Notas iniciais
Quero agradecer a duas pessoas em especial, uma dela é a Akemihime que foi autora de uma fic similar que me inspirou para escrever as baboseiras abaixo.

E por ultimo, mas não menos importante, á BadWolf que me ajudou com dicas e ideias bem legais de presentes e comentários.

Terminados os esclarecimentos e agradecimentos, espero que apreciem a leitura e principalmente que se divirtam!

A sala era ampla e composta por quatro estofados confortáveis, similares aos franceses. Dentre essas quatro, dois eram apenas de dois lugares e em um destes estava Altair e Ezio um ao lado do outro. De frente a esses estavam Aveline e Shay Cormac sentados elegantemente. Os outros estofados eram de três lugares e em um desses estavam os três Kenways reunidos em uma conversa familiar informal e no outro apenas o jovem Arno aguardava.

O falatório no recinto cessou momentaneamente quando o ranger da porta anunciou a entrada dos gêmeos Frye à pequena reunião daquele fim de ano.

— Por fim. Vocês são os últimos a chegarem. — Comentou Altair ao cruzar seus braços e fazer uma careta carrancuda como de costume.

— Tivemos problemas no trem, peço desculpas por nós dois.

Jacob, por outro lado, estava menos disposto a dar explicações e se aproximava do sofá onde estava o jovem francês de cabelos negros que se apertou em um canto para que o par de irmãos se aconchegassem ao seu lado.

— Agora que todos os estão presentes, está na hora da festa começar.

Edward sacou uma garrafa de rum ao lado do sofá onde estava ele, o neto e o filho, e com o tom sempre festivo amenizou o clima do local.

— Pai, espere... — interrompeu Haythan de maneira educada. — Não acha que minha irmã deveria estar aqui?

— Sua irmã? Por que Jenny deveria estar aqui? Ela não é uma Assassina.

O mais velho dos Kenways se virou para o filho com o semblante confuso e Haythan logo tratou de respondê-lo. — Sendo a autora dessa fic defensora dela, achei que ela estaria aqui.

Somente então, o templário notou Shay Cormac a sinalizar um pouco mais atrás com o dedo para que o ele próprio se calasse.

— Acho que como bons cavalheiros devemos esperar minha tia.

Connor se intrometeu na conversa e seu pai logo se virou para findar aquela discussão de uma vez por todas. — Está tudo bem meu filho, seu avô tem razão. Vamos dar prosseguimento.

Jacob mantinha os olhos fixos em Shay com toda a intenção de denunciar a atitude suspeita do irlandês, mas Evie lhe deu uma singela cotovelada e tomou a palavra mais uma vez.

— Certo. Então, temos que decidir com quem devemos começar.

— Damas primeiro. — Anunciou Arno, expondo toda sua boa educação em um gesto com a mão.

— Concordo. — Disse Connor do outro lado.

— A senhorita de Nova Orleans é única dama aqui então. — Comentou Jacob com um lindo sorriso amarelo.

— Jacob!

— Acho que Connor está melhor preparado para isso. — Retrucou Aveline com um nervosismo claro no tom de sua voz.

— Tenha fé em você mesma, Aveline.

O rapaz bateu com o punho fechado no peito e a olhou seriamente que mal parecia incentivar a jovem a iniciar um mero amigo oculto. Contudo, foi a vez de Ezio se impor e com um arranhar em sua garganta, chamou a atenção de todos para si.

— Se não há objeções eu posso começar.

— Eu deveria começar! Eu sou o mais velho e o melhor! — Altair se levantou e Ezio o imitou seguidamente.

— Eu estive em três jogos diferentes, eu sou o melhor. — O italiano rebatia em um tom calmo e um sorriso estampado no rosto.

— Se for assim, posso dizer que estive em três jogos diferentes também. — Incitou Haythan ainda em seu lugar até que Connor o puxou para mais perto.

— Papai, eu acho que cena pós crédito não deve contar muito. — Cochichou o mais novo próximo a orelha do pai.

— Tanto faz começar pelo árabe ou pelo italiano baixinho, todos terão sua vez. — Edward, como bom pai, se ergueu e ainda com a garrafa de rum em uma das mãos tornou o ambiente amistoso novamente.

