Ascensão
2 Capítulo 1 - Após dois anos
Notas iniciais
Já tinha se passado dois anos e Konoha não apresentava mais nenhum vestígio da guerra, todos da vila haviam ajudado na reconstrução, então em pouco tempo a vila estava do mesmo jeito que era antes. Todos ainda estavam abalados, porém não sentiam mais aquela dor insuportável e isso os ajudou a amadurecer.
A relação com as outras vilas também havia mudado, não tinham mais nenhuma inimizade e todas se tornaram aliadas e criaram uma relação de amizade.
O hokage da vila da folha tinha mudado, após a guerra Tsunade achou melhor deixar — o que podemos dizer — cargo para outra pessoa, Hatake Kakashi, e ela também sabia que não tinha sido feita para ser hokage.
Kakashi escolheu como seu conselheiro Nara Shikamaru e seus braços direito eram: Uzumaki Naruto e Uchiha Sasuke, apesar do mesmo ainda não ter retornado, ele sabia que agora podia confiar em Sasuke.
***
As coisas estavam agitadas na sala do sexto hokage, em sua mesa encontravam-se vários papéis espalhados e três pilhas de tamanhos diferentes de papéis. O Canino Branco junto de seu conselheiro tentavam organizar todos aqueles relatória e o que parece ser uma tarefa fácil, na verdade não era.
– Por que eu aceitei ser seu conselheiro mesmo? Eu sabia que seria chato.
– Só preste atenção no que está fazendo, e apenas precisamos arrumar esses relatórios. E você mesmo já planeja se tornar conselheiro quando Naruto virasse hokage — Disse o albino tranquilo e com um leve sorriso, que dava para perceber pelo relevo na máscara.
– Eu sei, é apenas isso o que fazemos todos os dias. E não se esqueça que hoje a tarde temos reunião com os kages.
– É, eu sei disso. Afinal foi eu que os convoquei.
– Você ainda não me contou o porquê desta reunião.
– Droga, coloquei o relatório no lugar errado de novo.
***
O sol já estava se pondo, e para ele aquele era o melhor lugar para admirar essa cena. Ao horizonte o sol se punha vagarosamente, deixando um céu um degradê maravilhoso do laranja-avermelhado até um azul bem escuro, onde as estrelas e a lua ameaçavam aparecer. O tom alaranjado parecia destacar ainda mais seus cabelos loiros e os olhos azuis.
Mesmo naquela altura que estava o vento não estava forte, apenas vez ou outra que dava um vento mais forte e balançava violentamente sua jaqueta laranja e bagunçava seu cabelo, entretanto, neste momento uma brisa o envolvia trazendo o pouco calor aconchegante que o sol ainda soltava e balançava de leve seus fios dourados.
Sem ao menos ele dizer alguma palavra Sakura se sentou ao seu lado direito, não se assustou, pois já tinha percebido a presença da amiga, que tinha ficado um tempinho para atrás dele o observando.
– Sabia que poderia encontrá-lo aqui. Tem passado bastante tempo neste local nesses últimos dois anos.
– Aqui eu tenho uma bela visão da vila e saber o que está acontecendo, também me sinto mais perto do meu pai e minha.
A rosada olhou para baixo, olhando com carinho para a estátua do quarto hokage. Havia o conhecido na guerra por ter sido revivido pelo Edo Tensei, não teve uma oportunidade de poder falar com ele, mas pode perceber que ele era homem incrível e que teria sido um excelente pai.
– Ele foi homem incrível, provavelmente o melhor hokage até agora. E tendo o conhecido um pouco, imagino que sua também era.
– Eles eram sim. Pude conversar um pouco com eles, através do chakra que colocaram em mim quando selaram Kurama. Na verdade acabei podendo passar mais tempo com meu pai, por causa da guerra.
Ele em nenhum momento desvio o olhar do por do sol, que naquele momento o laranja-avermelhado já havia se tornado um vermelho bem forte, da cor do cabelo de sua mãe. Sakura ficou o observando por esse tempo e pode perceber o quanto ele havia crescido, se lembrou de quando o conheceu, não passava de um garoto irritante, brincalhão e burro, mas agora por ele continuasse irritante e brincalhão, tinha se tornado muito maduro e inteligente — pelo menos em alguns momentos era -, sem ela perceber acabou sonhando com tal pensamento.
– O que foi Sakura-chan? — Perguntou o loiro, percebendo o repentino sorriso que a garota dava.
– Estava apenas me perguntando quando foi que o garoto idiota que conhecia se tornou tão maduro, apesar de continuar sendo idiota.
– Eu não sou idiota!
– Até parece, né Naruto? Bom, eu vou descer, minha mãe deve estar me esperando para jantar, quer ir jantar lá em casa.
– Não, obrigado. Vou comer rámen.
– Ok, até mais tarde.
Naruto ainda ficou um bom tempo sentado na estátua de seu pai, quando realmente a noite havia caído ele resolveu descer e ir jantar. Não tinha quase ninguém na rua, as vezes passava alguém e ele cumprimentava com um "Boa noite" ou apenas um "Olá", quando faltava apenas duas ruas para chegar ao Rámen Ichiraku, alguém acaba trombando nele quase que os caem no chão, mas ele consegue segurar a tal pessoa e recuperar o equilíbrio.
