Asas Malditas
7 Capítulo 7 - beijo de praia
Notas iniciais
Estava na rua olhando lojas que vendiam biquínis com Penny. Ela estava super alegre por causa da festa e eu estava aproveitando para comprar algo para Peter olhando as vitrines. Passei em uma Levi's e então puxei Penny pela blusa, entrando na loja olhei as calças Jeans em quanto Penny resmungava pela sua blusa super chique. — Achei! Disse pegando uma calça do número que meu irmão usava, com alguns rasgos e escura. Um homem me atendeu perguntando se queria levar alguma camisa, então escolhi uma blusa branca básica e uma camisa xadrez vermelha. Terminando as compras, no final comprei mais para Peter do que para mim, Penny que havia comprado um vestido rosa de praia e um biquíni tomara que caia preto. Cheguei no mini cooper vermelho e deslizei até o banco de passageiro, no caminho Penny e eu cantamos "Thousand Miles" parecíamos bêbadas. Então ela encostou o carro na frente do meu prédio e agradeci a carona, como sempre ela deu uma piscada e saiu em alta velocidade. Subo as escadas e abro a porta em seguida empurro com o quadril, fazendo ela balançar. — Peter? Chamei colocando as sacolas perto do sofá. E notei que ele estava sentando na cadeira lendo um livro, ele levanta e caminha até a mim e as sacolas. — Hum, "Levi's"? Perguntou Peter examinando as sacolas. — Comprei algumas roupas a mais para você usar. Acho que é bastante para pelo menos alguns meses. Peter arregalou os olhos e ficou olhando para mim. — Não precisava, eu tenho algumas roupas na casa de meu primo Daniel. — Pri-primo? Gaguejei disfarçando o entusiasmo. Peter sorri se sentando no sofá e eu sento ao seu lado abrindo as sacolas. — Sim, eu consegui falar com ele. Vou para lá quando puder... — Olho para baixo mas ele ergue com os dedos em meu queixo — mas ainda vou te visitar. Abri um sorriso e entrego a calça, a camisa e a blusa para ele. Quando Peter viu, instantaneamente ele deu um leve beijo em minha bochecha espalhando algo quente em meu corpo inteiro. — Você vai usar hoje á noite! -Peter sobe os olhos das roupas voltando a mim. — Vai te uma festa na praia e queria que você viesse comigo. — Claro. Nós dois sorrimos. Peter levantou do sofá para colocar a roupa e eu fui para o quarto escolher algo para vestir. Remexi no armário e encontrei com um vestido preto de renda, virei para o espelho que tinha atrás da porta e coloquei o vestido em cima do meu corpo. Estava bem bonitinho, então coloquei ele com uma sapatilha preta. Peguei uma bolsa pequena com uma alça comprida de metal e abri a porta do quarto. Dei de cara com Peter que abotoava a blusa, ele ficou de boquiaberta. — Está linda, Annie. Vi um sorriso atraente e corei leve. Olhei para baixo e percebi que meus dedos haviam encolhido por causa da vergonha e então minha bolsa começou a se mexer, abri ela e peguei o celular. — Alô? — OLÁ PLANETA TERRA! Era Penny que gritava do seu carro pois reconhecia o barulho dos pneus passando pela rua e as buzinas. — Ah, oi Penny. — "Oi Penny" nada menina! Hoje nós vamos arrasar corações baby! Soltei um riso junto com Peter que ouvia encostado no celular. — Estou indo com o Peter, Penny. Beijos! — Beijos! Desliguei o celular e peguei a chave de casa e do carro. Antes de fechar a porta, Peter diz: — Arrasar corações em? — Isso é típico da Penny. Desci a escada com Peter e virei para esquerda onde encontrei o meu carro estacionado. Era uma picape vermelha enferrujada e velha. Sentei no banco e Peter ao meu lado. Coloquei a chave e liguei o motor, automaticamente ligando a rádio. Estava tocando Bruno Mars "Grenade", então mudei de rádio. Queria me divertir, pelo menos. Então quando mudei foi The Beatles "Hello Goodbye", e então disse: — Nossa! Olhei para Peter e percebemos que falamos juntos e rimos. Demorou menos de dez minutos quando chegamos a uma casa gigantesca no final da rua fechada, sai do carro fechei a porta. Olhei de novo de frente a casa, era de madeira e mostrava a sala pelo uma janela gigantesca de vidro, havia pessoas no sofá vendo tevê e conversando. Outras estavam jogando sinuca na mesa atrás do sofá que tinha vista para a rua. Peter parou ao meu lado e entramos na casa, a porta era de aço enferrujado e bem pesada, entrei na sala ao som de Black Eyed Peas "I Gotta Feelling". Passei da mesa de sinuca e do sofá a direita e a esquerda um balcão cheio de bebidas que dava a cozinha gigante. Desci a escada de madeira cheia de areia que dava a praia com uma fogueira gigante com vária pessoas ao redor com copos vermelhos, e entre outras sentadas nos troncos que havia. Já algumas estavam na água espirrando para todos lados senti Peter tocar em meu ombro