Asphalt Café
34 The Only ill here is You
Notas iniciais

Bom dia, pessoal! – Disse Cat se alongando na frente de casa enquanto esperavam os amigos para correrem, mas somente Robbie, Beck e André apareceram. – O que aconteceu com todo mundo?
— Bom dia, moranguinha! – Disse Robbie um pouco desanimado aproximando-se da ruiva, Cat foi até ele, o abraçando e dando um beijo em sua bochecha.
— Parece que todos estão ocupados hoje! – Comentou André. – Mas é estranho a Tori não estar por aqui, ela sempre é a primeira a querer correr.
— Hum... Acho que aconteceu uma coisa ontem a noite que a deixou meio desmotivada para correr. – Soltou Beck fitando o amigo. André logo percebeu do que se tratava, já que vira como Zac havia saído decidido a irritar mais ainda a Vega que já não parecia estar muito bem depois do quase sequestro.
— Acho que o Zac também não quis arriscar encontrar com a Tori. – Observou André começando a se alongar.
— Não sei do que vocês estão falando, mas a Tori não vai correr com a gente hoje porque foi para o ensaio de uma revista ai. – Apontou Cat.
— Mas e cadê a Jade e a Trina? – Perguntou Robbie.
— A Trina tá doente... – Respondeu Cat. – E a Jade, bom, eu não a vi hoje.
— Ela deve estar bem irritada comigo. Argh! – Resmungou Beck ainda irritado pela situação de ontem.
— O que ela fez? – Brincou André batendo de leve no peito do amigo. Beck arqueou a sobrancelha para o Harris, tentando entender o motivo pelo qual o amigo dizia aquilo. – É que a Jade é bem... Temperamental, então, acredito que ela fez alguma coisa e esse foi o motivo de vocês terem brigado... Porque dessa vez você não ficou calado, estou certo?!
— Correto! – Soltou Beck meio decepcionado com a historia toda.
— E então, o que ela fez? – Insistiu André.
— Jade e eu fomos a tal aula de Salsa, e a filha da professora meio que deu em cima de mim... Mas eu juro, não fiz nada pra motivar a mulher a continuar e rolou uma confusão e ai quando eu vi, a Jade tava brigando com a filha e depois com a mãe e em um momento de distração, ela lançou uma tesoura na direção de uma das duas. – Cat que escutava tudo colocou a mão na boca em surpresa, Robbie fazia uma cara como se dissesse: “Eu bem que avisei”. André riu.
— Desculpa, cara... – O Harris continuou rindo. – Mas todos nós já sabemos como a Jade é, o único despreparado aqui é você, mas relaxa você se acostuma.
— Então acham isso normal? Isso não é normal, nem no Canadá, nem aqui, nem em canto algum, ninguém faz isso! Foi uma tesoura, André... – Beck tentou argumentar. – Não foi uma flor, muito menos travesseiros, foi uma tesoura, e se a acertasse, poderia ter matado alguém, você já pensou nisso?
— Tá... Mas já pensou que a Jade pôde ter calculado muito bem onde essa tesoura iria acertar? Ela sabe o que faz com aqueles troços cortantes. – Comentou o Harris.
— Então está a defendendo? – Perguntou Beck incrédulo.
— Não, mas talvez você esteja fazendo dilúvio em tampinha de xarope... Estamos falando da Jade, nada com ela é normal, foi você que escolheu isso... – Beck fez cara feia. – Não estou fazendo a cara do Robbie de “Eu te avisei”... – Robbie se encolheu. – Só estou dizendo que você fez suas escolhas, amigo, e todos nós sabemos que você gosta dela, então é só... Ter mais paciência. Você vai se acostumar! – Aconselhou André.
— Talvez, mas eu vou tentar mudar isso nela, esse jeito violento, pelo menos. – Falou firme.
— Quem vai tentar me mudar? – Perguntou Jade aparecendo atrás de todos.
— Jade? Onde você tava? Te procurei pra contar as novidades sobre as aulas com a Miranda. – Falou a ruivinha, Robbie revirou os olhos, não aguentava mais essa tal de Miranda.
