Assassinatos Em Vegas
11 Capítulo 10
Notas iniciais
Sara estava sentada na sala de descanso de olhos fechados, não, ela não tinha desistido de provar que Grissom era inocente, ela estava pensando em como fazer as evidências ficarem a favor de Grissom.
E então sara se pega pensando em São Francisco.
Foi lá que encontrou Grissom pela primeira vez em um seminário.
Ela estava estagiando no necrotério quando soube que haveria uma palestra obrigatória para todos os estagiários.
Ouviu de outro estagiário que o palestrante era maçante, porém quando entrou para ouvir a palestra percebeu que talvez o palestrante não fosse tão maçante assim.
Passaram-se duas semanas e, a semana de palestras estava acabando, Grissom e Sara estavam cada vez mais próximos Gil estava fascinado pela beleza e inteligência de sua melhor aluna.
Em certa noite Grissom a convidou para um passeio, levou ela para o campo.
_Todos os dias as flores exalam perfume, a brisa toca as folhas, as nuvens passeiam obscuras, mas não prestamos atenção. Ouça a serenata de grilos! É um magnifico show incessante.
Então Sara pergunta:
_O que é felicidade para você Gil?
Surpreendendo-a, ele a assustou, dizendo:
_A felicidade não existe, Sara...
_Você me amedronta! Qual é a esperança para os que vivem na miséria emocional?
Grissom completou:
_A Felicidade não existe pronta, não é uma herança genética, não é um privilégio de uma camada social. A felicidade é uma eterna construção.
Respirando aliviada ela indaga:
_Como construí-la?
Como um contador de histórias que passeia pela psicologia, ele fitou seus olhos e discorreu:
_Reis procuraram aprisionar a felicidade com o seu poder, mas ela não se deixou prender. Milionários tentaram compra-la, mas ela não se deixou vender. Famosos tentaram seduzi-la mas ela resistiu ao estrelato. Sorrindo ela sussurrou aos ouvidos de cada ser humano: “Ei! Procure-me nas decepções e dificuldades e, principalmente, encontre-me nas coisas anônimas da existência.”
Mas a maioria não ouviu a sua voz, e os que ouviram deram pouco crédito.
_Que lindo! –disse Sara –Fale mais sobre o que é ser feliz, meu imprevisível poeta –brincou.
_Ser feliz é ser capaz de dizer “eu errei”, é ter a sensibilidade para falar “eu preciso de você”, é ter a ousadia de dizer “eu te amo”.
Lembrando-se de seu pai, Sara expressou condoída:
_Muitos pais morrem sem jamais ter a coragem de dizer essas palavras aos filhos. Esquecem-se das coisas anônimas.
_É verdade. Tropeçamos nas pequenas pedras e não nas grandes montanhas.
Olhando para ela num clima terno de amos, ele falou de alguns temores reais. Como amava poesia usou sua inspiração.
_Obrigado por você existir. Mas tenho medo de que nosso amor se evapore como o orvalho ao calor do sol.
_Eu o amo como nunca amei alguém! –ela disse, tentando aproximar-se para beijá-lo. Grissom subitamente deu um passo para trás e elevou o tom de voz:
_Espere um pouco mocinha! Você entrou sutilmente na minha vida, foi ocupando espaço e, sem me pedir licença, invadiu meu coração. Portanto... –fez uma pausa prolongada.
_Fale! Estou ansiosa.
_Olhe para o alto. O que você vê?
_Vejo lindas estrelas.
_Escolha uma estrela.
Sara sorriu. Havia milhares de estrelas invadindo sua pupila. Sara escolheu uma estrela brilhante do lado esquerdo do firmamento.
_Escolho aquela –disse apontando.
_De hoje em diante aquela será sua. Mesmo quando o céu estiver coberto pelas tempestades, aquela estrela estará brilhando dentro de você, mostrando os caminhos que deve seguir e revelando meu amor.
Depois dessa declaração, beijaram-se. Dois mundos, duas histórias se cruzaram. Amoroso, ele cobriu seus olhos, sua testa e seu queixo de pequenos beijos.
Sem perceber Sara sorria.
_Pensando em quem? –pergunta Greg a assustando.
_Em nada Greg.
_E por que esse sorriso?
_Nada...
_Ai Sara, acho que preciso de um antidepressivo, sem o Grissom aqui para gritar comigo isso aqui fica tão chato...
_ É isso! –disse Sara se levantando.
_É isso o que?
_Greg, eu acho que sei como tirar o Grissom da prisão! Você é um gênio!
_Eu sou? É eu sou!
_Obrigada Greg! –Sara o beijou na bochecha e saiu.
Greg ficou parado sem entender nada com um sorriso bobo na cara.
_Espera! Sara, você pode me dizer o porquê de eu ser um gênio? Espera! Sara! –E então Greg saiu correndo e gritando o nome da Sara pelos corredores do lab.
Em quanto isso...
Grissom estava sendo transferido para uma prisão de segurança máxima.
