Assassino
1 Somente necessário
Vento no rosto,
Sai de seu posto.
Corre e olha,
numa poça pisa e se molha.
O frio da água não se sente
Só um objetivo em mente.
O alvo anda.
Como a regra manda,
seu algoz também.
E o mesmo não sabe quem...
Que pra ele é ninguém.
Um vazio e uma ventania cardíaca.
Calmo, agora anda.
Como a regra manda.
Só que mais furtivo.
Quase instintivo.
Ventania cardíaca...
Longe de uma ação maníaca.
Sua vítima está ao seu lado.
Um gesto despercebido.
Junto a um ganido...
Ventania cardíaca...
Vazio.
Morte.
Segundos depois de ter ido ao chão...
Os olhos da vítima vêem com atenção.
Um vulto branco na escuridão.
Um pano vermelho se é percebido
E se na boca é sentido.
O gosto gélido...
Uma ventania cardíaca...
Pelo inverso sentida.
Já nas sombras, o algoz.
Olha atentamente.
E novamente...
Um vento... Frio.
Gélido.
E se é visto um vermelho.
Vazio. Assassino.
Uma ventania cardíaca mais uma vez...
E já não mais, está lá.
Edson Oliveira da Silva
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