Assassin's Creed High School
35 Capítulo 35-This is my last goodbye
Notas iniciais
Sair para comer com a minha mãe; vestir-me para a Graduação para Assassina; Graduação para o Rank de Assassina; Vestir-me para a Formatura; Formatura; Cantar na formatura; aproveitar a formatura com os meus amigos; não chorar por estar saindo da escola e nunca mais ter da possibilidade de uma vida mais ou menos tranquila que a escola me oferecia; Ir para a casa dos Kenway de noite para ver se conseguimos entrar para alguma das Universidades que nos inscrevemos; celebrar o nosso sucesso (caso passemos em alguma Universidade) ou arranjar algo pra tirar nossa cabeça da tristeza caso não passemos em nenhuma Universidade. Se bem que deve ser impossível que nenhum de nós não consiga passar em nenhuma Universidade. Se isso acontecer acho que o vovô Ed e Achilles nos matam jogam nossos corpos pros abutres. E isso pode acontecer comigo e com os outros. Eu tenho pena de Connor. se ele não passar em nada o Haytham vai arrancar os órgão internos do meu namorado. E digamos que isso não é nada agradável para mim. Ou pra ele. Principalmente pra ele.
Mas de qualquer forma, estamos ocupados demais para pensar no que pode acontecer daqui a algumas horas, então estamos nos focando em uma obrigação de cada vez.
Pensando assim, quando volto da escola, vou direto para casa com Altaïr, Malik e Kadar, troco de roupa e corro para o hotel onde minha mãe pediu para encontrá-la. Eu falo com o recepcionista e peço para que ele avise à senhora Baungarten que sua filha está aqui. O homem pega o telefone em sua mesa e liga para o quarto da minha mãe. Em pouco tempo minha mãe aparece no elevador, sorrindo para mim do jeito que ela sempre fez. Mas as coisas são totalmente diferentes agora e seu sorriso parece estranho para mim. De alguma forma deslocado em meio a minha nova realidade.
–Querida, tudo bem com você?
–Sim, mãe. Eu estou bem. Um pouco nervosa com tudo o que vai acontecer hoje.
–Ah, sim.–ela assente em entendimento.–Ziio ficou comigo ontem por bastante tempo. Me disse como você tem vivido e o que vai acontecer nos próximos dias.–minha mãe me guia até o estacionamento do hotel e para o seu carro.–Eu queria ter estado aqui quando você preenchia os formulários para as universidades. Queria ter estado aqui quando você saiu para o intercâmbio, quando decidiu ser o que você vai ser e principalmente, queria ter estado aqui quando você se apaixonou pelo seu namorado.–ela sorri, mas vejo tristeza escondida em seus olhos.–Eu sinto tanto, minha querida.
–Não se culpe, mamãe. Eu sei que não foi sua culpa. Eu entendo. Você era uma informante, seu trabalho era perigoso e é claro que você não poderia me contar, eu era só uma criança e Charlie... Você não iria preocupar Charlie.
–Eu poderia ter dito ao seu pai, pelo menos.
Eu bufo, afastando rapidamente a ideia dos meus pais conversando sobre algo importante como o trabalho de informante que a mamãe. Ele simplesmente não entenderia, não acreditaria e, se acreditasse, não aceitaria. Aquele projeto de ser humano (ou seria ele o maior exemplo do que é ser humano?) nunca poderia sequer ousar pensar em entender algo tão grande quanto o Credo.
–Eu realmente entendo, mãe. Eu vi o que é preciso para ser um Assassino, ou um aliado deles. Eu sei que você queria estar aqui e isso é o que importa pra mim. Eu sei que você não quis me deixar ou deixar o Charlie.–olho para frente conforme ela dirige para um restaurante qualquer.–E você está esquecendo de um detalhe, mãe.
–Estou?
–Sim.–olho para o anel que Connor me dera logo depois do jogo de paintball. Um anel de prata com entalhes de ramos de videiras em bronze. Algo que, por alguma razão, me fazia pensar em elfos.–Eu escolhi ficar em casa com o Charlie e o papai. Você me deu a escolha de ir com você, mas eu não queria deixar a minha casa e meus amigos da escola. Não queria deixar Charlie pra trás, já que ele também não quis ir com você. Eu preferi ficar em casa porque eu tinha medo do que estaria do lado de fora de Boston.
–Você era uma criança, Olive. Você não poderia entender o que estava acontecendo e eu nem mesmo me expliquei. Eu queria tanto ir embora que nem mesmo pensei em pedir ajuda aos Assassinos, em te explicar a situação, de falar com o seu irmão, de realmente dizer o monstro que o meu marido se tornou.– ela encosta o carro no acostamento de uma das ruas secundárias.–A culpa é minha, Olive. Eu não te dei uma escolha justa. Você era uma criança que não sabia de nada e eu não me dispus a te explicar, de ter coragem de falar com você e seu irmão de verdade e eu nunca vou poder consertar esse erro. Nunca poderei apagar as terríveis memórias que meu marido te deu e...
–Mãe.–tiro suas mãos do volante e a seguro entre as minhas.–Eu não te culpo. Isso é coisa do passado e eu tive ajuda para superar isso. Eu não me importo mais com ele ou com o que aconteceu. Eu só estou feliz por você estar viva, mamãe. E aposto que é só isso que importa para Charlie também.–eu a abraço.–E você passou pelo inferno também, não é mesmo? Sei muito bem como os Templários tratam os que ajudam os Assassinos. Mesmo que eu achasse que você precisa pagar por isso, o que eu não acho, você já teria pagado mãe.–puxo um pouco a manga do seu casaco, expondo seu ombro direito e a cicatriz de diversas queimaduras pequenas, como que feitas por pontas de cigarro, mas as que marcam o corpo da minha mãe são perfeitamente circulares.–Eu te amo, mamãe. Você está aqui. É tudo o que importa para mim. Tudo.