— Eu estava no quarto do David, ele teve algum pesadelo e não conseguiu dormir por isso fiquei lá até agora de manhã. – Explicou a West. Beck engoliu em seco, toda essa demonstração de carinho com o irmão não parecia se adequar as características que eles estavam dando á garota. – To indo para o estúdio, Ashley e eu precisamos gravar mais músicas. – Disse não dando a mínima para o garoto e indo na direção da casa dos Smith. Beck coçou o cabelo pensativo, será que Jade precisava mesmo ser mudada? Ou ele que deveria mudar para se adaptar á ela? Pensando nisso, eles seguiram com sua corrida.
40 minutos depois...
Todos já estavam cansados e iriam parar na frente da casa de Tori para descansarem, ma algo lhes chamou a atenção. Viram Ashley saindo de casa e se aproximaram deles.
— E ai, Ashley, tudo bom? – Perguntou Robbie.
— Ah, oi Robbie, oi pessoal! – Falou simpática com todos. – Oi, amor. – Aproximou-se de André e lhe deu um selinho. – Já voltaram da corrida? – Ashley olhava para o resto da rua como se procurasse mais alguém.
— Ah, a Tori, a Jade e a Trina não puderam correr hoje. – Falou Beck. – Jade disse que iria com você para o estúdio, o que aconteceu?
— Pois é, eu estou indo agora, acontece que o Zac tá doente, então tive que cuidar dele, ele tá bem gripado... – Respondeu a Smith.
— Engraçado, a Trina também... – Disse Cat. André e Ashley trocaram olhares de entendimento. Zac beijou Trina que está doente, agora ele estava doente, tudo combinava.
— É... E onde está a Tori? – Perguntou curiosa, ainda fitando André que também parecia preocupado.
— Ela foi para um ensaio de uma revista. – Explicou Beck. – Bom, precisamos ir, ainda tenho que dar aula.
— Como ficou o caso com a Helen e o outro Diretor maluco? – Perguntou a Smith.
— Helen agora é a nova Diretora, por isso tenho que chegar no horário correto, já que ela é bem durona, e às vezes me assusta. – Beck fez uma careta e os outros sorriam.
— Ok, até mais pessoal, vou lá para o estúdio, beijos! – Ashley se despediu entrando em seu carro.
— Tenho que ir para as aulas de Teatro com a Miranda, beijos Rob. – Disse Cat aproximando-se do garoto, Robbie abriu os braços esperando um abraço, mas Cat apenas lhe deu um beijo na testa e foi embora deixando o garoto desconsolado.
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Já era noite quando Ashley e Jade saíram do estúdio.
— Mais alguns dias assim e em poucos dias seu álbum estará todo pronto. – Comentou a loira, feliz pela quase conquista das duas.
— É, é... – Soltou Jade sem muito ânimo.
— Qual é?! Eu sei que Beck e você não estão nos seus melhores momentos, mas é seu álbum, garota, não precisa ficar com essa cara de morta só por causa disso. Se ele foi o culpado, então o deixe sofrer, mas se foi você então tome coragem logo e vá se desculpar com ele. – Meteu-se a Smith. Jade arregalou os olhos ouvindo aquilo, e de braços cruzados encarou seriamente a garota.
— Você sempre se mete desse jeito?! – Perguntou a fuzilando com o olhar, essa técnica sempre funcionava com Cat.
— André diz que fico Ashiando as coisas, coisa que eu não faço, já que significa se meter demais... Mas não adianta fazer essa cara pra mim, você sabe que estou certa, então não vai me intimidar. – Falou firme, Jade se impressionou. – Zac tenta a mesma coisa, mas ele sempre se rende no final.
— Não sou o Zac. – Retrucou Jade, Ashley deu de ombros, como se isso não a tivesse convencido. – Falando nele, onde ele está? Não o vi o dia todo.
— Ele tá bem gripado, por isso não sai da cama... – Ashley pensou na relação dele com Tori que era outro motivo para que o irmão não saísse da cama. – Mas eu lhe dei uma sopa bem forte, remédios e um cobertor e ele ficará bem. – Jade sorriu lembrando-se de como ela também cuidava do irmão, como hoje quando no meio da noite, ele foi até o quarto dela, todo suado e com medo porque tivera um pesadelo, e ela fora dormir no quarto dele até que o medo do garoto passasse, e acabara ficando a noite toda, e perdendo a hora ao acordar. Logo tratou de desmanchar um sorriso. – Acho que deveria ir lá visitá-lo qualquer dia, ele deve tá precisando de uma amiga.
