Asas de Areia
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Shankar viajava sem sair do lugar e era exaustivo. As horas passavam como segundos durante suas meditações. Mesmo sem ter as asas de um Brāhmaṇa, sua consciência voava pra longe, pra lugares que ele nunca visitaria fisicamente, pra culturas das quais ele não fazia parte. Conhecimento era seu oxigênio. Certa vez, ele chegou a se perder, tendo apenas "despertado" depois de uma semana, quase morto de desidratação.
Alguns poderiam chamar o terceiro olho de uma dádiva. Porém, houve um tempo que Shankar não o tinha e tudo o que ele mais desejava agora era voltar àquela época de sua vida.
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