Ascensão de Zero | Light Novel
1 Evento Paradoxo
Casa de Kiono – 5 de agosto de 2018, 23:41
O casal de namorados assistia a um filme de terror na TV.
Yamato Kiono, de 22 anos, sentado à direita de um dos sofás em sua sala de estar, o qual permitia assistir à TV com mais conforto, além de ter sido o 'autor' por trás da escolha do filme.
Enquanto a garota de 20 anos, Myizuki Sona, mantinha suas pernas encolhidas para o outro lado do móvel, repousando suas costas no peito de Yamato.
O rapaz, facilmente, conseguia ficar calmo e tranquilo assistindo ao filme. Myizuki, no entanto, demonstrava facilmente seu medo através de suas expressões.
Havia um outro sofá à direita, virado e vazio. Uma escolha ideal para quem optasse por assistir TV deitado.
Na mesma direção, era possível ver a porta de entrada da residência e mais duas, ambas pertencentes à lados opostos. A esquerda ficava a cozinha, com o jantar sendo preparado enquanto assistiam ao filme. E a direita, seu quarto.
De repente......
«Rugido»
Um monstro do filme surge na TV
— AAAAAAAAHHH!
A garota se assusta com o urro da criatura, o rapaz a abraçava rindo, enquanto tentava acalmá-la.
— Sona, é apenas um filme...
— Eu sei... mas ainda assim... essas coisas... dão medo!
— Ei, eu estou aqui. Vou te proteger, sempre.
Se encolhendo no aconchegante espaço que seu namorado a dava, a garota esconde seus olhos e agradece.
— O-Obrigada...
Aos olhos de Yamato, ela reforçava o significado de felicidade em sua vida. Com sua mão sobre as mechas loiras, acaricia mimando-a.
— A propósito, você não está meio grandinha já?
Myizuki não havia entendido muito bem.
— Como assim?
— Sabe... 20 anos?
— K-KIONO!
Yamato volta a rir enquanto se defende das almofadadas.
— Ei ei, estou brincando!
— Idiota! Chato! irritan–
«Rugido»
Novamente o monstro surge na TV
— AAAAAAAHHH!!
Rapidamente, esconde-se em Yamato que apenas ria se divertindo. Então, a garota começa a reclamar como se fosse uma criança.
— Por que você ri?! Isso não tem graça!
— Me desculpe, minha linda.
......Myizuki continuava incomodada.
Com a intenção de tirar a expressão de 'birra' de seu rosto, teve uma ideia para melhorar – ou, pelo menos tentar – seu humor.
— Kiiiinooooo... paaaareeee.... isso machucaaa.....
Dizia a garota, enquanto tinha suas bochechas puxadas pelas mãos de Yamato, que brincava de modelar caretas em seu rosto. Em seguida começa a fazer cócegas, fazendo com que ela se acabasse rindo.
Logo, relaxa suas mãos, dando liberdade dela respirar um pouco, afinal, já estava ficando vermelha de tanto rir. Então, após conseguir se respirar e se acalmar, pergunta:
— Não entendo, como você não tem medo?
— Eh....
— E não venha me dizer que é porque você é homem.
Yamato desabrocha um leve sorriso, e volta sua atenção para a TV, expondo seus pensamentos em seguida:
— Eu não acredito nessas coisas, apenas gosto de assistir por diversão.
De canto, o rapaz se aproveita de sua visão periférica, e lentamente volta seu olhar para a garota que o encarava, desconfiada. Rapidamente ele vira seu rosto para direção de Myizuki, que responde olhando para a TV. Yamato acha engraçado e muda o foco do assunto.
— Você fica grudadinha em mim quando se assusta.
Em seguida, complementa:
— E também, não acredito que essas coisas existam.
Myizuki prendeu sua vista no fundo dos olhos do rapaz, abrindo um belíssimo sorriso em seu rosto, aconchegando-se logo em seguida no colo de seu namorado.
— Bem, existindo ou não, eu relmente amo ficar grudadinha em você. Isso é a mais pura verdade.
Yamato acaricia novamente os cabelos da garota suavemente.
«Rugido»
O monstro surge pela terceira vez.
— AAAAAAAAHHH!! Mas que droga! Kino desligue esse filme agora!
Então, para o 'alívio' de Myizuki......
«Estrondo»
Um raio cai gerando um enorme estrondo nos céus, fazendo com que falte luz na casa inteira, e iniciasse uma forte tempestade.
A garota entra em desespero:
— AAAAAHHH ISSO SÓ PODE SER BRINCADEIRA!!
O rapaz ainda tenta ser otimista com uma risada curta.
— Bom... pelo menos o filme 'acabou'.
— S-S-Sim... M-M-M-M-Mas...
— Shhhh... estou aqui, não sairei do seu lado.
— T-Ta Bom....
Notando sua namorada mais nervosa do que o normal, pensou:
— Ah, é verdade. Estávamos vendo um filme de terror, é natural que ela esteja com mais medo do escuro do que o normalmente já tem.
Outro trovão extremamente alto se propagou na rua. Yamato sente o corpo da garota tremendo intensamente de medo.
