Ascenção Imortal
4 Luto e Investigações pt-1
Notas iniciais
~~4 dias depois, funeral de Cloud Bloodriver, narração de Alice Collins~~
– Parece que ele não tinha muitos amigos. – comentei com a Dr. Kamisawa, que parecia fitar o vento de tão interessada –
– Uma pessoa como ele não se importa muito afinal. – ela respondeu ainda com seu claro “interesse” na situação – Diga Alice, por que o interesse no caso?
– Ele foi conselheiro do meu pai durante o tempo em que era o líder da família. É por isso que acho justo investigar esse caso. – expliquei de forma resumida – Eu vou para a mansão dele após o funeral, levarei Amélia junto.
– Ora... Mas e a senhorita Angeline, não irá também?
– Angeline ficou meio abalada devido ao ocorrido, ela se trancou no quarto desde então, é melhor que ela descanse.
– Entendo, boa sorte então. – o sorriso dela era fino e inexpressivo, parecia até forçado –
– Agradeço.
Após um tempo o funeral chegou ao fim, e eu só contei pouco mais de oito pessoas presentes aqui, incluindo os funcionários. Pude ver Amélia vindo até mim, parecia estar meio cansada, com algumas olheiras, me pergunto o quanto de serviços Kurogane não tem posto nas costa dessa garota.
– Pediu para que me chamassem, Senhorita Collins?
– Pode me chamar apenas de Alice, e sim, pedi que a chamassem, você irá comigo a mansão Bloodriver. Temos investigações a fazer.
A vi acenar com a cabeça concordando, e logo depois fomos direto para o carro que nos esperava, um belo porsche preto onde na ponta do capo possuía o tigre símbolo da minha família. O motorista abriu a porta de trás para que entrássemos e depois a fechou indo para o seu lugar. Foi um longo caminho até a mansão, e assim que chegamos podemos ver que alguns dos agentes que mandei já estavam aqui isolando a área. Desci na frente a esperando do lado de fora, porem ela não se moveu olhando a mansão queimada como se estivesse com medo de algo.
– Ei, Amélia, vamos indo! – ordenei, e a vi balançar rapidamente a cabeça e me seguir logo após –
– Errado? – perguntei um pouco desconfiada do ocorrido –
– N... Não, tudo bem. – ela respondeu parecendo esconder algo, porem preferi ignorar o desnecessário –
Assim que entramos eu me deparei com alguns dos agentes limpando a área, coisa que me fez franzir o cenho no mesmo instante devido a tamanha idiotice, será que não percebem que estão eliminando provas? Após dar uma bronca e também chuta-los para longe dali pude eu mesma investigar o local e encontrar algo, caso eles não tivessem destruído tudo.
– Amélia, procure por alguma pista pela cozinha e ao redor dela, me informe sobre o que encontrar de importante. – ordenei a meio-elfa que foi para o dito local – E vocês, menos descanso e mais trabalho, ou então terei que visitar mais funerais essa semana! – falei de braços cruzados para os malditos idiotas preguiçosos –
Olhando o local achei alguns traços de que ouve um combate por aqui, o sangue seco no piso parecia ter sido esguichado por um corte, talvez um combate entre ele e o assassino. Mas a frente encontrei algumas balas de uma Cassul .45, era a favorita dele, talvez ele tivesse feito os disparos.
– Por que esses indícios se o laudo dizia que foi um incêndio acidental... – pensava alto até que ouvi a voz de Amélia que vinha até mim com uma estranha rosa nas mãos – Ei, sem esses pres...
– Encontrei essa rosa jogada na cozinha, nada mais, há não ser pela adaga de prata que estava ao lado dela.
Aquilo me deu um certo choque na mente, o que me fez ligar os fatos, o incêndio repentino, a morte de um ex-conselheiro da máfia, e também, Cloud não era o tipo que gostava de flores para ter uma aqui.
– Acho que foi um assassinato – ouvi Amélia declarar o obvio que se passava em minha mente – Mas por que mata-lo assim? Kurogane disse que ele não se envolvia com esses assuntos a um tempo.
– Alguem uma guerra Amélia, por isso a rosa... De onde venho, matar alguém e deixar uma rosa para trás representa uma clara declaração de guerra. A pergunta agora é quem quer essa guerra? – expliquei um pouco as coisas – Agora, volte para o terminal e escreva um relatório sobre o que foi descoberto, e depois o leve para a torre onde reside a divisão dos Isanami, eles saberam o que fazer. Eu vou continuar procurando por informações em um outo local.
Dada a ordem, Amélia a aceitou de pronto, não sei se ela queria sair logo daqui ou se era apenas uma menina obediente, mas enfim... Tenho pessoas a interrogar.
~~ Luto e Investigações pt-1, fim ~~
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