Assassin's Creed: Repressão
1 Prefácio
Jorge Lirnuas estava realmente em cansado, quando homens do exército seguravam seus braços. O sol de março furava entre as árvores e lhe atrapalhava a visão. Levaram ele para uma pequena clareira e o posicionaram de frente ao sol. Lá onde estavam, podiam ver toda a cidade de Juiz de Fora em pleno ao pôr do sol.
Com um sinal, o homem calvo e fardado que Jorge identificou como general fez com que os soldados que seguravam Jorge pôr-lhe de joelhos no chão. O homem se pôs diante de Jorge. Agora podia analisar, ao todo eram cinco, dois levavam fuzis, os outros, apenas pistolas nos coldres.
-Jorge Lirnaus, _ disse o homem calvo_ não foi fácil te achar: Cuba, Uruguai, Argentina. E finalmente aqui, na pequena Juiz de Fora, bem sobre meus olhos. Realmente esperava sair vivo?
Jorge permaneceu em silêncio e apenas olhou para o horizonte. Como era bela aquela terra chamada Brasil. Gostava daquilo, sentia aquilo como casa. Conseguia ver ao longe os carros em movimento e o alvoroço das avenidas próximas.
- Sabe o porquê de estar aqui, não sabe?_voltou a falar o homem_ Aquela pecinha de ouro, você sabe onde ela está. Pois que tal, me contar onde está?
Jorge desviou o olhar. O homem o encarava por respostas, mas não ouviu nenhuma. Aos poucos seu rosto foi se tornando vermelho e sua expressão raivosa. Desferiu um tapa no rosto de Jorge, que apenas acompanhou a trajetória da mão do homem. O homem então foi para trás de Jorge, saindo de seu campo de visão. No exato momento, Jorge antes de joelho flexionou a perna e levantou-se rapidamente, atacando o homem que segurava seu braço esquerdo. Sua mão dirigiu-se em direção ao pescoço do soldado, atingindo por uma lâmina que saía de seu pulso, fazendo jorrar uma verdadeira fonte de sangue. No momento, os soldados armados com fuzis apontaram para a cabeça de Jorge, porém o alvo flexionou a mão em direção de ambos, e ouviu-se um forte som saindo de seus pulsos, seguido da cena de ambos soldados desabando ao chão.
Jorge viu o homem calvo correndo em direção à mata e se pôs a correr atrás. O homem não era tão rápido e já estava a uma distância de Jorge quando este pulou com os pulsos flexionados, apontados para as costas do general. No exato momento do impacto, Jorge ouviu um forte estrondo e sentiu um pedaço de metal perfurando sua cabeça. Seu corpo caiu fraco no chão, jorrando sangue por entre seus cabelos.
O general apenas olhou para trás e deu um breve sorriso para o corpo em sua frente. Ajoelhou ao seu lado e colocou a mão em seu pescoço, a fim de medir sua pulsação. Zero. Estava morto. O general se levantou e disse para o atirador que lhe salvou a vida.
- Obrigado Santos, lhe devo uma. Este merdinha não tem muito mais a nos dizer. Mande a ordem para base, dê início a operação Goulart.
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