Assassin's Creed - O Começo.
2 Capítulo 2 - Confuso
Notas iniciais
-Como assim? –Me espantei, ela parecia estar falando sério.
-É uma longa história, mas você tem que vir comigo para Florença. Agora. – A franja ainda cobria os seus olhos o que me deixava com o pé atrás.
-Nada disso! Não te conheço, vou lá saber o que você quer comigo?! E porque quer me levar a Florença do nada?! – Soltei a mão dela da manga do meu casaco e continuei meu caminho pelo corredor.
-Espera! Isso tem haver com seu passado! – Me virei. Ela estava no meio do corredor esperando uma resposta algo como; “Está tudo bem! Vamos então!” e um sorriso alegre. Mas eu não cairia naquilo.
-Quer saber que se dane o que você quer! Tenho que ir para casa. – Me virei e continuei a andar.
-Nada é verdade. Tudo é permitido; Você conhece isso não? – Ela continuou me olhando enquanto eu andava em direção a saída.
Apenas continuei andando, sim, eu sabia da importância daquela frase, mas nunca soube o por que... Minha mãe sempre dizia que eu era especial e isso era por conta de minha família por parte de pai; Que nunca cheguei a conhecer. Se aquela menina falou de Florença ela sabe um pouco sobre mim afinal nasci lá minha família é de lá... Pensei mais um pouco... Aquela frase. Minha mãe deveria saber algo sobre aquela frase.
Andei o mais rápido que pude, peguei o metro e segui até em casa eu já tinha me acostumado a Osaka, mas ainda preferia Florença; quando cheguei em casa minha estava fazendo seu famoso espaguete.
-Oi mãe – Cumprimentei-a e coloquei minha bolsa em cima da mesa de jantar.
-Dante! Quem bom que chegou! – Ela veio em minha direção e depositou um beijo no meu rosto, em seguida voltou ao fogão.
-Mãe...? Posso te perguntar algo? – Sentei em uma cadeira enquanto esperava a resposta dela.
-Claro filho... O que é? – Ela continuava mantendo sua atenção no fogão.
-"Nada é verdade tudo é permitido" te lembra algo? – Abaixei a cabeça.
Mas pude ver a reação dela, ela parou o que estava fazendo e me fitou como se eu tivesse abrindo uma ferida antiga.
-Onde você ouviu isso?! – Ela me fuzilava com o olhar.
-Uma menina me falou... Só isso. – Estremeci, minha mãe estava me dando medo.
- Que menina?! O que vocês conversaram?! – Ela foi chegando mais perto de mim, mas no momento ela carregava consigo uma faca.
-Ela não me disse quase nada! – Sibilei — Ela apenas me disse para ir com ela a Florença! Só! – Levantei da cadeira e fui me afastando.
-Certo... –Ela se acalmou e abaixou a faca. – E você vai? Quer dizer... Vai ir para Florença? –Sua expressão era triste como se ela sempre soubesse que um dia isso ia acontecer.
-Mãe... Eu não sei... Devo ir? – Fui chegando perto dela e a abracei.
-Eu não queria que esse dia chegasse! Seu pai fez a mesma coisa... – Sua voz estava embargada.
Mas agora era minha chance, ela nunca falava de meu pai, apenas dizia que ele a abandonou após acontecer alguma “coisa” e essa “coisa” ela nunca dizia.
-Meu pai? – Me afastei e olhei nos olhos dela.
-Está na hora de você saber então. – Ela enxugou as lágrimas e fez um gesto para que eu me sentasse à mesa, obedeci e sentei logo em seguida ela fez o mesmo sentando ao meu lado.
-Muito bem... Saber o que? – Olhei para ela.
-Seu pai... Era um Assassino Dante... Um dos melhores. – Uma lágrima escorreu do olho dela.
-Assassino?! – Meu tom de voz aumentou e foi para um tom de confuso.
Assassino? Então meu pai saía por aí matando as pessoas?! Como bem entendia?!
-Não entenda mal... Você deve ter levado a palavra ao pé da letra, mas o Assassino no qual falo luta pela paz... Pela liberdade, e pela sua cara deve estar pensando em matança ou coisa assim; mas não é assim. Eles só têm um inimigo os templários que lutam por poder e dinheiro. Seu pai conseguia rastreá-los e matá-los, ele me conheceu assim, eu sou filha de um templário que teve um romance com um assassino no qual gerou um filho que o pai nunca soube da existência.
-Calma, ele não sabe sobre mim? Nada? – Minha voz continuava confusa.
-Não... E ele está em Florença... Então acho melhor você ir para lá... –Agora as lágrimas rolavam no seu rosto.
-Certo... Eu vou então, vou hoje mesmo se possível. E você vem comigo! –Levantei da cadeira.
-Não... Eu fico bem aqui. Vá a Florença e conheça-o, vou te mostrar uma foto dele. – Então ela pegou um pingente no colar o abriu e me mostrou a foto.
Ele era muito parecido comigo o mesmo cabelo, os olhos; praticamente tudo.
- O nome dele é Paolo, pode reconhecê-lo em algum bar de lá, tente manter a calma ele é meio impossível assim como você. – Ela deu um pequeno sorriso torto.
-Mas mãe, você vai ficar aqui sozinha...
-Está tudo bem! Vá e me deixe orgulhosa... – Ela enxugou uma lágrima de seu rosto.
Então foi isso, nunca conheci meu pai de der repente resolvo ir atrás dele.
Arrumei minhas malas e deixei tudo pronto comprei a passagem pela internet, mas uma coisa me deixava meio confuso... E aquela menina?
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