— E essa tempestade nem pra facilitar.... pobrezinha...
— Kiiiiiiiiiinooooo!!!!
— Estou aqui, estou aqui. Relax–..... não precisa me apert–Gaah...... Não consigo... respi...
Os braços se fecham no pescoço do rapaz que tentava respirar com muita dificuldade.
— ...................
Um silêncio toma conta do local, Myizuki continua abraçada em Yamato que não reagia. Assustada, solta seu pescoço e o sacode.
— KIONO! Nem pense em dormir em uma hora dessas!
Então, o rapaz volta a respirar ofegante, puxando o ar intensamente a boca.
— Ahhhh... Achei que eu iria morrer.....
Aparentemente, ela realmente não havia percebido que, seu excesso de medo havia a feito usar sua força mais do que o normal.
— Uh? Eu apertei demais?
Em choque com a pergunta, o rapaz ergue seu olhar para a garota e responde sarcasticamente:
— Apertar? Não, de maneira alguma. Eu apenas quase fui ver como meus avós estavam!
— Seus avós? Mas... eles não estão...
— Mortos? É, exatamente!
— Minha nossa! Eu realmente te machuquei?
Yamato grita em seus pensamentos:
— Recém agora que ela realmente percebeu?!
Mais raios surgiam, continuando a iluminar as ruas escuras e vazias da vizinhança, que já era naturalmente silenciosa, ao mesmo tempo que geravam diversos estrondos.
Myizuki abraça-o dessa vez mais delicadamente. Ao olhar para a porta de entrada de onde estava sentado, Yamato podia ver os rápidos relâmpagos que permitiam ver o lado de fora como flashes de fotos, conforme eles surgiam.
O rapaz aguarda mais alguns minutos, e resolve tentar acalmar Sona.
— Sona, pode se acalmar... são apenas rai–
Inesperadamente, um estranho evento começa a acontecer em seu corpo. Sem entender o que estava sentindo, permanece confuso. Então coloca sua mão sobre sua barriga, e se levanta rapidamente.
A garota ergue seu olhar para o rosto do rapaz, e fica preocupada.
— K-Kiono?
— E-Eu preciso usar o banheiro, já vol–
Seu corpo começa a demonstrar pequenos sinais de dor, o obrigando a colocar sua mão sobre sua barriga, começando a tossir em seguida. Preocupada, se aproxima para tentar ajudar. Porém, no mesmo instante Yamato coloca sua outra mão sobre sua boca.
— Preciso ir ao banh–Glóóóhh!
O rapaz vomita um pouco. Sem conseguir segurar o 'embalo', acaba deixando cair um pouco no chão.
Ao ouvir aquele som de algo pastoso cair sobre o tapete, a garota pega seu celular e com a lanterna, aponta para baixo, iluminando. Ao dirigir o olhar para o chão, se apavora com o que vê.
Seu braço tremia intensamente, mesmo assim, continuava tentando levantar a lanterna para iluminar o rosto de seu namorado, mas o pânico não era pouco. Então, aos poucos conseguia ver, escorrendo desde os lábios do rapaz até seu queixo, pingando diretamente no tapete.
«Gotas»
...........................
— Ah meu Deus! Kiono...... isso é..... SANGUE?!
Ambos sentiam uma tensão que crescia gradativamente. O ar que entrava nos pulmões do rapaz, acabava levando junto o sangue da boca, dificultando sua respiração.
A dor que seu corpo sentia o forçava a se contrair, caindo de joelhos em frente à Myizuki, enquanto apoiava sua mão direita no assento do sofá. A garota se abaixa, ficando na altura dos olhos de Yamato.
— Kino! Fale comigo, o que houve?
Com a cabeça abaixada, sussurrou:
— N-Nada...
— O quê?! Como assim? Você está vomitando sangue!
Novamente o sangue passou entre seus dedos. Aos poucos se sentia atordoado pela falta de sangue. Com dificuldades, tentava firmar suas pernas, e aos poucos se erguia.
Então sem falar nada, dá a volta no sofá, e segue rapidamente para a porta do corredor que ficava ao lado. Deixando um pequeno rastro de sangue pelo caminho, abre a porta violentamente, e caindo ao chão em seguida.
Preocupada, Myizuki decide ir atrás de seu namorado, mas é parada por um problema inesperado.
«Alarme»
O som vinha da cozinha. Rapidamente foi até o local, se deparando com as chamas altas que saíam das panelas.
A comida estava queimando.
— N-Não pode ser......
Enquanto isso, Yamato se arrastava pelo chão enquanto engolia o máximo de sangue que subia.
— Não posso... perder... ma–Glááh! mais sangue......
Chegando até a porta do banheiro no corredor, o rapaz se levanta lentamente, e ofegante descansa o corpo sob a porta. Em seguida, com a mão suja de sangue, acaba deixando uma marca no meio.
Ainda com a mesma, abre a porta, caindo direto de joelhos ao chão em seguida.
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Autor: https://twitter.com/HikariNovels
Ilustrador: https://twitter.com/KuroTsukiDraw
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