Assassin's Creed High School

24 Capítulo 24- Senhora Baungarten


Notas iniciais
Então minha gente! Aqui mais um capitulo, como prometido. Não sei se vão gostar, porque tô sem ideias ultimamente, então aceito comentários e ideias ok? Obrigadinha e até semana que vem


POV Ezio
Eu sento em um dos grandes tubos de ventilação do prédio. Connor está perto de mim, ao alcance do meu braço. Estamos aqui há cinco horas. E não podemos falar nada. Estamos esperando o nosso alvo fazer sua última ligação para os líderes Templários e, quem sabe, conseguir um nome e a localização de um pedaço do éden.
Mas é claro que o bastardi está ali no armazém há séculos procurando alguma coisa. Ele está bem desesperado. Não vai achar nada assim. Só vai bagunçar o lugar. Ele devia se acalmar.
Ou não também, vai morrer daqui a pouco, então tanto faz.
Olho para Connor na esperança de conseguir me divertir um pouco com o grandalhão e sair desse tédio infernal. Eu já disse para Lucy que não queria esse tipo de missão que fico séculos sem fazer nada. Isso é trabalho pra Connor e Altair. Não pra mim. Mas que droga, se isso levar mais duas horas não vou chegar em Boston a tempo de sair com a garota do metrô.
Eu sei, eu tinha arranjado ela pro Kadar, mas a Addah está aqui agora e ela é perfeita pra ele. O Al-syaf vai ficar melhor com a Addah.
– Ei, Connor! – o cutuco.
– Quieto, Auditore.
– Humpf. – faço biquinho. – Tô cansado disso. Quando vamos acabar?
– Olha, ele tá pegando o celular!
Desvio a atenção do mohwak e foco-me no alvo. Aguço os ouvidos. A reverberação do armazém é ótima e ouço perfeitamente o que ele diz.
– A entrega está pronta. Eu tenho a chave do templo, senhora... – ele limpa o suor da testa. – Doutora Dickens. Eu estou com a índia, Perdão, estou com a senhora Baungarten.
Congelo no tubo. Connor também.
Baungarten.
Baungarten como Olivia. Que não tem mãe porque ela foi embora. Uma índia.
– Sim, ela sabe sobre o templo. – ele assegura à mulher. – Não sei se vai falar. Nunca vi alguém aguentar tanta coisa. Mas ela vai falar. Vamos fazê-la falar, pode ter certeza.
– Connor...
– Espere. Mais um pouco.
– Ela está na minha casa. No porão. Já estão indo buscá-la. Para onde devem levar a mulher? Certo, nós faremos isso. Que o pai do/da conhecimento/sabedoria nos guie.
– Agora?
– Agora. – ele assente.
Saltamos. O homem fica com os olhos arregalados de tanto medo. O seu desespero é palpável.
– Onde está a mulher?! – Connor exige, agarrando-o pela gola da camisa. – Para onde vão levar a índia!?
– Eu não vou falar nada, Assassino!
– Posso fazer isso? – peço. – Fiquei lá em cima muito tempo pra nem matar o desgraçado.
– Fique à vontade. – o mohwak o joga para mim.
Ejeto minha lâmina e a enfio na coluna do homem, entre a c-3 e a c-4. Ele cai mole aos meus pés. Seu sangue se espalha pelo chão. Connor pega o celular do homem e a chave do templo que está entre seus dedos frouxos.
– Vamos logo. – ele está com raiva. – Não fale sobre isso para a Olivia. Nunca.
– Acha que ela vai preferir achar que a mãe dela está fugindo dela e não que foi presa?
– Sim. – ele me encara duramente e chego a me assustar com a raiva em seus olhos. Mohwaks com esse olhar? Nada legal. – Porque se falamos a ela, vai ser o mesmo que dizer que ela está morta. Quando você não sabe, você tem esperança. E Olive já tem problemas demais. Nossa missão foi concluída. Vamos de uma vez, não é você quem estava com tédio?
Não falo nada, só o sigo para fora.
Ligamos para o time de limpeza e partimos de volta para Boston.
No carro, checo meu celular e vejo uma mensagem de Ziio e uma da garota. Vejo a de Ziio primeiro:
"Olive está bem. Ela mandou uma mensagem. Ela parece feliz. Disse que os ama e que entende melhor agora. E estamos com Luna. Chegamos logo."
– Connor! Olha! A Livy tá bem!
O alívio em seu rosto é notável.
– Ela disse que nos ama e que está bem.
– Que bom. Isso é bom – ele solta o ar dos pulmões.
– E Luna está com ela. Elas chegam logo.
– Ok. Ainda bem que ela está bem. Aquela maluca.
– Bem, é maluca, mas é nossa amiga. E ela é uma ótima Assassina.
– Ela é sim. Só não queria que ela tivesse feito aquilo com a Olive.
– Ei, você ouviu o que sua mãe me mandou. Ela está bem. E Olivia é forte, e ela te ama. E me ama também, mas agora vamos fingir que ela só gosta de você. – consigo fazê-lo rir.
Dou uma risadinha e vejo a mensagem da garota. Ela não vai poder ir. Isso é um saco. Meu dia só piora.
– Acho que vou ajudar Ave no starbucks.
– Ave?
– É. A Aveline.
– Não podia ser Line?
– E qual o problema de Ave?
– É estranho. Ela gosta?
– Nunca reclamou.
– Estranho... Não sabia que vocês dois eram tão íntimos.
– Bem, não somos tão íntimos quanto eu gostaria, mas é bom o suficiente. E nunca se sabe não é?
– Bem, Aveline é uma ótima pessoa. Merece alguém decente.
– Está dizendo que não posso ser decente? Oh, criatura cruel! Como ousas acusar-me de tal atrocidade! Feriste meu coração e corrompeste minha alma! – Connor ri alto com meu drama. – Olive nunca faria isso comigo. Ela gosta de mim e entende meus desejos.
– Ah, por favor Auditore. Você está me matando.
– Eu estou te matando? Você me acusa de coisas horríveis e eu estou te matando? – risadas. Mais altas dessa vez.
– Ah, Ezio. – Ele balança a cabeça. – Obrigado, cara. De verdade. Eu precisava rir um pouco.
– Você sempre precisa rir, kenway. – digo. – Sempre digo isso.
– Você diz muitas coisas, Auditore.
– E sempre estou certo.
Ele rir novamente. É bom ouvir o mohwak rir assim depois de tanto tempo.
***
Chegamos no hotel. A primeira pessoa que vejo é Aveline. O que acho estranho. Ela deveria estar no starbucks agora. Mas enfim, Ave sabe o que faz.
– Ei, Connor. – ela sorri. – Oi, Ezio. Que bom que os dois estão bem. Como foi a missão?
– Ótima. – falo. – Tudo certo. Temos a chave do templo, então estamos atrasando os Templários. Já é melhor, não acha?
– É sim. – ela tem um belo sorriso. – Ah, Edward quer falar com você, Connor. E Achilles com você, Ezio.
– Ok, nós já vamos. – Connor fala.
Aveline nos dá um abraço e se vai.
– Vou falar com vovô sobre o que ouvimos. – Connor informa. – Você fala pra Achilles. Espero que eles saibam o que fazer. Não fale pro meu pai nem pra minha mãe. Não fale pra missão ninguém, entendeu?
– Entendi. Relaxe, eu já tinha sacado que era melhor ficar quieto. Vamos deixar Olive em paz o máximo de tenho que pudermos. Espero que os velhos saibam o que fazer.
– Eles vão sim. Já passaram por muita coisa.

