As vantagens de ter te conhecido.
5 Go- Cerejeiras de Tokyo.
Notas iniciais
Eu não queria minha vida monótona de novo. Não queria que tudo voltasse a ser como era com a antiga Yumi. E o silencio do Tadachi me consumia.
Acordei olhei pela janela e vi várias flores de cerejeira brotando tampando a visão da incrível Tokyo. Me levantei depois de algumas horas meditando em tudo, olhei para o celular e senti um aperto no coração respondi algumas mensagens e voltei a deitar. Olhei pro meu teto cheio de pássaros desenhados de preto no teto verde agua. Eu não acreditava que realmente tinha sido só.. uma paixão de férias, um amor de dois dias. É um amor, eu não acreditava que estava pensando tanto em um menino assim, alguém que em uma semana me mudou totalmente.
Levantei da cama, decidida em esperar mais aliais passou apenas um dia que tínhamos voltado, me olhei no espelho e me lembrei da sensação de se achar linda, eu sorri.
Sai do quarto depois de vários minutos na frente do espelho minha mãe estava cozinhando, mal me lembro na ultima vez que ela cozinhou ela sempre é ocupada no trabalho ou sei lá mais o que me senti bem por vê-la ali cozinhando pra mim.
–-Konnichiwa Yu – ela virou e sorriu- hoje é Yakisoba.
–- Konnichiwa –eu olhei meio surpresa – quer ajuda – tentei ser meiga.
–- Adoraria meu anjo- ela beijou minha testa.
Ajudei minha mãe alguns minutos e logo estava pronto estava colocando as coisas na mesa quando bateram na porta e minha mãe correu atender. Era um homem alto tinha mais ou menos a idade dela sorriu pra mim com um presente na mão e depois deu um beijo na minha mãe, eu sorri.
–- Prazer meu nome é Yukio – ele estendeu a mão e me entregou presente- espero que goste
Eu abri o pacote e tinha um porta retrato grosso cheio de brilho prata e um coração brilhoso azul, eu sorri e agradeci. Ele estava com uma camiseta social azul escura que me fez lembrar o Tadachi, ele era engraçado me fez rir varias vezes. Tornou a tarde agradável e melhor fez minha mãe sorrir.
Ele foi embora era sete horas, se despediu de mim e pediu desculpas pelas noites que eu fiquei sozinha. Assim que saiu eu fiquei chateada pela minha mãe não contar sobre ele, por me deixar sozinha como se eu não fosse nada. Disse boa noite e entrei pro quarto, ela bateu na porta algumas vezes mais eu não abri.
Recebi uma mensagem e corri pegar o celular, era Mika.
“ Hey, quer sair amanhã? Acabei de ver um cara saindo da sua casa, acho que vc precisa conversar. Vamos no shopping ou na pista de skate você escolhe.”
“ Oi, realmente preciso de uma boa xicara de café, seria melhor com você. Marca com o Ichiro vamos no shopping.”- eu respondi.
“Ichiro? Ele vai sair amanhã. Não pode ser a Kazue? (:”
“ Ah, pode ser (:
Te vejo amanha as quatro da tarde pode ser? Chama a Katsu também. Vou dormir beijos ..”
“Dormir essa hora ? hahahha ta mal mesmo hein Yu, beijokas e melhoras.”
Eu olhei minha caixa de entrada várias vezes, e nada do Tadachi, pensei em mandar uma mensagem mais não quis ir atrás olhei sua foto no meu celular, do dia que fizemos uma trilha ele e sua regata vermelha sorrindo maliciosamente pra minha câmera enquanto invadia a minha foto com a Katsu. Ele era lindo, era quente. Eu sentia falta dos olhares e dos sorrisos e mesmo se passando só uma dia eu sentia falta dele.
Adormeci depois de uma hora vendo uma serie na tv, e incrivelmente sonhei com ele.
Estávamos andando em uma praça rindo e ele me olhado daquele jeito de sempre, até que eu sentei em um banco e comecei a olhar ele indo embora. Ele sorria e piscava gritou um “até amanhã” e eu acordei.