— Eu não sou baixinho... — Resmungava Ezio enquanto Altair voltava a se sentar ainda emburrado. Após os ânimos se acalmarem novamente, o Auditore elevou o tom da voz. — Vamos começar! — Ele recolheu o pequeno embrulho do local onde estava sentado e voltou-se para o grupo. — Meu amigo oculto não é europeu. É homem mas tem certas dificuldades em lidar com as senhoritas.

— Connor! — Gritou Aveline, contente por ter adivinhado.

— Acertou! – Respondeu Ezio à jovem.

Haythan deu alguns tapinhas nas costas do filho que se levantou um tanto encabulado devido a descrição cedida por seu amigo oculto. Ezio lhe estendeu o embrulho e após um rasgo violento feito pelo índio, um livro de nome estranho se revelou como o presente.

— Tenho certeza que irá te ajudar. — Ezio lhe cedeu dois tapinhas amistosos no braço de Connor que mantinha os olhos intrigados nas palavras Kama Sutra.

O jovem voltou ao seu lugar, entre o avô e o pai, e abriu o livro que o surpreendeu de imediato. Em todas as páginas havia desenhos de um casal nu a fazerem diversas posições peculiares. Curiosos com a expressão do rapaz, tanto avô como pai se aproximam a olharam as páginas folheadas

— Certamente é um livro muito interessante, meu filho.

— Se você não quiser, eu aceito. – Comentou Edward nitidamente impressionado com as figuras contidas ali.

Entretanto, Haythan fechou as mãos de seu filho que já estava completamente vermelho e encabulado. – Guarde esse livro, será útil para você no futuro.

O jovem deixou o livro sobre o assento onde estava e de mãos vazias se virou para o restante do grupo, aos poucos ele recuperava a sua cor natural.

— Devo começar dizendo que tenho uma amiga oculta. – Aveline e Evie se entreolharam por um instante, visto que elas eram as únicas mulheres ali. – Eu não a conheço muito, mas a respeito igualmente respeitaria outro Assassino. Ela é muito educada e tem cabelos pretos.

— Por favor.... Termine logo com isso. – Jacob disse em um tom entediado na voz.

— Jacob! – Reprimiu Evie com um olhar furioso ao irmão.

— Minha amiga oculta é a Evie Frye.

A inglesa se levantou um tanto surpresa enquanto observava o nativo americano se inclinar para trás do sofá onde estava e sacar um belíssimo buquê de flores para lhe entregar como um perfeito cavalheiro. Evie corou instantaneamente ao aceitar as flores e sentir o aroma destas.

— Foi muito delicado de sua parte. – Ela lhe respondeu timidamente.

— Não foi nada...

Connor voltou a se enrubescer com as palavras dela, pois o pobre rapaz de fato tinha sérios problemas em lidar com o sexo oposto. Ao se sentar ao lado do pai, recebeu um aceno deste que lhe cochichou ao pé do ouvido. – Muito bem, meu filho. Fez muito bem. Estou orgulhoso.

— Com a fumaça que tem Londres, dou um dia para essas flores morrerem. – Comentou Jacob quando a irmã voltou ao seu lugar para deixar o buquê repousando.

— Quieto Jacob. – Ela pegou o pequeno embrulho que ela trouxe entre as mãos e se virou para os outros Assassinos. – Primeiramente, gostaria de dizer que fiquei muito feliz em ter tirado o meu amigo oculto, pois fora uma honra para mim. Mas depois me vi sem saber o que poderia dar para o meu amigo oculto. Um homem de grande importância para nós...

— Evie, por favor, vá direto ao ponto... – Jacob estava esparramado no que deveria ser o lugar dele e da irmã no sofá.

A gêmea fechou os olhos e já com a paciência esgotada depois de tantos comentários do irmão, respirou fundo e voltou a sorri. – Meu amigo oculto é Altair.

Altair que estava até o momento com a expressão emburrada surpreendeu-se com a revelação, a principio, mas logo em seguida se pôs de pé e aproximou-se da senhorita Frye para receber a pequena embalagem misteriosa. Sem cerimônias ele desfez o laço e seguidamente o embrulho para se deparar com uma pequena caixa de madeira. Ele abriu a mesma e viu algo muito diferente.

Com uma das mãos ele sacou da caixa algo que nunca havia visto antes, era algo de um metal frio e negro. Havia um cilindro com um buraco e um gatilho atrás desse, foi quando ele resolveu olhar dentro do cilindro negro.

