Assassinos Soviéticos - 1 Temporada
10 Capítulo 6: Os segredos em torno de torno de Ghost e Black Widow
Notas iniciais

POV Anya/ Ghost
— Ela está instável. – ouvi um dos homens dizer a Alexandra quando ela entrou na sala.— Errática. — completou apontando para mim que se encontrava sentada na cadeira da sala com uma perna saturada e um corte na nuca quase cicatrizado. Em vez do meu uniforme completo, eu só estava com a calça e a bota junto com um sutiã preto que precisei colocar para suturar o ferimento abaixo do meu seio esquerdo.
Alexandra passou por ele direto e veio caminhando m minha direção parado no caminho para pegar uma cadeira se sentou bem na minha frente.
— Relatório da Missão. — ela disse curta e grossa, totalmente diferente de uma semana atrás.
— Não completei minha missão. – respondi indo direto ao ponto.
— Já fiquei sabendo dessa parte. – murmurou ironicamente. — Mas eu quero saber o porquê. Então me diga Ghost, por que a missão não foi completada?.- perguntou enquanto balançava as pernas de um lado para o outro.
— Eu... — parecia que simplesmente eu não conseguia achar as palavras certas.
— Eu quero saber a droga do RELATÓRIO AGORA. — ela gritou a ultima parte. Aperto a mão na cadeira me impedindo mentalmente de atacar ela. Fico em silencio tentado acalmar a chuva de lembranças que minha cabeça estava sofrendo. Foco minhas lembranças no Winter Soldier que mesmo quando estávamos brigando na avenida me passou confiança, mas simplesmente eu não conseguia lembrar de nada que me ligasse a ele ou a Natasha Romanoff.
Sou interrompida com um baque no lado direto do meu rosto que virou rapidamente pelo impacto. Meu rosto arde e sinto o gosto de ferrugem invadir meu paladar fazendo-me fazer uma careta pela ardência do local.
— Winter Soldier interferiu na missão Srta.Pierce. – respondi e ela simplesmente se levantou da cadeira e saiu da sala, mas sem antes proferir suas gélidas palavras.
— Coloque-a para dormir. — ordenou e logo eu pude ver dois agentes virem na minha direção. Antes de fechar meus olhos sinto uma lágrima solitária escorrer pelo meu rosto enquanto sinto uma agulha entrar em contato com a minha pele.
E depois disso eu não vejo nada. Simplesmente mais nada.
POV Natasha Romanoff
Torre Stark – 2 meses depois
— Vocês conseguiram achar ela? – perguntei para o grupo de homens na minha frente tentando pelo menos ter a esperança que ela está bem. — EU NÃO VOU PERGUNTAR DE NOVO. — grito e vejo de relance Clint balançar a cabeça negativamente.
Tinha se passado dois meses desde o meu primeiro encontro com Anya e também dois meses que estou de licença médica. As coisas tinham saído do controle, mas uma vez e agora o estrago ia ser bem maior do que o esperado. Todos da SHIELD estão desesperados para encontrar Ghost e seus ajudantes e consequentemente a HYDRA.
— Depois que descobriram o Agente Budkovskiy dentro da base eles simplesmente sumiram do mapa. – Steve falou calmamente enquanto encarava Bucky que continuava em total e absoluto silêncio. — Eu ainda me pergunto como o Yuri saiu vivo de dentro daquela base. — completou enquanto apontava para mesmo que se encontrava olhando a janela.
— Ela agora podia simplesmente estar aqui. – falou mais para si mesmo do que para o restante de nós.
— O que você quer dizer com isso? – pergunto
— Quando a Anya acordou pela primeira vez há dois meses atrás ela acordou gritando o nome de Natalia Romanova. — responde
— Mas o que a Natasha tem haver com o que aconteceu com a Ghost? –Tony perguntou para Yuri.
— O nome dela é Anya. — falo irritada com o descaso e desdém que Tony fala dela.
— Tanto faz. – respondeu ironicamente coisa que me irrita muito.
— Parece que para a HYDRA a Anya é uma espécie melhorada do Winter Soldier e Black Widow – respondeu olhando de James para mim ignorando o comentário de Tony. — Pelo o que eu consegui descobrir parece que ela sofreu bastantes experimentos tanto na KGB quanto na HYDRA e que eles gravam qualquer coisa relacionada com seus agentes geneticamente modificados.- completou enquanto caminhava em direção ao telão.— Vocês precisam ver o que eu achei antes de sair da base – o tom de voz de Yuri era cauteloso e ao mesmo tempo solidário.— Jarvis rode o terceiro vídeo do arquivo Ghost.- falou e e logo em seguida o telão começou a piscar.
