamente e ela já estava caminhando para fora do apartamento, mas algo a fez parar.
–Ah, e mais uma coisa, Kid – Ela de repente se virou para me olhar e começou a falar. – A Maka gosta de rosas vermelhas. – Ela anunciou, completamente sugestiva, e então correu para longe da minha vista, acenando e sorrindo.
–Mas o quê… — Murmurei e logo corei como nunca. Ela… Sabia? Estava tão óbvio assim?
Entrei no apartamento e sentei no sofá, ainda com o rosto quente e rubro devido as últimas palavras de Liz. Rosas, hem? Bela escolha, Maka. Uma flor tão misteriosa… Representa perfeitamente uma paixão real, assim como Liz descreveu. As pétalas evidenciando a beleza desse relação, os espinhos apontando para a parte sofrível desse sentimento. Perfeita para esse momento que estou vivenciando. Perfeita para mim… Para nós. Ai, Maka… Eu preciso te falar como estou me sentindo, não posso mais me segurar... E não posso te perder para o Soul. Mas…Como será que você se sente em relação a mim? Não quero estragar nossa amizade, mas também não quero apenas mantê-la, preciso de algo mais. Bem, acho que é isso. Está decidido.... Eu vou contar a ela como me sinto… Mas devo esperar voltarmos ao normal. Nesse corpo não vai dar certo!
Liguei a televisão para evitar mais conflitos internos, devia esperar para refletir mais sobre meus sentimentos. Eu iria fazê-lo apenas quando voltasse ao meu corpo. Tentei me acomodar e assistir um programa qualquer, e em pouco tempo estava prestes a cochilar, mas algo inesperado me acordou e eu imediatamente fiquei alerta. Era uma presença, captada por meu soul perception, que aliás nunca pensei que desejaria algum dia sentir. Isso mesmo, era a de uma bruxa. Poderia ser a que aprontou toda essa confusão? Levantei rapidamente, saí do apartamento e fui logo em direção onde a pequena peste talvez se encontraria.
Notas finais
O lindo do Kid finalmente percebeu como se sente, que lerdinho né? hihi
E a rosa é meio clichê, mas como admiro muito essa planta, quis usá-la.
E a Liz, fica quietinha no canto dela mas está por dentro de tudo, né? Danada. Enfim, aguardem o próximo. Será que é a bruxinha mesmo? Será que eles voltarão ao normal? Aguardem...
...E comentem, claro! :)
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