Assassinos Soviéticos - 1 Temporada

12 Capítulo 8: Memories of our past (Prólogo 2.0)


Notas iniciais
Olha quem voltou segurando uma bandeira branca de paz. Isso mesmo meninas e meninos eu voltei e agora é para ficar de vez. Primeiramente eu devo mil perdões pela imensa demora nas postagens de Assassinos Soviéticos que ficou empacada durante 8 meses sem eu dar um sinal de vida. Durante esse período teve uns problemas com minha net e eu acabei ficando sem ela e uma coisa que estava me deixando muito puta era a questão dos plágios que estavam ocorrendo em relação a essa fanfic e a minha outra A Cobaia Perfeita. Gente, pessoas, seres humanos, Ghostier fanáticas (Referência a minha primeira inspiradora Nanda Soldier) NÃO PRECISAM PLAGIAR A HISTÓRIA E TENTAR ME DENUNCIAR FALANDO QUE EU QUE ESTOU PLAGIANDO ELA PORQUE NA DATA DE POSTAGEM MOSTRA QUE FUI EU QUEM POSTOU PRIMEIRO. Sério isso me deixou muito puta e me desanimou mais ainda a escrever por tanto estou com uns 3 capítulos prontos, mas a falta de criatividade junto com isso me desanimou legal. Porém graças ao um certo filme chamado CIVIL WAR minha linda criatividade voltou e voltou com tudo. Finalmente vamos retornar com os nossos assassinos soviéticos favoritos. Bom esse capítulo é como se fosse um prólogo do próximo capítulo. Como vamos perceber o natal vai ser comemorado em janeiro bem diferente de outros países, pois, é costume na Rússia. A Igreja Ortodoxa não aceitou a reforma do calendário promovida pelo Papa católico Gregório, em 1582. A reforma corrigiu a defasagem de 13 dias que havia entre a data do calendário e a data real da mudança das estações – equinócios e solstícios. Assim sendo, os ortodoxos continuam celebrando o Natal em 25 de dezembro, só que pelo calendário Juliano, criado por Júlio César em 45 a.C, enquanto nós adotamos a reforma católica e utilizamos o calendário Gregoriano. Mais informações:http://brasileironarussia.blogspot.com.br/2014/12/o-natal-na-russia.html Gostaria de agradecer a recomendação feita pela Miss Barnes. Muito obrigado pelas palavras maravilhosas Miss. Gostaria de recomendar a historia Wrong Side Of Heaven da minha diva Miss Queen. O link vai estar aqui em baixo para quem quiser. https://fanfiction.com.br/historia/696193/Wrong_Side_Of_Heaven/ Também temos o Dream Cast feito pela maravilhosa Amandynha Mellark(Bad Wolf) do Wonderful Designs quem quiser ver o link está aqui e baixo. https://www.youtube.com/watch?v=5dHc3NjyLY4 Temos referência do nosso maravilhoso filme Civil War sem contar que já temos o arco principal de Assassinos Soviéticos 2 já apresentado aqui nesse capítulo mostrando o Universo dos X-Men (Que terá uma grande participação agora no desenvolver da história) e dos nossos queridos... Bom vou deixar vocês lerem que é melhor. Casting do Capítulo: Karen Gillan - Winifred Romanoff/ Winifred Barry Robert Downey Jr. - Anthony "Tony" Stark (Participação Especial) John Slattery - Howard Stark (Participação Especial) Hope Davis - Maria Stark (Participação Especial) Deborah Ann Woll - Anya Romanoff Sebastian Stan - Winter Soldier (Participação Especial) Rob Lowe - Mikhail Vladimirovna Toby Jones - Arnim Zola

POV NARRADOR

6 de janeiro de 1950 — Bielorrússia (Leste Europeu)

Véspera de Natal

Zola observava o corpo de Anya em cima da maca saindo do estado criogênico em que fora colocada. Sabia que aquilo era um processo demorado, mas realmente aquilo já estava lhe preocupando. Dois dias e nenhuma resposta dela e se não fosse os monitores cardíacos pensaria que ela estava morta.

— Ela vai acordar dessa vez?— Mikhail perguntou sem esconder a preocupação.

— Eles sempre acordam.— Sua voz soou cansada.

