Assim Estava Escrito
23 Depois do ensaio
Notas iniciais
Passaram um bom tempo ali se movimentando no estúdio, se preparando e fazendo poses diversas, à medida que sentiam o momento, como Marina havia proposto, constituindo assim um variado leque de possibilidades para o ensaio. Embora o propósito fosse muito sério, que era a próxima exposição da fotógrafa, acabaram por se divertir bastante. Brincavam, olhavam-se, provocavam-se.
Lembraram muito do primeiro ensaio, do desejo contido que sentiam naquele momento. Pensaram em todas as mudanças ocorridas em suas vidas desde então.
Após algumas horas, sentiram que a quantidade de fotos tiradas já era suficiente. Estavam um pouco cansadas, mas também muito animadas pelo trabalho que haviam desenvolvido juntas. Marina sentia-se feliz, tanto por ter retomado sua inspiração, quanto por ter a possibilidade de fotografar novamente aquela que encantava suas lentes, seus olhos e seu coração. Clara por sua vez estava empolgada por participar de um novo ensaio e também por ajudar a amada na retomada de sua carreira.
Marina aproximou-se da câmera e desligou o disparador automático que estava em ação. Em seguida, passou a visualizar as fotos recém tiradas, ainda com a câmera no tripé. Neste momento, a morena se aproximou e colocou o queixo no ombro da amada, de modo que pudesse ver as fotos junto com ela, repetindo um gesto que havia feito quando tiveram o primeiro ensaio. A fotógrafa olhou para o lado e encarou os olhos de Clara. Sorriu e selou seus lábios.
– Que bom poder te beijar, te ter como minha! — Marina declarou.
– Por que você tá falando isso? — Indagou a morena.
– Talvez você não se lembre amor, mas tem uma coisa que você fez naquele primeiro ensaio que me marcou muito. — A fotógrafa voltou-se para a assistente. — Eu estava olhando as fotos tiradas, a exemplo de agora, só que com a câmera na mão, quando você veio e se apoiou no meu ombro pra ver as fotos junto comigo. Nossa Clara, eu me arrepiei naquele momento. Sentir seu toque, seu calor, sua respiração perto de mim... — Marina ficou um pouco cabisbaixa, mas logo depois voltou a encarar a assistente. — Tive tanta vontade de te beijar naquele dia amor. Tanta. Mas eu não podia...
Clara levou a mão até o rosto de Marina e a acariciou, selando-lhe os lábios em seguida.
– Eu sei minha linda. Eu sei. Mas hoje você pode me beijar à vontade viu?! — Clara a confortou, iniciando um beijo doce e longo.
Quando seus lábios se separaram, a morena perguntou sobre as fotografias.
– Mas e então?! Como ficou o ensaio?! Deu tudo certo?!
Marina voltou-se para a câmera e começou a passar as fotos, e Clara novamente apoiou-se em seu ombro, acompanhando o que a namorada via.
– Ficaram maravilhosas amor! Ainda não vi tudo, mas pela amostra já sei que estão excelentes! — A fotógrafa exclamou.
– Então o trabalho já acabou?! — A assistente sussurrou no ouvido da amada, que fechou os olhos e suspirou forte.
– Já sim amor. — Marina conseguiu responder sentindo seu corpo já estremecer.
Ainda estando às costas da fotógrafa, Clara chupou o lóbulo da orelha da namorada, que só conseguiu dizer suspirando.
– Ai amor... — A fotógrafa falou em um sussurro.
– Amei o trabalho, mas estava doida pra acabar, pra poder te amar gostoso Marina. — A morena confessou.
A fotógrafa então se voltou para Clara e a encarou. Deu um sorriso safado.
– Também tenho uma confissão a fazer. — Falou se aproximando do ouvido da amada. — Estou molhada aqui desde a hora que você falou que não dava pra resistir a mim. — Completou sussurrando.
Clara soltou um leve gemido ao ouvi-la.
– Marina, Marina, assim você me deixa louca! — Falou já segurando na cintura da namorada, iniciando um beijo quente.
Sem cessar o beijo, a morena foi levando o corpo da fotógrafa para trás, até chegarem à grande case que havia no estúdio. Quando sentiu seu corpo encostar na caixa, Marina parou o beijo e olhou para Clara.
– Sobe amor. — A morena pediu.
– Aqui? — Marina perguntou.
– Aqui sim! — A assistente respondeu. — Tô louca pra sentir com meus lábios o tanto que você está molhada. — Completou.
Marina percebeu a urgência e a vontade da amada e levou suas mãos até a beirada da case, tomando um leve impulso para subir, no que foi ajudada por Clara. A fotógrafa permaneceu sentada, enquanto a morena encaixou-se entre suas pernas e retomou o beijo quente que tinham iniciado há pouco.
Clara deslizou sua mão pela coxa esquerda de Marina, entrando por baixo do vestido, até tocar a calcinha da namorada. Ali já percebeu o tanto que a fotógrafa estava molhada. Marina se arrepiou ao sentir o toque de Clara no tecido. Sem cessar o beijo, a morena levou os dedos até a borda da calcinha da amada, mas não fez menção de retirá-la. Chegou-a para o lado, deixando o centro da fotógrafa livre para ser tocado. Com os dedos sentiu o tanto a outra estava molhada. A morena começou a massagear o clitóris de Marina, que passou a soltar leves gemidos durante o beijo.
