Assassins

26 Smallville || 2018


Notas iniciais
Olá, meus anjos?! Como estão? Primeiramente, queria agradecer a todos que ainda nos acompanham. Valeu mesmo pela paciência e persistência!! Segundamente, capítulo especialmente dedicado a Cristinne Leão, Adriany Lorrany, MarianaV, Cássia peinado e Mayara Queen pelos favoritos. Thanks, girls!! Capítulo cheio de referências à série, à própria fic e à série Smallville. Temos momentos fofinhos e Olicity inaugurando uma nova categoria chamada strip-arrow. Espero que gostem!! Até as notas finais!!

Smallville – EUA

Julho de 2018

― Não, não. Vocês que se entendam, eu estou exausta! ― Thea sentou no chão ao meu lado, onde eu escrevia um algoritmo de rastreamento novo em meu computador. ― Lunáticos! ― ela reclamou dos irmãos, depois de mais de uma hora de treino com bastões de madeira.

― Eles já estressaram você? ― questionei ainda sem desviar os olhos da tela.

― Ollie e Tommy são doidos. Quando eu disse que queria fazer um treino divertido, não quis dizer "apanhar por uma hora". Eu sou a irmãzinha deles, não deveria ganhar um desconto? ― Sorri.

― Vai por mim, eles pegaram leve com você.

Fechei o notebook e observei os dois lutando, meu sorriso saindo involuntário. Primeiro, era bonito de se ver, como eles eram excelentes naquilo, a velocidade, sincronia, habilidade quase sobre-humana. Segundo, eu nunca tinha visto Oliver, ou até mesmo Tommy, tão felizes.

Estávamos nos escondendo num ginásio abandonado de luta em uma cidadezinha próximo a Metropolis para que eles conseguissem ver Thea. Ainda tínhamos tantos problemas com Ra's que sequer sabíamos como resolver, sem falar o problema Malcom Merlyn, que Tommy evitava como ao diabo, e eu ainda me recuperava da coisa com Helena Bertinelli, mas em suma, eu também nunca estive tão feliz.

― Cara, você tá muito apaixonada! ― comentou com os grandes olhos verdes brilhando em minha direção. ― Quando vai ser o casamento? Saiba que eu sou automaticamente a madrinha.

― Do que você tá falando, Thea? ― desviei o assunto, movendo minha atenção dos meninos para ela. Casamento nunca foi um tópico sequer citado entre nós, não com a vida que levávamos. Fomos treinados para não desejar uma família, com filhos e essas coisas, ou tudo acabaria mal. Como acabou para mim e Ray.

― O jeito como olha pro meu irmão. É tão fofo! ― Soltei uma risada.

― Não há nada de fofo sobre minha relação com Oliver, acredite.

― Eu acho fofo. Você se jogou na frente de uma rajada de balas por ele.

― Fofo agora significa isso? ― brinquei. ― Vocês jovens são engraçados.

― Fala como se não fosse não mais do que um ano mais velha que eu ― desdenhou rolando olhos. ― Por falar nisso, com toda essa diferença de idade, como fisgou meu irmão? Ele parece do tipo tenso demais para sair pegando novinhas. ― Dessa vez gargalhei ao ponto de chamar a atenção de Oliver e Tommy.

― Desculpe, continuem. ― Fiz gesto com a mão para que eles não parassem. ― Oliver era meu treinador, numa... ― Como explicar isso de um modo mais normal? ― ...academia. Isso, na academia de artes marciais.

― Você também luta, Felicity? ― perguntou impressionada.

― Um pouco. Por que a surpresa?

― Sei lá, você é tão fofa. ― Rolei olhos. Eu não treinei por quase uma década para ser chamada de fofa. ― Mas, e Tommy? Também conheceu ele na academia?

― Oh, não. Ele... ― Como explicar isso, meu Deus? ― Tommy conheci depois. Num evento em Central City. ― Ela franziu o cenho.

― Que coincidência estranha. E vocês dois já ficaram amigos?

― Depois de uns amassos, sim.

― Mentira, você ficou ele também? ― Thea parecia achar a história a coisa mais divertida do mundo, que depois de toda tensão, podia até dizer que sim. ― Oliver sabe?

― Sim, mas não comenta sobre isso, ou vai servir aquela torta de climão. É um assunto complicado para eles.

― Por quê?

― Ok, você pergunta demais ― a cortei. Colocar Laurel pra jogo ia além dos limites da minha paciência no momento.

― Eu só quero conhecer mais meus irmãos, sabe? Eu fico pensando em como seria incrível ter crescido com eles.

― Eu entendo. ― Acarinhei seu ombro. ― Relaxe, eles vão te contar qualquer dia, também estão ansiosos por te conhecer. Mas por enquanto, vamos só aproveitar a bela vista desses dois lutando.

― Menina, nem fala! Nem te julgo por pegar os dois. ― Gargalhei.

― Mas sério, não comenta mesmo isso perto do Oliver. Finalmente Tommy parou de jogar isso na cara dele, vamos deixar assim.

