Assim do nada
1 ASSIM DO NADA
Sinto meu coração se desprender, a dor é intensa e os meus gritos são brutais.
Sinto o sangue se esvair pelas artérias, perco meu chão, meu chão manchado de vermelho.
Procuro giz em algum lugar, só para escrever algo bonito na hora da minha partida.
Tento não me referir a ninguém e nem dizer as minhas últimas palavras.
Não gostaria de ver que tudo foi em vão na minha vida.
Nem ver que em um refrão cabe a minha vida inteira.
Não gostaria de ler um poema e me sentir a personagem.
Transformo-me em monstros da minha própria criação.
Apaixono-me por assombrações que sopram em meu ouvido.
Fico com sono em meio as adversidades.
Antes eu me sentia bem conversando.
Agora me sinto mal, magoado, ferido por dentro.
Em uma noite tudo pode mudar.
Olha antes, eu sorria e agora?
Queria a minha vida mais emocionante que uma notificação
Queria desarmar bombas.
Melhor do que ser engolido por elas.
Entre pensamentos obscuros eu me encontro.
E no breu de uma história sem nexo eu me perco.
FIM
29/06/13
Fale com o autor