– Naruto-kun, me desculpa. — A Hyuuga falou se curvando como é de costume, porém, também era para esconder a vermelhidão que se espalhou por seu rosto quando sentiu o braço de Naruto a envolvendo.
– Não precisa se desculpa, você está bem Hinata? — Disse coçando a cabeça um pouco sem graça pela amiga estar se desculpando por algo que foi sem intenção dela fazer, enquanto a mesma só confirmou com a cabeça.
– Oi Hanabi, desculpa não ter falado antes com você, tudo bem?
– Tudo sim. Estava indo aonde? — A garotinha era muito parecida com Hinata, até porque ela eram irmãs, mas enquanto a irmã mais tinha o cabelo preto azulado o dela era castanho-escuro e não tinha a expressão calma como a da irmã e sim um ar maroto.
– Estava indo comer rámen ali no tio Ichiraku. Vocês querem ir? Eu posso pagar.
– Não, nós esta...
– A Hina pode ir, mas eu tenho que ir logo para casa. — Disse Hanabi interrompendo a irmã e voltando a andar, porém logo assim que ela passou por Naruto, virou para Hinata e mandou um sorriso travesso.
Os dois caminharam em silêncio até o rámen Ichiraku, chegando no local sentaram um ao lado do outro e fizeram seus pedidos. Naruto não reparava o quanto Hinata estava nervosa, para ela aquilo era quase como se fosse um encontro, contudo ela não sabia o que sentir: se sentia raiva pela irmã ter feito aquilo com ela sem estar nem um pouco preparada ou se agradecia a irmã, no momento achou melhor não ficar pensando naquilo e apenas aproveitar, quando chegasse em casa ela iria ter uma conversa séria com a irmã mais nova.
– Hinata, tem alguma coisa errada? Você ainda nem tocou no rámen.
– Uhm, não! Não nada, ele parece estar delicioso.
– Já sei deve estar quente muito quente, não é? Deixa que eu esfrio para você. — Falou o loiro animado, pegando a tigela das mãos de Hinata, pegou um punhado de macarrão e começou a soprar, quando achou que estava bom se virou para a Hyuuga. — Pronto, aqui. Abra a boca!
– O quê? Não Naruto-kun, não precisa fazer isso.
– Anda Hina, abre a boca.
– N-Não, o que pensa que está fazendo? — A menina entrou em desespero, o rosto ganhou um rosado e balançava os braços freneticamente tentando afastar o loiro, que estava muito perto tentando lhe dar um pouco de macarrão. — Naruto-kun, agradeço pela sua preocupação, mas eu apenas tinha me distraído mesmo, pode deixar que como sozinha.
– Tá bom. — Disse o loiro devolvendo a tigela.
Depois desse acontecimento os dois começaram a comer e vez ou outra conversavam sobre alguma coisa, mas na maior parte do tempo preferiram saborear o delicioso rámen. Assim que terminaram Naruto pagou e eles foram embora.
Os dois andavam pela rua deserta um do lado do outro, Naruto estava com as mãos no bolso e Hinata como de costume com as mãos juntas em frente ao peito. Caminhavam em silêncio enquanto se dirigiam até o parquinho que tinha ali perto, o loiro havia decido dar uma passado ali antes de levar a Hyuuga até a sua casa, ele precisa conversar com ela.
Quando chegaram no parquinha foram direto para o balanço e se sentaram. Admiraram por um breve momento o céu, era noite de lua cheia e a mesma esplêndida, ainda mais com as estrelas tão brilhantes que estavam ao seu redor.
– Naruto-kun, você ainda se culpa pela morte do Neji-niisan, não é? — O mesmo permaneceu em silêncio, a única coisa que fez foi abaixar a cabeça. — Naruto-kun, a culpa não foi sua, foi a escolha dele e também, todos nós estávamos preparados para dar nossas vidas por você.
– Eu sei disso, ele falou isso também, lembra? Se eu tivesse sido um pouco mais forte naquele momento ele não teria morrido e nem outras pessoas. Hinata também era sobre isso que eu queria falar com você. — Finalmente o loiro se virou e olhou para Hinata. — Caso aconteça outra guerra ou qualquer outra coisa, eu não quero que você me proteja, ouviu?
– Não, eu já falei para você, estou preparada para morrer por você, Naruto-kun.
– Hinata! — Ele gritou assustando a mesma. — Eu nunca me perdoaria se você morresse só para me proteger, não posso cogitar essa ideia. — "Além do mais, não sei o que seria de mim se a perde-se", pensou. — Prometa-me que você não vai mais fazer isso, por favor.
– Tá bom, eu prometo. — Por mais que doesse muito dizer aquilo, doía ainda mais estar mentindo para ele, porém, foi como ela havia dito, ela não tinha como prometer tal coisa.
– Obrigado. Agora eu acho melhor te levar logo para casa, já está tarde. — A Hyuuga apenas confirmou acenando a cabeça e também se levantando do balanço e acompanhando Naruto.
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