― Só não entendo porque Tommy não quer encontrar Malcom. Ok, eu sei que ele não é a pessoa anos fácil de lidar do mundo, e já fez muita coisa errada, mas ele é nosso pai. E ele sempre foi tão dedicado a mim, durante a vida toda, sempre presente, até me ensinou a lutar.

― Aconteceu muita coisa na época do acidente que levou seus pais, os Queen, e antes disso também. Mas eu não posso...

― Você não pode contar, tô sabendo.

― Ei, espera um minuto. Você disse que Malcom te ensinou a lutar?

― Sim, desde criança. Lembro de passar tardes inteiras treinando com ele, e ao contrário do que meninas da minha idade achariam, eu me divertia horrores.

Identifiquei logo que vi Thea lutar pela primeira vez naquela tarde alguns golpes bem diferenciados de todos os estilos que ela sabia, mas que eram familiares demais para mim. O próprio Oliver havia me ensinado alguns deles, Tommy também os usava, mas onde Thea havia aprendido? Agora eu sabia, e me preocupava.

― E onde Malcom aprendeu a lutar?

― Eu não faço ideia, talvez em alguma academia. Por quê?

― Nada de mais ― desconversei. ― O que importa é que vocês três estão juntos agora.

― Sim. Só não queria que um dia não precisássemos nos esconder pra isso.

― Um dia ― comentei, mais esperançosa do que tentei parecer.

― Ei, loirinha! ― O chamado de Tommy fez minha atenção voltar à disputa e parar de viajar por lugares que não deveria. ― Manda teu homem deixar de ser maluco e aceitar um empate como uma vitória para os dois lados!

― Empate é derrota para os dois lados. ― Oliver o corrigiu. ― Vamos, Merlyn, de novo! ― O loiro deu uma batida espalmada no bastão de madeira.

― Nada disso. Eu tenho um encontro, que não vou perder por estar com um macho suado.

― Tem um encontro, maninho?! ― Thea de repente se mostrou interessada. ― Quem é ela?

― Acabei de conhecer, na verdade, Chloe Sullivan. Ela é repórter e me deu uma carona de Metropolis até aqui, o que me lembra... Tenho que alugar um carro quando for voltar e pegar o que tinha alugado antes e deixei abandonado pra fingir que precisava de carona ― divagou. ― Enfim... Vou tomar café com ela e nos vemos no jantar, família.

― Você é impossível ― critiquei.

― Uma das minhas muitas qualidades. ― Piscou para mim.

― Não foi um elogio ― falei para as costas dele que se afastavam em direção aos banheiros.

― Então vai ser você, Speedy. Segundo round, vamos!

― Nem pensar! ― dispensou a ideia, se esticando ainda mais no chão. ― Estou sem ter mais desculpas pra explicar pro meu pai e pro meu namorado como consigo os machucados.

― Não seja fracote, Thea!

― Chama Felicity! ― ela apontou a sugestão que me fez arregalar os olhos.

― Não, não, não! ― Quando negamos tão veementemente ao mesmo tempo, Thea abriu aquele sorriso assustador do Gato do Cheshire, olhando de um para o outro.

― Por quê? ― sua voz sugestiva subiu uma oitava, a deixando ainda mais estranha.

― A gente não faz isso há muito tempo.

― É, e estou com fome. E meio cansada.

― Cansada de quê? Você não fez nada além de digitar a manhã inteira! ― atestou. ― Além do que, quero ver a bunda do Ollie sendo chutada por uma mulher tão fofa.

― Eu não sou fofa!

― Claro que é, amor. E também não quero te machucar.

― Quem disse que conseguiria? ― Tomei as palavras como desafio, ficando em pé, e ouvindo Thea murmurar um "oba".

― Todo nosso histórico de embates, talvez. ― Um sorriso travesso brincava em seus lábios, quando cheguei a não mais do que um palmo de distância dele.

― Eu aprendi coisas novas. ― Segurei os passadores do cós da calça dele, colando nossos corpos.

― E eu não te ensinei tudo que sabia. ― A mão de Oliver alcançou minha cintura, subindo um pouco por baixo da blusa, inclinando-se em minha direção. Mordi o lábio. ― Você sabe que pego duro com você. ― Oliver continuava aquele joguinho bobo de duplo sentido, mas que se durasse mais, me faria arrancar as calças dele ali mesmo.

― Oh, se sei. ― Apenas rocei meus lábios nos dele.

― Ok, pessoal, peguem leve! ― Olhamos para Tommy, que tinha voltado e estava com as duas mãos sobre os ouvidos de Thea, enquanto a garota tinha um brilho nos olhos, parecendo achar tudo o máximo, um sorriso enorme. ― Tem uma criança na sala. ― Apontou o olhar sugestivo para a mais nova.

