Assim Morreram Romeu e Julieta

10 Ato IV – Os Objetos / Cena II – Flashback – A Amortentia


Notas iniciais
Hello, everyone! Neste capítulo, veremos o quanto o plano do James deu errado e o quanto ele foi ludibriado pelo Sirius, tadinho. Beijos a todos que estão acompanhando!


Ato IV – Os Objetos
Cena II – Flashback – A Amortentia

"James cruzou os braços sobre o peito e reprimiu um bufo de raiva quando se recostou à parede, observando mudamente a conversa que Lily engatava com Alice, que passara os últimos quarenta minutos enumerando as qualidades do Frank e o quanto ela se sentia feliz em estar com ele.

—Mulheres... – ele resmungou num tom baixo, ao que Lily silenciou e olhou para trás. James sentiu que prendera a respiração inconscientemente.

—Lily...? – Alice a chamou, um tanto preocupada. A ruiva, num meneio brusco de cabeça, voltou o olhar para a amiga e sorriu. – Aconteceu alguma coisa?

—Nada... – comentou num ar pensativo, olhando de esguelha para a direção em que James estava; o rapaz sentiu-se um tanto quanto aflito. – Eu devo estar imaginando coisas. – ela tornou a encarar a loira de modo firme. – Você já teve a estranha impressão de que está sendo seguida?

—Não que eu saiba. – ela retrucou num riso prendido. – Oras Lily, por que você está achando isso?

—Não sei, quando eu estava com o Horner eu achei que tinha...

—Você estava com o Horner? – Alice interrompeu, estupefata. James não soube se ela estava incrédula ou ansiosa. – Com ele...? – sorriu a notar que aquilo fora, definitivamente, uma manifestação de incredulidade. James não chegara a tempo de ver Lily com esse tal de Horner, mas seu peito rugiu enfurecido e ele contorceu o rosto em uma careta por causa da menção dele.

—A culpa não é minha, Lice. – voz da ruiva foi extremamente doce. – Você sabe por que eu estou aqui.

—Eu bem sei, Lily Evans, e acho errado o que você vem fazendo; por que você não esclarece tudo com ele de uma vez? – James desencostou-se da parede, momentaneamente interessado no rumo que a conversa tomara; principalmente quando notou que a face da ruiva ruborizou de modo considerável.

—Eu realmente queria esse emprego no St Mungus, mas não da forma com que aquele... – ela suspirou. – com que o Horner está propondo. – completou num grunhido.

—Ele é um bom partido. – zombou Alice num meio sorrir. – Mas você prefere outro sangue-puro, não é? – ela piscou o olho. James inclinou-se mais para frente, a fim de não perder nenhuma palavra daquela conversa. – E você sabe que curandeiro não é a profissão que se encaixa de modo perfeito no perfil do...

—Alice! – Lily a interrompeu num grito rouco. – Quer calar essa boca? – ela puxou a amiga pelo braço. James inclinou-se ainda mais. – Alguém pode ouvir! – resmungou, olhando feio para a amiga.

—E qual é o problema? – ela arqueou a sobrancelha. – Você mesma não fala que não gosta dele? Por que você fica toda nervosa por causa disso?

—Porque alguém pode ouvir e contar para ele, e o idiota certamente vai pensar besteiras. – ela estreitou os olhos, repreendendo-a de imediato.

—Ah, qual é, Lily! – a amiga retrucou, rindo. – Quem acreditaria que, depois de tantos anos em que você diz abertamente que não o estima; você está apaixonada pelo...

Mas Alice foi impedida de completar seu raciocínio pelo baque surdo que ouviram próximo a elas. Lily abafou um grito e olhou para os lados, com o rosto completamente pálido. Alice começou a gargalhar.

—Relaxa, Lily; as possibilidades dele estar aqui são mínimas. – ela ponderou, ainda rindo. – E eu digo: você está gostando dele, mas ainda não percebe.

—Não coloque coisa onde não existe, Alice! – ela bradou, furiosa. – Eu não o amo! Sério! – ela passou a mão pelos cabelos. – Eu só queria que ele parasse de agir da forma com a qual vem agindo nos últimos anos. – ela disse, séria. – E se por acaso essa teoria maluca sua chegar aos ouvidos dele; você sabe muito bem o que ele vai pensar, não é?

Alice nada disse, apenas gargalhou.

James suspirou aliviado, ainda desejando que o chão se abrisse aos seus pés, tornando-se seu esconderijo. O rapaz ainda digeria tudo o que elas estavam conversando e algo em seu peito murmurava que o dito referido por elas era ninguém menos que ele próprio. Um sorriso brotou em seus lábios, mas as divagações ficaram em segundo plano quando ele avistou um copo de suco de abóbora nas mãos da ruiva.

