Ascenção Imortal
2 Renegado
Notas iniciais
~~ Narração de Kurono Kurogane ~~
Tive de levantar mais cedo que o planejado por culpa de uma coelha preguiçosa, Será que algum deles entende a importância do sono?! Enfim, não vai adiantar ficar aqui parado reclamando. Deixei um longo bocejo escapar enquanto me dirigia (lê-se arrastava) para o banheiro afim de tomar um banho quente antes de ir para o maldito compromisso. Ao entrar de baixo do chuveiro o coloquei no mais quente possível afim de despertar e pensei "acho que qualquer outro morreria cozido aqui." . Fiquei ali durante mais alguns minutos deixando a agua escorrer sobre mim, era impressão minha ou ali era o melhor lugar para se refletir sobre a vida? Devo ter ficado ali uns vinte minutos antes de resolver finalmente sair e me arrumar.
Agora já pronto rumei ao terminal de Kagura para ir direto a Kotetsu. Essas coisas são praticas, não pagamos passagem e nos teleportamos para onde tiver algum outro desse.
Cheguei na central da NG as 06:50, não havia ninguém por ali além de mim "Tsc..." resmunguei ao olhar para o relógio do celular ja pensando em descontar a raiva no novato até que ouvi alguém me chamar.
–Com licença, você é Kurono Kurogane?
Olhei para trás ao ouvir a tal voz, e eis que me deparo com uma jovem ruiva de olhos um tanto esverdeados como esmeraldas, e que não passava da altura dos meus ombros, ela trajava um fino porem longo casaco rosa-claro por cima de uma blusa preta, e seus cabelos vermelhos iam até abaixo da cintura. A observei durante breves segundos até responder a pergunta. Eu não estava com raiva a um a segundo atrás?
– Sim, você deve ser a nova integrante. — respondi ainda indiferente porém abandonando o mau-humor -
– Sou Amélia Markov. Alice me disse para me encontrar com você aqui para que me mostrasse o lugar — ela respondeu da mesma forma -
– Bem, então vamos indo, o fato de já saber meu nome me poupa de apresentações. — fiz um gesto com a cabeça pedindo para que me seguisse -
Dali rumei junto a Amélia para o interior do castelo onde era a NG, mais exatamente na direção do refeitório, aquilo era só uma desculpa para eu poder pegar algo para comer do que para mostrar o lugar. Dali seguimos para onde ficavam os quartos, onde fiz uma pausa na caminhada
– Já lhe deram um quarto? — perguntei mesmo já sabendo a resposta -
– Ainda não, como pode ver ainda estou carregando minha mala. — retrucou, estou certo de que mereci -
– Então acho que pode ficar neste, se incomoda de dividir o lugar? — assim que falei ela me encarou ficando levemente corada — A sua colega de quarto será Makoto Kamisawa, nossa chefe no departamento de ciência e desenvolvimento. — recebi um aceno de cabeça em sinal de acordo e abri a porta para que ela guardasse a mala -
Depois foi a vez de irmos para a apresentação das divisões da Neo Gênesis, a primeira que mostrei foi a divisão de combate, liderada pelos irmãos Isanami, depois a divisão de tecnologia, comandada por uma cientista louca chamada Makoto Kamisawa, aprendiz de H. Takashiro, se não fosse a aparência eu diria que os dois são parentes. Já mencionei que ela é louca? Por ultimo a divisão de elite, comandada por Alice Collins. Essa divisão é formada apenas pelos membros mais importantes da organização.
Com isso estava terminado meu trabalho, mas antes que me retirasse ela me parou.
– Aquele bosque atrás do castelo é publico?
– É uma área de treinamento, mas nada a impede de entrar lá. — respondi sem entender a pergunta -
agora sim sai dali e fui para minha sala, mas ao chegar lá vi pilhas de papeis sobre a minha mesa apenas esperando alguém para arruma-las.
– Coelha maldita! — resmunguei indo para a cadeira atrás da mesa -
~~ Fox's Landing, no mesmo dia, narrativa de Cloud Bloodriver ~~
Percebi uma estranha movimentação no andar de baixo da mansão e assim que fui ver o motivo me deparei com uma cena não muito inédita, meu irmão sendo trago pelo sargento da policia e para casa novamente, e mesmo algemado ele mantinha aquele sorriso debochado nos lábios. Não compreendo o por que dele ainda fazer isso,será que a situação que a família se encontra já não é ruim o bastante?
Desci as escadas para ir até onde todos estavam e assim que cheguei o sargento começou a falar com aquela voz irritante:
– Sr. Cloud, seu irmão foi pego no quarto de um convento da cidade dos huma... — interrompi o policial com um gesto pedindo por silencio, não queria mais detalhes -
– Basta. Peço desculpas pelos atos de meu irmão e juro que não irão se repetir. — terminei esperando que ele o o soltasse -
– Riquinhos... — mesmo que baixo ouvi o sargento sussurrar — Vire as mãos Sebastian, tenho que remover as...
– Não há necessidade Gibbs — dessa vez foi meu irmão quem o interrompeu e o entregou as algemas já abertas, de certo já as havia removido a algum tempo, o que fez o sargento sair bufando dali -
O silencio se formou no recinto por alguns segundos até meu irmão o quebrar com sua risada.
– Ohayo maninho! — ele ainda mantinha aquele sorriso que me irritava só de olhar -
– Na minha sala. — falei segundos antes de me retirar subindo as escadas e entrando novamente no pequeno escritório -
– Acho que ele se irritou.
Esperei por ele durante alguns segundos até que o vi passar pela porta
– Sente-se, vamos conversar. — tentei manter a calma -
– Outro sermão? — arqueou uma das sobrancelhas — Incomoda-se? — perguntou antes de servir-se de um copo da garrafa de whiskey que tinha sobre a mesa -
– Essa já é a quinta vez essa semana! — continuei tentando manter a calma -
– Um brinde, esse é um novo recorde! — retrucou cínico ao beber um pouco do whiskey -
Aquele foi o meu limite, aquele sorrisinho debochado e aquele jeito cínico de agir a cada segundo já tinham consumido toda a minha paciência.
– Sabe bem a situação da família e ainda assim parecer dar seu melhor para nos afundar mais!
– Não posso fazer isso tão bem quanto o pai já fez.
– Não ouse falar mal de nosso pai, ele foi morto por que os Crasters o atraíram ele para uma armadilha. — levantei da cadeira o encarando -
– Se ele foi burro para cair em algo assim então de certo merecia.
– Basta, está expulso dessa casa! Você e aquela puta que chama de Angel!
Antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa fui puxado por cima da mesa com uma faca no pescoço enquanto ele dizia:
– Fale mal de Angeline outra vez e vai poder reencontrar o seu pai. — ele pressionou a lamina no pescoço fazendo um fino fio de sangue escorrer -
– Ele também é seu pai, — retruquei -
– Raposas vivem solitárias desde pequenas, Cloud. Você não entenderia.
O vi se retirar levando a garrafa de whiskey consigo, espero não ter cometido um erro.
~~ Longe dali, residência dos Collins ~~
– Achim! Esses bichos de pelúcia estão me dando alergia Usagi-chi.
– Calada, deve ser só alguém falando de v... — a coelha reparou pelo espelho uma marca roxa no pescoço — O que e falei sobre isso?!
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