― Vamos lutar, Queen! ― Empurrei seu peito para o longe, e ele sorriu me jogando uns dos bastões. ― Quais as regras? ― Oliver ergueu as duas sobrancelhas sem desviar o olhar do meu. ― Certo, sem regras. Qual a recompensa? ― O pequeno sorriso se ampliou, e ele desceu o olhar pelo meu corpo. ― Hm, gosto de como pensa. Os dois ganham, então?!

― É sério, respeitem a presença de um bebê! ― Tommy reclamou de novo.

― Oh, inocente... ― Thea brincou, e os dois fecharam a cara em conjunto de modo quase ensaiado.

― Vamos lutar, Smoak. ― Meu loiro mudou de assunto, dando dois passos para trás e empunhando o pedaço de madeira. ― Você quer começar ou...

Não esperei ele terminar de falar, já dei uma volta em meu próprio eixo para surpreender Oliver e conseguir mais velocidade e força para meu golpe, que teria sido direto no rosto dele, se não fosse sua defesa rápida com o próprio bastão a pouquíssimos centímetros do seu nariz, fazendo um barulho que ecoou pela sala quase vazia.

― Wow! ― Tommy vibrou e Thea bateu palmas.

― Você não tinha um encontro, criatura? ― o questionei.

― E perder isso? Chloe pode esperar.

― Foco aqui, Smoak ― Oliver chamou minha atenção de volta pra si. ― Não deixa eles te desconcentrarem.

― De tudo você tem que fazer uma aula, querido?!

Meus músculos funcionavam quase no automático enquanto o golpeava, bloqueava ou me esquivava evitando seus ataques. Quando lutávamos antes, estava longe de ser igualitário, Oliver era tão melhor, e depois que nos tornamos parceiros, não nos preocupamos de treinar um com o outro. Era estranho achar isso divertido? Porque era, e ele também parecia estar achando o mesmo.

― Ela é melhor que você. ― Ouvi Thea comentar.

― Cala a boca! ― Foi a resposta de Tommy. ― Depois daí sou eu!

Continuei a tentar acertar Oliver, ao mesmo tempo que abaixava quando ele mirava minha cabeça e pulava quando o alvo eram minhas pernas. Mas eu realmente não menti quando disse que estava cansada, e por mais que ainda estivesse conseguindo levar a luta, minha resistência não era maior que a dele. Hora de apressar esse final.

Acelerei os golpes, mas ele me surpreendeu quando quebrou o bastão que eu usava ao meio, me deixando com um pedaço inútil na mão, então se abaixando para me passar uma rasteira, minhas costas encontrando o tatame.

― Querida, sua aula de hoje é: não observe o bastão, observe seu oponente. ― Oliver sorriu para mim e me estendeu a mão.

Eu estava pronta para manter minha pose orgulhosa e dizer que não precisava de sua ajuda para levantar, quando me atentei às suas palavras. Meu oponente não era qualquer pessoa, era meu namorado, que se importava comigo. Realmente havia uma lição para se tirar daí.

Fiz minha careta de dor e gemi levemente, apoiando o cotovelo no chão. Oliver instantaneamente desmanchou o sorriso e franziu a testa, numa feição preocupada, baixando a guarda para ir me ajudar, foi quando foi minha vez de lhe dar uma rasteira, sentar em seu tronco, pegar os dois pedaços quebrados do bastão e posicionar um de cada lado do seu pescoço, os movendo para formar uma espécie de tesoura que impedia que ele se movesse.

― Perdeu, Queen! ― Deixei um selinho em seus lábios. Ele me olhou não acreditando que eu realmente havia feito aquilo, e demorou alguns segundos ainda para que ele relaxasse e aceitasse a derrota. ― Você vem, Merlyn? ― Olhei para cima, para encontrar os outros dois também me encarando chocados.

― Nada disso, sua doida, vou para meu encontro. ― Tommy passou o braço pelos de ombros Thea. ― Me dá carona até o Talon, maninha? Marquei lá com a Chloe, e já estou bem atrasado.

― Até o jantar, casal.

Acenei uma despedida com um sorriso ficando de pé, enquanto Oliver foi para longe de mim. Franzi o cenho para a cara mau humorada dele.

― Que cara é essa, Oliver? ― Me aproximei.

― Não estou fazendo cara nenhuma ― negou, mas claramente havia um bico de menino birrento ali.

― E esse biquinho aqui é por qual motivo? ― Tentei acariciar seus lábios, mas ele se afastou de mim de novo, tirando a camisa suada. ― Ah, não. Não vai me dizer que eu ter ganho de você agora afetou seu frágil ego masculino? ― Cruzei os braços, rolando olhos. ― Cresça, Queen.

― Não é isso. Você ganhar de mim me deixa tranquilo que você pode se defender quando eu não estiver por perto, e também... Foi uma das coisas que mais me deu orgulho na vida, Felicity. ― Não pude esconder minha expressão de emoção quando o olhei. Ele devia estar mesmo orgulhoso, tudo que sei de técnicas de luta aprendi ou aprimorei nas aulas dele.

― E então...

― Uma vez eu te disse que poderia te ensinar, o suficiente pra derrubar qualquer homem.