—Quer parar de rir? – Lily sorveu um gole do seu suco e bufou de raiva. – Eu não estou brincando.

—Pronto, parei. – Alice falou num pigarreio. – Mas, eu ainda acho que...

—Alice...

—Calma, eu não disse nada! – ela riu. – Quer dizer; não ainda.

—Alice! – ela bufou de raiva e suspirou. – Só me diz uma coisa: como você chegou a essa insana conclusão?

—Qual? – ela sorriu , mas não esperou resposta. – Que você gosta do...

—LICE! – Lily gritou, colocando o copo de suco de abóbora em cima de uma bandeja que passava por ali. James gemeu e sentiu-se momentaneamente confuso e indeciso. Iria atrás do copo com a poção, ou ficaria ali a ouvir a conversa das duas? – Mas que droga! – ela bufou de raiva. – Que espécie de amiga, você é?

—Eu cheguei a essa insana conclusão por causa dessas suas atitudes. – ela prendeu o riso. – Principalmente o seu medo de pronunciarmos o seu nome e o nome do... – Lily olhou feio para ela. – na mesma frase.

James bufou de raiva, já muito aborrecido com tanto mistério.

—Por que diabos elas nunca falam o raio do nome do garoto? – ele resmungou, irritado. – Será que é tão difícil?

—Potter!

James arregalou os olhos. Havia falado alto demais. Ele nem teve tempo de correr para longe dali, pois sentiu uma mão agarrar de forma desajeitada a sua gravata e puxa-lo para perto. O rapaz sentiu-se sem ar. Tanto pelo fato de estar sendo estrangulado, quanto por ter o rosto da ruiva tão próximo ao dele.

—Lily; você ficou louca? – Alice indagou e James se controlou para não rir. Realmente, era muito esquisito ver a sua amiga segurando e apontando a varinha para o nada.

—Eu sabia... – ela empurrou a varinha para frente e James sentiu a ponta dela enfiada de leve em seu peito. – O que você está usando agora...? – a voz dela era um leve grunhir. – Capa de invisibilidade ou feitiço da desilusão? – ela enfiou a ponta da varinha com mais força no peito de James.

Uma luz de entendimento passou pelo rosto de Alice e ela gargalhou.

—Potter? – ela o chamou, entre risos. – É você aí?

James soube que não poderia mais ficar quieto; não havia mais escapatória; e Lily o sufocava ainda mais, tal era a força com que ela puxava sua gravata.

Uma mão invisível tocou na mão da ruiva e abriu os seus dedos calmamente. James tossiu repetidamente, ao que a ruiva segurou o pulso dele de modo firme.

—Feitiço da desilusão, suponho. – ela sorriu de forma irônica.

—Evans, eu posso explicar... – ele falou num tom de voz fraco.

—Não há explicações, James Potter. – ela semi-cerrou os olhos. – Você estava me espionando!

—Evans...

—Você passou dos limites, Potter!

—Evans...

—Eu achei que você tinha mudado...

—Evans...

—... mas continua o mesmo idiota de sempre!

—Evans! – ele aumentou o tom de voz, fazendo-a ser acometida de um leve sobressalto.

—Que é?

—Você está machucando o meu pulso. – ele respondeu de modo sério.

—Eu-não-me-importo! – ela disse entre dentes, fechando ainda mais a mão sobre o pulso do rapaz.

James retirou a varinha do bolso e encostou a ponta na barriga da ruiva.

—Eu não quero azarar você, Evans.

Lily respirou de forma profunda e contrariada, soltando o pulso dele com certa violência e, com a ponta da varinha no alto da cabeça de James, murmurou um feitiço. James se materializou à sua frente, alguns segundos depois. O rapaz sorriu de modo presunçoso e guardou a sua varinha no bolso.

—Assim está melhor.

—Diga-me, Potter, o que você está aprontando?

—Eu...? – ele fez uma feição inocente. – Nad...

James parou de falar no exato momento em que avistara, por detrás do ombro da ruiva, uma massa de cabelos escuros correndo alucinada ao encontro dos dois, com uma feição esquisita no rosto.

—JAMES!

Bellatrix empurrou Lily para o lado e, sem ao menos que o maroto esperasse por isso, jogou-se em seus braços e beijou-o de modo apaixonado. James ainda tinha os olhos arregalados e, a última coisa que viu fora a feição endurecida da ruiva, antes de mais dois sonserinos abraçarem-no de modo exagerado, fazendo-o emborcar e cair no chão num baque surdo."

Notas finais
Obrigada a todos que estão acompanhando a história e espero que estejam gostando! =D