— Oh não! Não faça isso! – Disse Evie ao lhe abaixar as mãos para afastar do rosto. – É uma pistola, uma arma muito boa para distâncias longas.

— Parabéns Evie, seu presente quase destruiu nossa ordem. – Jacob batia palmas enquanto a irmã colocava a pistola novamente na caixa para a fechar seguidamente.

— Talvez ele fique bem de tapa-olho... – Comenta Ed em meio aos Kenways ali presente.

— Por céus, pai, não faça brincadeiras com algo sério tão levianamente. – Repreendeu Haythan baixinho ao lado do pai que apenas revirou os olhos.

— Eu mesmo poderei lhe ensinar como usar mais tarde. – Evie lhe rendeu seu melhor sorriso amarelo enquanto aguardava uma resposta por parte de seu amigo oculto.

Altair tinha a sobrancelha arqueada enquanto observava a jovem a lhe sorrir gentilmente, mas achou que por hora seria melhor deixar o curioso presente de lado e dar continuidade à brincadeira.

— Que seja.... Agora é a minha vez.

A Frye voltou ao seu lugar enquanto seu irmão continuava a lhe sinalizar negativamente e ela mantinha a cabeça baixa, arrependida demais da escolha feita para o seu presente. Altair, por sua vez, deixou o presente da inglesa e coletou o embrulho que ele mesmo trouxera.

— Eu não sei muito sobre quem eu irei presentear, mas o que trago aqui não é algo apenas para você, mas também para o credo.

Todos no recinto se entreolhavam após tais palavras proferidas pelo grande Altair, homem que reestruturou todo o clã dos Assassinos a partir das cruzadas, e alguns certamente ficaram desejosos de receber tamanho presente de tal homem. Contudo, o árabe se virou para a senhorita de Nova Orleans e terminou o seu discurso.

— Eu tirei você, Aveline.

A jovem ficou boquiaberta e pousou ambas as mãos sobre o peito com o leviano intuito de se acalmar. Seus olhos procuraram por Connor que seriamente lhe meneou com a cabeça para seguir em frente. Ela se ergueu e foi até seu amigo oculto para receber o presente, era algo pesado e grande em comprimento, mas não era grande em altura. O embrulho era simples e ela mal teve o trabalho de desfazer as dobraduras para se deparar com uma roupa. Mas não uma roupa qualquer, uma cota de aço e um manto totalmente branco dos Assassinos, acompanhado de uma faixa vermelha para se envolver na cintura.

— Tenho fé que essas roupas serão muito mais úteis e apropriadas do que esse seu chapéu estranho de três pontas.

Aveline olhou do presente para Altair e deste para o presente para por fim lhe agradecer. – Obrigada.

Altair simplesmente voltou ao seu lugar enquanto ela esforçava para lhe ceder seu melhor sorriso falso, mas o jogo precisava continuar. Aveline deixou o manto sobre seu lugar, ao lado de Shay Cormarc e pegou o presente que ela daria ao seu amigo oculto.

— Também conheço muito pouco do meu amigo oculto, sei que é um homem despojado e um tanto fora dos padrões. – Os presentes das salas dividiram suas atenções entre Edward e Jacob. – Um inglês que tem fortes ligações com sua família e faz tudo por ela.

— Não é o meu irmão... – Comentou Evie baixinho.

— Meu amigo oculto é Jacob Frye!

O rapaz sorriu alegremente para a irmã ao seu levantar e lhe respondeu. – Veja, querida irmã, não sou tão mal visto como você insiste em dizer.

— Muitíssimo obrigado. – Disse o Frye ao receber em mãos o presente volumoso e leve que recebera da americana.

O presente era de longe o melhor embrulhado e talvez até o mais perfumado dentre todos os que já foram dados até o presente momento. Jacob sustentava um sorriso enquanto desfazia o laço da fita e abria ponta por ponta do papel presente até que o objeto se revelou ser um chapéu tricorne.

— Um chapéu?

— O mais caro e elegante chapéu Tricorne que já encontrei. – Ela respondeu toda orgulhosa de si.

— Que bom gosto... – Comentou Haythan em seu canto.

— Experimenta! – Ela sorria feito uma criança na frente do Frye.

— É Jacob, experimenta. – Incentivou a irmã sentada em seu lugar com um belíssimo sorriso debochado desenhado nos lábios finos.

