Ascenção Imortal

8 Extra nº 1 – Acampamento, passivas, e perdidos na selva


Notas iniciais
To sem muito tempo pra escrever algo, então segurem esse extra ai

~~ Cede da NG de Kotetsu, narração de Sebastian ~~

– Ei, tem certeza que é uma boa ideia? Digo, chamar aquelas pessoas pra um acampamento? – ela me perguntou meio receosa –

– Nem parece ser você mesma Angel, cadê seu espirito de aventura? – perguntei de volta a empurrando para frente –

– É só que... Makoto é uma das pessoas da lista. Ela me assusta – pude ver a morena se arrepiar ao falar o nome da doutora –

– Pensei que ela era amiga da coelha.

– Isso não quer dizer nada. – ela ainda parecia meio receosa quanto à esse assunto –

Continuamos andando pelos corredores indo em direção a sala do primeiro nome da lista, Alice Collins, a coelha, ou chefia do lugar se preferir. Angel abriu a porta dupla do escritório e, atrás de uma mesa um pouco grande demais e dormindo sentada em uma poltrona enquanto o café esfriava sozinho, estava ela. Dei um chute na mesa para que o barulho a acordasse.

– Oe, Rabbi... – fui interrompido por três tiros diretos na minha cara que fizeram meu maxilar se partir e abriram um buraco na minha testa, quando me recuperei, Angel ficou olhando a cena boquiaberta –

– Bloodriver. O que quer aqui? – ela estava apontando a arma pra mim, acho que deviam tirar isso dela –

– Um acampamento, você vem, ou os Collins são limpos e frescos demais pra isso? – decidi apelar direto para o orgulho –

– E pra quê eu iria? Não é nada de importante. Só canções e comida ao redor de uma fogueira seguido de um sono perturbado por insetos.

– Okay, te esperamos lá, afinal... Não acho que você deixaria Angeline sozinha com tantos caras de olho nela

– Ei, Tio! O que você está dizendo? – Angel parecia meio nervosa com a cena –

– Tsc... Certo, estarei lá. Ao menos poderei praticar minha mira na sua cabeça.

Saímos dali e fomos atrás dos segundo e terceiro nomes da lista, os Kurogane, Kurono e Shirou. A sala deles era a minha segunda favorita, feita para parecer um bar de jazz, com direito até mesmo a sinuca e um piano. Assim que entramos vimos um par de garotos irritados, e uma dupla de garotas sorrindo.

– ... Isso é mentira! Vocês não podem vencer assim! Você disse que não sabia jogar! – Shirou parecia não lidar bem com a derrota, Kurono parecia nervoso mas só encarava a mesa de sinuca apoiado ao taco –

– Aceitem, eu e Amélia vencemos, vocês faram nossas tarefas durante o resto do mês. – aquele sorriso nos lábios dela pareciam uma serpente enquanto falava, e o ar de cinismo na rouca voz dela eram inconfundíveis, Makoto Kamisawa –

– Sr. Kurono, sinto muito, mas acho que isso significa que agora você fara minhas tarefas, que eram as suas tarefas que você jogava para mim, e agora elas se tornaram suas de novo. – A elfa falou algo que fez meu cérebro travar por uns instantes –

Bem, encontrar os quatro aqui acelera meu serviço. Vi Angeline se esconder atrás de mim quando Makoto a olhou com aqueles olhos cinza-claro.

– Sebastian, quanto tempo – ela caminhou até mim fazendo balançar o casaco que a cobria dos pés ao pescoço por cima do seu vestido chinês – A que devemos a honra?

– Makoto – sorri acenando com a cabeça para ela, que mantinha o mesmo sorriso de antes – Vim chamar vocês para um acampamento, não temos tido muito trabalho, e nem ninguém tem atacado nossas cedes, então...

– Então decidiu que iria arrastar todos para o mato? – Shirou falou me cortando –

– Bem, acho que isso resume bem as intenções, bem como faz parecer que sou um tarado.

– Amélia, o que diz? – Kurono perguntou a ela, parece que demitiu o gato –

– É uma boa ideia, faz tempo que não vejo a floresta. – fiquei meio confuso, existe um bosque quase que imenso atrás do castelo, será que ela não notou isso? –

– Convite aceito, leve uma barraca grande Bloodriver, preciso de espaço para dois – não pude conter um certo sorriso malicioso ao ouvir aquilo vindo de Makoto –

Assim que todos ali se decidiram, Angel e eu fomos em direção ao último nome, o que mais me perturba, aquele quem eu poderia usar para alimentar os cães, e a irmã dele, que é uma pessoa adorável e uma boa companheira para noites frias. Andamos pelo castelo em direção a saída da área central, e dali, direto para a torre um tanto quanto vermelha demais até mesmo pra esse lugar, assim que abrimos nos deparamos com o lugar mais bem projetado da organização, o Bordel Isanami, a obra-prima desse castelo, o lugar onde passo maior parte do tempo. Assim que entrei e fechei a porta fui direto a sala isolada que ficava no segundo andar. Lá estavam Chizuru e Ratsu Isanami. Mal pude falar fui interrompido por um ruivo que veio em salto pulando para cima de mim.