Ela me abraça e esconde o rosto em meu pescoço. Acaricio suas costas e a deixo ficar comigo o quanto que ela quiser. Deixo que ela sinta a minha artéria pulsando em meu pescoço. Deixo que ela se acalme e respire o quanto quiser. Eu não estou com pressa. Eu farei uma coisa de cada vez hoje e me concentrarei totalmente nisso. E minha mãe não é apenas um dever na minha agenda e para ela, eu tenho todo o tempo do mundo e nada mais importa.
–Obrigada, Olive.–ela se afasta de mim, após alguns minutos abraçada.–Eu vou te levar ao seu restaurante favorito. Bem, ao menos quando você era criança era o seu favorito.
–Onde vamos?
–Você não se lembra, querida? Eu não acredito!
–Desculpe, eu realmente não consigo me lembrar. Onde é? Qual o nome?
–Você vai ver quando chegarmos. Acho que ainda é a mesma equipe que trabalha lá desde que você e seu irmão eram criancinhas.
–Vamos, mãe! Diz pra mim!
–Você vai se lembrar assim que entrarmos no restaurante. Tenho certeza.
Cruzo os braços e fecho os olhos para tentar me lembrar de algum restaurante que eu gostava muito quando pequena e, sinceramente, só consigo pensar em Mc Donald's e dos cachorros quentes do tio Jorge lá na esquina da praça, mas não contam como restaurantes, certo? Além do mais, o tio Jorge já morreu e não acho que a minha mãe iria me levar para um Mc Donald's no dia da minha formatura. E o staff do Mc Donald's sempre muda, então não é uma opção.
Chegamos no centro de Boston e minha mãe pega uma Avenida que eu nunca tinha pegado e percebo que estamos passando por diversas lojas caras. Tão caras que o limite do meu cartão de crédito estourou só de olhar para as vitrines. Não que o limite do meu cartão seja alto, mas sério, essa rua comercial cheira a etiquetas de preços com três dígitos e digamos que eu sou uma mulher que gosta das etiquetas que começam com zeros e não que terminam com eles.
Mas minha mãe parecia confortável com o lugar e logo ela está estacionando em frente a uma mansão feita de tijolos vermelhos cobertos por hera e musgos, telhado de duas águas feito de telhas brancas e o jardim. Ah, esse jardim. Tulipas. Tulipas de todas as cores. E grama verde e alta o suficiente para cobrir os talos das tulipas, deixando apenas as pétalas à vista. E arcos de videiras e arbustos em forma de animais como coelhos e tartarugas.
–Hop hop hop.–digo, sentindo memórias voltando à superfície.
–Você se lembra agora?
–Mais ou menos. Eu lembro desse jardim. Eu comecei a gostar de tulipas por causa desse jardim, não é?
–Sim. Isso mesmo. Você me pedia para comprar uma tulipa pra você toda vez que passávamos na frente da floricultura da dona Martha.
–Sim. Principalmente as brancas. Tulipas brancas, porque elas ficavam por cima do senhor Hop.–digo e me sinto com cinco anos de idade mais uma vez.
–Sim, isso mesmo.–ela sorri gentil e me envolve com seus braços.–Vamos entrar agora?
–Sim, sim, vamos entrar.
Minha mãe me guia para a entrada do restaurante. O cheiro de carne assada e massas cozinhando faz o meu estômago roncar. Um homem vestido em um manto vermelho e dourado olha para nós por um tempo e então abre as portas de carvalho branco para que nós possamos entrar no restaurante. Minha mãe vai até um recepcionista (vestido no mesmo manto vermelho que o homem que abriu a porta para nó), provavelmente para que ele nos leve até a nossa mesa. Enquanto ela conversa com o homem eu reparo no lugar. Mesas de madeira escura, grandes e quadradas, cobertas por simples tecidos azuis escuros cortados descuidadamente, cadeiras no mesmo estilo rústico, lustres grandes e brilhantes pendurados no teto de madeira, iluminando todo o ambiente com um ar de Idade Média.
E claro, eu olho em volta procurando saídas de emergência caso algo aconteça. As janelas são bem grandes e não tem grades, poderíamos quebra-las para fugir. Uma porta nos fundos, uma segunda saída, e nada mais. Só isso. Seis janelas e duas portas. Bem, não é um lugar indicado, mas é só um jantar com a minha mãe, não uma reunião com Mestres Assassinos para discutirmos os planos para acabar com a intervenção templária.
–Princesa?–um senhor diz, mas eu nem mesmo olho para ele. Tem várias pessoas aqui. Ele pode está falando com qualquer uma delas.–Princesa Baungarten?
Agora sim, eu me viro. E me viro rápido, agarrando um garfo que estava em uma das mesas, apontando as três pontas para o rosto do homem.
–Oh, mil perdões, princesa Baungarten!
–Espere, eu conhe...ço você! Lorde Karlan?
–Sim! Sou eu! Eu não a vejo há quase uma década!–ele se aproxima de mim e eu finalmente abaixo o garfo. Lorde Karlan parece querer se abraçar, mas se curva respeitosamente.
