Assassinos Não Choram
5 Noite em Família
Flávia leva Breno até o apartamento que seu tio marcos tinha deixado para ele. Ela se despede. No dia seguinte volta para ver como ele está. Ela entra na casa pois tinha cópias das chaves. Breno estava deitado no sofá.
—Bom dia, Dormiu Bem – Pergunta Flávia enquanto passava pelo sofá e ia em direção a cozinha.
—Por que está aqui? Vai se tornar minha baba agora, por que está querendo me ajudar?
— Primeiro que não estou te ajudando sem motivos, estou fazendo o que seu tio me pediu. Vim ver se estava bem, se precisa de algo, pois, creio que não tenha nada para você comer aqui, poderíamos ir comprar algumas coisas.
—Então, e se eu te pedir para não voltar mais? Breno pensa no que diz, percebe que foi grosseiro e tenta se desculpar imediatamente. — Desculpa, não era isso que gostaria de falar. Passei muito tempo sozinho, e agora você aqui todo dia, acho estranho, mas verdade gosto, irei me adaptar melhor. Finalize Ele
—Tudo bem, se eu tivesse em seu lugar, provavelmente faria o mesmo, desculpa te incomodar- fala Flávia.
—Ontem, fiquei pensando em muitas coisas, tanto que acabei dormindo no sofá. Queria saber como está minha família, queria saber o porquê deles terem me abandonado. Gostaria que pagasse pelo que me fizeram.
—Você mantêm magoas deles? Você quer mesmo se vingar deles? Pergunta Flávia.
— Não se trata de algo que quero, mas sim de algo que irei. Mas primeiro quero entender melhor o que aconteceu. Diz ele
—Não sei se estou certo, mas não acho que devo lhe negar isso, irei te levar para conhecer sua família. Flávia já sentia o arrependimento de suas palavras.
Eles saem do apartamento, Flávia resolver levar Breno nos lugares que ele poderia encontrar os seus familiares, mas, faria isso com ele secretamente. Primeiro ela o leva para conhecer Cristina. Eles ficam em frente a escola que garota estuda. Flávia aponta para a menina assim que a vê saindo da escola. Breno, obviamente não a reconhece. Flávia então diz que é filha de Laisa, sua prima. Depois eles se dirigem ao centro da cidade, dentro do carro, eles esperam Valéria sair de seu trabalho. Assim que Tais sai da escola que trabalha, Flávia aponta para ela, ele fica quieto não diz nada, a reconhece por seu cabelo e seus traços marcantes do rosto, ele apenas observa sua prima encontrando seu marido Rui. Após muito silêncio, ele pergunta.
—Esse é o marido dela?
—Sim, segundo seu tio eles estão juntos desde muito tempo, desde a morte de sua… nesse instante percebendo sua gafe, ela tenta corrigir, Breno finge que não percebeu para não deixa a moça constrangida, nesse momento ele está focando em conhecer sua família, ou melhor saber como eles estão depois de todos esses anos que passaram.
No mesmo dia, avistam Laisa andando na rua sozinha. Ele consegue a reconhecer pelos seus longos cabelos loiros.
—Irei te levar para conhecer seus primos, talvez você lembre de Marcelo, mas duvido que reconheça Ricardo, os dois estão sempre juntos.
Breno então recorda de seu primo Marcelo, a forma delicado que seu primo o cuidou quando perdeu sua mãe. Flávia fala da fama de Ricardo, de como ele é o rapaz mais cogitado daquela cidade, conta que Marcelo havia se formado em direito, mas que não possuía uma boa relação com seus pais. Nesse instante Breno questiona o motivo, então ela responde.
—Marcelo culpa seu tio pelo desaparecimento de sua mãe. Breno não sabia que seu primeiro também não tivera mais sua mãe e se comove com isso.
—Então, esse meu tio fez muitas coisas erradas, ele é muito suspeito para mim, descobrirei da pior maneira o que ele fez.
Eles retornam para suas casas, ele pergunta o motivo dela não o levar para conhecer seus tios, ela, no entanto, responde que é mais difícil e perigoso, prefere falar sobre seus tios através de fotos. Ela busca no quarto um envelope com fotos e espalha sobre a mesa do centro da sala. Primeiro ela mostra a foto de Nilton com sua atual esposa.