— O estado da Anya é mais delicado do que o do Barnes.— Mikhail pontuou.

— Como vai Winifred?— Zola perguntou e claramente estava tentando mudar de assunto.

— Perfeita como sempre.— Respondeu e como sempre Zola percebeu o brilho de seus olhos sempre que mencionava a menina. — Ela me lembra os dois.— Comentou melancolicamente.

— Eu sei.— Respondeu sem se alterar. — Anya vai se lembrar de tudo quando acordar hoje desde o seu envolvimento com Barnes até o nascimento da criança. — Ousou explicar para ele.

— Uma boa escolha essa Zola.— Concordou.

Foi quando um suspiro seguido de uma tosse chamou a atenção dos dois agora para a ruiva sentada de modo ofegante na maca. Seus olhos azuis estavam um pouco vermelhos e com lagrimas escorrendo.

— Pai?— Soou como uma pergunta. Não se importou em limpar as lágrimas ou por estar só de roupas intimas na frente dos dois.

— Bem-vinda de volta Anya.— Mikhail falou sorrindo.

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— Você está tão quieta.— Mikhail falou enquanto analisava a ruiva que se olhava no espelho. — Eu até diria que está pensando no Barnes, mas isso não vem a caso agora.— Completou dando de ombros.

— A última coisa que me recordo quando estava acordada era eu tendo uma parada cardiorrespiratória então o simples fato de eu estar tão quieta é que em menos de cinco minutos vou conhecer minha filha e depois serei congelada novamente.— Respondeu tudo de uma vez num só folego. Mikhail percebeu que em nenhum momento ela pronunciou ou deu referência a James.

— Esse foi o trato com Zola. — Desculpou-se rapidamente.

— O aconteceu nesse período que fiquei incapacitada? — Perguntou enquanto terminava de pentear as madeixas ruivas. Mikhail sabia que deveria mudar de assunto já.

— Zola entrou para a SHIELD como uma forma de infiltrar a HYDRA dentro dela.— Começou a falar dando de ombros. Desde que fora designado a cuidar da neta adotiva ele não tinha mais envolvimento com nada relacionado as duas agencias, pois, segundo Zola era uma forma de manter Winifred longe de algum perigo. — Você e Barnes estão em uma base subterrânea na Sibéria nunca antiga base da KGB.— Completou.

— Sério que vocês nos colocaram no lugar mais óbvio para quem sabe dos supersoldados da HYDRA? — Perguntou indignada por tal descaso. — Pensei que Zola fosse mais inteligente, mas porque colocar suas duas armas tão na cara de qualquer um a nossa localização? — Se perguntou analisando os fatos.

— Minha filha esquece nossos problemas por pelo menos uma noite. — Uma voz soou cansada na soleira da porta.

Pelo espelho tanto Anya quanto Mikhail perceberam se tratar de Zola na cadeira de rodas.

— Você não deveria estar aqui em cima.— Mikhail brandeou para o velho que fez questão de lhe ignorar.

— Devo lhe agradecer?— Ousou perguntar para ele que negou prontamente.

— Um presente pelo se extraordinário trabalho pela HYDRA.— Zola respondeu rapidamente. — Só vim lhe entregar isso.— Disse apontando para uma caixa Cartier de veludo vermelho em seu colo de um tamanho médio.

— Mais presentes?— Mikhail perguntou irônico. As atitudes do velho estavam realmente muito suspeitas.

— Não fique com ciúmes Mikhail.— Respondeu divertido fazendo Anya sorrir. Esticou a caixa na direção da ruiva que a pegou hesitante abrindo logo em seguida. O colar tinha um fino acrílico que prendia a pedra preciosa em forma de lágrima e em si caracteriza-se por cores doces, delicadas e uma cadeia polida contrastando sua delicadeza com o vestido feito o com melhor veludo vermelho. Cor e material deixaram seu corpo modelado que poderia fazer Cinderela ter ciúmes. Tem um corte de tamanho v médio, com material suficiente para cobrir o seu sutiã sem alças e ainda mantém sua forma com a barra de metal que infundido nele. Costurado com um lado pregueado e pequena coxa alta corte. Ajuda dá mais equilíbrio e uma aparência geral de ampulheta.

— É simplesmente lindo.— Sussurrou ainda encantada com a joia.