–Agora eu me lembro. Eu amava vir aqui porque o staff tratava todos como príncipes e princesas, e eles agiam como vassalos e era na época que eu estava lendo muitos livros dessa época histórica.–digo para o Lorde Karlan.–Eu não me lembrava mais de nada disso. Como pude me esquecer de você, Lorde Karlan? E disso tudo? Eu amava esse lugar.
–Minha princesa, saiba que, não importa quanto tempo se passe, você sempre, sempre será bem-vinda ao meu restaurante.
Eu o abraço com força e ele devolve o gesto.
–Você é a única verdadeira princesa desse lugar. –ele sussurra para mim.–Só não conte para as outras garotas. Elas ficariam com ciúmes.
Eu só assinto.
–Pode deixar, Lorde Brown. Eu mesma levarei essas duas rainhas para a mesa.
O homem se curva e então eu e minha mãe seguimos Lorde Karlan até a nossa mesa. Ele puxa a cadeira para mim e então espera ao nosso lado.
–Será que o Lorde lembraria qual era o meu pedido de sempre?–pergunto.
–Mas é claro que eu me lembro, minha princesa. –ele sorri.–A minha rainha quererá o mesmo de sempre?
–Eu adoraria.
Ele nos deixa sozinhas e eu olho para tudo ao meu redor, totalmente extasiada com as memórias que surgem na minha mente. Como pude esquecer este lugar? Quase todas as minhas memórias felizes estão aqui. Charlie brincando comigo nos fundos do restaurante, meus pais agindo como um casal apaixonado, Lorde Karlan mais jovem, com mais energia e com a mesma gentileza, as cozinheiras sempre nos dando suas melhores sobremesas. Tudo aqui me deu alegria. Será que minhas memórias ruins superaram minhas memórias boas?
Não. Eu não me importo com o motivo de ter esquecido. Eu me lembro agora e nunca mais irei esquecer-me deste lugar.
Converso com a minha mãe sobre as minhas atividades para o restante do dia e então vemos Lorde Karlan trazer dois pratos quentes. Sopa de brotos selvagens para a minha mãe e Espaguete para mim. Mas o espaguete daqui é simplesmente o melhor espaguete do mundo inteiro. Sem exageros.É divino.
Terminamos de comer e então pedimos ao Lorde Karlan para conversar conosco e dizer como as coisas estão indo para ele. O homem está bem, cuidando de sua família e dos seus negócios, parece que Karlan sempre consegue lidar com tudo com destreza e certa realeza que é própria dele, sempre foi. Ele poderia ser um CEO de uma grande empresa com seu jeito atencioso e inteligente. Mas creio que ele é mais feliz com o seu restaurante, tratando seus clientes como a família real.
Nós conversamos o máximo que o tempo nos permitia e então saímos do restaurante, com a promessa de que voltaríamos em breve.
Minha mãe me leva para o Hotel rapidamente, afinal, eu preciso me vestir para a Graduação e ainda há uma grande preparação, com direito a conselhos com o Mestre e o preenchimento da minha "ficha" como Assassina.
–Eu queria que você pudesse ir conosco, mas infelizmente a cerimônia é restrita a Assassinos.
–Eu entendo. Também gostaria de ir, querida, mas eu estarei torcendo por você.–ela me abraça brevemente.–Agora vá e aproveite o seu dia. Eu a verei quando você estiver indo para a sua escola para a formatura.
Assinto e saio do carro, entrando rapidamente no Hotel, o sol amarelo brilhante atrás de mim produzindo uma sombra levemente diagonal sobre todos os prédios da rua.
–Você chegou bem na hora.–Addah me recebe.–Rebecca vai te acompanhar hoje até que a cerimônia se encerre.
–Oh, ok. E onde ela está?
–Bem aqui.–Becca aparece no fim do hall de entrada.–Venha, eu vou ficar com você hoje.
–Certo.–vou andando apressadamente até ela. Meio correndo, meio andando.
–E tome cuidado na rua, Addah. E lembre que pode chamar Arno para te ajudar, caso precise de alguma coisa.
–Ah, Arno está me esperando no carro. Ele disse que não permitiria que eu saísse sozinha pela cidade.–ela diz com a voz cansada.–Vocês todos precisam entender que eu não ando, mas não sou uma inválida.
–Nós nos importamos. Eu nunca me meteria em uma briga com você. Eu já te vi carregando uns 80 quilos de caixas sem reclamar e bem, isso é algo que eu não consigo fazer.
Addah suspira.
–Eu volto para a sua cerimônia, Olivia.
–Obrigada, Addah.
A Assassina sai do Hotel rapidamente e posso ver tanto Kadar quanto Arno em pé ao lado de um dos carros oficiais do Bureau.
–Bem, bem, agora venha comigo. Vou te levar até o vovô Ed.–ela para de andar.–Tente lembrar de chamar ele de Mestre. Só por hoje.
–Pode deixar.
–Vovô Ed vai fazer a sua ficha, então só responda as perguntas dele rapidamente e aceite o que ele disser.
–Claro.
–Não se preocupe com nada.
–Você parece preocupada, Becca.
–É que tem muita coisa pra fazer hoje. E eu só quero que tudo dê certo.
–Você não sabe mentir pra mim.
Ela suspira e se encosta na parede do corredor.
–A união é um pouco dolorosa, mas eu sei que você vai conseguir passar por ela sem problemas. A verdade é que eu estou preocupada com a formatura...–ela solta o ar dos pulmões com pesar.–Não que eu não me importe com você! Longe disso! É só...
–Aconteceu alguma coisa?