― E eu tentei te derrubar na hora. Foi patético. ― Sorri com a lembrança. ― Eu não sou qualquer homem, Felicity! ― fiz uma imitação bem ruim da voz dele.

― Parece que agora sou ― completou com pesar.

― Fala sério, é isso que te preocupa? Nunca pensei em te ver inseguro, nem combina com todos esses músculos, Oliver!

― Eu não estou inseguro, é só que você é essa super mulher, genial, exuberante, habilidosa e muito forte. Não dá nem pra comparar! ― Claramente ele estava inseguro, o que poderia até ser fofo, se eu não preferisse meu Al Sah-Him fodão.

― Meu bem, vou nem te responder a isso.

Fiquei na ponta dos pés para beijá-lo. Sua boca ainda estava com o gosto salgado do suor e seus lábios vermelhos do esforço, mas eu não poderia negar que toda aquela provocação​ e luta tinha me deixado bem excitada. Quando me afastei, ele ainda mantinha o beicinho.

Oliver Queen, rei do drama, quem diria?

― Gostoso! ― Segurei seu queixo deixando um beijo rápido na sua boca, e indo pegar minhas coisas.

― Ei, espera aí, onde você vai? ― Oliver segurou meu pulso e me trouxe de volta para ele, colando minhas costas em seu peito e afastando meus cabelos para liberar meu pescoço para seus beijos.

― Pegar minha bolsa para ir.

― Nada disso. Finalmente estamos longe do olhar curioso da minha irmã caçula e dos comentários espertinhos de Tommy Merlyn. Não vou te largar nas próximas horas, amor ― sussurrou ao meu ouvido, deixando uma mordidinha no lóbulo da orelha.

― Tão gostoso!

Avancei em sua boca novamente, segurando em seu pescoço, ao passo que já o senti agarrar minha cintura e nos movimentar pelo salão de treino.

Estávamos tão distraídos um com o outro que o banco foi uma surpresa, principalmente para ele, que tropeçou e me levou ao chão junto com ele, eu por cima, graças aos céus, os dois começando a gargalhar com o desastre.

― Seu sorriso é uma das coisas mais lindas que já vi na vida. ― Toquei a ponta dos meus dedos no canto de sua boca. Ele colocou meus cabelos para trás da minha orelha, os tirando do rosto ― Quando terei uma grande porção disso todos os dias?

― Espero que em breve. ― Seu sorriso morreu, o rosto assumindo uma feição preocupada. ― Logo seremos livres.

― Um dia. ― Aquelas duas palavras saíram ainda mais sonhadoras do que quando as disse para Thea. Eu ainda queria muito vingança contra Ra's, mas agora, eu conseguia ver algo que queria mais que isso.

― Mas enquanto isso... ― Meu Oliver ativou novamente seu modo safado quando começou a subir a mão por baixo da minha blusa, alcançando meu seio por cima do sutiã.

― Não íamos procurar uma casa desocupada pra fazer isso? ― perguntei com um sorriso de lado, mesmo que já começasse a friccionar meu quadril no dele, mesmo pro cima das roupas.

― Ou podemos fazer aqui mesmo ― sugeriu, descendo a mão para apertar minha bunda e aumentar o atrito. ― De acordo, amor?

― Totalmente de acordo. ― Selei nossos lábios e quando ele tentou aprofundar o beijo, me afastei, fingindo estar pensativa. ― Só acho um desperdício da minha lingerie nova nesse chão sujo.

― Linger... Como seria essa lingerie? ― perguntou interessado e já senti o amiguinho dele crescer, tentar escapar da calça e me cutucar. Eu amava provocá-lo.

― Azul claro. ― Um beijo em seu pescoço. ― Rendada. ― Outro em sua orelha. ― Transparente. ― Outro no maxilar. ― Zero pra sua imaginação, baby, tudo para seus olhos.

― Se é para meus olhos... ― Seus dedos engancharam na barra da minha calça, desabotoando rápido, mas o parei, ficando de pé rápido e a fechando novamente. ― Qual é, Felicity! ― reclamou.

― Qual a pressa, Oliver?

― Por que a tortura? ― Em segundos ele já me agarrava por trás, subindo a mão pelo meu abdome, sua ereção contra minha bunda.

― Seu arco tá aqui? ― A pergunta o surpreendeu, e quando girei em seus braços, sua testa estava franzida em confusão.

― Por quê? ― questionou desconfiado.

― Um jogo. ― Me soltei dele, dando uns passou para trás, para explicar melhor. ― Cada flecha que você acertar, eu tiro uma peça.

― Esse é seu grande jogo? ― A risada dele saiu convencida, então Oliver entortou o pescoço me observando e parecendo calcular algo, até sorrir mais abertamente. ― Me mostra os quatro alvos que acerto quatro flechas de uma vez só. ― O sem vergonha tava contando quantas peças eu usava apenas para se gabar.

― Mas se você errar, eu coloco de volta.

― Eu não erro. Nunca. ― Petulante!