Olhei no relógio era quase nove horas me levantei e coloquei uma saia rosa de babado e uma regatinha branca com desenho de olhos e detalhes dourado e fui ao mercado mais longe possível queria pensar queria achar coisas diferentes pra ocupar a mente fiquei ali alguns minutos e resolvi voltar. A verdade é que eu preciso viver essa insegurança eu preciso deixar esse momento passar. Espero conseguir.
Cheguei em casa e almocei comi rolinhos primaveira preparados pela minha mãe que tentou conversa comigo mais eu não estava com o animo pra mais perguntas da minha viagem. Sentei na cama e peguei meu computador, não fiquei nem dez minutos mexendo sem que procurasse o Tadachi. Eu queria entender o porquê que ele nem trocava mensagens comigo. “ Calma Yu, são apenas dois dias que vocês voltaram” pensei.
Já era três horas então fui me arrumar, coloquei um short jeans e a camiseta que comprei em Osaka com a Mika, uma camiseta de manga caída rosa com uma cruz dourada um all star e fui à praça encontrar as meninas. O passeio foi bem divertido, as meninas me fizeram rir e por alguns minutos eu esqueci da possibilidade de ser esquecida.
Sim eu sei que eu estava dispostas mesmo que não rolasse mais, sim eu também sabia de todas as possibilidades mais, pareceu que era tão real aquilo que ele mostrava sentir. “Calma Yu” –pensei—
Fomos ao cinema depois fazer comprar, o que sinceramente eu estava bem desanimada mais pela insistência das meninas não pude recusar. Entramos em várias lojas de maquiagem de roupa sapato , até que eu avistei uma loja de lingerie.
A loja era bem “diferente”, logo na entrada tinha manequins com fantasias, tinha vários divãs de oncinha espalhados e vários espelhos em formas achatadas.
Eu realmente não sabia por que estava ali, se era por que o que eu vivi com o Tadachi foi fantasia, ou se eu precisava de uma boa fantasia. Escolhi com o maior cuidado qual que eu ia comprar não por que era caro, mais por que eu esperava que algo acontecesse de novo, que ele me olhasse com aqueles olhos safados e seu sorriso malicioso que me chamasse de pequena que me puxasse pra me arrancar os fôlegos.
Escolhi uma lingerie branca com algumas pedrinhas a meia calça tinha fitas ligada na calcinha e o sutiã quase transparente com pedrinhas era merecedor de um “ você me surpreendeu Yu” vindo daqueles lábios que me derretem.
Cheguei em casa já era nove da noite disse um oi pra Minha mãe e pro Yukio e deitei. Nunca fui fácil de lidar, aliais sou bem complicada, tento não correr atrás pra não me magoar, tento não ter intimidades pra não me ferir mais com o Tadachi foi tão diferente é tão bom ver que alguém tentou e conseguiu me descomplicar é tão bom ver que alguém teve coragem de me desvendar. Eu precisava sentir aquilo de novo, sentir que eu estava sendo desvendada por alguém.
Liguei a televisão, estava passando anime eu fiquei ali vedo e lembrando da viagem, como foi inesquecível não só a parte do Tadachi, mais da minha mudança e das amizades. Poucos minutos depois recebi uma mensagem, era o Douglas.
“ Oooi, espero que não esteja incomodando. Pode conversa?”
“Oi, posso sim. Rlx você não incomodou” –respondi.
“ que ótimo, tudo bom ? bateu saudade (:, bora sair ?”
“ hm, pode ser que dia ?” a verdade é que não era ele que eu queria que me mandasse mensagem, não era ele que eu queria que me chamasse pra sair. Mais eu precisa perguntar do Tadachi pra alguém. E seria o Douglas.
“ Pode ser na sexta, as sete em frente a praça vamos pra uma festa. Ok?”
“ah.. festa. Pode ser. Até sexta então .beijos vou dormir” –menti.
“Orra Beijos? então tá. Beijos ((((:”
Adormeci depois de poucos minutos, ainda era quarta então eu tinha mais um dia pra me preparar e pra esperar qualquer sinal de vida do Tadachi.