—Seu tio se tornou um dos homens mais importante da cidade, junto a Eliane, são sócios de uma empresa.
—E minha tia Natália, você havia me dito que ela está desaparecida.
—Ninguém sabe o que aconteceu com ela. Simplesmente após você ser levado para o orfanato, ela sumiu.
Entre aquelas fotos espalhadas na mesa, ele vê a foto de um casal e deduz.
—Apostos que esses são meus tios Eliane e Diego!
—Sim, eles se tornaram no casal mais influente dessa cidade, são referência de poder e elegância para todos, como havia dito antes, são sócios majoritários da empresa Pocco, cada um possuem em torno de 16% das ações da empresa. Por fim, fala de sua tia mais velha Marceli.
—Essa é Marceli, vive com seu marido e suas filhas num sítio, preferiu a tranquilidade do campo. Ela percebe que após fala da empresa, Breno se manteve quieto e pensativo.
—Essa empresa foi fundada com a herança que meu avô havia deixado para minha mãe?
Flávia percebe que não adiantaria tentar esconder dele e dispara – Sim, depois da morte de sua mãe. Breno interrompe e completa – depois da morte da minha mãe. Flavia após ouvie Breno continua— A herança foi dividida entre seus tios.
—Você se refere a Nilton, Eliane, Marceli, Diego e Flávio?
—Isso, me refiro a eles.
—E enquanto meu tio Marcos?
—Ele não quis aceitar nada, ele tentou fazer denuncia da morte da sua mãe, porém foi interrompido por seus tios, que ficaram com a herança.
—Por que ele não quis? Se todos os outros quiseram! Aposto que você sabe mais coisas a respeito, o que aconteceu naquela noite?
—Eu sei apenas o que seu tio me contou, não quero te influenciar em nada do que eu for falar. Diz Flávia um pouco nervosa, pois percebe alteração de Breno
—Pode ter certeza, nada que me disser influenciará em que pretendo fazer. Diz ele totalmente firme em suas palavras.
Ela então resolve contar tudo que sabe a respeito – Após o assassinato de sua mãe, seu padrasto ficou com toda a herança dela, pois se tornou viúvo dela. Depois disso, ele fez um acordo com a sua família, para que eles esquecessem tudo que aconteceu naquela noite, em troca da metade da herança. O que era muito, todos aceitam, exceto seu tio Marcos, abalado tentou impedir que Gustavo saísse impune de tudo aquilo, como disse ele tentou ir a polícia, mas não conseguiu realizar tal feito, pois seus tios deixaram ele inconsciente e quando ele acordou já estava internado em uma clínica, essa que eu trabalho e fiz amizade com ele. Te digo tudo isso, pois temo que você faça algo por impulso e acabe sofrendo o mesmo que Marcos, quero deixar alertado com quais pessoas você poderá se envolver. Finalize ela.
—Na verdade, eles que deverão tomar cuidado, tanto o assassino, quanto eles pagarão, eu juro Flávia, Gustavo matou minha mãe, mas eles fizeram parte de tudo isso. Diz Breno – Quero fazer uma visita a eles, começarei pela mais fácil. Quer me acompanhar? Fala olhando para Flávia.
A noite vai chegando
Marceli havia marcado um jantar com seus familiares. Ao passo que iria anoitecendo, eles chegavam. Clara e Diego foram os primeiros a chegarem, seguido de Nilton e Paola, os últimos a chegarem, sempre juntos foram Ricardo e Marcelo. Eles estão todos na sala, entre conversas, risos e bebidas, eis que toca a campainha. Marceli diz não lembrar de ter convidado mais alguém, no entanto vai atender.
Quando inesperadamente Marceli é surpreendida, quem estava diante dela era ninguém menos que seu sobrinho Breno, ele estava acompanhado de Flávio, claro que ela não reconheceu a garota. Marceli ficou paralisada por alguns segundos, todos ficam instigados com quem seria a visita. Breno pergunta ironicamente.
—Não me reconheceu tia?
Marceli tentando desfaçar seus espanto – Bem, hã, não.. Não o reconheci.
