Notas iniciais
Estou na correria e quase não tenho escrito capítulos, por isso a demora.

Tamires entrou no salão e notou cada uma das suas amigas indo em uma direção. Ana caminhava de volta para Lucas que esperava ela pacientemente ainda no mesmo lugar de antes. Ele sorriu quando viu ela se aproximando e pegou uma taça de um garçom que passava com a bandeja. Maiara voltou ao lado do velho que a exibia como um troféu para os amigos que riam e olhavam a bunda dela. Mirela foi até onde estavam os três irmãos antes, mas agora apenas o mais velho estava encostada a uma pilastra olhando seu copo vazio. A moça aproximou-se dele tocando seu braço despertando-o de devaneios e começaram uma conversa tímida. Tamires olhou em volta procurando por Marcelo, sem sucesso. Andou vagarosamente entre as pessoas sorrindo para elas com educação, tudo o que queria era um lugar para sentar. Percebeu que em um canto mais escuro haviam duas poltronas de couro vermelho desocupadas e andou em direção a elas torcendo que não fossem ocupadas antes que ela chegasse. Sentou-se e cruzou as pernas. Limitou-se a observar os sorrisos falsos das amizades movidas a dinheiro.

—Posso me sentar? — Marcelo, que havia observado a menina desde cedo perguntou.

—Claro. — Ela deu o melhor sorriso que conseguiu.

—Você não parece muito confortável aqui.

—A cadeira é bem aconchegante.

—Eu quis dizer na festa. — Ele riu.

—Não gosto muito de socializações desse tipo, prefiro coisas mais intimistas. E, bom, não conheço ninguém.

—Então já que concordamos em não gostar de festas, posso te fazer companhia aqui? — Ele tinha um sorriso meigo e parecia muito inocente.

—Mas é claro que sim. — Ela muniu-se de sedução, pretendendo dar início ao jogo.

Tamires apoiou o cotovelo no braço da poltrona e inclinou-se para frente sabendo que o decote estava bem a vista dele e então começou a puxar assunto deixando-o vermelho. Apesar de ele ser sete anos mais velho do que ela, parecia inocente e tímido todas as vezes que ela mostrava interesse nele

Enquanto Mirela conversava com Olavo, via que uma mulher não parava de encara-la, e se perguntou se por acaso ela não era namorada dele ou ao menos interessada no rapaz. Se ela fosse uma concorrente, teria que descobrir logo mais informações para ter as armas certas contra a moça. Mirela movimentava-se com propósito de seduzir o homem com quem conversava, mas por ser um homem já adulto e cheio de opções, ela precisava ter um papo bom e estar bem atenta ao que ele gostava. Infelizmente ela havia notado que ele era totalmente viciado em exatas, o que não era nem de longe a área dela. Aproveitou então para parecer super interessada em aprender sobre a área dele.

Maiara estava mantendo a pose ao lado de Osvaldo, mas sua vontade era de gritar para ele calar a boca. Estava tentando distrair a cabeça comendo tudo que passava perto deles e quando pegou mais um petisco que passou, viu Bernardo novamente do outro lado observando-a. Ele levantou a taça cumprimentando-a e ela ignorou virando-se para o outro lado. Estava noiva do pai de Bernardo, não poderia deixa-lo se aproximar tanto, seja qual fosse o motivo, ou ele poderia descobrir tudo. Ela se limitou a concordar com tudo que Osvaldo falava e a suspirar demonstrando cansaço o tempo todo. Sua impaciência estava grande. Ela se sentiu menos estressada quando um sino foi tocado por um elegante garçom, anunciando o jantar. Todos começaram a andar lentamente em direção ao salão ao lado e Maiara esperou pelas amigas que vinham juntas no fim do grupo de pessoas.

—Eu aguentava esse velho quando éramos apenas namorados que nos víamos de vez em quando, mas agora não suporto a ideia de que ele me pediu em casamento. Isso é ridículo. — Ela reclamava.

—Calma, para de reclamar. Só faz uma hora que você está noiva. — Mirela reclamou.

A discussão foi interrompida por Ana tossindo desesperadamente. As amigas seguraram-na pelo braço e Maiara pediu ao garçom um copo de água o mais rápido possível. Ana mantinha as mãos sobre a boca tossindo seco, e quando as retirou estavam respingadas de sangue. Ninguém falou nada, apenas acompanharam Ana rapidamente ao banheiro. O garçom que vinha atrás com o copo de água, parou no meio do caminho sem saber se deveria chamar ou não.

—Não se preocupem. — Ana falou calmamente depois de lavar as mãos e seca-las. — Só espero que ninguém tenha visto. — Ela seguiu para fora do banheiro e foi seguida pelas amigas preocupadas.

O garçom estava parado com a bandeja que mantinha um copo de agua fria em cima. Ana pegou-a agradecendo com um sorriso e seguiram para o salão. As pessoas já estavam sentadas em seus lugares na maioria delas. Maiara segurou a mão de Ana apertando-a antes de se afastar para sentar com seu mais recente noivo. Lucas estava de pé esperando por Ana e assim que a viu estendeu o braço para conduzi-la a cadeira ao seu lado. Mirela e Tamires tentaram sentar juntas, mas Marcelo e Olavo as chamou para seus respectivos lados fazendo-as se despedirem com um olhar e irem uma para cada lado do salão.

Maiara achou que comer ajudaria a manter a calma, mas os comentários sobre o casamento estavam irritantes à sua volta. Mulheres falavam de vestidos, salões, cerimonialistas e coisa do tipo, enquanto só homens falavam sobre a lua de mel. De repente todos queriam opinar sobre aquilo e Maiara se ocupava em encher a boca para não ter que responder.

Lucas insistia em saber porque Ana havia demorado para vir comer e parecia que a resposta sobre ter ido ao banheiro não era suficiente para que ele parasse de perguntar. O rapaz ajeitou-se na cadeira e esperaram os garçons servirem. Na mesa deles haviam apenas os dois e Ana não sabia se isso era bom ou ruim.

Tamires havia sido levada a uma mesa no extremo do salão onde estava junto com Marcelo, Mateo e a ex-esposa de Mateo, que Tamires ainda não havia conhecido. O casal- que agora ela não entendia mais se eram ainda um casal ou não — parecia ser reservado e sério, mas também educados então mantinham uma conversa vaga sobre o lugar, o clima e coisas do tipo. O clima era agradável, mas não tão confortável.

Mirela não dera tanta sorte. Na mesa em que sentou estavam Diogo, o irmão mais novo de Marcelo e a moça que a encarara antes. Mirela sabia que reconhecia aquele rosto, mas não tinha certeza de onde. Ela cumprimentou os dois sorrindo e eles se mantiveram sérios.

—Você já conheceu o Diogo, e está é a minha irmã gêmea, Mariana. — Ele apontou para a mulher coberta de joias e olhar maldoso. -Mari, essa é a Mirela. Ela é irmã da Maiara. — A mulher se manteve calada encarando-a.

Notas finais
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