— Tenho certeza que ele não irá combinar com a minha roupa, o farei em uma ocasião mais apropriada. – Ele disse a jovem que certamente não havia percebido a manobra do rapaz.

Aveline voltou ao seu lugar convencida de que havia dado o melhor presente da brincadeira, ao passo que seu presenteado deixou o chapéu sobre seu lugar e pegou a caixa elegantemente embrulhada que ele daria logo em seguida.

— Assim como minha estimada irmã, fiquei muito satisfeito em tirar meu amigo oculto. Certamente um homem que pode me entender melhor do que a maioria e alguém que soube aproveitar bem as oportunidades da vida. – Jacob olhava para todos ao seu redor, sem se demorar em ninguém. – E agora eu trago mais uma ótima oportunidade para ser aproveitada pelo melhor pirata que já navegou por esses mares.

Edward abriu seu melhor sorriso após o estonteante elogio que recebera e se levantou para receber seu merecido presente das mãos de Jacob. Um bonito embrulho retangular e pesado. Instintivamente, o Kenway sacolejou o objeto e ouviu o som de algo líquido se remexer. Ansioso em saber o que era, desembrulhou sem a menor preocupação do papel ou fita e deparou-se com uma elegantíssima garrafa de Uísque.

— Um legítimo Johnny Walker. – Nomeou Jacob a bela garrafa de bebida.

— Algo que precisa ser apreciado com calma... – Comentou Edward ao maravilhar-se com a garrafa em suas mãos. – Tens meus sinceros agradecimentos, meu jovem. Agora, se me permite...

Jacob retornou ao seu lugar com a plena certeza que ele sim havia acertado em cheio em escolher o seu presente e ao se ajeitar no sofá de três lugares instigou a irmão mais uma vez. – Acredito que fui melhor sucedido com meu presente do que a brilhante Evie Frye, não é mesmo minha irmã?

Evie se limitou a lhe lançar um olhar desgosto em resposta ao sorriso provocativo de seu irmão. No centro do recinto, Edward depositava a garrafa com cuidado em seu lugar ao lado do neto e recolhia para si o presente em um embrulho tosco, claramente feito por ele.

— Confesso que me senti sortudo ao ter tirado o meu amigo oculto, pensando que seria extremamente fácil lhe presentear. E realmente é, por isso decidi sair do óbvio e dar um presente único. De capitão para capitão.

Edward ficou de frente para Shay que se levantou e muito cordialmente recebeu o embrulho tosco para em seguida dar um forte aperto de mão no Kenway. O loiro voltava para seu lugar enquanto Shay desembrulhava seu presente, que para seu espanto era uma pele de onça. Quando a mesma se esticou abaixo de suas mãos que a seguravam feito pinças, ele percebeu que na verdade não era uma simples pele, era pior, era uma roupa feita de pele de onça.

— Eu mesmo cacei e costurei essa roupa para os dias quentes no Caribe. – Comentou Edward com sua inseparável garrafa de rum na mão.

— Foi um bom presente, vovô... – Comentou Connor ao seu avô, que estava bem ao seu lado. – Eu tenho uma de lobo, é muito útil. – Edward assentiu ao neto com certo orgulho em si.

— Muito obrigado... – Shay deixou a peça ao lado de Avelie que a olhava com um misto de curiosidade e horror na face.

O irlandês voltou-se para a pequena plateia que aguardava para saber quem era seu amigo oculto, em suas mãos havia um pequeno embrulho. – Bom... Eu muito refleti antes de escolher o que dar ao meu amigo oculto que é certamente alguém de minha mais alta estima. E é com muito orgulho que digo que meu amigo oculto é Haythan Kenway.

— Isso até parece armado... – Comentou Arno à Jacob.

— Tenho plena convicção disso. – Respondeu o inglês seriamente ao francês que estava que concordava positivamente com a cabeça.

— Muito obrigado, Shay. — O Kenway se levantou e recebeu alegremente o presente e um abraço amistoso do seu companheiro de missões ao longo da América. – Não use aquela roupa ridícula que meu pai lhe deu em missões templárias. – Cochichou Haythan durante o breve abraço entre ambos.

Cormarc observava ansioso para ver a reação do templário ao desfazer o laço e o embrulho, mas quanto Haythan conseguiu tal feito houve uma nítida surpresa por sua parte.