Com a ajuda de Mikhail, Anya colocou o colar em seu pescoço fazendo Zola sorrir ao observar tal beleza. Era sempre assim. Arnim Zola lhe admirando como uma filha.

Um barulho chamou a atenção do trio. Mesmo estando em um cômodo totalmente fechado Anya ouviu com sua audição melhorada. Os pequenos barulhos que poderiam não ser notados por ouvidos comuns, mas por ela fora descoberto. Começou com o comum chiado que os bebês fazem.

Seus olhos encheram-se imediatamente de lágrimas, aquelas que sempre prendia ao lembrar de todo sofrimento que fora concebida ao ser obrigada a levar a gravidez para frente, mesmo ainda sofrendo experiências pela HYDRA. Ainda podia ver os olhos de James refletidos nos olhos de Winifred pelo breve momento que conseguiu olhar ela antes de ficar desacordada.

Winifred Romanoff Barnes. Sua filha com o temível Winter Soldier. Aquela que é protegida à sete chaves pelos membros mais confiáveis da HYDRA. Uma criança que carregava um poder em suas pequenas mãos, carregava o nome de sua avó paterna como homenagem coisa que não passou despercebida por Anya quando Zola lhe informou tal detalhe.

— Ela está lhe esperando.— Arnim fora gentil em falar com ela. Saindo do seu estado de torpor a assassina sorriu em sua direção e passou a caminhar para fora do quarto deparando-se com um imenso corredor com uma decoração harmônica. Repleto de quadros, mas o que lhe chamou mais a atenção fora um quadro com grande destaque no corredor. Era ela e James ou na verdade seria os personagens Sasha e Dimitri Constantinova no grande baile do Palácio de Catarina a poucos meses atrás, porém isso não importava mesmo que o quadro fosse belo o bastante para ela ficar admirando, todavia o que importava era o que lhe aguardava no final do corredor. Naquela porta rosa que lhe aguardava algo do seu passado.

— Vamos encarar o passado.— Sua mente sussurrou para si mesma.

Foi quando ela tomou coragem e entrou dentro do quarto. Aquele que guardava seu bem mais precioso. Sua filha.

POV ANYA ROMANOFF

Flor de Cerejeira.

Fora o primeiro cheiro que identifiquei assim que entrei no quarto que possuía uma linda decoração. Tudo ali lembrava-me um quarto de uma pequena princesa que poderia viver feliz em uma família normal. O berço encontrava-se encostado na grande parede que era enfeitada pela metade com um painel como estampa de cerejeira e abaixou dele possuía todo um acabamento em madeira clara sem falar no lustre de cristal que dava um toque ainda mais delicado na decoração, porém não era isso que me importava dentro daquele quarto, mas sim um pequeno embrulho cor de rosa dentro do bonito berço.

Os pequenos tufos de cabelos ruivos destacavam-se no travesseiro branco sem falar no vestido cor de rosa que possuía um lindo detalhe na região do peito dando a ilusão de que naquela parte era um buquê de rosas. Seus bracinhos agitaram-se quando me aproximei do berço debruçando-me lentamente sobre ele para poder acariciar lentamente aquela pequena criatura que secretamente era a redenção de todos os meus pecados.

Aнгел Cвета (Anjo da Luz).— Sussurrei incapaz de me manter firme perante ela. Os olhos azuis esverdeados não se desviaram do meu nem no momento em que a peguei no colo, colocando a mão livre na cabecinha dela e virando-a com cuidado. Escorreguei de novo a mão ao longo das costas e pronto. Fiquei admirando ela bem de perto.

— Ela lembra-me de quando você era bebê, mas devo admitir que o Barnes foi um bom contribuinte nos genes— Ouvi a voz de Mikhail atrás de mim. Foi impossível não sorrir diante de sua fala.

— Winifred é um nome bem diferente.— Comentei ainda sem tirar os olhos do bebê que brincava com suas próprias mãos.

— Era o nome da mãe dele.— Respondeu dando de ombros.

— Katya também era uma opção.— Digo como quem não quer nada. Katya era o nome da mulher que me pôs no mundo e que ainda bebê me deu nas mãos de Mikhail para poder me livrar de um incêndio.