–Eu esperava que o Shaun me convidasse pra formatura...
–Você.. oh. Oh. OH!
–Shh!
–Eu sabia! Vocês ficam sempre se olhando há dois anos!
–Sim, e ele é um covarde e nunca me chamou pra sair!
–O Shaun é assim, você sabe que ele não dá o primeiro passo com essas coisas de romance.
–Eu sei! Mas essa uma grande chance e ele não aproveitou... Será que ele ao menos gosta de mim?
–Oh, não seja boba, claro que ele gosta! Ele só é um bundão.
–Oh, obrigada por dizer que estou apaixonada por um bundão. Nem todo mundo tem a sua sorte de se apaixonar por um dos garotos mais populares da escola e ganhar na loteria para ele gostar de você de volta.
–Haha, desculpa. Você sabe que eu gosto do Shaun. Somos amigos e você faz com que ele seja uma pessoa muito melhor.–eu a seguro pelos ombros.–Quem ele convidou para ir com ele?
–Addah.–ela diz com tristeza.– Eu vou com Arno.
–Ah, saquei. Ele sabia que a Addah ia aceitar. E também sabia que ela não ia entender nada errado pelo convite.
–Sim. E ela é bonita. E adorável. E simpática. E sorridente.
–Ei, nós duas sabemos que ele gosta de você. E sabemos que Addah gosta de Kadar e vice-e-versa.
Becca assente sem energia.
–Pode deixar que eu e o Ezio resolvemos isso.
–Ah, acho que o Ezio vai estar meio ocupado com a Aveline.
–Quando isso aconteceu?!
–Ontem no bar do Desmond. A gente também ficou surpreso. Ela falou tudo antes mesmo de começar a beber e o Ezio "consumou o ato" ali mesmo. Fiquei feliz pelos dois.
–O mesmo vai acontecer com você hoje. É uma promessa.–digo.–Mas antes, uma pergunta.
–Claro.
–O Kadar vai?
–Por incrível que pareça, sim. Ele vai. Uma garota peituda da nossa sala implorou pra ir com ele. Kadar disse que sabe que ela só quer se aproximar de Ezio e os outros, mas ele aceitou de qualquer forma porque espera ter uma chance de ver Addah em um ambiente diferente.
Assinto, já sabendo exatamente o que fazer para fazer Becca ficar com Shaun essa noite. Nenhum plano genial, de verdade. Não precisam de nada genial, só uma emboscada básica.
–Bem, vamos logo com isso. Você precisa se vestir e seguir para a União.
Assinto e a sigo até os dormitórios.
Becca me ajuda a me vestir e prende o meu cabelo em um rabo de cavalo firme. Meu uniforme é inspirado nos diários do vovô Ed. Em piratas e mares e navios. Eu mesma fiz o design e os Assassinos só costuraram tudo junto. Vovô Ed ainda não viu o meu uniforme e espero que ele goste de saber que eu o uso de inspiração para algumas coisas (não todas, claro. Vovô Ed já fez muita merda e isso me ensinou o que não fazer).

Quando estou pronta, Becca me levar até a sala do Mestre e entra comigo.
Vovô Ed faz sinal para que eu me aproxime e dispensa Becca. Ela sai e eu me sento na cadeira à frente do vovô.
Ed tira uma pasta de uma escrivaninha e uma caneta. Ele sorri para mim enquanto faz as perguntas simples sobre as minhas características biológicas e pessoais. Tipo sanguíneo, nome, idade, coisas assim. Quando ele termina com a ficha pessoal, vovô Ed faz perguntas sobre meu conhecimento do Credo, o que eu respondo sem dificuldades, mas sempre mantendo a mente aberta, tomando cuidado para não tornar o Credo algo simplesmente teórico, algo que se decora, mas um estilo de pensamento, estilo de vida.
–Levante-se, Olivia.–ele faz sinal para que eu o siga.
Nós descemos até o subsolo do Hotel, para um lugar que nunca fui. Uma sala feita em estilo bizantino, com arcos altos, paredes de pedra, e colunas cheias de detalhes entalhados. Um tapete vermelho cobre o chão até uma parte elevada da sala. Dos dois lados do tapete estão todos os Assassinos de Boston. Ziio, Haytham, Sr. Milles, Desmond, Lucy, Connor, Ezio, Addah, Arno, Kadar, Malik, Altaïr, Aveline, Shaun, Rebecca e vovô Achilles. Não muitos, mas todos importantes.
E na plataforma, ao lado do Mestre, está a pessoa que eu com certeza não esperava ver aqui.
–Zidane...–sussurro seu nome.
–Oi.–ela acena discretamente, sorrindo para mim com alegria e doçura indescritíveis. Ela está linda em seu uniforme branco e vermelho.
Eu caminho até o Mestre e Zidane, parando perto dos dois. Ela segura a beirada do meu uniforme e se coloca diretamente ao meu lado. O Mestre se coloca à nossa frente e sorri para mim e os outros Assassinos.
–Laa shay’a waqi’um moutlaq bale koulon moumkine.–vovô Ed pega uma tesoura de ferro (não uma tesoura de papel, uma tesoura de ourives, grande, que serve para agarrar pedaços de ferro quente) de dentro de um braseiro. A ponta queima amarela. Ele a aproxima do meu dedo– A sabedoria do nosso credo é revelada por intermédio dessas palavras. Nós trabalhamos na escuridão para servir a luz.–ele fecha a tesoura ao redor do meu dedo anelar. Meus olhos se enchem de lágrimas devido à dor da queimadura, mas não faço nenhum som.– Nós somos Assassinos.
