Asas Malditas
15 Capítulo 15 - Um segredo obscuro
Notas iniciais
O vento assoprava fortemente meu cabelo com aroma de chuva. Nuvens escuras rodeavam o céu azul, o cheiro de maré se afastava quando Penny acelerava para a casa.
Chegamos em frente a minha casa já chovendo com pingos fortes afastando o brilho do sol e o céu azul tornando-se escuro e cinzento. Recolhi minha toalha e meu óculos, antes de sair Penny perguntou:
– De quem é aquela moto?
– De Cam.
Encarei a moto de Cam em frente a minha garagem com o capacete pendurado no acelerador. Desci do carro me protegendo da chuva com a toalha, corri até a varanda e bati na porta, deparei com Cam que falava com Peter apoiado ao sofá. Ele me encarou junto a Peter que parecia surpreso.
– Por que você esta aqui?
Falei encarando Cam que andava em minha direção.
– Preciso ir.
Cam puxa a maçaneta da porta atrás de mim e seu olhar encontra ao meu. Ele revira os olhos lá para fora e fecha a porta.
Volto o olhar para dentro e vejo Peter colocando uma jaqueta de couro por cima da blusa branca.
– Preciso trabalhar.
– Trabalhar?
Arregalei os olhos encarando Peter que se aproximava da porta. Segurei a maçaneta antes dele conseguir segurar.
– Sim, dinheiro não cai do céu.
– Mais outras coisas sim.
Antes de Peter sair pela porta ele me da um beijo, sinto ainda o quentinho em meus lábios. Imaginando aonde ele iria ''trabalhar'' se era mesmo que ele iria.
Minha atenção foi arrancada por um pedaço de papel que estava perto onde Cam e Peter conversavam, estava dobrado e era um simples papel. Cheguei mais perto do local e peguei o papel com um número escrito de telefone.
Peguei o celular que estava no meu bolso direito de trás, disquei o número no meu celular e levei a orelha direita.
– Alô?
– Alô, quem é?
– Jules, quem fala?
– Oi Jules, é a Annie amiga da Penny.
Ouço Jules se afastar do telefone e conversar com alguém de fora. Depois ouvir ele colocar de volta ao ouvido.
– Annie! Como conseguiu meu telefone...?
Noto que Jules parecia ter desconfiado de ter ligado sem mesmo saber quem era.
– Com Penny, na verdade eu achei que havia caido de seu bolso quando ela entrou aqui em casa. Preciso desligar...
Antes de ele falar mais algo desligo a chamada rapidamente. Olho de novo no papel me perguntando ''por que estava bem onde Cam e Peter conversavam?'' '' E no dia em que Cam saíra da praia com uma desculpa esfarrapada quando soube de Jules?''
Liguei para Penny:
– Penny, posso ir com você e Jules no cinema?
– Claro! Te busco daqui a 5 minutos.
Desligo e subo rapidamente para o quarto, visto uma blusa laranja escura com ua saia verde escuro e uma sapatilha branca. Vou ao banheiro e arrumo o cabelo e escovo os dentes. Ouço a buzina do mini cooper de Penny lá de baixo, pego a primeira bolsa que estava em minha frente e coloco um pouco de dinheiro meu celular e o papel com o número de Jules.
Abro a porta, tranco a porta com dois giros para ter certeza. Atravesso com rapidez para não me molhar ainda com a garoa. Sento ajeitando a saia no banco, olho para Penny que sorri para mim:
– Hora do show!
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