Acordei era cedo, estava uma brisa boa peguei meu skate e resolvi andar. Eu ia andando sem ao menos ver onde estava até que cheguei perto de um beco, um lugar diferente. Peguei o skate na mão e deu uma volta ali, eu nunca tinha ido a um lugar assim nunca. Comecei a entrar no beco que sai em outra rua eu pensava em tu que já aconteceu, as ruas eram tão diferentes da modernidade de Tokyo que eu ia meditando a cada casa sem tinta que eu via, pensei em desistir e esquecer o que aconteceu já que eu estava preparada pra isso –ou eu achava que estava- pensei em ficar com outros meninos pra esquecer, pensei em tudo até que em poucos minutos depois eu estava perdida.
Tentei encontrar o caminho mais não consegui tentei achar alguém que me desse informação, mais ninguém passou ali.
Passou alguns minutos e eu estava cada vez mais perdida as ruas não eram movimentadas cheia de vida e de arvores, era vazio os prédios sem tinta e mal havia pessoas na rua. Depois de meia hora resolvi ligar pra alguém, procurei sinal e só fui encontrar em uma viela, já tinha anoitecido e eu realmente estava com medo. Parei em frente a uma garagem e um cara parou do outro lado da rua, me encarava e sorria de um jeito desagradável.
Eu poderia ligar pra qualquer pessoa mais a única pessoa que me veio em mente era o Tadachi , apertei a foto dele no contato quase sem pensar duas vezes e esperei alguém atender. Passou cinco, dez e vinte minutos até que ele me atendeu.
“Moshi moshi, quem é?”
“Desculpa incomodar – fui gorssa- é que eu estou perdia, realmente estou assutada. Sei que é patético mais você pode me buscar?
“Calma Yu, eu vou sim manda a foto pela mensagem, em alguns minutos eu estou ai.”
“Ta beijos”
Eu não fui só grossa eu fui muito grossa, eu não sei o que me deu só sei que eu queria que ele me encontrasse, mandei uma foto de um córrego que tinha perto e esperei ele responder que estava vindo. Por alguns minutos achei que ele não vinha, por que eu não era nada ou até por que eu fui grossa, até que ele respondeu.
“Fica ai que eu vou te buscar, beijos”
“Beijos”
Nunca fui de jugar mais não me pareciam boas pessoas as que passavam ali eu estava me assustando por que já estava escuro, sentei em um banco perto do córrego e fiquei ali quase imóvel. Cada pessoa que passava eu segurava a respiração como se fosse uma criança perdida. Dez minutos parecia eternidades ali, e se passaram vinte até que o Tadachi chegou, ele estava dirigindo uma carro cinza, abriu a porta e me chamou pra entrar, eu sentei no banco da frente e ele me deu um beijo perto da boca.
“Miserável mil vezes, ele some e vem me provocando assim do nada?” pensei ao me olhar no espelho. O silencio durou cinco minutos até que ele tentou atenção.
–- Me desculpa não ter mandado mensagem.- ele me olhou e de um meio sorriso.
–- Hm, tudo bem – eu mal olhava pra ele.
–-Por favor Yu, não fica assim. Muita coisa aconteceu.
–- Hm, ok Tadachi.- eu olhei séria. Ele parou o carro.
–- Me desculpa – ele me olhou com aquele olhar de novo. Maldito.
–- Você acha que é fácil, você chegar assim me olhando desse jeito e pedindo desculpas. Eu sei foi apenas dois dias mais e dai? Nesse tempo eu estava te beijando e te querendo cada vez mais. Por que você não me ligou.
–- Não posso te contar, me desculpa. Eu também queria ir pra sua casa e te provocar até você não aguentar mais. Mais eu não podia. – ele me olhou sério.
–- Então me diz por que Tadachi. Por que você não me enviou uma mensagem se quer? – eu o fitei e ele ficou me olhando com aquele olhar misterioso de sempre.
Passou cinco minutos ele ficou quieto ele me olhava e aquilo me derretia, em poucos minutos esqueci a raiva e tudo que eu estava sentindo só me lembrava dele ali, com a sua camiseta xadrez que eu queria desabotoar. Ele foi chegando perto e mais perto até que me beijou.
–-então é assim ? Sem explicações?- eu sai do beijo.
–- Yu, por favor mano não posso te contar, me entende.- ele me olhou desapontado.
Logo me beijou de novo, e eu deixei.