― Mas as que eu acertar, você também tira.

― Aí as coisas ficam menos divertidas. Todo mundo sabe como você é ruim com arco e flecha.

― Os últimos minutos não te ensinaram a não me subestimar, querido? ― o desafiei.

― Será strip arrow, então. ― Oliver buscou seu arco na bolsa enquanto eu colocava algumas latinhas de cerveja, que estavam abandonadas por ali, do outro lado da sala para servirem de alvo. ― Você começa. ― Sorri quando peguei o arco e a flecha de suas mãos. Mirei errado de propósito entre as duas do meio e a flecha caiu solitária tintilando no chão. Ele não sabia, mas vinha treinando desde que saí da Liga, pois saberia que precisaria enfrentar os melhores arqueiros do mundo em algum momento, e também com Tommy desde que o conheci.

― Isso vai ser engraçado. Olha, vou te dar um desconto e não vestir minha blusa de volta.

― Sua vez, palhaço ― fingi irritação e devolvi o arco, quando ele acertou a lata da extrema esquerda.

― Hm, tira a calcinha. ― Piscou para mim.

― Boa tentativa. ― Saquei a blusa para fora, revelando um sutiã transparente, apenas com uma pequena flor cobrindo os mamilos e alças tão finas quanto poderiam ser. Oliver cresceu os olhos e engoliu seco.

― Sua... Sua vez. ― Acertei uma das latinhas mais acessíveis, dando pulinhos infantis de alegria.

― Calça, fora. ― Ele rolou olhos, mas obedeceu.

― Calça, fora ― me imitou, ao acertar a flecha seguinte.

― Tem certeza que vai saber lidar com isso sem encostar em mim, Ollie? ― perguntei quando abri o botão e desci o zíper.

― Vai rindo, espertinha. Mais duas rodadas e vou colocar uma coisa além desse sorriso na sua boca.

Seu olhar estava atento quando desci a calça por minhas pernas. A pequena e caríssima fio-dental azul clarinho era de uma renda completamente transparente na frente, que deixava tudo literalmente à mostra. E atrás? Bem, atrás não tinha nada coberto ali.

― Minha vez. ― Peguei o arco de suas mãos, que ainda estava congelado no lugar. ― Droga! ― resmunguei quando errei o alvo. ― Esse arco não deve estar balanceado.

― Meu arco está bem ― se fez de ofendido quando falei do brinquedo dele, vestindo a camiseta. ― Agora finalmente vamos colocar um pouco mais de ação nessa coisa.

Quando ele pegou uma flecha, posicionou no arco e mirou, cheguei por trás dele, escorregando minha mão pelo seu quadril até estar dentro da sua cueca, bem a tempo de vê-lo errar feio com o susto e a surpresa.

― Ei, isso não valeu! ― gargalhei.

― A regra do "sem regras" ainda tá valendo, meu bem. ― Tirei a mão de lá, não antes de dar uma massageada no Oliverzinho, que já estava duro e inchado. ― Sem nenhuma peça nessa rodada. Vou tentar com duas, para ver se tenho mais sorte dessa vez.

― Não é sorte, querida, é habilidade.

― Habilidade, uh? ― Parei de rir, finalmente mirando bem antes de soltar as duas flechas que atingiram em cheio duas latas, fazendo Oliver piscar repetidas vezes e seu queixo quase ir ao chão. Eu particularmente não lembro de vê-lo tão chocado alguma vez. ― Pode ir tirando tudo.

― Mas você... Desde quando...

― Você é tão bonitinho quando fica confuso. Agora não enrola, quero Oliver Queen peladinho aqui e agora ― exigi com as mãos na cintura numa pode mandona.

― Tudo bem, você venceu. ― Oliver tirou primeiro a camiseta, então desceu a box.

― Isso sim é uma visão do paraíso. ― Fiz um gesto amplo indicando seu corpo todo. ― Sua vez. ― Estendi o arco de volta para ele.

― Cansei do jogo.

Oliver pegou a arma das minhas mãos apenas para deixar pelo chão de qualquer jeito, antes de segurar minhas coxas com firmeza e me jogar sobre o ombro.

― Onde está indo?

― Pra um lugar menos empoeirado onde eu mesmo possa arrancar o que resta da suas roupas.

Quando percebi minhas costas já estavam contra a parede fria do banheiro, minhas unhas enfiadas nos seus ombros, enquanto ele me apertava contra os azulejos, seu pau pressionado na minha barriga, quando já deveria estar em outra parte.

Suas mãos que apertavam minha bunda, desceram por minhas pernas para me impulsionar para cima, eu me enroscando toda nele, nossas intimidades se encostando agora, nossos beijos não parando em nenhum momento. Então, do nada, ele me colocou no chão, dando dois passos para trás.

― O que foi?

― Deixa eu só te olhar por um segundo. Às vezes eu acho que apenas estou sonhando quando estou com você, amor. ― O segundo que ele pediu já estava virando minutos, e eu de repente me senti envergonhada como o modo que ele me olhava.