—Sou Breno, seu sobrinho. Nesse instante, seus tios que estavam naquela sala têm um choque ao ouvir aquelas palavras, milhares de pensamentos passam na cabeça de todos, principalmente de seus tios Nilton e Eliane. Marceli não sabe se deixa ou não entrar.
—Desculpa, mas o que veio fazer aqui? Como sabe onde eu moro?
—Vim te visitar Tia, senti sua falta. Ah, sobre a segunda pergunta, estou sabendo de tudo, não se preocupe. Diz ele transparecendo mais confiança em seus planos. Ela decide convidar para entrar. Todos estavam sem reações. As melhores reações são de Nilton e Eliane, ela fala baixo -Não é possível.
A geração mais nova não o reconhecem de imediato. Por alguns minutos o silêncio toma conta daquela casa, era possível ouvir o barulho das cigarras e o vento que batia nas árvores. Eles se dirigem para a sala de jantar. Marceli quebra o silêncio e pede para que seus empregados coloquem mais dois lugares na mesa.
Ricardo diz —Me desculpe, mas quem é você, não consigo te reconhecer de nenhum lugar.
Marcelo que tem lembranças daquela noite diz – É o nosso primo Breno, filho da nossa tia Carolina, que foi assassinada.
—Isso foi há muito tempo, quase nem lembrava mais direito de você – Diz Eliane de forma provocativa.
—Percebi pelo número de visitas, mas para mim foi ontem, me lembro perfeitamente de todos que estavam lá presente. Fala Breno em resposta imediata a sua tia e continua – Sabia que senti falta de vocês, nunca foram me visitar.
—Estávamos muito ocupados, tínhamos que cuidar de nossos filhos, de nossas vidas. Fala Eliane.
Diego tenta mudar de assunto – É melhor que nós começarmos a jantar, pois, esfriará a comida.
O silêncio então continua, entre os mais velho os olhares são de perguntas. O que Breno queria ali, será que ele sentia muito rancor deles, o que ele exigirá de todos, seria sua parte da herança? Eram questões que os preocupavam, pois não queria perder nada.
Tais tenta se aproximar mais, pergunta a Flávia se ela é namorada de Breno, Flávia então responde que não, que o conheceu alguns dias e estava ajudando ele a conhecer melhor a cidade. Breno apenas confirmava o que Flávia dizia e respondia algumas perguntas de seus primos. Durante o jantar manteve seus olhos em seus tios. Após o jantar se encaminharam para a sala. Em uma parte da sala, está Diego, Flávio e Nilton conversando, o tema central claro era Breno e quais eram as razões do rapaz estar ali. Enquanto isso, Breno e Flávia tinham uma conversa descontraída com Laisa, Tais, Cristina, Rui, Marcelo e Ricardo, que não demorou muito e ficaram íntimos. Eliane vai até o piano e começa a tocar a canção favorita de Carolina, Breno reconhece e fica um pouco emocionada ao lembrar das vezes que sua mãe tocava para ele. Marceli fica surpresa com atitude de sua irmã, Breno percebe que é apenas uma provocação de sua tia, mas prefere se manter tranquilo diante daquilo. Após muitas conversas, as horas vão passando. Agora, eles se preparam para irem dormir.
Em cada quarto daquela casa, acontece algo. Enquanto Laís dorme, Josiane e Rui tem mais uma dos seus encontros casuais durante a noite. Nilton inquieto em seu quarto, tem a ideia de matar seu sobrinho enquanto ele dormisse. Eliane não consegue dormir, ela então decide ficar na varanda do seu quarto. Como não havia quarto para todos na casa, Marcelo e Ricardo ficam no mesmo, como também dividem a mesma cama, Marcelo abraça Ricardo, no entanto, Ricardo não se move ou nega o abraço de seu Marcelo. Cristina resolve descer para beber um pouco de água, ao encher o copo na torneira da pia, ela vê um vulto de alguém na janela, ao se assustar, ela acaba derrubando o copo no chão que quebra, ela começa a gritar sem se mover do lugar.
Nesse instante sua avó acorda, liga rapidamente o abajur e ao tentar acordar seu marido, percebe que ele não tem nenhuma reação. Flávio está morto
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