Nós todos subimos juntos as escadas (exceto Addah, que pega o elevador) e vamos até o teto do Hotel. Eu me aproximo da beirada do teto, onde uma pequena prancha de madeira se projeta para o pôr do sol. O Mestre assente e eu caminho até o fim da prancha e salto sem hesitação. Os meus braços abertos abraçam o desconhecido.
O vento retira meu capuz e balança meu cabelo. A vertigem faz meu baixo ventre formigar. Só fecho os olhos e corto o vento rapidamente.
Eu aterrisso de costas em um monte de espuma de colchões e olho para cima, onde todos os meu amigos olham para mim com olhos preocupados, querendo saber se estou ilesa. Ergo o meu polegar para o alto e sorrio, satisfeita. Eles urram em aprovação e batem palmas para mim. Eu saio da espuma e corro para dentro do Hotel.
Sou recebida pelos outros e abraçada por cada um dos presentes. Todos me parabenizam e o Mestre me entrega a minha própria hidden blade, de design único para mim e nas especificações exatas para os meus braços. Eu a coloco e libero a sua lâmina pela primeira vez, o que leva os Assassinos a urrarem em aprovação.
Vamos para o grande salão, onde treinamos nossos golpes (de forma amigável, mas com certeza perigosa) e conversamos alegremente.
Recebo conselhos dos mais velhos e experientes e também sou tratada como a bebêzinha novata pelos meus amigos, incluindo Zidane, que só se graduou algumas semanas antes de mim. Mas o bullying nos une. É como uma família grande e feliz é, então não me importo.
Addah nos lembra que ainda precisamos nos vestir para a formatura, então em alguns minutos todos nós corremos para os dormitórios para nos prepararmos para a cerimônia.
Com apenas uma faixinha protegendo meu dedo queimado do ar frio eu e os outros, já vestidos propriamente para a ocasião, entramos nos carros oficiais do Hotel e vamos para a escola. Eu estou no carro com Addah, Arno e Zidane, e eu estou dirigindo, por mais que Arno tenha insistido em assumir essa parte. Mas eu sei que a direção na França é invertida, e realmente não quero que ele corra o risco de ir para a contramão e matar todos no carro.
Zidane está ao meu lado, usando um vestido vermelho que pertence à Becca e que eu precisei insistir muito para que a minha amiga de Atlantic City aceitasse vir conosco a formatura, e parece um pouco tímida no meio de tantas pessoas que ela não conhece, mas Addah está sempre mantendo uma conversa agradável e até a hora que chegamos à escola ela já está bem mais à vontade com as pessoas no carro.
Estacionamos os carros no estacionamento da escola, tentando manter todos os carros próximos um do outro, já que algo pode dar errado e seria melhor se todos nós pudéssemos ficar juntos e lutar juntos. Ou fugir juntos.
–Será que não estamos sendo muito descuidados deixando o Bureau vazio? –Arno pergunta num sussurro que só eu ouço.
–Estamos com os equipamentos portáteis. Podemos ser contatados da mesma forma que seríamos se estivéssemos no Bureau. E o Hotel é extremamente seguro. Só nós podemos entrar. E estamos armados. Se formos discretos e agirmos como simples adolescentes, tudo vai ficar bem. –digo sorrindo tranquilamente.
–Eu não recebi nenhum comunicador. –ele diz confuso.
–Aqui, seu bobo. –enfio a mão dentro do bolso interno de seu terno e lhe mostro uma caneta de metal. –Vai te dar um choquinho se precisarem de você. Para falar é só apertar o botão e para ouvir é só tirar a tampinha e deixar próxima ao ouvido. E lembre, é próximo ao ouvido, não dentro.
–Oh, entendi. –ele pega a caneta da minha mãe e a coloca de volta no bolso. –Bem, onde está o meu par?
–Ela está ali, saindo do carro com o Ezio e Shaun.
Arno assente e vai até Rebecca.
–Então essa é a sua escola. –Zidane diz enquanto olha em volta. Ela parece gostar do ambiente arborizado de Emperor High e dos prédios vermelhos e brancos onde temos aulas. –É um lugar muito bonito.
–Sim. Eu gosto daqui.
–Eu também gostaria. Mas nós duas já terminamos a escola, não é mesmo ?
Eu só assinto.
–Onde será a formatura? –ela pergunta.
–No auditório central, nos fundos. Depois a festa será na área de esportes. Nos ginásios, mas não nas piscinas. –aponto para o sul, mostrando a direção do auditório, depois para o leste, onde os ginásios ficam, e por último sudeste, onde as piscinas ficam.
–É um lugar muito grande, então talvez você queira ficar perto de mim.
–Não vou deixar o seu lado. –ela sorri.
Connor vem até nós duas e cumprimenta Zidane com um sorriso amigável. Bem, o mais amigável que ele pode. Admito que meu namorado não é exatamente um show de simpatia, mas ele tenta (de vez em quando) e o que vale é a intenção né?
Connor segura minha mão e eu seguro o braço de Zidane com a minha mão livre. Logo nós três seguimos os outros Assassinos e eu reparo em meus amigos, todos andando de dois em dois, um atrás do outro, como criancinhas do jardim da infância saindo da sala para o recreio. Lucy e Desmond na frente, Ezio e Aveline logo atrás, Addah e Shaun os seguindo de perto, Becca e Arno (Becca com um sorriso meio triste), Altaïr e Malik, tia Ziio e tio Haytham juntos com Achilles e vovô Ed, eu, Connor e Zidane estamos logo atrás dos quatro, e por último, atrás de nós, está Kadar, que já achou seu par, e que caminha ao lado do tio Bill Milles.