— Quem disse que eu sou amiga dele? – Perguntou Jade tentando fazer com que a garota desistisse de todos esses conselhos sentimentais.
— Eu disse. E seria bom vê-lo se divertir um pouco. Te espero lá, beijos! – Disse Ashley batendo devagarzinho no ombro da morena que continuava pasma sobre como a Smith conseguia ser inconveniente sem que fosse chata.
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No outro dia, Jade já se arrumava para ir á casa de Zac, Ashley realmente a convencera e Beck ainda não tinha falado com ela, nem através daquelas mensagens provocativas.
— Oi, Ashley, onde o Zac tá? – Perguntou Jade assim que chegou à casa do amigo, a Smith apontou para o quarto de hospedes e a West foi até lá. Ao abrir a porta do quarto, se deparou com um Zac todo enrolado com o cobertor e dormindo. Jade deu meia volta para ir embora, mas o garoto tossiu e assim se acordou.
— Oi, Jade. – Falou sentando-se, fazendo o cobertor cair e revelando que o loiro estava todo encasacado.
— Um casaco nesse calor? – Falou Jade sentando-se na cama.
— É, já tive dias melhores, mas essa febre idiota não me deixa ficar como vim ao mundo. – Riu fazendo a West rir em seguida. – Deita ai, quer assistir a algum filme?
— Terror? – Perguntou se deitando ao lado do loiro e tirando os sapatos.
— Claro! – Zac abriu a gaveta no criado mudo ao lado da cama e retirou alguns filmes. – A Ashley é mesmo demais. – Sorriu ao ver que seus filmes preferidos estavam ordenados na gaveta. – E ai, qual vai ser? – Perguntou jogando os filmes para que Jade escolhesse.
— O Ritual? Parece bom, coloca esse. – Respondeu a garota lhe entregando os filmes. Os dois assistiram tudo e comentavam a cada segundo, opinando sobre como algumas cenas eram boas e outras faltavam mais terror. – O filme é até bom.
— Concordo, mas e ai? Você tá aqui, isso quer dizer que você e o Beck não estão bem! – Zac falou esperando ver a reação da morena.
— É meio que aconteceu [...] – Jade contou tudo o que ocorrera na aula de dança, Zac escutava pacientemente sem interromper. – [...] Você não acha que eu devia ter feito isso mesmo?
— Confesso que eu não faria igual, mas se fosse alguém dando em cima da... – A primeira pessoa que veio na mente do loiro, foi Tori. – Minha namorada, eu com certeza o ameaçaria com meu canivete, acho que não o jogaria na direção deles, mas você estava certa.
— Viu?! Porque as pessoas não concordam com isso?! Argh. – Resmungou cruzando os braços.
— Ás vezes as pessoas não compreendem nossos sentimentos, simplesmente os desprezam e não ligam para as nossas razões. – Filosofou Zac deitando-se no travesseiro com as mãos atrás da cabeça.
— E depois acabam achando que são melhores por quererem estar certos. – Continuou Jade.
— E nem consideram nossas desculpas quando estamos errados.
— Principalmente se fizemos aquilo só porque adoramos aquela pessoa... – Jade olhava pensativamente para o teto.
— Até porque nessas horas nem pensamos no que estamos fazendo, só vemos as consequências depois. – Continuou Zac.
— Vocês podiam parar de serem tão cabeças duras e pedirem logo desculpas para as pessoas de quem estão falando. – Falou Ashley entrando no quarto.
— Droga, Ash, não precisa vir pra cima de nós com esse papo de conselheira amorosa. – Falou Zac sentando-se e fitando a garota.
— Tá bom, não falo mais nada, mas toma aqui seu chá e seu remédio. – Falou entregando ao garoto. – Você vai apagar depois que tomar esse comprimido, Jade me desculpe, mas poderia voltar outra hora?
— Você é sempre assim, faz tipo papel de mãe o tempo todo? – Jade revirou os olhos e Ashley sorriu para a garota. o tempo todo
— Ela é um saco! – Murmurou o Smith.
— Sei bem como são os irmãos. – Jade pegou seu sapato e sua bolsa e saiu do quarto.
— Então eu sou um saco? – Perguntou Ashley fazendo cosquinhas no garoto por debaixo do cobertor.