O contato dos lábios foi ficando mais intenso, mais molhado, e o ritmo do toque de Clara foi aumentando aos poucos, à medida que sentia as reações da fotógrafa.
Seus lábios se soltaram apenas quando Marina deu um gemido mais alto, e a seguir, suplicou sussurrando:
– Não pára amor, não pára....
Clara aumentou o ritmo do toque e não demorou muito para Marina tremer em suas mãos e gemer alto, anunciando seu gozo, que foi seguido pelo da assistente, que não resistiu ao ver a amada chegando ao clímax daquela forma tão intensa e tão entregue.
Marina, que havia jogado a cabeça para trás, voltou-se para a assistente, que a olhava com um sorriso no rosto, feliz por senti-la tão sua. A fotógrafa também sorriu.
– Te amo demais Clara!
– Eu também minha linda! Muito!
Retomaram o beijo, que começou terno, mas logo voltou a esquentar.
Marina permanecia sentada na case e Clara em pé, entre suas pernas. A morena levou suas mãos aos joelhos da fotógrafa, subindo por suas coxas, até chegar ao seu quadril, por baixo do vestido. A assistente fez menção de tirar a calcinha da amada, que ao perceber, cessou o beijo e a olhou.
– Quer mais?! — Perguntou Marina com um olhar sedutor.
– Eu preciso amor. Preciso muito te sentir com os meus lábios.
A fotógrafa sorriu e voltou a beijá-la. Clara então levou as mãos mais uma vez até a calcinha da outra, e delicadamente começou a descer a peça, roçando-a levemente nas pernas da amada enquanto a retirava.
Marina chegou um pouco para trás, deixando um espaço livre na borda da case, chamando assim a morena para subir também.
Com um impulso, a assistente apoiou seu joelho na caixa e subiu. Marina se deitou. Clara iniciou um caminho de beijos pelo pé da fotógrafa, passando por toda sua perna até chegar ao local desejado. Subiu o vestido da amada e deixou seu centro descoberto, quando pode contemplá-lo com todo seu desejo.
– Como eu te quero Marina! — Falou, voltando seus olhos para o rosto da namorada.
– Eu também Clara. Quero muito! Desde sempre!
A morena se abaixou. Com a língua tocou a entrada da fotógrafa. Estava ensopada. Clara arrepiou-se toda. Marina também, assim que sentiu o toque quente da namorada. A assistente sentiu então o sabor do gozo que ela havia provocado há pouco. Percebeu seu próprio sexo latejar com aquela sensação maravilhosa.
– Ah que delícia... — A morena falou.
Então lambeu toda a entrada de Marina, deixando-a ainda mais molhada com sua saliva. Depois subiu para o clitóris da amada. Começou a chupá-lo de forma calma, como um beijo de língua que começa tranquilo e vai aos poucos se intensificando.
À medida que aumentava o ritmo, cresciam também os gemidos da fotógrafa. Clara levou a mão esquerda até o seio direito de Marina, e a estimulou ali também, enquanto seus lábios permaneciam no centro da outra.
Já ofegante, a morena chupava cada vez com mais intensidade, e sentia a amada se arrepiar e pedir por mais. Deliciava-se com aquele gosto que lhe era tão prazeroso.
– Vai Clara! — A fotógrafa suplicou.
A morena empreendeu um ritmo ainda mais acelerado, até que sentiu as pernas de Marina tremerem envolta de sua cabeça. Gozou na mesma hora, junto com a amada mais uma vez.
Passou a língua pelo centro da fotógrafa para sentir o gosto de seu prazer novamente. Depois foi subindo, até ficar de frente para Marina, que ainda tinha os olhos fechados e um sorriso bobo nos lábios. Quando a fotógrafa abriu os olhos, viu Clara a olhando com seu jeito meio moleca.
– Gostou do ensaio?! — Perguntou a morena.
– Perfeito! — Respondeu Marina.
Beijaram-se carinhosamente. Assim que seus lábios se separaram, Clara deitou de lado e a fotógrafa se virou, ficando uma de frente para a outra.
– Te amo e te quero demais Marina! — A assistente declarou.
– Eu também Clara! Muito muito muito!
Sorriram juntas.
– Sabe o que esse 'ensaio' merece?! — Marina perguntou.
– O que? — A morena estava curiosa.
– Uma champanhe bem gelada pra gente comemorar! — A fotógrafa respondeu. — Espera só um pouquinho que vou lá na cozinha buscar a garrafa e as taças pra gente.
– Que delícia! — A morena respondeu, tendo os lábios selados por Marina.
A fotógrafa desceu da case e seguiu até a porta do estúdio, sendo admirada pela amada, que observou sua beleza marmórea e seus cabelos esvoaçantes até onde seu olhar pôde alcançar.
Deitada na case, Clara olhou para o alto e sorriu abertamente, chegando a gargalhar pela felicidade enorme que a invadia. Marina por sua vez entrou na cozinha rodopiando como uma adolescente apaixonada, feliz por finalmente ter como sua a mulher que tanto desejou.
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