Asas de papel
5 Capitulo 5 - As penas de um anjo... Gritos de Alegria?
Notas iniciais
(Len-on)
Depois de trazer Ia para minha casa, dei uma blusa velha minha e pedi para que ela fica-se sentada no sofá. O estranho é que a garota continuou em pé.
– Por que não senta no sofá? – Perguntei.
A Garota continuou calada me encarando.
– O-o que é u-um sofá. – Disse meio tímida.
Ela não sabe o que é um sofá?
– É... Bem, isso. – Disse eu apontando para o sofá.
A garota sentou.
– Bem, onde você mora? – Perguntei.
Ia não poderia ficar na minha casa, pois Rin me mataria, a vela com minhas roupas e ainda por cima aqui em casa.
Ela continuou calada.
– Você tem uma casa? – Perguntei.
Ela acenou negativamente.
E agora? O que faço...?
– Está com fome? – Perguntei.
Len... Você é um merda falando com garotas bonitas.
– Hm... Sim. – Disse olhando para mim, mas agora com um sorriso.
Foi para cozinha e comecei a fazer algo para mim e ela comermos.
– O que você está preparando Len? – Disse uma voz familiar.
Rin!
Rin entrou e ficou para olhando Ia com minha blusa.
– Rin! E-eu... – Assim que cheguei à sala Rin olhou para mim. Um olhar mortal!
– Len... Quem é ela. – Disse ela com um sorriso psicopata.
– N-não é que! – Disse eu tentando explicar o que realmente aconteceu.
– Acho que meu Irmãozinho precisa ser castrado. – Disse se aproximando de mim.
Comecei a correr pela casa feito um maluco, não sei a causa, não sei o porquê... Mas... Mas eu não me divertia assim faz tempo... Muito tempo.
– Te peguei! – Disse Rin me jogando no chão.
– Rin! Espera! Por favor! – Gritei por piedade. – Eu te prometo, não rolou nada. – Disse eu segurando a mão da minha irmã impedindo dela de me bater.
Rin parou.
– Mesmo? – Disse ela.
– Mesmo.
Rin saiu de cima de mim e me ajudou a me levantar.
– O nome dela é Ia...
– Nome ou Sobrenome? – Perguntou Rin.
– Não sei... Mas parece que não tem casa.
– Ei! Garota. – Gritou Rin.
Ia ficou um pouco assustada com a expressão de ódio de Rin.
– Onde mora seus pais? – Disse Rin sorrindo como uma psicopata.
– N-não tenho p-pais. – Disse assustada.
– Rin, pare de assustar a coitada. – Disse colocando a mão no ombro direito dela.
Rin suspirou.
– Len... Vá fazer o nosso lanche. – Disse Rin assustadoramente.
Sai correndo da sala com medo da minha irmã. Pela primeira vez estava começando a gostar da sensação de continuar vivo... Talvez porque Ia me lembra ela... Ou talvez... Apenas por sentir que as coisas estão mudando...
– Ai! – Disse eu.
Acabei me queimando quando fritava alguns ovos...
– Len?! Está tudo bem? – Gritou Rin.
– Sim, só me queimei um pouco. – Gritei de volta.
– Ok. – Gritou como se não ligasse pelo fato de eu ter me queimado...
Se eu estivesse num anime com certeza estaria uma gota em minha cabeça.
– Aqui. Toma seu lanche. – Disse eu irritado.
– Obrigada. – Disse Rin sorrindo.
Que pessoa mais sínica...
– Então... Ia. Certo? – Disse Rin.
Ia acenou positivamente.
– Isso é seu? – Disse Rin pegando uma pena que brilhava.
– O-onde achaste isso?! – Disse Ia surpresa.
– Milhares delas estavam caindo hoje mais cedo. – Disse Rin entregando a pena para Ia. – Eu a peguei, pois sentia um odor familiar...
– Odor? – Disse Ia. – Minhas penas não têm um cheiro ruim.
– Odor significa cheiro, nunca disse que eram ruins...
Ia suspirou...
