As viagens inimagináveis de Loki
1 Mundo de espelhos quebrados
O som estava alto, os vidros das janelas vibravam a cada batida grave, corpos suados se tocavam em meio a uma dança embolada e sem cuidado, em meio ao caos de desconhecidos talvez um pouco conhecidos, Loki estava caido no chão, olhos desfocados, pupila dilatada e sorriso insano, ao seu lado dois amigos, talvez amigos quem sabe, fumavam algo completamente ilegal sem pudor, a fumaça inebriante dançava então flutuava pelo ar poluído pelo som sem nexo e pelas luzes que levavam sua mente ao abismo.
Loki ergue a mão gargalhando com coisas que só sua mente conturbada via, o esverdeado tenta pega a fumaça que lentamente tomava a forma de uma ave que voa envolta da mao estendida e seguia por entre os corpos deformados na escuridão de luzes neon entrando em um espelho, Loki se senta olhando fixamente para o mesmo que refletia com uma nitidez anormal a fase de Loki enquanto o entorno eram ecos nublados, olhos ametistas fixos no reflexos ametistas, a imagem refletida na superfície espelhada era a mesma ao mesmo tempo que não, olhos roxos quase engolidos pelo negro da pupila, cabelos tingidos de verdes tao sujos e desgrenhados que a cor era quase desconhecido e um rosto doentiamente pálido que exibia um sorriso insanamente contente e desumanamente largo com dentes de mais e afiados de mais, o reflexo ergue uma das maos, a esquerda com a mesma tatuagem de cobra que no reflexo parecia viva e rastejava em seu pulso como algemas escamosas e o mesmo esmalte negro lascado, sem o proprio Loki fazer o mesmo e o esverdeado sente como se cobras de fumaça gélida com um doce aroma da morte o envolvesse e o prendesse ali congelado enfrente a morte que sorria com seu rosto.
O reflexo ri, um som oco que mesmo baixo ecoava por cima do som ensurdecedor da festa, a mao lentamente saia do espelho tocando a moldura e enchendo o lugar com o perfume pútrido de decomposição e morte, o riso se forma uma gargalhada distorcida, alta e aguda, quanto mais a mão saia mais o coração de Loki disparava, mais as cobras apertavam e mais certo da morte o esverdeado se sentia ao ponto de lágrimas começa a escorre pelo rosto apático de Loki, quando uma lagrima toca no chão sujo de bebida alcoólica e outras substancias desagradáveis o som ecoa pela sala.
Loki não queria morrer, não daquela forma em uma bizarra overdose, o esverdeado desejava parti em uma explosão de tal forma que o mundo nunca o esquecesse, como se ouvido por uma forca maior que intervém, alguem esbarra no espelho o derrubando e o fazendo cair do chão e se despedaçado em milhares de pequeno fragmentos que cortam as pessoas em volta como se pedisse sangue pela interferência, a sensação das cobras o restringindo somem e o som da música junto aos resmungos de dor e xingamentos de susto tiram Loki do transe o fazendo acorda para a realidade, se levantando tonto e enjoado o esverdeado se vira para sair, sem ninguém o impedir, vendo pelo reflexo de um dos cacos a face suave de um garoto todo de branco com um sorriso triste e gentil.
Se erguendo de forma rápida e ficando levemente tonto Loki começa a correr pelo mar de corpos, ignorando a dor de pisa nos cacos, vagamente Loki pensa quando foi que ele tirara os sapatos, o ar gélido da noite chuvosa faz seu corpo estremecesse, caminhando sem rumo Loki se depara com o mesmo garoto do reflexo, o jovem era bem mais baixo e visivelmente mais novo, com pele cor de marfim puro e grandes olhos cor de gelo, por um segundo Loki acha que o mesmo tinha cabelos longos e negros como a noite que os abrigava naquele insano momento, mais logo Loki se assusta vendo que os fios longos de ebano na verdade eram orelhas de coelho caídas e grandes, o garoto coelho abre a boca como se fosse falar algo e estende a pequena mão em direção ao esverdeado que recua correndo, aquilo não era uma viagem ruim era algo diferente, uma psicose imposta pela droga e Loki, pela primeira vez Loki sentia medo.
- Loki não a tempo ele ja sabe que você... — O garoto coelho começa a fala dando um passo em direção ao esverdeado que se vira e corre em desespero, as ruas de paralelepípedo estava vazia, uma nevoa gelida nublava o caminho deixando as luzes artificiais dos postes quase cobertas, o esverdeado ouve passos atras de si, o esverdeado escorrega nas pedras molhadas da rua caindo com força no chão, ele sente a pele se suas mãos se arranharem nas pedras ásperas, por um momento Loki pensa em so fica ali no chão mais um movimento anormal no canto do olho o faz se levanta, mais sem conseguir da um passo para mais longe Loki sente algo extremamente pesado se choca contra suas costas o derrubando no chão, o esverdeado acaba soltando um grito alto de dor quando o estalo nauseante de um osso se quebrando ecoa pelo silencio fúnebre, tentando inutilmente se levanta Loki se ve cercado de uma anormal escuridão que possuíam mil olhos rubros como sangue fresco iguais ao do lobo que praticamente usava seu ombro de brinquedo de morde, a criatura claramente não era normal, sua pele parecia se feita de nevoa, mais seus dentes afiados tinham a aparencia transparente e afiada de lascas de vidro, quando a criatura o encara nos olhos Loki ve o vermelho rodopiar e os olhos crueis e anormais refletirem os ametistas que o mesmo via sempre no espelho, por um momento sentindo uma calma estranha Loki se pergunta se seria daquela forma que morreria, consumido por seus medos em uma overdose cruel e pertubadora, aceitando seu fim Loki apenas fecha os olhos apenas para o som de vidro se quebrado o assusta e o mesmo abrir os olhos a tempo de ve o lobo racha e se quebra em mil pedacinhos de vidro, o garoto coelho estava a poucos passos de Loki e dessa vez ele tinha um rifle estranho.
- Loki vamos, devemos chega ao espelho antes do tempo acabar — O ajudando a se levanta o coelho branco puxa Loki o guiando enquanto o defendia dos lobos atirando balas de luz que deixavam um rastro sangrento, o esverdeado se sentia confuso, letárgico pela perca de sangue e completamente dissociado da realidade o que o apavorava ao mesmo tempo que o deixava calmo — Entre no espelho irei te proteger.
Loki para brutalmente ele se ve em um lugar desconhecido, uma grande arvore morta tinha um imenso espelho negro apoiado em seu tronco podre, o espelho era antigo com uma armação de bronze enferrujado e o vidro lascado e escuro que ja nada refletia, o lugar todo era coberto por hortencias de varios tons de roxo, rosa, lilas e azuis, Loki da alguns passos proximo ao espelho, a sensação de mau agouro e medo o fazem congela desviando o olhar para o caminho que viera ele so ve o garoto coelho lutar com os lobos, dando mais um passo excitante para perto do espelho o esverdeado tropeça em algo encoberto pelas flores e tomba para frente caindo dentro do espelho que brilha rachando mais e voltando a refleti, a imagem que o espelho mostrava era das flores e do objeto que Loki tropeçara, uma pedra de marmore antiga e esquecida que demarcava um tumulo a muito abandonado pelos vivos.
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