— Olhe direito criança.— Ele chamou minha atenção como quem briga com uma criança propriamente dita. Olhei para o quadro em cima do berço e pude ver que em letras cursivas tinha o nome de minha filha completo: Winifred Katya Romanoff-Barnes. — Uma legítima Romanova creio eu.— Completou sorrindo. Minhas lágrimas agora caiam livremente pelo meu rosto e não fiz questão de limpá-las em nenhum momento.

— Ela possui o soro?— Pergunto temerosa. O que eu sofri minha filha não iria sofrer porquê de cobaia já basta eu e o pai dela.

— Um resíduo bem forte perante o que ela acabou desenvolvendo e ainda irá desenvolver com o tempo. Winifred possuirá poderes peculiares.— Disse enquanto aproximava-se de mim. — Poderia ser classificada como uma mutante nível alfa em poucos dias de nascida.— Completou e isso me fez prender minha respiração pelo choque. Como minha filha poderia ser mutante de um nível tão alto em poucos dias de nascida? Ou então como seria daqui a algum tempo quando ela fosse uma adolescente?

— Como isso é possível?— Perguntei confusa.

— Pelo pouco que Zola permitiu estudarmos, Winifred pode sofrer uma mutação pelo seu soro e o do Barnes ocasionando o desenvolvimento de uma célula mutante ou gene X como preferir, porém, seus poderes ainda estão adormecidos pela pouca idade e não podemos ter uma certeza concreta do que ela vai ser. — Respondeu tirando um pouco do peso de meus ombros. — Vou cuidar dela Anya. — Completou como se pudesse ler meus pensamentos.

— Ela não pode ser classificada como uma aprimorada ou uma inumana. Já matei muitos deles e sei como são difíceis de serem mortos. Principalmente se caírem nas mãos da HYDRA.— Digo o que está me afligindo.

— Isso só o tempo irá dizer sem falar que isso é uma lenda os Krees nunca existiram.— Mikhail tentou aliviar meus pensamentos com suas palavras de conforto, todavia isso não adiantava de nada. A preocupação ainda estava lá.

— Não confio nela perto do Zola.— Digo o mais baixo o possível. — Tudo que aquele homem toca morre de um jeito pior que o outro e eu não quero isso para minha filha.— Completo amargamente. Podia ser ingratidão, mas era a mais pura verdade. Zola era argiloso e se ele estava tão protetor com Winifred era por que ela com certeza tinha um valor estimado para ele.

— Mas ele é a única chance dela sair viva de toda essa caçada que iria se iniciar se ela fosse descoberta. Não estou pedindo para confiar no Zola, mas peço que confie em mim no seu pai que fará de tudo para manter sua filha, minha neta segura. — Respondeu firme, porém era difícil dar esse privilégio: Confiança.

— Resolvemos isso mais tarde.— Digo dando um singelo basta no assunto. Winifred brincava com meu cabelo o puxando levemente fazendo-me sorrir em sua direção ganhando em troca um sorriso banguela. — Mamãe vai dar um jeito de tirar você daqui. — Sussurrei só para ela ouvir.

Porque no fundo ela era meu maior segredo.

POV WINIFRED BARNES

25 de dezembro de 1990, New York — 41 anos depois

Natal dos Stark’s

— Você precisa manter a calma.— Tony falou ao meu lado enquanto me levava na direção de seus pais.

— Isso por que não é você que vai dizer ao seu chefe que está noiva do filho dele.— Completei emburrada arrancando um sorriso do mesmo ao meu lado.

— Dona Maria já sabe e é totalmente a favor do nosso proibido noivado como você mesma classificou Sweet.— Tony respondeu fazendo-me sorrir.

Era sempre assim quando eu estava com ele ao meu lado. Eu esquecia que era Winifred Katya Romanoff-Barnes filha do Winter Soldier e da Ghost ou então uma agente da SHIELD com a ajuda de Howard e me transformava simplesmente na Winifred Bones, uma simples estagiária das industrias Stark que estava totalmente apaixonada por Anthony Stark herdeiro único do império Armamentista dos EUA.