Nós entramos no Auditório e levamos os parentes de todo mundo e os pares que não estudam na escola, até os seu devidos assentos, onde minha mãe já está sentada feliz e alegre, depois nós vamos para os fundos para vestir as nossas becas.
–Oh, que bom que você já está aqui, Olivia!–Misaki vem correndo até mim.–Você está pronta?
–Sim, eu e Desmond estamos prontos. Mas você tem certeza de que está tudo bem se cantarmos aquela música? Eu adorei e aposto que todos da sala vão amar, mas alguns pais não ficarão felizes.
–O ano já acabou! O que eles vão fazer? Nos expulsar da escola?
Eu rio e abraço Misaki.
–Gosto do seu jeito de pensar.–digo.–E não se preocupe. Nós estamos prontos e vamos ser incríveis.
Quando todos estão prontos, nós voltamos para o auditório e nos sentamos nas cadeiras separadas para os estudantes. Estamos sentados em ordem alfabética. Eu não fico perto de ninguém que eu realmente conheça, mas não é um problema. Nós não poderíamos conversar de qualquer forma.
Ouço o diretor falando, os tributos aos pais e por fim orador da turma, mas não absorvo muita coisa. Estou um pouco nervosa com a música. É uma música difícil, com um ritmo rápido e eu não quero confundir as minhas partes com as partes do Desmond (caso você esteja se perguntando quando isso aconteceu, eu digo, foi há quatro semanas, eu disse que só participaria se alguém cantasse comigo. Desmond canta muito bem e logo foi forçado a participar, do mesmo jeito que eu fui, então nós treinamos um dueto que Misaki arranjou). Mas acho que tudo vai dar certo. Treinamos bastante e Des é bem confiante, então ele me dá muita segurança.
Somos chamados ao palco. Eu e Desmond nos levantamos ao mesmo tempo. Ele tira a sua beca e a joga no banco. Eu faço o mesmo, expondo o meu lindo vestido e minhas pernas levemente bambas.

O assassino me pega pela mão e nós dois subimos ao palco. Ele me entrega o microfone e faz sinal para que soltem a música.
(https://www.youtube.com/watch?v=ZV0KKOIGu_I)
–Du du du du-du du du Du du du du du-du du du Some legends are told, some turn to dust or to gold, but you will remember me, remember me for centuries.– canto e todos os alunos começam a aplaudir. Quem esperaria que o tributo final seria um mashup de fall out boy?
–Put on your war paint.–Desmond já emenda comigo.
–And just one mistake Is all it will take. We'll go down in history. Remember me for centuries.
–You are a brick tied to me That's dragging me down Strike a match and I'll burn you to the ground.
–Remember me for centuries
–We are the jack-o'-lanterns in July Setting fire to the sky Here he comes this rising tide So come on. –Desmond se empolga e começa a dar socos no ar e eu admito, o ritmo da música com certeza fez meus quadris se moverem bastante.
Eu vejo muitos se levantarem e gritarem aprovando a nossa performance, e me sinto em um grande show. A voz de Des e a minha saindo das caixas de som e é algo ótimo de se ouvir. Desmond cativa as pessoas com o seu jeito mais solto e eu tento me manter o mais parada possível, já que não quero que a minha voz fique tremida, mas Des não parece perceber minhas preocupações e me puxa para perto de si e me incentiva a dançar com ele.
Eu e ele estamos tão próximos que eu quase confundo as minhas partes com as partes dele e estrago toda a música. Mas não fiz isso, pois me concentrei na minha própria voz e na tatuagem exposta de Desmond.
–But you will remember me, remember me for centuries.–minha voz ecoa com a última batida. Ouvimos os aplausos.
Eu olho para Desmond e ele sorri para mim, ofegante. Nós dois nos curvamos levemente e descemos do palco antes que o diretor nos alcance. E não, ele não parece feliz. Ele com certeza vai lembrar de mim, Des e Misaki por um bom tempo.
Eu e Desmond colocamos nossas becas rapidamente e nos sentamos em nossos devidos lugares.
O diretor começa a chamar os alunos em ordem alfabética para receberem seus diplomas. Do nosso grupo, Ezio é o primeira a ser chamado e se levanta, indo confiante até o diretor. Ele manda um beijo para a platéia, praticamente arranca o seu diploma da mão do direto e desce do palco, vindo até nós rapidamente. Ele recebe abraços de todos os Assassinos mais velhos e dos colegas de sala que estão perto dele. Eu não posso ir até ele, já que preciso ficar sentada até ser chamada.
Depois é Malik. Eu aplaudo e grito como uma fangirl quando ele ergue seu diploma, mas não tão alto quanto Altaïr, que consegue fazer seu grito "gostoso!" sobressair no burburinho do auditório. Malik fica corado e vai direto para onde nossos convidados estão.
O diretor me chama e me levanto temerosa, caminhando até o diretor. Ele apenas sorri para mim, gentil até, me entrega o diploma, me abraça e agradece por todo o meu esforço. Eu volto para as cadeiras e vou até a minha mãe, que me espera de braços abertos. Ela beija meu rosto e tira várias fotos minhas em menos de um minuto, então tia Ziio e Haytham me abraçam, os dois ao meus tempo, e enchem meu rosto de beijos, tão orgulhosos de mim como se eu fosse a filha deles.