— É um saco lindo, loiro e redondo. – Falou o Smith tentando fazer a garota parar.
— Tá me chamando de gorda? – Ashley continuava a fazer cosquinhas.
— Não, mas nem o maior saco do mundo pode ser maior do que sua bunda. – Comentou o garoto, gargalhando ao ver a expressão da irmã que agora tentava ao máximo fazer mais cosquinhas. – Ash, Ash, quando vai aprender que eu não tenho essa coisa de cosquinhas? – Zac a puxou, a jogando na cama e ficando por cima dela enquanto fazia cosquinhas na sua barriga. A garota gargalhava sem parar, enquanto se contorcia. – Viu? Mas em você faz efeito. – Soltou a garota que não aguentava mais rir.
— Vai ter volta, idiota. – Falou se recompondo e sorrindo para o garoto quando saiu do quarto. Alguns minutos depois, Zac adormeceu por conta do remédio.
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1 semana depois...
Beck e Jade continuavam sem se falar, hoje era sábado e a morena tiraria fotos para a capa do CD. Beck resolvera ir até a garota, queria ouvir sua voz, sentir o cheiro de sua pele, beijar sua boca e até mesmo ouvir seus insultos, estava disposto até a pedir desculpas se possível, mas voltaria a falar com sua morena. Chegando ao prédio onde aconteciam as fotos, logo que entrou na sala onde Jade estava posando para os fotógrafos, encontrou Ashley num canto, a sua morena ainda não o tinha visto.
— E ai, faz tempo que começou? – Perguntou meio deslocado, pois nem era para estar aqui, mas o segurança o deixou entrar, pois o reconhecera como namorado de Jade West, os dois já haviam ficado bastante famosinhos como casal BADE.
— Hum, veio ver a namorada ficar linda para a capa do CD? – Ashley arqueou a sobrancelha rindo de canto.
— É... Ela está linda. – Falou quase babando ao ver Jade posando com uma roupa um tanto curta demais, um vestido vermelho, decotado e curto, a morena não usava nenhuma das maquiagens pesadas que costumava usar.
— Concordo com você, essa roupa não é muito a cara dela, nem a maquiagem. – Falou Ashley quase como se adivinhasse os pensamentos de Beck. O canadense a olhou assustado. – Ah, sou bem observadora. – Riu e Beck relaxou. Jade trocou de roupa e as maquiadoras a deixaram diferente agora, ela estava como seu habitual.
— Acho que ela vai adorar essa foto. – Comentou Beck.
— É, mas não é só ela que escolhe. O empresário da Jade também tem que estar de acordo e ele quer que a capa do CD não fuja tanto do que a Jade é, mas que também não pareça que ela está odiando todos aqueles que compraram seu CD. Sabe, essa foto ai ficou a cara dela, mas tem que ser alguma coisa diferente. – Explicou Ashley.
— Qual o nome do CD? – Perguntou Beck.
— Se chama, Neve, Jade disse que queria alguma coisa como ela, pálida, dura e gelada, pelo menos foi o que ela disse. – Beck sorriu, realmente batia bem com a discrição da morena. Agora Jade se dirigia ao camarim, onde saindo de lá, já estava vestindo uma roupa preta e orelhinhas de coelho e com menos maquiagem. Os fotógrafos tiravam as fotos e Beck sorria a cada movimento de sua morena.
— Ela é tão linda, parece até ter saído de um conto de fadas. – Beck pensou alto, fazendo com que Ashley o encarasse com os olhos arregalados.
— É isso! – A garota sorriu e bateu palminhas, se levantou de perto do canadense e foi conversar com o empresário da West. Minutos depois, a Smith voltou a se sentar perto de Beck, com um sorriso vitorioso no rosto. Jade fora trocar de roupa outra vez e saindo do camarim, voltou vestida de branca de neve sexy.
— Ual! – Soltou Beck se levantando e chamando a atenção da garota. Jade o encarou séria, mas estava tão feliz por ver seu canadense aqui com ela. – Ela está...
— Magnífica? Deslumbrante? Maravilhosa? Sim, sim, ideia sua lapidada por mim, o que achou? – Ashley sorria como nunca antes.