Estava errado eu querer beijar ele depois dele nem me mandar uma sms, mais eu o queria. Queria ouvir o “Pequena” de novo. Ele ligou o carro e parou numa casa, ela era média amarela por fora com as portas sem nenhum vidro as janelas fechadas e todas com um marrom bem forte. Uma madeira bem grossa. Entrei naquela casa e bem de frente tinha uma escada ele subiu e veio me puxando ate que entrei num quarto que parecia ser dele. Bem arrumado com uma cama de casal e algumas fotos de amigos na parede.
Ele me jogou na cama e me beijou, ele me beijava rápido apertava minhas pernas colocava as mãos por de baixo da camiseta eu o fazia arrepiar com os dedos na nuca dele até que abri a camiseta dele, ele se deitou e eu fiquei por cima. Eu estava matando a saudade. Beijei-o até em baixo abri a calça dele e comei a passar a mão por de cima da cueca, ele tirou minha camiseta e beijava meu pescoço, abriu meu sutiã e beijou meus peitos. Ele se deitou em cima de e me beijou inteira tirou minha calcinha com a boca e começou a beijar em volta da minha vagina, ele colocou a língua e esticou um braço até meus peitos e começou a acaricia-los. Ele veio subindo e sorriu pra mim, aquele mesmo sorriso misterioso, colocou minhas pernas no ombro dele e começou a me fazer delirar. Ele me levantou e me levou no banheiro ligou o chuveiro e transamos ali também, com a água caindo sobre nossos corpos. Eu delirava e amava delirar de novo.
Me sequei com a toalha dele e senti ele me puxando de novo pro quarto, já era dez horas da noite, ele me deitou na cama e me beijou intensamente. Eu estava só com a minha camisa e ele como sempre só de bermuda me abraçou e beijou minha testa, acariciou meu cabelo e sorriu maliciosamente ao puxar o cobertor e ver minhas pernas.
–- Amo as índias.- ele sorriu .
–- AS INDIAS?- eu o fitei.
–- Sim ué – ele piscou e eu me levantei.
–- ta bom então. –sorri e levantei, ele me puxou pelo braço.
–- Drama ? ou ciúme? Fica vai eu gosto de você como gosto das índias – ele piscou e me abraçou.- passa a noite comigo ?
–- Nem rola – eu o fitei- você nem me explicou nada, veio e ficou por isso, Obrigado por me buscar mais eu quero explicações.
–- Corta essa Yu – ele me fitou- achei que você entenderia quando eu disse-se que não posso explicar. Espera um pouco poxa, quando der eu te conto eu prometo.
Eu deitei de volta, e me apoiei no seu ombro. Realmente eu precisava relaxar mais, estávamos apenas matando a saudade de dois dias. Eu não era a sua namorada e nem ele meu namorado. E ele amava as índias. E eu amava o japonês.
–- Você sabe cozinhar?- ele quebro o silencio.
–- Algumas coisas apenas, por quê?—o fitei.
–- Eu estou faminto – ele sorriu- me concede essa honra de provar sua comida?
–-Melhor não, pede uma pizza – eu pisquei. — Não acho uma boa a gente apressar as coisas – eu soltei uma gargalhada.
–- Yu, não se ilude as coisas já estão rápida demais, você até esta seminua na minha cama – ele passou a mão na minha coxa- por favor vai, eu to realmente faminto.
–- Eu topo se você lavar a louça – eu olhei séria – odeio lavar louça e mais ainda deixar a louça suja na pia.
–- Vou pensar no seu caso – ele sorriu.
Eu abri a geladeira tinha carnes, verduras e saquê. Eu fiz os bolinhos de arroz e depois grelhei carne e verduras peguei alguns morangos e bati junto com saquê, ele ficava olhando eu cozinhar sentado na cadeira, arrumou a mesa e me deu um beijo na metade da boca me puxando, me prensando nele.
Ignorei a mesa que ele tinha arrumado e me sentei no sofá, liguei a tv e sorri pra ele que sentou do meu lado me olhando sério. “Sabe como é difícil eu arrumar a mesa ?” ele soltou antes de me beijar. Assistimos um filmes qualquer ali, e depois uma partida de basquete até que meu celular tocou eu subi correndo pra tender e deixei ele no andar de baixo lavando a louça. Era minha mãe.
