Notas iniciais
Oi. O que tem achado?



Entraram no carro de luxo depois que o motorista abriu a porta para elas com um grande sorriso e olhos brilhando. Maiara entrou primeiro e em seguida Ana, Mirela e Tamires entraram por último setando de frente para as duas anteriores. Sorriram animadamente por alguns segundos enquanto o motorista dava a volta no carro.

—Como vai, Gilbert? — Maiara voltou-se para o homem careca de seus quarenta e poucos anos.

—Estava com saudade da senhorita. Por onde andou? — Ele olhou pelo retrovisor por alguns segundos falando cheio de sotaque americano.

—Estive com alguns problemas, além de muito trabalho. — Ela mentiu. — Sabe como é, se a gente parar, a grana para de entrar. E eu gosto de grana. — Riu.

—Eu percebo. E quem são suas amigas?

—São minhas irmãs. — Ela continuou a mentira.

—Você lembra que eu contei que são adotada, não lembra? Pois é, essas são minhas irmãs, Ana, Mirela e Tami.

—Muito prazer, senhoritas. Vocês estão muito elegantes.

O trajeto durava apenas poucos minutos e logo estavam de frente para o grande portão de ferro da mansão do viúvo Osvaldo. Ele foi aberto automaticamente e então o carro andou por um trajeto revelando uma casa enorme. De frente para o que era a porta de entrada, havia uma enorme fonte , o carro circulou metade dela e parou perto da escadaria. O motorista desceu e abriu a porta para as meninas que desceram uma seguida da outra agradecendo-o. Gilbert acenou uma última vez para Maiara antes de voltar ao carro e dirigir para algum outro lugar.

Enquanto subiam as escadas em direção a porta gigante de madeira, arrumavam os vestidos e se mantinham sérias tentando parecer o mais natural possível. A porta s abriu antes que elas chegassem nela e revelou um senhor de idade de olhos muito azuis e cabelo brancos em um terno impecável que sorria com dentes muito brancos e estendi os braços para que Maiara o abraçasse.

—Princesinha. — Ele falou com voz firme mais cheia de doçura.

—Princesinho. — Ela correu e abraçou-o.

Tamires e Mirela se entreolharam trocando uma risada interior entre elas e Ana as olhou de cara feia para que não dessem na cara. Os dois trocaram um selinho e se olharam de forma carinhosa. As meninas já conheciam a atuação da amiga, sabiam que o amor no olhar dela era totalmente fingido.

—Princeso, essas são as minhas irmãs. — Ela apontou cada uma delas. — Mirela, Tamires e Ana.

—Sejam bem vindas, meninas. — Ele falou de longe parecendo feliz. — Fico muito contente por finalmente conhecer a família dessa preciosidade. Venham, venham conhecer meus filhos, eles estão todos aqui hoje. — O velho entrou de mãos dadas com a namorada e as outras três andaram elegantemente atrás do casal.

Elas haviam recebido uma rápida explicação sobre a casa e um mapa dela feito a mãos pela Maiara antes de irem ali. Sabiam onde ficava cada cômodo e o que havia de importante neles, sabiam também que estavam indo se reunir na área da churrasqueira agora porque era lá que eles comiam uns petiscos quando haviam reuniões na casa.

—Eu imaginava um velho todo acabado, mas ele até músculo tem. — Tamires sussurrou.

—Calada. — Mirela sussurrou de volta.

Andaram mais alguns passos antes de finalmente entrarem em uma área ampla e clara com mitas árvores. Havia uma mesa enorme de madeira onde se via diversas frutas, queijos, vinho, torradas e coisas do tipo. Três jovens estavam sentados em cadeiras dispostas conversando animadamente quando viram os outros entrando. O jovem loiro de cabelos compridos até o ombro abriu um sorriso largo e se dirigiu a eles.

—Maiara bem vinda de volta. — Ele abraçou a menina, mas parecia não ser tão simpático a ela como tentava demonstrar. De repente seus olhos pousaram em Ana. — Olá. — Ele estendeu a mão para ela que retribui com um sorriso e sua mão.

Ainda segurando a mão dela ele olhou para Mirela e Tamires sorriu.

—Sejam todas bem vindas a casa de meu pai, estamos contentes em recebe-las.

As três meninas já haviam estudado cada um deles até onde podiam. O rapaz de pé, loiro e alto era o filho mais novo do Osvaldo. Tinha 25 anos se chamava Lucas e era estudante de medicina, Maiara havia dito sobre ele não ir muito com a cara dela , mas devido a sua personalidade estava sempre tentando manter as aparências com um bom sorriso. Os outros dois sentados esperando que eles se aproximassem eram Mateo e Bernardo. Mateo era o cara certinho da família, tinha 28 anos, era advogado e estava sempre falando pausadamente, o que irritava Maiara. E quanto a Bernardo, era o mais velho dos três irmãos, era o único dos três de cabelo preto, tinha 31 anos e trabalhava junto com o pai na empresa de automóveis.

—Venham, sentem-se conosco. — Osvaldo apontava as cadeiras. — Esses são Lucas, Mateo e Bernardo. Hoje a noite vou apresentar vocês aos meus sobrinhos, eles são em três meninos e duas meninas. Quero nossas famílias muito unidas.

Todas riram animadamente e brindaram as taças que estavam sendo cheias enquanto se acomodavam. Lucas parecia ter se interessado por Ana de cara contudo, Mateo e Bernardo se fecharam em conversar entre eles dois assuntos que nunca cabiam as outras duas meninas. Todas as vezes que ela tentavam demonstrar interesse no assunto, eles mudavam o foco ou ignoravam-nas.

—Que idiotas. — Mirela sussurrou para Tamires.

—Vamos esperar que os primos deles sejam mais acessíveis. — Ela virou os olhos.

—Ana se deu bem, ele é gostoso e gato e parece muito manipulável. — Tamires riu. — E olha pra ela, está esplêndida.

Mirela olhou para a amiga que conversada como uma lady com o rapaz. amiga vestida um vestido perto de mangas três quartos, o vestido era midi e colado marcando as curvas fenomenais da garota. Mesmo bem magra ela mantinha suas carnes nos lugares certos. o cabelo preso em um coque com trança estava deixando-a elegante demais, todo tipo de homem se interessaria por ela. O acrescimento de brincos e pulseiras de pérolas fazia ela parecer mais velha do que realmente era.

—Ana é linda de todo jeito. — Mirela respondeu a amiga. — Vou sentir falta dela.

Tamires ficou assustada com o comentário e sentiu um aperto no peito. Segurou a mão da amiga e sorriu encorajando-a.