Maria olhou para mim e piscou assim que eu e seu filho paramos na sua frente. Vestida com um elegante vestido preto, ela dava um banho em muitas mulheres e adolescentes que estavam aqui presentes nessa festa sem falar no belo colar que Tony deu a ela, porém claro que ele teve a minha ajuda. Já Howard observava-me com certo receio por que desde ontem minhas visões sobre o seu futuro estão bagunçadas e totalmente sem sentindo o que causou um desentendimento entre nós dois, mas no fundo eu sabia que ele me entendia por que minhas visões dependiam das decisões das pessoas e conforme ele ainda não tinha se decidido não teria como eu saber.

— Anthony já lhe falei para parar de importunar Winifred.— Disse curto e grosso coisa que todos já estamos acostumados.

— Howard nosso filho quer nos contar uma novidade.— Maria falou enquanto se aproximava dele e pegava sua mão apertando-a levemente.

— Que seria?— Perguntou.

Prendi minha respiração e olhei para Tony que sorria em minha direção como se tudo fosse ficar bem, como se ele pudesse me dar essa certeza que nada de ruim iria acontecer e era por esses motivos que eu tinha me apaixonado por ele.

— Winifred e eu estamos noivos.— Ele soltou a bomba de sua vez fazendo-me ficar sem graça com o olhar que Howard me deu. Alternando olhares entre mim e Anthony, Howard sorriu e isso fez a postura de Tony relaxar visivelmente como se tivesse tirado um peso dos seus ombros.

— Já estava na hora.— Fora a única coisa que ele falou para um pálido Anthony ao meu lado. — Winifred é uma boa moça Anthony então o mínimo que você pode oferecer a ela é o seu amor e respeito.— Completou.

— Como você sabia?— Tony perguntou ainda em choque talvez pela demonstração de afeto que seu pai lhe deu.

— Ninguém dá o anel da vovó Stark para qualquer uma e se falar que esse fora o anel de noivado que dei para sua mãe.— Ele respondeu fazendo-me corar de vergonha por ser o centro das atenções agora fazendo Maria sorrir e me abraçar desejando-me felicidades e que eu tomasse cuidado com os genes Stark’s que eram surpreendentemente predominantes. Howard veio em seguida apertando minha mão e também me desejando felicidades, mas algo por trás de seu olhar dizia que ele queria falar comigo em particular. Ele estava agoniado e eu sentia isso. Com um discreto aceno de cabeça indiquei o relógio da parede e em seguida a porta do seu escritório. — Agora vão curtir a festa que eu tenho alguns assuntos para tratar.— Fora frio em responder novamente fazendo Maria revirar os olhos e Tony bufar em descrença.

[...]

— Hoje foi a melhor noite da minha vida.— Diz Tony dando um sorriso maroto em minha direção. — Todas as vezes que estou com você são únicas, mas hoje sei lá...— Ele olha para o nada e seus olhos ficam melancólicos. — Senti essa necessidade maior em te ter.— Completou sorrindo em seguida, mas era um sorriso amargo como se guardasse algo


— Foi como se fosse a nossa última vez.— Respondo suspirando e sentindo um leve arrepio a percorrer-me. — Eu tenho tanto medo de te perder Tony, sem você minha vida não faria mais nenhum sentido. — Completo temerosa, sentindo aquele incomodo no peito.

— Ei, você nunca vai me perder amor.— Ele acaricia meu rosto. — Nós somos um só.— Ele falou enquanto pegava minha mão que estava apoiada em seu peito. — Tudo o que você sente eu também sinto, então deixa o medo de lado e pensa na nossa felicidade, no nosso casamento Srta. Bones. — Completa sorrindo.

— Tony, me promete que se um dia algo me acontecer você vai ser feliz? — Pergunto.

— Sweet, que pergunta boba, a gente vai me fazer feliz para sempre.

— Só me promete isso Anthony. — Eu imploro com o olhar

— Está bom, eu prometo, mas me diz o que você está pensando para perguntar isso?

— Nada.— Respondo tentando não revelar minha visão que vem me tirando o sono essa semana. — Só me deu vontade de te perguntar isso.

— Você anda tão estranha Winifred, eu já lhe falei para parar de ficar trazendo lembranças tristes ou então não forçar suas visões.— Ele brigou comigo fazendo-me rir em desgosto.

— Eu tento e quando estou com você me sinto protegida e livre desses mal pensamentos, dessas visões que atormentam minha mente.— Digo sinceramente.