– Sim elas são minhas... – Disse um pouco melancólicas. – Cada pena tem uma memória das nossas vidas passadas... Mas... Quando cai elas foram se quebrando e desaparecendo... Fazendo-me esquecer minhas vidas passadas. – Disse triste
– Por isso são importantes as asas para um anjo? – Disse Rin preocupada.
Não creio que Rin acreditou nessa historia de anjo?... E penas...?
– S-sim... Elas que nos permitem lembrar-se de quem somos.
– Isso torna vocês anjos caídos?
– Não... Anjos caídos possuem asas negras, mas as memórias em mente... Já anjos perdidos que é meu caso não se lembram de quem foram quando estavam vivos. – Disse quase chorando.
Eu e Rin não sabíamos o que fazer... Apesar de não acreditar na historia “Eu sou um anjo”. Não quero vê-la chorar.
– Certo! – Disse eu levando. – Te ajudarei a pegar as suas “Penas”. – Disse eu com confiança.
Len... Você é um idiota...
– Serio?! – Disse ela. – Obrigado! – Disse me abraçando.
Corei um pouco, mas não liguei para isso, pois... Ela... Ela estava sorrindo.
– Também de ajudarei. – Disse Rin sorrindo.
– Obrigada!
– Rin?! Len?! Cheguei! – Disse uma voz feminina que eu conhecia muito bem.
– M-mãe... Não é o-o que parece. – Disse eu nervoso.
Primeiramente eu queria agradecer a pessoas que sempre tiveram ao meu lado, a minha queria família... E por favor, não chorem no meu enterro... Adeus.
– Isso é para você aprender o que sim ou não fazer com as mulheres! – Disse minha mãe enquanto me espancava.
(Quebra de tempo)
Depois disso Eu e Rin explicamos que Ia não tinha um lugar para ficar, ou melhor, não se lembrava, minha mãe sendo gentil aceitou que ela ficasse aqui até se lembrar de algo...
– Obrigado mamãe. – Disse Rin fazendo a cara mais fofa do mundo.
Como ela consegue?
– Ela dormirá em seu quarto, ok Rin? – Disse minha mãe fazendo um cafuné em Rin.
– Sim, mãe. – Disse sorrindo.
– Sabe? eu não confio em seu irmão. – Disse minha mãe sorrindo.
Agora sei de onde Rin puxou a insanidade... Elas me dão medo.
– Bem eu e IA-chan iremos para meu quarto. – Disse Rin pegando a mão de Ia.
– Ok... – Disse minha mãe.
IA e Rin subiram a escada, agora, só estava eu e minha mãe na sala...
– Len... Você está bem... – Disse minha mãe já mais... “Normal”.
– Sim, por quê? – Perguntei curioso.
– Sabe?... Elas se parecem muito... – Disse minha mãe olhando preocupada para mim.
Não tinha parado para observá-la direito, mas ela realmente me lembra ela...
– Sim... Eu estou bem. – Fingi um sorriso.
Minha mãe sorriu de volta.
– Bem, tenho que voltar para o trabalho... – Disse ela se levantando do sofá e pegando sua bolsa. – Cuide-se.
– Até, mãe.
Assim que ela saiu, deitei no sofá... E acabei tirando um belo e gostoso cochilo, mas foi interrompido por minha irmã gritando feito uma histérica.
– O que aconteceu! – Disse eu caindo do sofá.
Rin gritou de novo.
– P-por favor, Rin-san, se acalme. – Disse IA meio sem jeito.
– Não acredito! – Gritava Rin feliz.
– O que aconteceu? – Perguntei curioso.
– Alguém chamado “Blue Star” fará um show nesta cidade. – Disse IA que abanando Rin.
– Ainda não posso acreditar! – Disse Rin pulando mais ainda.
– Por que ela está assim? Len-san? – Perguntou IA preocupa.
– Ela só está feliz.
– Feliz? Por quê? – Perguntou curiosa.
– Ela e uma velha amiga... Adoravam ir aos shows desse cara... – Disse eu um pouco triste.
– Por que adoravam? Elas não se falam mais?
– Podemos dizer que sim...
Ficamos em silencio apenas ouvindo os gritos de alegria de Rin... Rin... Por que está gritando? Você não sente falta dela?
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