Eu não estava entendendo nada assim como os outros menos, Yuri que se encontrava com o corpo de costas para a tela da grande televisão, mas sabiam que era algo importante. Logo o vídeo da câmera de segurança começou a rodar fazendo uma ruiva aparecer na grande tela.
— O que está acontecendo aqui?- um homem que pelos relatórios descobrimos ser Barão Von Strucker. Todos tinham as armas apontadas para Anya que se encontrava sentadas na cama. — Abaixem as armas agora. -ele falou para todos os agentes que imediatamente cumpriram suas ordens.
— Ela me matou. – a voz de Anya pode ser ouvida num sussurro sofrido que foi interrompido por mais um grito dela que tinha seu rosto banhado em lágrimas.
— Quem te matou?- o homem perguntou enquanto tentava toca-la sendo que ele recuava de seu toque.
— Natalia Alianovna Romanova. – respondeu para ele e vejo que todos os olhos da sala se voltam para minha direção como se buscassem alguma explicação. James continuava vidrado no vídeo parecendo ignorar o que Anya tinha dito.
— Levem — a para sala agora. – Strucker falou e três agentes a pegaram levando logo em seguida.
Yuri foi adiantando o vídeo até parou na parte em que mostra Anya sentada em uma cadeira que logo identificamos como aquela que vimos no vídeo que mostrara o que tinham feito com James.
— Tira esse vídeo agora. — falo calmamente, mas por dentro sei exatamente o que vai acontecer com ela e sinceramente não quero ver.
— Cale a boca. — ouço a voz fria de James enquanto ele continua virado na direção do vídeo. Sem mais escolhas continuo olhando para a televisão.
Logo a imagem mudou mostrando Anya dentro da sala acompanhada por vários agentes inclusive Yuri e logo depois de alguns segundos vários homens vestidos de branco entraram na sala fora os agentes que estavam fortemente armados.
Ela estava sentada sem qualquer expressão no rosto, como se não sentisse absolutamente nada. Uma onda de medo cresceu dentro do meu peito ao vê-los prepararem ela. Um homem apertou um botão no painel ao lado fazendo braçadeiras de ferro envolver os dois braços dela prendo-a cadeira e colocar um protetor bocal dentro de sua boca para logo em seguida apertar outro botão no painel ligando a máquina que logo foi possível ver fortes faíscas saírem do capacete.
Sinto a tensão na sala ficar pesada e quando todos menos esperam ouvimos o primeiro grito dela quando a onda de choque lhe atinge. Ela se debatia enquanto tentava se soltar da cadeira, o protetor saiu de dentro de sua boca fazendo-a trincar os dentes com força. James se encontrava com os olhos fechados como se pudesse sentir toda a dor que ela estava sentindo.
— Senhor ela está resistindo. – ouvimos outro homem falar no vídeo e pela primeira vez sorri ao ver que ela estava resistindo assim como eu fiz quando isso aconteceu comigo, mas meu sorriso morreu assim que ouço a ordem de Strucker.
— Aumente a carga. – então em seguida podemos ouvir e ver o segundo choque atingi-la com força. Ela estava ficando vermelha e parecia que ia perder a consciência a qualquer minuto ou pior em segundos. A imagem no vídeo mostrava que Yuri estava de segurando para não estragar seu disfarce. — De novo. – ele falou e o terceiro choque veio seguido de outro e mais outros. Seus gritos eram descontrolados, seu corpo estava suado e para piorar seu rosto estava banhado em lágrimas, seu ultimo grito assustou todos da sala ao ouvirmos o que ela disse.
— JAMES. — gritou e logo em seguida desmaiou fazendo os choques cessarem.
O silencio caiu sobre a sala assim que o vídeo terminou, James fintava em total e absoluto silencio que parecia que ele nem estava respirando. Eu sabia que mais cedo ou mais tarde o nosso segredo iria ser revelado.
POV Bucky Barnes
Ela chamou por mim e eu não pude fazer nada para ajudá-la. Suspiro em descrença. Eles arrancarem-me de sua vida pelas raízes do jeito mais cruel e desumano. Duvido que tenham deixado uma memória sequer para podermos ajuda — lá a se recuperar. Olho para Natasha que continua a me encarar. Nós estamos cerca de quatro metros de distância. Fecho os olhos e tento esquecer os fatos que vi agora pouco no vídeo. Seus gritos, as ordens para apagar suas memórias estão impregnadas em minha memória.
