Notas iniciais
Sim, o nome do capítulo é tutorial, mas não, não vai ensinar a ler. É um prólogo e vou tentar fazer a maiorias dos caps como missões (e no capítulo 1, vai estar escrito Bloco 1 antes do nome do cap)

Outubro, 2010.

As estrelas brilhavam forte no céu negro da noite. As ruas de Nova York ainda estavam movimentadas.

Era meia-noite, e descendo a movimentada avenida estava um homem. Cabelos negros, olhos negros, coração negro. 1,85 cm de pura crueldade. Jhon Morris vestia uma camiseta regata branca, expondo sua tatuagem de cruz no braço direito. Sua pele bronzeada exibia algumas cicatrizes, e as cicatrizes tinham história. Cortes, tiros. Lâminas de facas, de canivetes. Cada cicatriz de bala contava uma história também, a maioria delas estava escondida pela camiseta. No bolso da calça jeans ele tinha um iPhone, nele, uma mensagem.

Siga para um bar em Nova York, seu alvo deve estar lá. O bar se chama Broken Bootlle, mate-o. Não queremos ele vivo, pode ser perigoso se o que soubemos estiver correto.

Jhon tinha traços franceses, mas era predominantemente americano. Seu pai era de Atlanta, sua mãe com ascendência francesa, de Ohio. Ele, de Massachussets.

Agora andava por uma rua que começava a perder o movimento. Ele procurava por algo que indicava o bar procurado. Logo encontrou, uma placa de néon com o nome do lugar. Ele carregava uma Desert Eagle embaixo da camiseta, junto com uma faca de caça. Olhou para a porta de vidro, nela uma placa: Entre. Ele empurrou a porta suavemente, e quando entrou já se sentiu enojado. Lá dentro pessoas fumavam, bebiam e pagavam stripers. Um homem negro e um branco discutiam por razões desconhecidas para ele, mas Jhon deduziu ser por puro racismo por parte de um deles. Um gordo arrotava na cara de uma mulher loura. E Jhon olhou atentamente, tinha um alvo pré-estabelecido, e teria de ignorar sua vontade de matar a todos ali.

Ele olhou ao redor, tinha uma descrição de quem procurava, e também sabia o que ele fazia ali. Olhou para a direita e viu o ar poluído por fumaça de cigarros de baixa qualidade. Olhou para a esquerda e escutou pessoas tossindo. Viu um homem de meia-idade virar uma garrafa inteira de vodka e apagar.

Então ele olhou um pouco mais além e viu quem procurava. Um homem estava sentado no bar, pedido uma bebida. Jhon andou até ele.

O homem tinha cabelos castanhos e um cavanhaque da mesma cor, começando a embranquecer. Sua altura não poderia ser definida com precisão por estar sentado. Seus olhos vagueavam de um lado a outro, se focar nada.

Bêbado. Humf. O homem tatuado pensou enquanto arrancava o bêbado da cadeira e o jogava de lá, direto em uma mesa de sinuca, estragando um jogo.

Os jogadores não gostaram nada daquilo. Um deles foi tirar satisfação.

— Um uísque. – O homem da cruz pediu.

— Hei, filho da puta! Que merda você acha que ta fazendo? – Uma voz com tom irritado perguntou.

O atendente do bar não sabia se interferia ou servia o cliente.

-A bebida, agora. – O homem disse imponente.

O funcionário se virou parar pegar uma garrafa. O homem irritado ergueu o taco de sinuca que tinha em mãos. Jhon não se virou.

O jogador ficou ensandecido com isso. Ele tinha 1,72 cm de altura, era musculoso e achou que estava em vantagem por estar armado. Seus olhos castanhos transpareciam sua raiva, e ele quase babava. Desceu com velocidade o taco na cabeça de Jhon.

CRACK!

Em menos de cinco segundos o homem foi desarmado e atacado pelo próprio taco, que se quebrou ruidosamente em sua cabeça.

Todos olharam assustados para o homem atordoado e o homem impassível. O atendente deixou cair a bebida.

O rosto de Jhon se mantinha frio, calo, se emoções. Até quando ele enfiou o taco na barriga do outro homem, e o fez atravessar o corpo do coitado.

Logo depois ele sacou sua faca e fincou e um homem próximo, em um acesso de raiva cega. Depois ele correu e pulou, explodindo um chute na boca de outro jogador de sinuca, pegou uma das bolas e atirou na cabeça do atendente, que desviou pelo instinto que nasce do medo.

Jhon nunca iria reparar no rosto assustado do homem de 1, 80 cm que iria lhe servir uma bebida. Nunca iria reparar no terror que estampava seus olhos naquele momento. Nunca repararia como ele estava vestido. Pois após esse ataque louco de fúria, ele viu pessoas correrem para a porta.

Então o homem tatuado correu para a cozinha, sacou a arma de fogo que mantivera escondida e com um tiro certeiro no botijão mais próximo ele explodiu o lugar todo.

Os sobreviventes da explosão morreram de formas desconhecidas para as pessoas. Foram silenciados. O homem tatuado fugiu da explosão pela porta dos empregados. E os Templários se viram livres de uma de suas maiores ameaças. Aquele atendente era um imigrante ilegal, ele acabara de fazer dezoito anos e vivia nos EUA há dois anos. Ele estava marcado para morrer, porque uma mulher louca que os Templários chamam de Oráculo previu que ele seria uma das maiores ameaças à sua Ordem.

Uma ameaça tão grande quanto aquele chamado Desmond Miles. Mas agora tinha sido eliminado... Ou não?

Notas finais
Este é o prólogo (escrevi quase sem enxergar, depois re-leio e melhoro o que eu achar necessário) Comentem se gostaram, se não gostaram, o que dá pra melhorar. E pro caso de alguém querer saber: o Jhon não é o Templário "principal", mas sim o braço direito dele.