Ele estava algemado com o famoso macacão laranja e com os pés também algemados por correntes muito pesadas.
Entrou no ônibus que iria transferi-lo, deu uma rápida olhada em quem estava no ônibus. Havia vários detentos que o encaravam, Grissom então, abaixou a cabeça.
Um policial o mandou se sentar logo.
Só havia uma cadeira vazia então foi se sentar nela.
Tentou não olhar para seu lado esquerdo, não queria olhar para o detento. Estava realmente com medo.
_Ei! –Falou o presidiário. –Você é o Grissom não é?
_Sim, como sabe o meu nome? –disse Grissom ainda olhando para baixo.
_Talvez, se o senhor olhar para mim possa se lembrar...
E então Grissom olhou, era John Gregson, um assassino que ele mesmo colocou na cadeia.
_Oh! –Grissom deixou escapar.
_Que ironia do destino, não?
_Co... Como? –Grissom gagueja, estava com medo do que poderia lhe acontecer, afinal ninguém sabe o que se passa na cabeça de um assassino.
_Sabe você e colocou na cadeia, e agora estamos indo para a mesma prisão...
_É... –disse forçando um sorriso.
Seguiram em silencia até chegarem ao presidio. John lhe desejou boa sorte.
Grissom foi empurrado para dentro de sua cela por um policial.
Cinco minutos depois descobriu que seu “colega” de cela seria ninguém mais ninguém menos do que John Gregson.
_Olá novamente senhor Grissom –disse sorrindo.
Grissom nada disse, apenas balançou a cabeça levemente, em uma afirmativa.
_O que o senhor fez para estar aqui?
_Nada... –disse tristemente olhando suas próprias mãos.
_Senhor Grissom...
_Só Gil, por favor, se vamos conviver na mesma cela vamos deixar as formalidades de lado.
_Tudo bem, se você quiser me chamar de John... Por mim tudo bem. –disse sorrindo.
_Como eu ia dizendo Gil, você deve ter feito alguma coisa.
_Armaram pra mim.
_Quer me contar?
E então Grissom lhe contou tudo, não sabia o porquê de estar fazendo isso, apenas fez. E então quando terminou, Grissom perguntou:
_Você não tem raiva de mim?
_No começo até que tive, mas eu cometi muitos erros Gil. Descontar a raiva em alguém que apenas estava fazendo seu trabalho não me pareceu justo.
Ficaram conversando sobre muitas coisas até que um assunto veio a tona: o amor.
_Você já amou alguém Gil?
_Ainda amo John.
_Sabe Gil, eu também amo.
Grissom o olhou espantado.
_Pois é, posso ser um assassino frio e calculista, mas tenho sentimentos. –disse John rindo da expressão de Grissom.
Grissom apenas riu sem graça.
_Você e seu amor se conhecem a muito tempo? –perguntou John.
_Sim, mas só me declarei pra ela esses dias.
_Por que só agora?
_Não sei, acho que foi medo.
_Bom, um grande amigo me deu um dos melhores conselhos que já ouvi.
_Qual?
_Ele disse: “Cada dia é um presente, não um direito adquirido”.
Grissom ainda não entendia a onde John queria chegar, então deixou que continuasse.
_Não leve a vida como uma mera passagem. O primeiro passo que você dá é o passo mais longo.
Meu amigo também me disse que “ O que vale a recompensa sempre vale a briga” –Disse se lembrando exatamente do dia em que seu amigo lhe disse aquelas palavras, foi exatamente no dia em que roubaram uma casa. John riu da lembrança.
_Cada segundo conta –continuou John –porque não há segunda chance, então viva, porque você não viverá duas vezes.
_Eu viverei se sair da prisão, prometo. –brica Grissom. John ri.
E assim passaram a tarde conversando, até a hora de comer.
Grissom estava na fila com sua bandeja, a frente de John.
Quando pegaram a comida foram se sentar, infelizmente não sabia quem aquele lugar era de uma gangue.
_O que as duas moças fazem aqui? –Perguntou um grandalhão todo tatuado.
_Oh! –Grissom percebeu na hora a burrada que fizera.
_Nos desculpe. –Disse Grissom se levantando.
Porém o grandalhão o obrigou a sentar.
_Vocês sabem o que acontece com quem senta em nossa mesa?
_Não –disse Grissom.
_E não queremos saber. –completou John se levantando, Grissom se levantou também , quando estava prestes a sair viu um punho em sua direção o acertou bem no olho, Grissom caiu imediatamente com a mão no olho.
E então uma roda se formou, John e Grissom estavam deitados no chão encolhidos protegendo a cabeça com as mãos.
Alguém da gangue acertou John no estomago, depois foi a vez de Grissom.
Finalmente depois de um certo tempo policiais chegaram e dispersaram os detentos, foram todos para suas celas. Grissom e John foram para a enfermaria.
Notas finais
Espero reviews,mesmo se for umaa biiiggg bronca =D
Bjus
Emy lee
Fale com o autor