— Ela tá... Perfeita! – Disse pasmo e lembrando-se de como fora a primeira vez que tinha visto Jade, fizera tal comparação e agora era como se visse um sonho se tornando realidade. Jade começou a posar para as fotos e Beck ficava cada vez mais impressionado com a beleza da West. As fotos terminaram e o empresário, os fotógrafos e outros responsáveis pelo design no CD se reuniram na sala de reunião.
— Tá, de quem saiu essa ideia maluca de me fantasiarem de Branca de Neve? – Perguntou Jade aproximando-se dos dois.
— O que?! Você não gostou? – Ashley perguntou abismada.
— Eu não disse isso! – Jade sorriu de canto.
— Foi minha ideia, e a Ashley adicionou várias coisas, mas Jade agora você tá linda, perfeita...
— Então quer dizer que nos outros dias eu não estava? – Perguntou fazendo Ashley revirar os olhos. – Quer dizer que hoje consegui superar os outros dias que eu estava horrenda? – Jade previu que Beck se enrolaria todo para responder a pergunta.
— Eu não disse isso! – Beck a puxou para mais perto dele, colocando a mão atrás do pescoço de Jade e já indo beijá-la, mas Jade o afastou. A morena fitou Ashley como se a agradecesse e voltou a fitar o garoto que não entendia nada.
— Me desculpe! – Falou rapidamente e baixo, mesmo assim Beck ouviu, o que foi um alivio para a West, já que não queria repetir.
— Me desculpe, também, agi impaciente com você e... – Jade o puxou para mais perto e o beijou, o calando. Rapidamente, Beck levou uma mão para o pescoço da garota e a outra para a cintura enquanto suas línguas se misturavam no calor da saudade e do desejo. Jade acariciava os cabelos negros do seu canadense e Beck a trazia para mais perto, como se quisesse quebrar as barreiras que os separavam. Jade mordiscou o lábio inferior do garoto com uma mistura de delicadeza e vivacidade, Beck apenas correspondia da mesma forma. Os dois foram diminuindo o ritmo, acabando no que quase podia ser descrito como um selinho carinhoso.
— Caramba, melhor do que ir para o cinema. – Falou Ashley e ambos rindo, ainda se encarando.
— Estamos bem de novo? – Perguntou Beck sorrindo de canto para a garota.
— Não vai agir daquela forma comigo? – Perguntou Jade, o garoto assentiu.
— Não vai jogar uma tesoura em alguém daquela forma? – Perguntou esperando a resposta da morena.
— Uma tesoura não! – Jade sorriu, piscando para o garoto, Beck gargalhou, encostando sua boca a de Jade por um breve segundo. Os três ficaram ali conversando até chegar à noite e todos saírem da sala de reunião, já com as fotos editadas e impressas, pelo menos as que acharam melhores.
— Jade, separei essas daqui que traduzem bem o que são o seu álbum e sua personalidade, então agora você pode escolher qual quiser, já fiz minha parte. – Disse o empresário a orientando. Jade fitou as fotos e encarou o Oliver, em seguida. Ele sorriu e ela sabia bem qual das fotos ele mais gostara e consequentemente ela também, apesar de sair um pouco do seu padrão.
— Vou ficar com essa aqui! – Apontou para a foto que Beck mais gostara. Todos concordaram com a foto que Jade escolhera e agora só faltava dar os últimos toques como colocar o nome da cantora, as músicas e o fundo na parte de trás, etc. Os três foram para suas casas e Jade e Beck finalmente estavam bem novamente.
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— Ei J-Brown, o ursinho já está preparado. – Falou o homem alto e musculoso chegando por trás de alguém na moita, os dois estavam em frente á Mansão Smith.
— Já disse para não me chamar assim, eu odeio meu sobrenome, idiota! – Falou a segunda pessoa. – Anda, vai lá colocar o ursinho na porta. – A primeira pessoa se dirigiu com o ursinho nos braços e depositou na porta da casa, tocando a campainha em seguida e se escondendo. Uma senhora atendeu a porta e se deparou com o ursinho de pelúcia.
— Oh, que lleve más tierno, sino porque aquí la izquierda? (Oh, que ursinho mais fofinho, mas porque o deixaram aqui?) – Falou Maria, a empregada espanhola dos Smith. — Y tener un boleto. (E tem um bilhete.) – Reparou. — Para Zac Smith, con cariño, J Brown. (Para Zac Smith, com carinho, J-Brown.) – Leu com um sorriso fofo no rosto. — El Sr. Smith amará, Dios me recuerda que advertirte, hay, lo dejó en el estante sala de estar. (O Sr. Smith irá adorar, que Deus me lembre de avisá-lo, até lá, o deixaria na estante da sala.) – A senhora sorriu e entrou levando consigo o ursinho.
