Ascenção Imortal
6 Reunião com o falcão
Notas iniciais
~~ Castelo central da NG, sala de reuniões, narração de Kurono ~~
Todos aqui esperavam pelo início da reunião, essa que já deveria ter iniciado se não fosse o atraso dos Isanami. Durante a espera Cheshire servia para mim um café um pouco amargo e oferecia o mesmo para os outros sentados a mesa, logico carregando também sobre a bandeja um açucareiro, após servir a todos ele se pôs de pé ao lado da minha cadeira, que ficava no topo da mesa, a minha volta estavam da esquerda para a direita: Alice, Angeline, Shirou que tinha a cadeira a seu lado vazia devido à falta de Chizuru, Sebastian que também tinha uma cadeira vaga ao seu lado devido à falta de Ratsu, em seguida Dr. Kamisawa, que mantinha os olhos fixos em um livro sobre anatomia animal, e ao meu lado direito, Amélia, que havia sido nomeada como minha dupla e secretaria, entenda como serviçal se quiser. O silencio e a impaciência eram claros no ambiente até que um par de ruivos abrem a porta apressados, eram Chizuru, claramente mal humorada como sempre, e ao lado dela Ratsu, com sua cara de idiota olhando para os lados como se fosse um cão pedindo desculpas, assim que os dois se sentaram a reunião começou com Alice pegando alguns papeis de uma pasta entregue a ela por Sebastian.
– Segundo uma investigação feita por Bloodriver, — ela começou a falar lendo os papéis — alguém quer iniciar uma guerra entre as famílias e organizações, aparentemente a Acrópole está profundamente envolvida nisso, o que não é muito bom.
– Nos diga, Sebastian, você que foi banido da Acrópole, por que eles iriam querer uma guerra? – perguntei após tomar um pouco do café ouvindo as informações –
– A Acrópole inteira? Não acho que seja isso, o mais provável é que algum dos 9 estejam planejando tomar o lugar do Overlord, por isso quer iniciar uma guerra.
– Mas... – Kamisawa falou retirando atenção de seu livro – ainda não faz sentido, por que uma guerra aqui embaixo? A Acrópole não pode resolver seus conflitos entre eles?
– Você ainda tem muito o que aprender Makoto-chan – uma voz diferente falava do fundo sala e logo uma sombra surgiu –
– Mestre? – acho que a única pessoa mais surpresa que Makoto era eu, por que o velhote apareceu aqui? – O que faz aqui?
Todos voltaram o olhar para o penetra que saia das sombras e se revelava em uma nobre reverencia, ele continua egocêntrico, não mudou nenhum pouco.
–Hizumy Takashiro – ele se apresentou e foi para o lado de Makoto afagando seu cabelo – estou só de passagem concluindo alguns trabalhos. E vim dar um pequeno aviso.
Makoto parecia uma criança sorridente ao lado do professor dela, que alias ela teima em acreditar que seja meu parente distante. Porém esse sorriso foi rompido quando ele disse algo sobre um aviso, ele se pôs a andar pela sala pegando o livro de Makoto o folheando enquanto o fazia.
– Baboseiras, como eu pude escrever algo assim? Devia estar fora de minha sanidade quando me veio à cabeça por essas informações tolas num livro? – ele parecia ignorar o que nos disse a pouco – Escrevi isso no início de meus estudos, não sabia muita coisa na época – o livro simplesmente sumiu em brasas nas mãos dele – Makoto-chan, tome isto, será mais útil que aquelas idiotices. – ele continuava nos ignorando e agora entregava um novo livro a Doutora –
– Er... Senh... – Alice ia falar algo mas foi interrompida por um rápido pigarro –
– Não pense em completar essa sentença infernal Lady Collins! – Takashiro falou apontando para ela um olhar de reprovação –
– Então, er... Takashiro – ele conseguiu fazer ela procurar uma resposta? – Pode nos dizer qual seria esse tal aviso?
Todos ali, inclusive eu, víamos a cena a nossa frente sem saber como reagir, exceto Sebastian, que ria sem se preocupar em disfarçar isso, até que o assunto de antes foi retomado por Takashiro.
– Ah, claro, como pude esquecer. – ele sorriu para Alice – Vocês estão andando em círculos procurando pelo assassino, perguntem a pessoa mais próxima a ele – todos desviaram os olhares para Sebastian, que parecia finalmente se surpreender e parar de rir, enquanto um largo sorriso serpenteava a boca de Takashiro, como se ele apreciasse o caos –
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