Assassinos Em Minha Casa
2 Palhaço Endemoniado + Explicações
Notas iniciais
Eu fiquei encarando eles por um tempo. Deixei o taco cair da minha mão, peguei o pote de sal grosso, fechei os olhos e gritei:
– AAAAAAAAAAAH! SAI DAQUI SEU TARADO!!! VAZA!! — Eu gritei jogando no cara pálida um pote de sal grosso — G-SUIS ME SALVA!!! É O CAPETA!! SAI SATANÁS!! — Eu continuei tacando um monte de coisa nele, e quando abri os olhos, ele estava estatelado no chão.
Todos os outros ficaram com uma gota. Eu olhei melhor pro cara pálida e o reconheci.
– Eita! É o Jeff The Killer...– Eu falei, olhando pra ele.
– Mas hein? – Ele disse, acordando.
– CADE MEU SPRAY DE PIMENTA NESSAS HORAS? – Eu olhei de um lado pro outro procurando o spray.
Só sei que algo bateu em minha cabeça e eu desmaiei.
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Acordei deitada em cima da mesa da cozinha. Tudo foi um sonho. Que sonho estranho, eu hein... Quando eu vi o palhaço do capeta na minha frente.
– AAAAH! NÃO FAÇA PALHAÇADAS SEU PALHAÇO ENDEMONIADO!! — Eu gritei bem alto, e o palhaço se assustou.
– Anda logo. Sai dai. — Ele diz, se adiantando pra mim.
– HELP ME BATIMAAAAAN! – Eu gritei feito uma retardada. Mas levantei da mesa e fiquei um pouco afastada do palhaço do capiroto.
– Estamos esperando na sala. – Ele ia sair, mas eu me joguei no chão. – O que você está fazendo?
– Eu morri. Que vê ó. – Eu fechei os olhos e botei a língua pra fora. Ouvi ele bufando e vindo em minha direção. Abri os olhos e ele pegou meu braço e me puxou.
– NOO, EU PRECISO VEGETAR! – Eu me joguei no chão de novo e fiquei vegetando lá, com um palhaço endemoniado me observando. – Por que você tem a cara do capeta?
– O QUE?!
Do nada a voz mística (um pouco de zuera pra sua ironia) do tio Slendy ecoou na minha mente:
– Jack, por que está demorando?
– Isso ai Tio Slendy, mete bronca! – O palhaço começou a me arrastar pelo braço até a sala. Pelo menos não tinha nenhum degrau.
– E se eu subisse as escadas? – Jack Palhaçado perguntou. Vixi, o cara lê mentes? Me levantei rapidinho.
O paiaçu sentou no sofá, e eu reconheci todo mundo. Era o Jack Risonho, o Slender, o Eyelass Jack, a Nina The Killer, o Jeff The Killer, a Sally, o Ben Drowned, o Ticci Toby e o Smile Dog. Eu quase morri de tanta felicidade.
– SALLY! NINA! MINHAS DIVAS! – Eu enforquei as duas num abraço. Depois de solta-las, comecei a disparar perguntas pra elas:
– SALLY! VAMOS SER AMIGAS? NINA! VOCÊ JÁ PEGOU O DEZOIADO DO JACK? SALLY! VOCÊ JÁ GOSTOU DO B... – Antes de eu terminar, senti algo no meu ombro. Era um tentáculo.
– Er... Viscoso... – Era o tentáculo do Slender.
– Me desculpe por fazê-la desmaiar. Mas você estava muito... animada. – Ele diz. Ah, então foi você, seu filho da... – Talvez você precise de alguma explicação.
– Okay... – Eu murmurei. Me sentei em uma poltrona do lado da Sally. Os garotos estavam todos espalhados pelos sofás, exceto Slendy que estava de pé e Smile, que estava deitado no chão, observando o Yumi –que estava deitado perto da janela- com uma cara de “Eu vou comer suas tripas”. Eu fiquei encarando os garotos. Ai, não acredito que eu tenha esses sedução aqui em casa. Babei.
– Enquanto você estava desmaiada, consegui fazer as barreiras mágicas em volta da casa. – Slender continuou. Barreiras mágicas? Tipo, isso é magia negra ou macumba mesmo? Na verdade, tem alguma diferença entre esses dois? – Você conhece... Zalgo?
Impressão minha ou o clima ficou um pouco mais frio? Os outros começaram a olhar pros lados, como se esperassem o capeta sai pulando de dentro da lareira. Eu até achei possível isso acontecer, já que tenho um bando de creepypstas na minha casa, né...
– C-conheço. – Eu respondi, meio gaguejando. Eu estava ficando assustada.
– Zalgo era como um líder para os Creepypastas. Além de matarmos quem bem entendemos, fazíamos missões especiais, que incluíam acabar com organizações que lutavam para nos destruir. As primeiras creepypastas eram demônios, mas um demônio em especial, chamado Mr. Creepypasta fundou a organização. Por algum motivo, ele desapareceu, mas antes, fez um tipo de ritual para as Creepys surgirem mais rapidamente. Antes de sumir, ele nomeou Zalgo como líder, o demônio mais forte depois dele próprio. Então, sumiu do mapa. Por causa do ritual, as Creepys começaram a surgir do medo; da insegurança, da insanidade e do ódio. Zalgo liderou tão bem quanto Mr. Creepypasta faria, mas houve um descuido. Em uma missão muito perigosa liderada por Zalgo e por mim, um inimigo de Mr. Creepypasta foi libertado. Não percebi de imediato, apenas depois de Zalgo ser possuído por ele, foi que eu percebi. Mas era tarde demais. – A sala ficou silenciosa, exceto por um grilo maldito que ficou cantando lá fora. Slender retomou a palavra.
“Infelizmente, o inimigo queria se vingar de Mr. Creepypasta, mas como ele havia desaparecido, decidiu se vingar da organização que ele tanto batalhou para construir. Alguns demônios e creepys não conhecidos se juntaram a Zalgo, mesmo sabendo que ele estava possuído. E com a ajuda deles, destruíram a mansão creepy. Conseguimos sobreviver e lutar, mas tivemos que nos separar em grupos. Como sendo o dirigente temporário, assumi a liderança, e por telepatia avisei que ia encontrar um local para ficarmos até resolver o problema. Mas perdi o contato com os outros, e por sorte encontrei o grupo de Jeff. E aqui estamos.”
– Por que a minha casa? – Eu perguntei de repente, depois de um tempo de silêncio.
– Sua casa é grande, e apenas você mora aqui. – Toby falou pela primeira vez.
– Por que não me matam? – Eu pergunto, olhando todos com uma certa raiva.
Slender se levanta e coloca a mão em meu ombro. Sua voz ecoou pelas paredes da sala:
– Isso... É um assunto para mais tarde.
Continua...
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