– Se-bas-tian! – a única reação que tive foi a de desviar e vê-lo cair de cara no chão –

– Chizuru, eu vim chamar você para o acampamento, se quiser pode levar o herbívoro. – a ruiva a minha frente apenas acenou com a cabeça concordando –

~~ X ~~

~~ Na noite daquele dia, floresta de Kotetsu ~~

– Ei Kurono, Shirou e Herbívoro, vamos procurar um pouco de lenha, meninas montem as barracas enquanto isso. – pedi dividindo as tarefas – Certo, Kurono, você vai com seu irmão procurar para aquele lado, eu e o herbívoro vamos pra esse

Assim que nos afastamos um pouco pude ouvir o som da voz do ruivo dizendo algo que não prestei atenção já que estava pegando alguns galhos do chão

– ... Era esse seu plano? – olhei para trás ao ouvir a última parte –

– Que plano? Só escolhi você por que assim como touros, ursos seguem cores mais vibrantes, e sua roupa vermelha é um belo chamariz – sorri de maneira um tanto sarcástica continuando a caminhada –

– Sua crueldade é um atrativo e tanto – acho que não funcionou como eu queria –

~~ X ~~

– Então... Amélia, disseram que você é boa com instrumentos musicais, é verdade? – Makoto puxou assunto com a elfa distraída já após montarem as barracas –

– Bem, sou boa com violinos e contra-baixos, e principalmente com minha flauta. – a ruiva concordou ainda meio tímida como de costume –

– Contra-baixo? Essa é minha especialidade. – Angeline sorriu apontando para o enorme baixo em forma de machado que carregava nas costas – Podemos aproveitar isso mais tarde na fogueira.

Makoto e Alice estavam trazendo para junto do grupo uma enorme caixa térmica que ao ser aberta revelou várias bebidas

– Amélia, pra você... – a doutora entregou uma garrafa de chopp de vinho para ela –

– Eu não bebo, meu corpo é um templo. – falou tentando devolver a garrafa de forma meio tímida –

– Agora é um parque de diversão, bebe aí. – a dampira* riu dando a “ordem”, Amélia abriu a garrafa e bebeu alguns goles um pouco rápido demais e tossiu logo após o quarto gole – Desse jeito vai ficar tonta rápido – ela riu a olhando e pegou uma das garrafas para si –

~~ X ~~

– Kuro... Acho que... Estamos perdidos. – o maior olhou ao redor parecendo meio assustado com a atual situação –

– Kuro, não estamos, o caminho é esse aqui. – o albino falou com um ar de confiança guiando a direção enquanto o irmão carregava a lenha logo atrás dele o seguindo –

Do outro lado dali Sebastian e Ratsu já voltavam com a lenha para o acampamento e arrumavam a fogueira, mas assim que a acenderam perceberam que Amélia tinha a pele pálida do rosto tão vermelha quanto seus cabelos. “Elas são cruéis.” o loiro pensou tentando esconder o riso.

– Vamos jogar algo, que tal um jogo de perguntas e respostas? – o loiro sugeriu ao ver o claro estado de leve embriagues nas companheiras –

– Aceito. – Makoto respondeu por todos ali e jogou uma garrafa para o vampiro também beber um pouco –

– Ótimo, será um jogo de perguntas e respostas. – ele girou a garrafa fazendo com que ela apontasse para ele e Alice –

– Bloodriver, meça suas palavras ou...

– Sempre me pergunto, qual das duas é a passiva? – fez a pergunta antes que a coelha terminasse a frase, e a mesma por sua vez ficou tão vermelha quanto uma pimenta ao ouvir a pergunta –

– Q... Que tipo de pergunta é essa?! – ela escondia o rosto enquanto tentava de maneira inútil manter a postura enquanto todos esperavam a resposta – É claro que é Angeline!

– Mentira – a dita dampira* que estava ao lado da coelha negou rindo – Eu corto minhas unhas – falou com um sorriso levemente sarcástico ao comparar as próprias unhas com as de Alice –

– Okay Branquinha, gire a garrafa. Só a sua cara já te denunciou quando fiz a pergunta – Sebastian falou tentando não rir muito da cara da coelha que olhava Angeline com um olhar que parecia dizer “por que me traiu?” –

– Certo, Chizuru, por que sempre te vejo saindo do quarto do Kurogane, me refiro ao Shirou? – tirando Chizuru e Alice, todos ali riram ao ouvir a pergunta e ver a face inocente da coelha –

– Sério, chefe, essa pergunta é séria? – Ratsu perguntou entre risos se apoiando em Sebastian enquanto riam da coelha –

– Eu... Nós... Jogamos RPG’s e trocamos cartas de jogos – Chizuru respondeu balançando a cabeça em um nervoso “sim” –

– Ah... Então não é sonambula? – a ruiva respondeu que não e logo girou a garrafa –

– Ela caiu nessa mesmo? – Angeline sussurrou no ouvido de Ratsu –

– Sebastian, quantos anos você tem? – todos a olharam querendo saber por que uma pergunta tão idiota –

– Hm... Matemática nunca foi meu forte. – o vampiro sorria bebendo um novo gole da cerveja que tinha em mãos, e logo rodou a garrafa – Herbívoro... – Ratsu sorriu largamente ao ouvir, e ficou ansioso pela pergunta –

– Diga!