― Para, Oliver, tá me deixando sem jeito. E você nu na minha frente também não está ajudando. ― Ele sorriu e chegou mais perto, segurando o meu rosto entre as mãos.

― Você é a mulher da minha vida, garota! Não posso te perder nunca.

― Não vai. ― Fiz uma carícia em sua barba, também negando com a cabeça. ― Nunca vai.

Fiquei na ponta dos pés para beijá-lo, segurando firme seus cabelos para mim, e suas mãos já desceram habilidosas para o fecho do sutiã, finalmente me liberando daquele aperto e jogando a peça no chão.

Seus beijos desceram pelo meu pescoço e fizeram conjunto aos chupões e mordidas, eu gemendo como um animal, principalmente quando a boca dele estava em meus seios.

Toda a antecipação estava me matando, eu o queria o quanto antes me fodendo de verdade, mas Oliver parecia bem satisfeito devolvendo as derrotas de mais cedo nessa tortura prazerosa. Friccionei uma perna contra a outra quando me sentia encharcar dentro daquela calcinha, que antes ele queria tanto tirar, mas ainda não havia tocado nela.

― Quer que eu tire sua calcinha, Felicity?! ― perguntou se ajoelhando na minha frente, encarando a peça, então meus olhos. ― Quer que eu a tire com minha boca? ― Assenti de modo quase desesperado.

Ele beijou meu umbigo, então passou a língua ao redor dele. Sua boca desceu as carícias apenas mais um pouco, mas quando chegou na peça, elas passaram direto para a parte interna das minhas​ coxas, que já aí abriam para ele.

― Não é tão divertido quando a tortura é com você, não é mesmo? Não vou tirar sua calcinha. ― Já ia protestar quando seus dedos apenas afastaram a lingerie para o lado e sua língua invadiu minha intimidade com voracidade.

― Oh, merda!

Minhas pernas fraquejaram e quase perdi o equilíbrio caindo ali no chão como uma fruta madura, não fossem as mãos dele em minha cintura e nádegas, movimentando meu quadril para melhorar o acesso dele à minha vagina úmida.

― Ai, caralho! Mais rápido, querido.

Oliver me chupava como um profissional e quando seus dedos também começaram a se movimentar dentro de mim, sentia que desmancharia em um orgasmo a qualquer segundo. A parede era escorregadia demais e minhas mãos procuraram cegamente algo em que segurar, e quando encontraram algo, tive o azar de ser a torneira que ligou um jato de água fria sobre nós.

― Se não estava gostando, era só pedir que eu parasse, amor. ― Ele sentou-se no chão gargalhando, e logo escorreguei até o seu lado, também rindo. ― A água tinha que ser tão fria?

― Desculpa. Mas isso é pra você aprender a parar de enrolar e ir direto ao ponto. ― A água estava ferrando com a ereção dele, assim como com o clima todo. ― Tava tão perto do meu orgasmo! ― reclamei.

― Foi mal.

― Foi minha culpa, mas... Você não vai mesmo tirar minha calcinha, Oliver?

― Claro que vou, só...

― Não vai mais. Espera aí, eu já volto. E vê se desliga essa água!

Demorei alguns minutos para achar na bolsa e finalmente trocar de calcinha, por uma vermelha. Quando voltei ao banheiro, ele tinha deitado no chão numa pode relaxada, um braço cobrindo os olhos, pés no chão e joelhos erguidos.

― Não me diz que você dormiu. ― Oliver sorriu e se virou um pouco para olhar para mim.

― Gostava mais da anterior ― comentou sobre minha calcinha, não mais transparente, mas vermelha e pequena como a outra.

― Vai gostar mais dessa. ― Ele fez menção de se erguer. ― Não, fica aí onde está.

Me agachei junto à sua cabeça, segurando os lados do seu rosto e lhe roubando um beijo invertido. Fetiche pelo Homem Aranha? Talvez. Sua língua trabalhava no céu da minha boca prazerosamente e quando nos separamos apenas para respirar e ele tentou iniciar outro, o impedi beijando seu queixo. Então seu pomo de Adão. Então o espaço entre as clavículas.

Lentamente comecei a me arrastar por cima dele, percorrendo todo seu dorso incrivelmente musculoso com a boca, enquanto ele fazia o mesmo comigo. Toda aquela beijação e lambidas já estavam nos deixando prontos para a foda, mas antes, tinha a surpresa para Oliver.

― Espero que goste de morangos.

― Quê? ― Sua pergunta foi respondida quando o senti lamber minha intimidade e provar o sabor da peça que usava. ― Você é o demônio, mulher!

― Aproveite o buffet aí que eu cuido daqui.

Firmei os joelhos ao lado do seu pescoço, remexi meu quadril para melhorar o acesso à minha intimidade, só então segurei seu pênis com as duas mãos, passando a língua pela glande e o sentindo vibrar embaixo de mim, o membro crescendo em minhas mãos.