direito: — Vou buscar bebidas. Balancei a cabeça em concordância e continuava descendo até chegar a fogueira. Olhei para todos lados na procura de Penny e... — BABY! Era Penny gritando em minha orelha com um bafo de cerveja. Ela estava com um copo na mão direita querendo dar um abraço em mim, ela deu quase me estrangulando. — Senta aqui vamos fofocar. Então sentei no tronco onde Penny apontava e ela sentou ao meu lado. Cruzei as pernas por estar de vestido e olhava ao redor esperando Peter. — Sabia que o tal de Cam o novo aluno é dono dessa casa? Virei o rosto para Penny, "não sabia não" pensei. — Não... — Ah e falando nele...! E lá estava Cam com calça Jeans escuras com uma camisa branca de praia desabotoada no começo perto do pescoço mostrando um pouco do peito. A camisa era tão transparente que dava para ver o tanquinho de Cam. — Olá Penny, olá Anjo. Cam deu um sorriso malicioso fazendo arrepiar até minha espinha ou sei lá se tinha. — Oi... Dei um "oi" quase rouco. Cam se aproximou puxando minha mão. — Me permite roubar sua amiga por um tempo? — Claro! Penny deu um sorriso de arrasa-corações. Não contive a fazer uma careta a ela de resposta. Então Cam me puxou pela festa inteira até chegar a cozinha, ele abriu a geladeira e colocou uns garrafões de refrigerante na mesa. Tentei dar uma olhada disfarçada para ver se Peter estava por perto mas não estava. — Me ajuda com os refrigerantes? — Ah, agora você quer que eu seja legal de novo? Cam franzi as sobrancelhas. — Como assim? — O que foi aquelas perguntas? Me apoiei na mesa. Então Cam se aproxima e apoia a mão na mesa também. — Perguntas básicas... Gargalhei toscamente. Foi estranho, minha risada é estranha... — Básicas? É igual eu pergunta se você prefere de língua ou selinho! Isso é pergunta ridícula! — Claro que não, porque você sabe que eu gosto de língua. Disse Cam se aproximando mais ainda. Estava me desequilibrando e se me afastasse mais era possível eu cair. — Ah-ah... Cam... Gaguejei sem jeito. Parecia uma idiota e ele estava mais perto, então quando ia quase cair Cam me segurou pelos punhos e me prendeu na parede. Fiquei ofegante e estava mais tenso, era impressão minha ou estava ficando muito quente do que o normal. — Você é diferente das outras. Olhei para baixo tentando desviar dos olhos profundos de Cam e notei que prendia também minhas pernas com seus pés. Voltei para olhar em cima e Cam estava encarando meus lábios. — Impossível inresistir essas doçura todos os dias. Mordi o lábio inferior e virei o rosto para direita. — Nunca! No final quase soltei um gemido de dor por causa dos punhos. Olhei de volta para Cam que ainda encarava meus olhos e meus lábios, eu estava ao mesmo tempo com nojo e atraída. — Vamos Anjo, admita que sente algo por mim. Ele solta um riso me fazendo suspirar. — Não me faça gritar... Mal conseguia falar, imagina gritar. — Então terei que cala-lá. Abri a boca e forcei a voz e consegui gritar mas então senti os lábios de Cam nos meus e sua força nos punhos ainda me segurava. E então mordi seu lábio. — Ah! Senti Cam recuar mais não havia me soltado, havia saído um pouco de sangue. E ouvi uma risada sair dos lábios de Cam. — O que tem de engraçado?! Minha voz havia voltado, "aleluia!" pensei. — Eu disse que preferia de língua mas não sabia que estava incluso mordidas. Finalmente Cam me solta fazendo eu cair no chão de tanto cansaço e dor. Tentei livrar as marcas do pulso passando os dedos e fazendo a dor passar. Ouvi q porta bater e dei de cara com Peter que carregava dois copos, ele deu de cara com Cam. — Onde esta Annie? — Você deve ser... Disse Cam com seu sorriso malicioso e Peter não havia notado a minha presença. Então consigo levantar meio bamba do chão e Peter vira rapidamente a mim e corre para me segurar: — Annie! Disse Peter me segurando pelos braços. Cam finge tossir e diz: — Quem é você? — Sou Peter, e você? Ouvi Cam murmurar "Peter..." E ele responde: — Cam. Os olhos de Cam estava mais brilhantes do que nada e tentadores. Ao contrário de Peter, estavam negros como uma nuvem de chuva, nunca eram bom ver Peter bravo. Não que eu tenha visto mas nunca vai ser. Senti os braços de Peter segurando minhas pernas e meus braços em volta de seu pescoço. Encostei a cabeça ainda respirando alto sem fôlego. — Vamos para casa. Olhei ao olhos de Peter que passavam pelas pessoas da festa e melhorava para o cinza de sempre. Mas foi algo que nunca iria esquecer, Peter estava com medo dentro de toda aquela escuridão. Antes de eu apagar eu disse: — Você estava com medo — tossi antes de continuar — estava com medo de me perder, Peter.
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