Natasha sabe de alguma coisa e com certeza não vai me contar. Isso dói demais. Eu a olho profundamente tentando intimida – lá, mas ela não se abala com nada. Tristeza e dolorosa agonia derramam do intestino das minhas células, a partir de todo o meu ser. Meus olhos ardem de desespero.
— O que nós fizemos com ela? — pergunto baixinho. Eu sou apenas um homem quebrado, em dor agonizante neste momento. Enquanto todos me olham confusos, mas Natasha não. Ela continua me olhando com medo e sei que tudo o que eu falar pode prejudicá-la.
— James isso não é assunto para agora. – ela responde hesitante.
— Isso não é assunto para agora tem certeza?- pergunto descrente olhando em sua direção sem me importar com as outras pessoas dentro da maldita sala. — OLHA O QUE EU FIZ COM ELA. – grito apontado para o telão.
— Você não teve culpa Bucky. – Steve falou tentando se aproximar, mas fui mais rápido e levantei do banco.
— Para de tentar me colocar como um inocente Rogers. – grunhi irritado.
— Nós precisamos conversar. — Natasha fala em russo e vejo os outros nos observarem sem entenderem nada.
— O que nos éramos Natalia?- pergunto tentando controlar minha raiva.
— Nós éramos amantes James. — ela responde com uma voz desesperada.
— Tem mais alguma coisa nesse rolo Natalia.– sussurro aproximando-me dela fazendo todos me olharem como se eu fosse machuca — lá e realmente eu estava me segurando para isso não acontecer.
— Não tem nada James.– responde e vejo que ela está mentindo.
— Eu te perguntar de novo. O que mais nós fizemos com ela Natalia?- pergunto tentando manter uma distancia cautelosa.
— Éramos conhecidos como o Famoso Triângulo da KGB. – responde fazendo-me ficar sem entender nada. — Eu, você e Anya. Nós a traímos da pior forma James e quando eu digo isso pode ter certeza que a HYDRA vai usar isso a favor deles. – completou e sinto um arrepio subir por minha espinha.
— Eu vou atrás dela. – respondi indiferente tentando esconder meu nervosismo.
— Ou você é HYDRA ou você é S.H.I.E.L.D.– murmurou secamente fazendo-me encara — lá incrédulo com suas palavras frias.
— Não sou nenhum dos dois. — respondi friamente.
— Eu traí a confiança da minha melhor amiga e isso não tem perdão, mas eu vou fazer de tudo para tira — lá de dentro da HYDRA, eu dou a minha palavra. — fala tentando me passar confiança coisa que não funciona comigo e nem com ela mesma
— Eu vou fazer todos eles se arrependerem de tudo do que eles fizeram com ela. – respondo em inglês fazendo todos entenderem o meu recado.
Saio da sala resolutamente, lágrimas fluindo em sua própria vontade. Eu mal consigo ver onde eu estou caminhando, meus olhos e minha mente estão completamente nublados. O sentimento de culpa está me consumindo aos poucos.
Ando para o quarto e vou diretamente para o banheiro. As lágrimas ainda fluindo, meus soluços desaparecem. Eu quase rasgo a camisa, e tiro minha calça jeans fora. Ligo a água quente, e entro no chuveiro. Pego um esfregão a caminho e espuma para o corpo. Eu começo a esfregar e lavo a sujeira de todos os assassinatos que caíram sobre mim, e que ficaram presos, fundido comigo todos esses anos. Eu esfrego e esfrego e esfrego e esfrego incansavelmente todas as marcas de missões que tive. Eu me enojo! Eu me odeio! Esfrego, esfrego, esfrego, esfrego... Meu peito está todo machucado. Olho para os meus braços e mãos. Estas são as mãos que tanto feriram e mataram pessoas inocentes! Esfrego... Esfrego...
Esfrego... Esfrego... E mais e mais. Eu não consigo falar comigo de volta. Eu saio do chuveiro pingando água e sabão em toda parte, mas eu não me importo e verificar um dos armários, e lá está ele, eu bato o maldito gabinete com tal força que salta trás antes que ele pare e permaneça fechado.
Estou sob a água quente assim para sempre ao que parece, e a percepção de que tudo que aconteceu com ela me deixou bastante nervoso, me fazendo fraco nos joelhos, mais uma vez, e eu entro em colapso no chuveiro e de costas para a parede do chuveiro, eu recolho meus joelhos, e deixo minha dor me consumir enquanto minha consciência despenca, como um avião fora de controle.
Eu não vejo nada, não posso pensar em nada, e não posso escolher um pensamento coerente, exceto para o sentimento de culpa que sinto por todos os tipos de crueldades que fiz durante todos esses anos. Saio do chuveiro e me jogo direto na cama do meu quarto na Torre e fico encarando o teto em busca de algum descanso em minha alma cansada e perturbada.