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Zac encontrava-se deitado com as mãos atrás da cabeça em seu quarto escuro apenas pensando sobre os eventos que aconteceram em sua vida. Ele e Tori discutiram, a garota disse que não queria mais falar com ele, o que já era uma causa perdida para o loiro e depois passara a semana inteira o ignorando. Tori havia participado de ensaios fotográficos para revistas famosas, além de fazer participações especiais em programas onde cedia entrevistas e desmentia qualquer relacionamento amoroso com o Smith. Zac só via as aparições da garota na TV, sempre sorrindo, alegre, cheia de felicidade enquanto ele passara a semana doente (em parte por sua causa já que havia beijado uma Trina doente), triste, sem correr com os amigos, nem sair para baladas, beber, muito menos para ir ao Teatro Smith ajudar Miranda e Cat, coisa que ele tanto adorava. Suspirando, se levantou e começou a caminhar para um lado e a para o outro, pensando naquela garota que fazia seu coração parar e distrair sua mente de todo e qualquer outro pensamento. Nunca alguém o deixara assim antes, nem Jennifer, nem Vanessa, nem qualquer outro ficante, rolo, peguete, ou qualquer coisa desse gênero. Tori era mais especial que qualquer outra, ele sentia isso, mas como conseguiria demonstrar para ela ou para si mesmo? O desejo de tê-la para si sempre esteve presente no mais intimo de seu coração. Sempre teve curiosidade de saber como seria se resolvesse dar o primeiro passo, o de beijá-la, de tê-la logo em seguida, mas isso nunca ocorrera, porque ele fora fraco demais pra ir além mesmo depois de ter começado com o discurso “Eu gosto de você”. É claro que Tori não entendeu no sentido que ele disse, ou teria entendido, mas não se importado. Sempre pôde se acostumar a ser correspondido, mas somente a presença de uma possível negação á ele, o deixava desanimado. Mas Tori havia dito que não queria mais falar com ele, então Zac respeitaria isso e até lá daria um jeito de se animar, pois não poderia ficar assim para sempre, por enquanto, continuaria a ficar deitado em sua cama e fora isso que fizera.
Enquanto isso no quarto de Tori...
— Oi Tori, estou de saída, mas primeiro quis saber como está. – Falou André assim que a garota aceitou a chamada de chat dele pelo The Slap.
— Eu to bem, André. Pra onde vai? – Perguntou a garota deitada em sua cama com o notebook em sua barriga.
— Não tá mesmo, mas tudo bem, não vou forçar. Eu to na casa da Ashley agora, estou esperando ela se arrumar para sairmos para jantar. Quer conversar? – O Harris foi como sempre muito gentil com a Vega.
— Eu não sei... Eu só to... Travada sabe? Essa semana tem sido bem difícil, ter que ficar aparecendo em programas, dando entrevistas, fazendo ensaios, tudo com um sorriso no rosto quando não me sinto assim desde... – Tori ficou calada esperando que o amigo tivesse entendido.
— Desde a discussão com o Zac. É, tem sido uma semana difícil pra gente também, não podendo ver vocês juntos. – André deu um sorriso desanimado. Tori franziu a testa, fazendo quase uma careta para conter as lágrimas que queriam escorrer por seu rosto. – Você vai chorar? – Perguntou André vendo o conflito da amiga.
— Eu não sei... – Falou Tori com uma voz manhosa.
— Você quer chorar? – Perguntou o Harris.
— Eu não sei... – Repetiu Tori.
— Você vai chorar! – Afirmou André sacudindo a cabeça em sinal de sim.
— Eu sei! – Tori deu um suspiro e começou a chorar descontroladamente enquanto o amigo apenas observava do outro lado da tela.
— Olha, eu posso cancelar com a Ash, se você quiser, e posso ir para ai, ficar com você, podemos fazer alguma coisa animada, hum?! – Tentou o garoto, mas Tori podia ver o quanto ele estava animado para sair com a namorada.
