Ashes - Klamille
1 Capítulo Único
Notas iniciais
“ As Pessoas não querem ser más, elas querem ser boas. “
Era uma frase que ele sempre, pensava no silêncio de seu quarto, sob aquela cama, aquela cama que fora a última vez …que a havia visto.
Será que essa frase, não seria a mais pura mentira? Ele não desejava ser bom, queria o sangue e a cabeça daquela louca da Aurora, queria que todos sofressem…todos!
Ele vivera tantos séculos, em plena fuga entre medo e paranóia, não havia nada de bom em sua vida e quando havia…era arrancado de si tão ferozmente que ele só conseguia sentir ódio e raiva, ela havia ido…ele havia tirado ela da sua protecção em redoma de vidro, havia-se permitido amar e o que sucedera? Ela morrera…
Essa era a mais dolorida e pura verdade, tudo que ele tocava virava a mais pura cinza…era a verdade universal de sua família, tudo que eles amavam no final, virava cinzas.
E somente, sobrava memórias…memórias doloridas e complicadas que ele nunca conseguiria apagar de sua mente, estariam sempre ali para assombrá-lo e atormentá-lo por toda a eternidade.
Isso quando ele não imortalizava o rosto em quadros e prolongava o seu tormento.
Ele queria-a de volta, o único pecado que ele fizera fora amá-la, e ela amá-lo de volta…seu enorme pecado fora esse apaixonar-se pela pessoa errada, Camille…
Ele não merecia sequer…mas ele queria, era melhor com ela por perto, ele queria-a.
As lágrimas corriam livres por seu rosto, á medida que ele engolia elevadas quantias de álcool naquela noite.
Ele erguera-se de sua cama, deixando cair a grossa garrafa de Gin no chão, Elijah observava-o silencioso, mas ele estava paralisado, aquela maldita Strix havia-lhes tirado de seu convívio, a irmã Rebekah.
Ele sairá e caminhava pelas ruas, percorrendo as longas ruas de New Orleans, sem rumo fixo, até parar numa praça conhecida e vira aquele homem de há muito tempo atrás, pintando um quadro diferente e ele parara, recordando a primeira vez que falara com ela.
“ Ele está perdido, quer controlar os seus demónios em vez de eles o controlarem, ele está perdido e não sabe que fazer quanto a isso.”
E ele estava ali novamente, naquela sensação atordoante de que os seus demónios estavam ali assombrando-o e ele não conseguia lidar com isso. Ela o ajudava com isso...mas agora ...
Quando voltara na realidade, ela não estava ali e nem estaria nunca mais, ele precisava seguir em frente…
“ Seguir em frente, Klaus…é melhor do que nos agarrarmos ao que não pudemos mudar.”
Ela lhe havia dito uma vez, e ele iria fazer isso, mas não sem antes fazer algo…
Ele voltara para trás, retornando para sua casa, indo ter perto de seu irmão que o olhava fixamente, sendo acompanhado da sua irmã recém- descoberta, Freya.
— Estes ataques precisam ser retaliados…nossa vingança deve ser doce e brutal…
A realidade era que sem aquele toque suave e gentil que ele sentira em seu coração, ele voltava a gelar e tudo que lhe importava era tão-somente a cabeça dos seus inimigos exposta ante sua lareira.
E ele não descansaria até ter.
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