Meu gemido por causa de Oliver devorando minha calcinha e apertando meus seios enquanto me abraçava, só foi abafado quando minha boca envolveu seu pênis, o massageando com os lábios, meus dedos cuidando da extensão que não cabia.

Nossos quadris agora comandavam os movimentos em direção às bocas, a coisinha de melancia já era, e era a língua de Oliver que me invadia agora, nossas respirações sincronizadas com as chupadas, ele investindo contra minha boca, eu exigindo mais da sua. Gozamos quase ao mesmo tempo, o líquido esbranquiçado preenchendo minha boca, nosso suor se misturando com a água no chão molhado do banheiro. Caí deitada ao seu lado, respirando ruidosamente.

― Uau ― Oliver conseguiu verbalizar depois de algum tempo. ― Vou te deixar sempre no comando, suas ideias são melhores que as minhas. ― Sorri, passando a mão por minha testa. Eu estava tão cansada, mas poucas vezes estive tão feliz e satisfeita.

Eu amo tanto você.

Achei que as palavras haviam sido ditas apenas em minha cabeça, até que ele ergueu o troco, me olhando esquisito.

― O que disse? ― Pra minha sorte, havia sido apenas um murmúrio, mas alto o suficiente para que ele ouvisse, mesmo que não tenha entendido.

― A gente arrasou aqui, hein?! ― brinquei para desviar o assunto da minha pequena confissão, também me erguendo. ― Precisamos fazer mais vezes.

― Com toda certeza. Mas agora... ― Oliver segurou uma de minhas pernas, a passando por cima das suas. ― De volta à ação.

― Adoro como você não cansa ― falei e ele sorriu com a lembrança do que havia dito a mim uma vez. ― Podemos ir lento?

― Só lento? ― perguntou mordiscando meu pescoço. — Podemos adicionar molhado, deslizante e gostoso na equação? ― sussurrou ao meu ouvido.

― Claro que podemos adicionar. ― Ergui meu quadril apenas para escorregar o pênis dele para dentro, o sentindo me preencher totalmente e soltei um suspiro de satisfação.

― Vamos no seu ritmo, Felicity.

Rebolei devagar em seu pau, o sentido cada vez mais rígido, para depois começar um subir e descer lento que parecia prazeroso para nós dois, enquanto nos beijávamos no mesmo ritmo.

― Acha que um dia vamos cansar de sexo? ― perguntei a ele. ― Tipo, alguns anos depois estaremos velhos demais para isso? Sei que logo você vai estar um idoso ― brinquei pelos anos que ele tinha a mais que eu.

― Ouch! ― Se fez de ofendido, deslizando a mão por minha coluna até o quadril. ― Não acho que eu consiga me cansar de qualquer coisa com você algum dia. ― Como disse a Thea, casamento nunca foi uma palavra em nosso vocabulário, mas com certeza tínhamos planos para o futuro sendo criados ali.

― É, nem eu.

Ainda ficamos naquele sexo preguiçoso por um tempo, até que eu mesmo resolvi aumentar a velocidade e a força que sentava até gozarmos mais uma vez.

― Não dá mesmo pra enjoar disso. ― Deixei um beijo em seus lábios e saí de seu colo. ― Melhor tomar banho... Separados ― falei quando percebi a intenção de seus olhos. ― Já deve ser tarde. Pelo que conheço da sua irmã, ela não é paciente. E pelo que conheço do seu irmão, ele vai bater aqui logo que ela começar a atormentá-lo. ― Ele fez uma careta. ― Não me olhe assim, Tommy é tão seu irmão quanto de Thea.

― Você primeiro.

Oliver me deixou sozinha no banheiro enquanto eu tomava meu banho. Logo trocamos, ele foi tomar o dele e fiquei me vestindo, até que meu celular começou a apitar a chegada de várias mensagens seguidas, me fazendo sorrir quando as li. Pelo menos uma coisa estava andando para a frente.

― Onde Thea disse que íamos jantar? ― Oliver já vestia sua calça e enxugava os cabelos com a uma toalha.

― Preciso te falar uma coisa. ― Me aproximei, passando os braços por seu pescoço, deixando um beijo rápido em seus lábios.

― Vamos testar a resistência das pias? ― supôs, abraçando minha cintura e me fazendo rir.

― Eu não vou jantar com vocês, Oliver. Já comprei minha passagem de volta pra Star City.

― Ah, não, Felicity! ― reclamou. ― Tínhamos combinado.

― Eu sei, mas... Lembra que toda a polícia de Star ainda me procura pelo assassinato de Ray? Posso ter conseguido dar um rumo para isso, mas preciso voltar agora ― expliquei. Oliver trincou o maxilar e desviou os olhos dos meus, claros sinais quando algo o irritava. ― Ei, relaxe. ― Fiz carinho em sua barba.

― Ótimo, então vou com você.

― De jeito nenhum ― neguei. ― Não é seguro para nenhum de nós dois que você vá com tanta frequência à Star City. Além do mais, você precisa passar tempo com sua irmã.

― Tommy está com ela.