— Não precisa, André, eu vou ficar bem! – Falou o tranquilizando.
— Qualquer coisa, me liga, ok? – A garota consentiu.
— Oi amor, estou pronta. – Falou uma voz atrás de André. – Ah, oi Tori... – Ashley chegou ao lado de André encarando a tela. – Você não tá bem, né?! – Tori negou com a cabeça, ainda limpando as lagrimas. – Posso só te fazer uma pequena pergunta? – Tori ficou em silêncio e Ashley entendeu como um sim. – O que rolou entre você e o Zac na... Sabe... Discussão? O que ele realmente te disse? Desculpa te perguntar isso, mas realmente é importante.
— Ele... – Tori começou a chorar de novo sem conseguir falar.
— Pelo que a Tori me disse, ele foi lá na casa dela explicar o como era difícil pra ele toda essa exposição com ela e como ele pensava que isso duraria pouco, por isso que fez o que fez apenas por medo. E também... – André encarou Tori pela tela. – Disse que gostava dela.
— Espera! O que? – Ashley quase gritou. – Meu Deus, isso é maravilhoso! – A Smith não conseguiu esconder o grande sorriso de felicidade. Seu irmão nunca dissera coisa assim pra ninguém, não nesse contexto pelo menos. – Tori, ele falou que gosta de você. Você sabe o que isso significa, então por que não foi atrás dele? – A garota deu de ombros, mordendo os lábios. – Tá, escuta bem, o Zac gosta mesmo de você, de verdade, então é serio faça alguma coisa. Agora precisamos ir se não perderemos a hora da reserva, beijos cunhadinha, se cuida. – Ashley conseguiu um pequeno sorriso de Tori e logo as duas fecharam o chat. Tori se levantou da cama, se olhou no espelho, viu o quanto seu rosto estava vermelho de ter chorado e quanto ela parecia triste. Olhou pela janela que dava para ver o quarto de Zac, o loiro encontrava-se deitado em sua cama, com uma expressão tristonha, a garota calçou sua sandália e saiu do quarto, descendo as escadas e se deparando com Jade e Beck se beijando no sofá na maior animação.
— Oi, Tori. – Beck se separou de Jade e deu um aceno para a amiga. Jade apenas revirou os olhos.
— Oi casal, voltaram finalmente? – Perguntou Tori se esforçando para ser simpática.
— O que você quer? – Jade foi direta.
— Nada, só... Se não se importarem, queria assistir um pouco de TV com vocês. – Tori foi na direção do outro sofá.
— Nos importamos. Olha, Tori, eu sei que você tá passando por um momento em que está sozinha enquanto eu tenho o Beck, a Cat tem o Robbie, a Trina tem a gripe dela, o André tem a Ashley e até o meu irmão tem a amiguinha dele, mas isso é muito chato. – Retrucou Jade.
— Jade... – Alertou Beck.
— Isso o que?- Tori não estava entendendo.
— Isso de empatar a relação dos outros? Porque não arruma alguém pra você? Ou pode até ter arrumado, mas não assume, ou vai ver nem te coragem de falar com essa pessoa, porque se for isso, todos nós já esperamos isso de você.
— Isso o que? – Repetiu Tori.
— Isso de ficar na sua, esperar o cara vir até você, de ser toda lesa e esperar, esperar, até que o idiota se canse de você. Tori, convenhamos, você nunca foi o tipo de pessoa que foi atrás das coisas, ou pessoas, sempre esperou e é por isso que está sozinha. Queria ver se você teria coragem de tomar iniciativa, ah não esquece, você não tem. – Concluiu Jade mudando o canal da TV.
— Jade, agora você passou dos limites. – Reclamou Beck se levantando do sofá.
— Deve estar se sentindo muito boba agora né? – Implicou Jade.
— Pra escada! Vai sentar na escada. – Falou Beck apontando para a escada na casa de Tori, Jade o olhou magoada, mas obedeceu, indo se sentar na escada e fechando a cara. – Tori, me desculpe... Sabe... Por ela...
— Não, Beck... A Jade tem até razão. – Tori encarou o garoto com firmeza, e saiu indo na direção da casa de alguém com quem ela já deveria ter falado há muito tempo.
Próximo Capitulo:
“Você me babou.”
“Minha meta já foi alcançada.”
“Falo sério, palavra de escoteira.”
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