– Como é ser dono de um bordel sem pagar tributos à sua chefe? – o sorriso de Sebastian ao encarar Ratsu era como o de uma raposa que encurralou sua presa –

– D... Do que você está falando? – ele parecia nervoso, principalmente ao notar que Alice o encarava como se estivesse prestes a mata-lo –

– Depois falaremos sobre isso, Isanami. – a voz da coelha era um tanto arrepiante ao falar -

~~X~~

Ainda longe dali os irmãos Kurogane continuavam tentando achar o acampamento, Shirou parecia olhar meio desatento para os arredores enquanto seguia o irmão menor.

– Ei, pulguento, acho que encontrei o caminho, tem uma luz vindo daquela direção. – os dois foram na direção da tal luz –

– Tem certeza? Acho que já passamos por essa árvore umas 7 vezes. – o moreno parecia duvidar do irmão –

– São árvores, são todas iguais, você deve estar se confundindo – retrucou ao ser questionado e continuou no caminho –

Ao chegarem no local encontraram uma fogueira abandonada com alguns peixes sendo grelhados sobre ela. Os irmãos se entre olharam e ouviram os estômagos roncarem, mas assim que saíram da mata e pegaram os peixes, os dois ouviram o som de uma lâmina sendo desembainhada e o de uma arma sendo engatilhada.

– Temos alguns ratos aqui, Irmã. – uma voz masculina falou atrás deles –

– É melhor mata-los logo, irmão – a voz de uma garota respondeu –

~~ X ~~

No acampamento todos ali já estavam quase tão bêbados quanto podiam, porem mantinham o jogo de perguntas e respostas, dessa vez, a pergunta era para Amélia, a primeira a ser feita, vinda diretamente de Makoto.

– Então... Me responda... O que sente por Kurono? – a voz da doutora estava um pouco variada, porem seu típico sorriso ainda se mantinha ali, dessa ve complementado pelo vermelho no rosto causado pelo álcool –

Todos encararam Amélia que vinha segurando nas duas mãos uma garrafa de cerveja preta, e logo que olharam com um pouco mais de atenção para o rosto dela perceberam que a mesma já estava dormindo a um bom tempo, o que era visível só pelos baixos roncos.

– Tsc... Perdi a oportunidade. – a doutora reclamou baixo e levantou jogando o tecido do enorme casaco para trás e batendo a poeira do vestido chinês que usava –

– Ainda não acabou. – a voz de Sebastian a interrompeu de sair dali, o mesmo pegou a garrafa e colocou apontando para si mesmo e a doutora – Você quer sair comigo, Dra. Kamisawa? – o mesmo a olhava com um sutil sorriso enquanto ao lado dele Ratsu olhava para ela parecendo a fuzilar, atirar misseis, bombas, e usar todo tipo de armas apenas com os olhos –

– Talvez, se você acha que pode domar um Tigre – ela falou já de costas para todos e indo para dentro da barraca onde iria dormir –

~~X~~

O tempo passou e já na manhã seguinte todos estavam reunidos ao redor da fogueira preparando o café da manhã, até que olharam para trás e viram dois seres ensanguentados, arranhados, com várias marcas espalhadas pelo corpo, sujos e fedendo, provavelmente zumbis.

– Trouxemos a lenha! – Kurono falou saindo da frente do irmão que carregava apenas uma meia dúzia de gravetos –

– Ótimo, mas estão atrasados. – Alice falou enquanto comia um enorme sanduiche vegetariano – Agora vão se lavar, estão parecendo mendigos, e voltem antes que percam o café

Os dois jogaram os gravetos no chão depressivos e foram para o lago logo atrás do acampamento, Kurono foi o primeiro a tirar as roupas e entrar na água, mas assim que submergiu do curto mergulho que deu, ele se deparou com uma bela elfa ruiva que estava de costas nua tomando banho atrás das pedras.

– Er...

Ele olhou bem a cena sem conseguir se mexer ou falar algo até que Amélia o percebeu e deu grito de susto que foi seguido por uma enorme explosão de chamas atingindo o albino, que foi parar novamente no meio da floresta.

~~Extra 1 – Fim ~~

Notas finais
Como já disse antes dampiros* são idênticos aos vampiros, a diferença é que não possuem nenhuma de suas fraquezas, podendo até andar no sol sem problemas