Sentando na cama de frente a grande janela observo a neve cair deixando o tempo cinzento e sem graça.Me entrego ao silencio perturbador do meu quarto, mas que de alguma forma me acalmava assim como a imagem de Anya que vem habitando meus sonhos.Era o meu dever ajudar ela mesmo que isso custasse a minha vida.
Mas de uma coisa eu sabia e tinha absoluta certeza: Eu iria encontrá-la custe o que custar.
Moscou, Rússia 25 de Abril de 1949.
Cada palavra a inebria. Fechou os olhos e inclinou a cabeça, oferecendo-lhe seu pescoço ao soldado.
— Minha,só minha. — sussurrou ele novamente.
Ele fez o uniforme deslizar pelo corpo curvilíneo da ruiva de modo que cai nos seus pés como uma nuvem.
— Vire-se — murmurou a voz repentinamente áspera.
Obedeceu, e ele engoliu em seco.
Ela estava apenas vestindo uma calcinha de renda preta que se destaca em sua cor pálida vestindo. Os olhos dele percorrem seu corpo avidamente, mas ele não diz uma palavra. Apenas a fita, os olhos arregalados de desejo.
Em um movimento rápido, ele a agarra pela cintura e a joga na cama, inclinando-se sobre ela. Seus lábios encontram os da ruiva, suas mãos em volta da cabeça dela; ele a abraça, imobilizando-a, enquanto suas línguas se juntam em êxtase. Subitamente ele ergue o torso e se ajoelha na cama, deixando-a ofegante, querendo mais.
— O que você, quer Anya? — Suas palavras são suaves, pronunciadas próximas ao seu ouvido. Ele está quase deitado sobre ela… Conseguia senti-lo duro contra suas costas.
— Você. — murmurou sentindo suas bochechas corarem que fez o Soldado rir.
— E eu quero você… — murmura ele, e, antes que ela dê conta, ele a vira, deixando-a de costas.
James levanta-se rapidamente e, com um movimento preciso, tira a calça e a cueca agora está gloriosamente nu à sua frente, com seu corpo largo pronto para possui — lá. O pequeno quarto fica ofuscado pela sua beleza estonteante, pela necessidade que ele tem dela, por seu desejo. Ele se inclina e tira sua calcinha; depois a olha de cima a baixo.
— Minha — mexe a boca, sem emitir som.
— Por favor — suplicou, e ele sorriu… um sorriso típico: lascivo, malvado e tentador. Ele volta para a cama e engatinha até a ruiva. Levantou sua perna direita, deixando beijos por todo o percurso… até chegar ao alto das suas coxas.
— Ah… minha mulher — murmura, e desliza sua boca no corpo dela.
Fechou os olhos e se rendeu à sua língua tão ágil. Suas mãos agarram o cabelo dele enquanto seus quadris se moviam e se contorciam, escravos do ritmo que ele imprimia, e quase caiu da pequena cama. Ele agarrou seus quadris para que ela ficasse quieta… mas não interrompia a deliciosa tortura. Estava quase, quase lá.
— James… — Soltou um gemido.
— Ainda não — diz ele, sem fôlego, e sobe pelo seu corpo, a língua afundando em seu umbigo.
— Não!- ela exclamou indignada.
Droga!Sentiu seu sorriso contra sua barriga à medida que ele continua seu percurso até em cima.
— Tão ansiosa, Anya. Ainda temos muito tempo. -completou olhando a ruiva.
Respeitosamente ele beijou seus seios e beliscou o mamilo esquerdo com os lábios. Ao voltar fintá-la, seus olhos estão escuros como uma tempestade tropical enquanto ele lhe provoca.
— Eu quero você. Por favor. — sussurra sem fôlego puxando o corpo do soldado em sua direção.
Ele se coloca sobre ela, cobrindo-a com seu corpo, apoiando o peso nos cotovelos. Abaixa o nariz de encontro ao dela. A ruiva desliza as mãos por suas costas fortes e flexíveis até seu traseiro maravilhoso.
— Eu amo você. — Seus lábios roçam nos lábios delas.
— Também amo você. — seu corpo está tenso e se desespera para liberar-se.
— Olhos abertos. Quero ver você. — ele murmura, e segue com doces beijos plantados pelo rosto de Anya.
— James… ah… — gemeu, enquanto ele lhe penetrava lentamente.
— Minha. — exclama ele, ofegante, e começa a se movimentar.
Eles se amaram e isso foi um crime, mas quais seriam suas sentenças?
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