Assassinato no Museu em Shrewsbury
1 Prólogo
Notas iniciais
KLAUS FRITZ
O senil diretor do museu, nunca sai de sua pequena sala, mas sempre ciente de tudo o que acontece ao seu redor.
RICHARD FOLLMAN
Juntamente com George Foster trabalham no museu, possuem ótimos álibis para o horário do crime, muito pouco provável que tenha sido algum deles.
SARAH FLEITER
Professora de um orfanato. E no fatídico dia havia levado seus alunos para uma pequena aula de história antiga.
ARMAND FARR
Um grande arqueólogo, mas pouco conhecido em Londres, seus métodos de pesquisas não são nada tradicionais.
FELIPE FARR
Filho de Armand Farr segue a mesma carreira do pai. Estavam juntos no museu fazendo algumas pesquisas sobre cerâmicas. Não viram e nem ouviram nada.
FRANKIE MASON
Uma moça pacata. Não muito atraente, mas ainda assim bonita. Entrou rapidamente no museu e logo saiu.
CHARLES KENT
Apenas outro visitante, mas de maneiras suspeitas. Um sujeito nada social e que se irrita facilmente.
DR. BRYAN FFRENCH
Jovem em sua carreira medica. Culto e gosta muito de coisas antigas. Não muito feliz com sua vida, porém sempre sorridente.
MIRELLE F. SULIVAN
Uma jovem elegante que atrai muito facilmente os homens. Mas um ar de mistério paira sobre ela. Nada se sabe sobre seu passado.
O PEQUENO FRED
Um dos órfãos e aluno da professora Sarah. Os pais foram mortos e ele mandado para o orfanato, todas as crianças, não gostam de se aproximar dele.
PRÓLOGO
14h: 19min
- E aqui senhores, temos a replica exata do Battle of Britain Memorial, este é um monumento à tripulação que voou na batalha da Grã-Bretanha. È situado na White Cliffs em Capel-Le-Ferne, perto de Folkestone, na costa de Kent... – dizia o guia do museu para um pequeno grupo de pessoas que não prestavam muita atenção, dentre elas estava Thomas acompanhado por uma bela moça com a qual conversava.
- Você é o parceiro de Piotr Gawroński? – perguntou ela. – Soube que ele é um ótimo detetive e nunca errou um caso!
- Na verdade existe um – Thomas olhou para os lados e adquiriu um tom cauteloso. – Ele não está aqui, se souber que estou falando disso. Este caso sempre quando lembrado fere seu orgulho.
Os dois riram.
- Me conte mais sobre esta trágica investigação! – pediu ela curiosa.
Enquanto isso o grupo de pessoas caminhava para o próximo monumento, sem perceber, eles ficaram para trás.
- Ele morava em Moscou, já faz algum tempo, era o caso do roubo dos diamantes...
- Meu amigo você está aí, andei te procurando por todo o museu.
Thomas levou um susto era Piotr que havia chegado.
- Estava fazendo algo errado?
Frankie percebeu o embaraço de Thomas e foi em seu auxilio.
- Você é o detetive Piotr? Prazer em conhecê-lo. Thomas estava me contando sobre suas brilhantes resoluções de alguns crimes.
Piotr agradeceu ao elogio, depois dirigiu-se a Thomas.
– Estava lhe procurando para avisar que vou embora, estou um pouco cansado.
- Ok. Ainda vou ficar mais um pouco – acrescentou. — Depois passarei em sua casa.
Piotr despediu-se e logo depois saiu do museu.
- Ufa! Obrigado – agradeceu Thomas.
- Você ficou tão pálido – disse Frankie sorrindo. – Foi muito engraçado.
- Tudo isso é culpa sua, que é muito curiosa!
Mas ela não se importou e continuou a falar.
- Agora que ele realmente foi embora continue me contando.
- Ah, mas você não tem jeito!
Eles caminharam até um banco e sentaram-se.
14h: 25min
Uma velha professora junto com seus alunos tentava explicar alguma coisa para eles sobre história em outra parte do museu.
- Fred volte aqui não mexa nisso! Jéssica não, aí não – ela falou impaciente. – Prestem atenção no que estou dizendo!
Uma pequena garotinha se aproximou e puxou o vestido da professora.
- Tia Sarah, posso ir ao banheiro?
- Pode, espere um pouco. Paulo leve sua irmã ao banheiro e volte logo.
Ela andava de um lado para o outro tentando reunir os meninos que tornavam a se espalhar.
- Olhem, quem se comportar darei este chocolate – disse ela desesperadamente.
A oferta parecia ter surtido efeito estavam, agora, todos sentados em sua frente.
- Assim é melhor, vamos continuar. Vejam aqui...
14h: 31min
Mais a frente na sala de artefatos antigos estava Mirelle e o Dr. Bryan conversando distraídos. Também havia um vigia que os observava atentamente.
- Os museus realmente andam vazios, ninguém mais se interessa por essas coisas — ele retirou uns cigarros do bolso. — Aceita?
Ela pegou um.
- Desculpem senhores, é proibido fumar aqui – advertiu o vigia.
- Droga! – exclamou Bryan Ffrench.
Em seguida entrou na sala um homem, chamava-se Charles Kent, de semblante cansado e mãos tremulas, parecia nervoso. Caminhou rapidamente até parar em frente a uma jóia. Mirelle se aproximou.
- Vejo que se interessa por jóias – disse.
Ele meneou energicamente a cabeça demonstrando afirmação e impaciência com a presença da moça.
Ela não se importou.
- A mim também, são admiráveis. Essa por exemplo, tem um valor incalculável. E você Ffrench o que acha?
Bryan se aproximou sorrindo.
- São interessantes – respondeu conciso.
Parece que todos, hoje, haviam escolhido importunar o sisudo homem.
14h: 44min
Ao lado pai e filho arqueólogos bastante envolvidos, conversavam sobre a idade precisa de uma determinada cerâmica.
- Olhe esta, acredito que foi feita por volta de 3000 a.C. — disse Felipe Farr.
Armand Farr um senhor alto, moreno retrucou com grande certeza:
- Não meu filho. Veja este outro fragmento – ele apontou. – Se encaixa perfeitamente, então não há dúvidas certamente foi feita por volta de 5000 a.C.
Felipe continuava incrédulo, mas resolveu não contestar, pois sabia que o pai era mais experiente.
- Bem pai, vou ao banheiro – disse ele retirando-se da sala.
Alguns minutos depois, voltou, porém já não era o mesmo estava sério e um pouco pálido.
- Aconteceu algo? – questionou Armand.
- Não. Não aconteceu nada pai.
- Porque você demorou tanto?
- Érr... Bem... – ele procurou uma resposta. – No caminho encontrei uma pessoa, parei uns instantes para falar com ela, foi só. Então continuemos, olhe esta outra aqui é bem diferente...
- Alguma coisa aconteceu – pensou Armand Farr.
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