–Parece que só vai piorando não é?

–Parece que Olive não consegue ter muito tempo de paz.

–Bem, nós vamos resolver isso. Temos tempo até ela voltar para casa.

–Certo, tem razão. Vamos logo falar com os velhos.

Achilles fala primeiro. Tenho uma missão. Outra. Cara, assim fica difícil fazer o que eu gosto. Nem ir no bar do Desmond eu tô conseguindo esses dias. Nem falar com o Federico e a Claudia. Cara, nem com meus pais. Tá difícil assim.

–Vou fazer essa sozinho? –pergunto.

–Aveline vai com você.

–Ah, pelo menos uma coisa boa! –exclamo.

Achilles ri.

–Precisa de algo mais, Ezio?

–Ah, sim, preciso. Um conselho. –conto a ele o que ouvimos.

–Hum... entendi. Vou falar com Ed e encontraremos uma resposta até que você volte da sua missão.

–Ok, valeu, Achilles. –me levanto para sair.

–E Ezio...

–Sim?

–Addah quer falar com você depois.

–Ah, claro. –dou de ombros e saio da sala do velho Mestre.

Caminho para fora do hotel e quando estou saindo encontro Luna e Ziio entrando. Luna está com olheiras terríveis, vários cortes superficiais no rosto e a mão enfaixada. Ela não parece bem. Na verdade, acho nunca a vi tão mal assim antes.

–Ei, Luna. –minha voz sai como um sussurro.

–Ezio. –ela desvia o olhar.

–Nos vemos depois, Ezio. –Ziio puxa Luna para perto de si. –Até mais.

As duas passam reto por mim e, depois que elas desaparecem pelo corredor eu sigo meu caminho para o Starbucks.

Notas finais
Não esqueçam de me dar ideias hein?
That's all Folks!