Assim Como Um Filme

1 Capítulo Único


Uma vez me perguntaram o que eu achava da vida, respondi que era triste, logo dispararam, “Mas porque triste?”.

Por que a vida era triste mesmo? Uma vez me falaram que era por causa das dificuldades que passávamos, elas nos faziam ficar triste. Lembro de ter respondido, “E por que temos que passar por tais dificuldades que só nos faz sofrer?” a resposta veio rápido, “Porque o objetivo é lutar contra isso, se não o fizermos, qual seria o sentido da vida?”.

Pensando por esse lado, até que fazia sentido, mas sempre que eu pensava que a vida era triste, não era exatamente por esse motivo, não são pedras em nosso caminho que faz com que a vida seja triste, sempre me pareceu ser mais pela nossa própria existência, ou melhor, pela própria existência da vida. Costumo pensar que a vida é como aqueles filmes trágicos e tristes que, de certa forma, não deixam de ser belos.

Quando pensei em falar isso para alguém, a primeira resposta que obtive foi: “Mas nos filmes é incrível!”. Então voltei a me questionar, incrível, segundo o dicionário, “característica ou particularidade do que não é crível”, “que se distância do que é caracterizado como comum”, “de característica inexplicável”. Isso me fez acreditar ainda mais que é como nos filmes, muitas vezes a vida é composta de coisas que não são críveis, mesma que pareça que são, muitas vezes a vida é cercada de coisas comuns que de alguma forma deixaram de ser comum, a junção dessas duas coisas a transforma em algo inexplicável.

O que me levou até a conclusão: Assim como os filmes, a vida é incrível, mesmo sendo trágica. Assim como nos filmes, a vida sempre te deixa com uma mixórdia de reações que você não consegue definir muito bem se é algo bom ou ruim, sentimentos que parecem explodir dentro de nós e que podem, muitas vezes, se tornar combustível, nos motivando a seguir em frente, nos fazendo pegar a espada e lutar contra as pedrinhas que aparecem pelos caminhos daquilo que chamamos de vida.

Então de certa forma, sim, a vida é um filme trágico e belo, composto por pedras que podem nos atrapalhar, por uma mistura de coisas simples e comuns que se tornam inacreditáveis e por detalhes que cruzam o nosso caminho com objetivo de se tornar combustível.

Uma vez eu disse que a vida era triste, me questionaram o porquê. E no meio dos meus devaneios descobri que era porque a vida era como um filme trágico e belo, composta por vários detalhes que de tão comum, eram inacreditáveis.

Notas finais
O sentido da vida é uma pergunta pertinente que, mesmo não pensando sempre, nunca sai de fato da nossa cabeça.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!