— Sei o quanto gosta de ler e também de escrever. Por isso achei que essa seria a melhor forma de lhe ajudar com seu pequeno problema.

— Técnicas de Arborismo... – Leu o Kenway em voz baixa. – Como escalar árvores.

— Tenho certeza que irá ajudar com a sua garota. – Shay deu dois tapinhas no ombro do amigo que olhava descrente para seu presente.

O irlandês voltou ao seu lugar satisfeito e Haythan retirou do próprio casaco uma pequena caixa bem enfeitada e limpou a garganta para iniciar o seu discurso.

— Eu muito me empenhei para encontrar um presente digno do meu amigo oculto, algo que combinasse com sua elegância e que ao mesmo tempo lhe fosse útil. Então, procurei algo com requinte e bom gosto para presentear o jovem Arno Dorian.

Arno abriu um sorriso e se levantou para ir buscar seu presente das mãos de Haythan, que lhe cedeu também um aperto respeitoso de mãos. O rapaz desfez o laço de fita e abriu a pequena caixa de madeira. Havia ali um belo relógio de bolso em prata polida. Ele o retirou e só então percebeu ter uma cruz vermelha no verso do mesmo.

— Para combinar com o pingente de sua namorada.

— Ah... Obrigado... Eu acho...

Haythan lhe deu um aceno educado com o chapéu tricorne e voltou ao seu lugar ao lado do filho.

— Por que eles usam esses chapeis horríveis? — Perguntou baixinho Altair à Ezio que lhe respondeu silenciosamente com as mãos e um “dar de ombros”.

Arno guardou seu presente dentro do próprio casaco e jogou a caixa para Jacob, que parecia já ter alguma amizade com o jovem francês.

— Não há nenhum mistério que eu possa fazer quanto a quem tirei em meu amigo oculto, por isso prefiro explicar o meu presente. – Ele fitava o Auditore diretamente e continuou. – Há uma ponte em Paris onde os apaixonados prendem os nomes de seus amados para que possam ficar sempre juntos, pois o nome ficará para sempre lá unido como uma prova de amor eterna, por isso acredito que seja o intuito de todos manter aqueles que amamos por perto.

Ezio se levantou para receber o pequeno embrulho das mãos do francês, mas com a sobrancelha arqueada ele antes o questionou. – Tem certeza que não tem nenhum parente na Itália? Alguma tataravó talvez...

— Não que eu saiba, mas entendo o seu questionamento. – Arno deixou um sorriso de canto da boca lhe escapulir e completou. – Posso me ver em você.

— Não é para tanto também... – O sorriso de Arno se desfez enquanto Ezio pegava o presente nas mãos e abriu a embalagem, um cadeado pequeno e simples com uma chave lustrosa reluzia a luz ambiente. Ele analisou o objeto bem de perto e após isso concluiu. – É muito pequeno para tantas amadas.

— Que tal agora abrirmos o meu Uísque? – Propôs Edward já todo animado devido ao rum.

— Devo concordar com o meu pai que é uma boa forma de comemorarmos essa pequena confraternização que ultrapassou o tempo e as diferenças ideológicas. – Discursou Haythan no alto de sua educação.

— Sim! O Peru já deve estar assado, vamos à cozinha comer. – Disse Connor ao seu por de pé junto ao pai e avô.

— Eu trouxe rabanadas. – Afirmou Aveline contente com seu prato caseiro de doces.

Shay cruzou o recinto até Haythan e discretamente se despediu. – Eu preciso ir meu amigo, combinei de encontrar com a sua irmã.

— Está certo Shay, cuide bem dela...

— Como assim combinou de encontrar com a sua irmã Haythan? – Questionou Edward ao ouvir o diálogo entre ambos. – Jenny é sua irmã!

— Pai, você já bebeu demais, temo estar com a audição confusa.

— É melhor eu ir... – Shay já se adiantava rumo a porta enquanto Haythan tentava enrolar o próprio pai.

— Você está acobertando sua irmã em alguma coisa que eu não sei? – Edward o olhou seriamente, mas quando viu que Shay já ia longe gritou para o mesmo. – Hey! Você! Volte aqui! O que você quer com a minha Jenny?

Mas era tarde demais e Shay já transpassava a porta enquanto Haythan continuava em sua secreta missão de retardar o pai para de fato acobertar o encontro de seu amigo com a irmã na calada da noite.

FIM!

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