— Então vem aqui.— Ele a puxa para seu peito. — Eu vou te proteger de tudo e de todos, meu amor.

— Eu te amo tanto Anthony e nunca duvide disso.— Digo o abraça forte. — Saiba que você, Howard e Maria são a minha família.

— Eu te amo meu amor, e eu vou estar aqui sempre para cuidar de você.

— Eu confio em você. — O aperto forte fechando os olhos e um frio na barriga me percorre.

Tony não demorou pegar no sono, mas infelizmente eu fiquei com um pressentimento estranho que chegava até a dar falta de ar, o que me fez ficar boa parte da madrugada na sacada do quarto respirando um pouco, e olhando para o céu pedindo para Deus tirar isso de mim, já que sempre que isso acontece, é sinal que vem tempestade de tristeza e de dor. Decidida a tentar ignorar esses pensamentos ruins de lado decidi deitar na cama para ver se essa agonia iria parar de alguma forma.

E foi nesse momento que ela veio. Sempre me pegando desprevenida e com medo se aproveitando de meus anseios e deslumbres dolorosos do passado fazendo-me realmente senti-lá de uma maneira mais forte como nunca.

Um arrepio quente subir pela minha espinha e o ar dentro do quarto começar a ficar rarefeito e insuportavelmente pesado para poder-se respirar. Um puxão foi dando e minha visão ficou completamente escura mesmo eu tentando abrir os olhos nada eu enxergava e o ar ficou frio de repente fazendo-me sentir um desconforto maior e passar a sentir falta do quente até que como da mesma forma que ela tinha ido voltou.

Consegui focar um carro em movimento em uma estrada deserta quando um barulho de moto me fez sobressaltar-se de susto e eu o vi. O terrível homem com o braço de metal perseguindo o carro que era do mesmo modelo de Howard. Enquanto ele permanecia seguindo o carro eu pude perceber bem de longe o amassado do carro que era idêntico ao que eu e Anthony fizemos quando pegamos o carro escondido de seu pai.

E eu entendi o que acontecia bem na minha frente encarando um ao outro. Eu sou alguém de fora, uma voyeur, espiando uma cena aterrorizante e premeditada por de trás das cortinas fechadas. O carro capotou e com uma elegância que só ele possuía desceu da moto caminhando lentamente em direção ao carro agora destruído na estrada.

— Sargento Barnes.— Ouvi Howard sussurrar em surpresa que se transformou em pavor ao sentir os golpes impiedosos do Winter Soldier que só pararam quando não havia mais vida em seu corpo. Meus gritos de socorro preenchiam a estrada deserta aumentando meu pânico ao um nível agravante. Meus outros poderes pareciam estarem oprimidos não me dando a chance justa de defender Maria e eu. Simplesmente indefesa com o maior assassino soviético da história mundial.

O olhar frio dele parecia queimar-me, e ele muda de rumo sutilmente, caminhando em direção ao lado em que Maria estar fazendo-me ver o rosto dela um pouco machucado pela batida. Ele a olha com a mais frieza possível. O Winter Soldier estava na minha frente. O meu pai estava diante de mim e iria matar os pais do meu noivo na minha frente e eu me sentia impotente. Meu outro eu estava presa no banco do carona de trás do carro e sem nenhum machucado muito grave já que era perceptível que minha cura acelerada estava fazendo sua parte.

Eu não sei, mas com o coração apertado e o estômago nauseado, eu vejo meus outros olhos encher — se de lágrimas, a respiração se acelerando, enquanto vejo ele sufocar Maria com seu braço de metal sem nenhum arrependimento ou remorso. Não! Isto é um indesejável vislumbre, do futuro angustiante, para se testemunhar. Seria uma maldição?

Eu não posso entender o que é, mas o efeito sobre a outra Winifred é imediato. Ela saiu correndo, mas não fora muito longe pois graças a rapidez do soldado que lhe pegou pelos cabelos puxando- a em sua direção. Foi quando tudo tremeu abaixo dos meus pés e eu estanquei com suas palavras.

— Pai?— Perguntou a ele que parou rapidamente, mas da mesma forma que ele parou o mesmo voltou a ação dando um soco com seu braço biônico na minha outra eu que desmaiou em seguida e eu segui seus passos.

Deixando-me levar pela escuridão.