–Meus parabéns, querida. Nós estamos muito orgulhosos de você.–Tia Ziio diz e beija minha bochecha.
–Eu não esperava nada menos de você, Olivia. Você foi mais do que excelente.–Tio Haytham beija minha testa.
–Obrigada, vocês foram incríveis para mim. Eu amo vocês.–Eu os abraço com força.
Eu me sento com Malik, Altaïr, Ezio e Zidane e assisto os meus amigos recebendo seus diplomas.
Do nosso grupo Rebecca é a seguinte, e ela grita "liberdade!" enquanto desce as escadas e vem correndo até nós, arrancando a beca e jogando tudo para o alto. Shaun é mais comportado, só pega seu diploma e vem até nós sem mais nenhuma atração além do ar da sua graça. Connor é o próximo e não podia ser diferente. Houve uma gritaria por parte das garotas da nossa sala e também de várias convidadas. Eu sei que Connor é super popular e eu pensei que estaria acostumada a essa altura da vida, depois de quse um ano juntos, mas digamos que eu quero matar cada uma delas de uma maneira terrível. Mas Connor só acena levemente, (e eu não queria que ele acenasse, mas tudo bem, tudo bem, eu sei me controlar) e vem direto para onde seus pais estão.
E por último Desmond é chamado. Ele leve um tapinha um pouco forte demais do diretor e então recebe seu diploma. Lucy vai até ele enquanto ele ainda está descendo as escadas e o beija, para calar as fangirls do seu namorado de um jeito bem efetivo. Eu deveria ter feito isso. Mostrar pras vadias quem tem o namorado mais desejado e mais perfeito da Emperor High e região.
Ok, falei como se isso fosse algum tipo de competição e o Connor é o meu pokémon.
–Vamos para a festa agora, formandos?–Arno aparece onde nós estamos. Ele está segurando a mão de Becca.
–Claro.–Shaun olha para a mão deles e seu sorriso desaparece.
–Conversem. Estou dando uma ordem.–Ezio diz com a cara fechada. Ele está cansado dessa merda entre os dois. Com certeza. 100% done.
Ezio e eu levamos todo mundo, menos os dois, para ginásio. Ninguém faz perguntas demais, mas todos estão um pouco apreensivos. Menos Kadar. Ele parece feliz em ter Addah só pra ele.
Nós fazemos uma espécie de escudo protetor ao redor de Addah (que não fica feliz, mas só suspira e nos deixar fazer o que quisermos) para que ninguém tropece nela ou venha dizer algo ofensivo para a minha amiga. Afinal eu sei o quanto pessoas podem ser ofensivas com pessoas com alguma deficiência. Malik foi maltratado várias vezes e ninguém quer que essa chance exista para Addah.
Entramos todos juntos no ginásio e devo admitir, o lugar está incrível.
Balões dourados cheios de hélio flutuam não muito acima das nossas cabeças, tapetes prateados cobrem as escadas do ginásio, mesas de madeira cheias de comida cara, ponche sem álcool e enfeites de gelo, um palco se assoma ao fundo do gigantesco ginásio e ao centro posso ver uma pista de dança imensa. No canto direto vejo uma área onde as pessoas podem posar diante de um painel e tirar fotos, ali estão dispostos 5 painéis diferentes, então a fila não fica muito grande.
–Nós devíamos tirar uma foto juntos. Ou ao menos alguns de nós.–Ezio diz.
Todos concordam animados.
–Mas vamos esperar por Becca e Shaun.–Addah diz acima da música que toca ao fundo.
–É verdade. Temos que esperar os dois bestas.–Ezio cruza os braços.
–Mas vamos tirar algumas fotos só nossas enquanto eles não chegam.–digo para aplacar a raiva do italiano.
Todos concordam e começamos nossa pequena sessão de fotos.
Quando Becca e Shaun chega (os dois corados e de mãos dadas) nós não fazemos perguntas, apenas tiramos as fotos alegremente. Inclusive uma só com o tio Milles, Becca, Desmond, Lucy, Shaun, o nosso professor favorito, o senhor Tay de biologia, e dois amigos de Desmond e Lucy, Clay e David. A minha foto favorita, já que eles ficaram incríveis. E também a de Malik e Altaïr, onde eles pareciam duas estrelas de Hollywood.


Depois eu e Connor vamos dançar um pouco, deixando os nossos amigos um pouco distantes (menos Zidane, que dança com Arno não muito longe de nós).
–Eu queria ficar um pouco sozinha com você.–Connor diz.
–Muita coisa tem acontecido esses dias, não é mesmo?–digo.
Ele só assente.
–Eu quero muito saber se conseguimos passar para a mesma faculdade.–ele suspira.–Eu não quero ficar longe de você.
–E nem eu de você.–encosto minha testa em seu queixo.–Vai dar tudo certo. E mesmo se não der, não creio que algo vá mudar entre nós.
–Sim.–sua mão sobe até o topo da minha cabeça.–Há mais do que amor entre nós. Nós temos a união das lutas e do Credo.
–Da liberdade.–ergo o rosto para ver seus olhos escuros.–Não é o fim. Nós decidimos o nosso fim.
–Sim.–ele me beija apaixonadamente. Um beijo lento que me permite sentir totalmente seu sabor, sua textura.
–Desculpem por chegar assim numa hora tão imprópria. Sim, eu sou tão rude.–Desmond me cutuca.
–O que foi?–pergunto.
–Querem que a gente cante alguma coisa.
–Ah, mas eu não sei nenhuma outra música que dê para nós dois cantarmos.