― E você também vai ficar. Sério, Oliver, vocês precisam conversar com ela, Thea é uma garota curiosa e esperta. É melhor que ela saiba tudo da boca dos irmãos, antes que Malcom descubra das escapadas de vocês e conte a própria versão.

― Está sugerindo que contemos a ela que fizemos parte de uma sociedade secreta de assassinos? ― Ergueu uma sobrancelha.

― Não, mas... Deem mais algumas informações, contém sobre a adolescência de vocês, sobre Laurel. ― A careta dele de desgosto frente às minhas ideias não podia ter sido mais hilária. ― Você está fazendo muitas caretas hoje, coisa linda. ― Mais um selinho e me soltei dele, colocando a mochila nas costas. ― Ah, e nada de usar nenhuma técnica de intimidação para cima do pobre namorado, fale isso pra Tommy também. Vocês dois conseguem ser bem assustadores quando bancam os machos alfas dominadores e ciumentos.

― Se você já tem mesmo que ir, pelo menos me beija direito.

Oliver segurou meu rosto, envolvendo meus lábios com os seus, deslizando a língua sobre a minha. Apertei seus braços para me sustentar melhor, ficando na ponta dos pés para retribuir ainda mais. Aquele homem conseguia transformar um simples beijo em algo tão erótico quanto um bom sexo com penetração, enquanto mordia e sugava meus lábios e língua.

― Já chega, ou nunca sairemos daqui.

― Ei. ― Oliver segurou minha mão, me impedindo de ir muito longe. ― Estou cuidando da nossa liberdade, ok?! Vamos destruir a Liga, não falta muito agora. ― Quis perguntar sobre o que ele falava, mas tinha quase certeza que ele não ia contar, mas com certeza eu tiraria a informação dele depois. ― Até breve, amor.

― Até breve. ― Um último beijo e nos despedimos.

~

― Sim, compreendo ― eu falava ao telefone enquanto terminava de colocar a blusa e descer as escadas. ― Vou ficar em contato. Isso! ― Comemorei depois de desligar. Finalmente eu poderia dar um destino justo à Palmer Tech, tirando das mãos daqueles acionistas corruptos. Aquele passo à frente merecia uma comemoração à altura.

Corri até a cozinha e logo abri uma das minhas melhores garrafas de vinho e enchi uma taça generosa. Liguei a TV da sala e quando voltei ao balcão para buscar minha bebida, congelei no lugar, o delicado cristal escapando das minhas mãos e espalhando o líquido vermelho no chão.

― Mas você não ia mesmo beber, ia? ― Ra’s Al Ghul saía das sombas, sua pose impassível com as mãos presas atrás de suas costas, andar lento e perigoso.

Como ele havia chegado ali?

― Ra’s.

― Finalmente nos reencontramos, Felicity.

Pensa, Felicity, pensa! O que fazer agora? Eu não via mais ninguém ali na minha sala, mas tinha certeza que uma verdadeira legião de assassinos surgiria ao primeiro comando dele. Fugir não era opção. Lutar também não. E ao contrário de Oliver, que consegui enrolar quando encontrei aqui, com ele não seria assim, estava na cara que ele não se importava se eu vivia ou morria.

O único jeito ao menos tentar lutar. Havia ganhado de Oliver horas antes, talvez eu tivesse chances. Puxei uma faca do balcão e corri em sua direção, para atacá-lo. Seria até poético acabar com ele do mesmo jeito que ele matou Ray, naquela mesma cidade, anos atrás. Pude ver um sorrisinho em seu rosto quando ele percebeu minhas intenções.

― Cuidado, menina, você vai se machucar. ― Ele se esquivava de todos os meus golpes.

― Ou matar você. ― Atirei a faca que ficou presa na madeira logo atrás dele.

― Ok, pare com isso. Você não conseguiria me matar e eu desisti de fazer isso com você logo que coloquei os pés nessa casa. ― Franzi o cenho. Como assim, havia desistido? ― Você não entende.

― A única coisa que sei é que um de nós dois morre essa noite. ― Mais uma vez fui em sua direção, as mãos em punho, mas ele agarrou meu pescoço e me ergueu do chão antes que eu sequer tocasse nele.

― Por favor, Felicity. Sua vida é minha, você só morre quando eu quiser, e não vai ser hoje.

A falta de oxigênio estava nublando minha vista e escurencendo tudo ao redor, eu perderia os sentidos a qualquer momento. Não foi assim que eu planejei, não era assim que eu deveria ir. Mas no fim das contas, minha maior tristeza foi não poder me despedir de Oliver.

Notas finais
Por essa Felicity não esperava mesmo!! Já estamos nos encaminhando para fim da fanfic, muitas emoções e plot twists virão pela frente e não teremos mais capítulos calmos. Se preparem, Assassins está acabando!! Ouvi um AAHH? Enfim, se acham que história merece, indiquem para os amigos, favoritem, recomendem!! Vocês não sabem como ajuda!! Vejo vocês nos reviews.. Bjs*