–A gente dá um jeito. Mas acho que vai ter uma revolução aqui se nós não cantarmos.
–Mas não tem nada...–olho em volta e finalmente percebo que a banda foi expulsa do palco e consigo ouvir algumas pessoas dizendo o meu nome e o de Desmond.–Ok, tem sim. Mas eu não sei o que cantar...
–Qualquer coisa dá. Vamos cantar fall out boy. Não tem erro.–ele me puxa para fora dos braços de Connor.
–Ei!–meu namorado reclama.
–Eu te devolvo em 30 minutos. Promessa.
Sou arrastada até o palco e Desmond enfia um microfone em minha mão.
–E qual é a música?–pergunto.
–Immortals?
–Pode ser. Acho que eu sei a letra toda.
Nós cantamos três músicas seguidas e então digo que isso é o suficiente e que agradeço muito pela atenção de todos e por gostarem tanto das nossas músicas.
Misaki vem até nós rapidamente e diz:
–Eu sinto muito por isso. Eu tentei controlar as pessoas, mas não consegui. Eles realmente gostaram de vocês.
–Tudo bem, Misaki. Nós gostamos, não é, Des?
–Até que sim.–ele ri.
Voltamos para casa às três da manhã. Nossos pais cansados demais, mas eles já tinham aguentado o suficiente para que nós pudéssemos aproveitar bastante. Todos nós dormimos na casa dos Kenway, que é grande o suficiente para todos nós e então, no dia seguinte, pegamos as cartas de resposta e nos sentamos na sala de estar e começamos a abrir as respostas.
–Passei em Columbia. Meu Deus, eu passei em Columbia.–Lucy cai no chão de emoção.–Eu passei em Literatura!
–Eu estou dentro!–Shaun ergue sua carta.–Na universidade de New York!
–Eu também!–Becca sorri e abraça o britânico.
–Harvard...–murmuro.–Eu passei em Harvard.
–O que, meu amor?–Connor pergunta.
–Harvard.–entrego minha carta para ele.–Olhe.
–Você conseguiu?–seu sorriso fica imenso.–Você conseguiu! HAVARD! Olive, isso é incrível! Meus parabéns!
–Parabéns, Livy!–Zidane diz sorrindo.
–Obrigada!–sorrio para minha amiga.–E você, Connor?– é a primeira coisa que pergunto.
Ele olha suas cartas.
–Columbia, Bin... Oh, aqui! Consegui!–ele me pega em seus braços e me gira no ar.–Vamos ficar juntos!
Sorrio como uma boba e o beijo.
Nós nos dividimos em três universidades: Columbia (Lucy, Altaïr e Malik), Harvard (eu, Connor, Aveline, Ezio e Arno) e a Universidade de New York (Becca, Shaun e Des). Foi triste ver que Des e Lucy ficaram separados, mas eles vão ficar bem, tenho certeza.
Ao fim das férias de verão
Nós fomos para as nossas faculdades. O Hotel ficou vazio, exceto por eu, Connor, Arno, Ezio, Addah, Kadar e mais alguns outros que chegaram recentemente e outros recrutas. Foi triste dizer ver os outros irem embora para longe de nós, para fora de Boston. Mas é sempre ótimo ver meus amigos seguindo em frente, vivendo a vida deles. Crescendo. Mas nós vamos nos ver em breve, vamos viver juntos no futuro, como irmãos.
Seis anos depois
Voltamos todos ao Hotel. Finalmente e definitivamente. Todos tão crescidos e maduros. Becca e Shaun casados há um ano e meio. Ezio e Aveline recém-casados. Addah e Kadar finalmente namorando. Altaïr e Malik só não casados por causa das leis contra o casamento homossexual. Lucy e Des casados há três anos e com um bebê chamado Clay em homenagem ao amigo deles que morreu há um ano. Eu e Connor noivos. Tio Haytham e tia Ziio esperando ansiosos por netinhos. Vovô Achilles descansando debaixo da terra, vovô Ed ainda firme e forte. Minha mãe vivendo uma estável. Charlie casado com Sophia, vivendo em New York. Novos recrutas aumentando nossos números. Os Templários nos dando problemas e nós dando problemas a eles. A vida seguindo normalmente para nós, Assassinos ou não.
Becca e eu estamos andando pela cidade, procurando por roupas para bebês para o pequeno Clay, próximas como se nunca estivéssemos sido separadas, tomando milkshakes e falando sobre o nosso passado.

–Eu não esperava que eu fosse ser tão feliz. Com o Credo e tudo.–Digo.–Não pensei que fosse possível ser tão normal.
–Tirando as missões uma vez ou outra, não é mesmo?–ela ri.
–Sim. É verdade. Mas a vida continua e fico feliz ao ver que nosso trabalho tem mantido esse mundo girando.
–Sim, tem razão. Nós ajudamos a manter esse mundo livre do controle templário.–ela pega um macacão jeans que parece servir em Clay.–Tudo está indo tão bem. Eu me impressiono e me preocupo.
Assinto enquanto analiso uma blusa laranja.
–Mas nós vamos estar aqui.–digo.
Ela sorri e concorda com a cabeça.
Nós terminamos as compras e entregamos tudo para Lucy, que agradece os presentes e nos convida para comer uma torta. Quando estamos cheias de torta de maçã, eu a levo até a sua casa, onde Becca vive tranquilamente com Shaun, e então vou para a cerca branca da casa, para me despedir do casal.
–Até amanhã.–Becca diz feliz.
–Até amanhã.–sorrio.–Adeus.
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