–- Mesmo estando brava, tem que me dizer aonde vai. – ela começou antes que eu disse-se moshi moshi.
–- Estou na casa de uma amiga aqui, que conheci na viagem. – eu menti.
–- Vai dormir ai hoje? Custava avisar?
–- Eu já ia avisar mãe relaxa, eu vou pra casa ainda hoje não vou dormir aqui. Até mais tarde bye. – desliguei na cara dela, que ligou algumas vezes mais eu ignorei.
–- Você não vai mesmo passar a noite comigo ? – ele perguntou enquanto eu descia as escadas.
–- escutou a conversa?- o fitei
–- Um pouco. Eu já disse que explico quando for a hora, o que que custa você ficar comigo hoje? – ele me apoiou na parede e me olhou com o seu olhar misterioso como sempre. E eu sorri, como sempre.
–- Quem sabe outro dia – eu sorri- agora me leva pra casa? Por favor.
–- Se você insiste – ele deu um sorriso falso. — se arruma a gente sai em dez minutos, vou guardar a louça – ele picou.
Eu entrei no carro ele entrou logo em seguida e colocou musica, conversamos sobre comida brasileira , ele confessou ser louco pra experimentar e até fez eu prometer fazer algum dia pra ele, eu disse sobre querer saber jogar basquete com a esperança de que ele me convidasse pro próximo jogo. Mais não rolou. Ele me encheu de perguntas sobre meus dias sem falar com ele, se eu sentia diferença. E por que eu estava com um short curto andando de skate sozinho. Eu sorria sem parar.
Paramos perto de uma praça e ele ficou olhando pro céu, falou que as estrela estavam lindas e entre um sorriso e outro me fez sorrir também. Até rolou o assunto “DEUS”.
–- Por que me perguntou sobre minha crença ?- eu sorri.
–- Por que sempre quis saber se você acredita em algo maior que nós.
–- Acreditar eu acredito, sei que tudo tem um por que, e sei que a ciência é pequena demais pra responder tantos por quês de tantas pessoas.
–- Resposta digna de Yu – ele sorriu- E você acha que existe mesmo o amor? Por que é confuso odiar e amar alguém ao mesmo tempo. Sentir que alguém te completa e quase desistir dela depois de uma falha. É complicado. Imagine Deus, que seria o pai de tanta gente amar depois de todos os erros. Há muita confusão nesse assunto. Há muitas perguntas que não são respondidas, Como alguém que ama outro alguém o abandona? E quem abandona é perdoado por Deus? E o perdão como que funciona..
–- Calma Tadachi, não sou uma anja de Deus – eu sorri e tentei mudar de assunto.- Relaxa, não precisamos saber de tudo e acertar tudo ao mesmo tempo. – eu sorri e mudei a musica.
Eu vi as veias da testa dele saltarem ele estava bem nervoso e me assustava. Indiquei o caminho pra casa e começamos outro assunto.
Quando cheguei em casa já era mais de meia noite, eu olhei pra ele com esperança dele dizer “até amanhã pequena” Ou apenas o até logo. Mais ele não disse nada, eu dei um selinho e agradeci por ele ter me buscado e me deixado em casa, ele agradeceu pelo jantar e soltou um “se cuida” depois de olhar cabisbaixo.
Eu estava realmente confusa depois de tantas perguntas que ele me fez, depois da tarde mais confusa da minha vida. Do menino mais misterioso e dos mistérios das suas perguntas, do mistério daquela casa amarela quase sem janelas.
Sentei na minha cama e mandei várias mensagens pra Mika, contando tudo que tinha acontecido perguntei algumas coisas obre o Tadachi mais ela não soube me responder nada apenas que ele já namorou com uma menina mais velha que terminou ano passado o colegial. Era apenas isso que todos sabiam sobre o Tadachi, fora sua vida escolar e amor pelos esportes.
Eu sorri intensamente, lembrando dos carinhos dele do jantar das conversar e perguntas que ele me fez. Da sua insistência para que eu passasse a noite com ele, dos seus sorrisos e dos seus olhares. Ele estava incrível.
“O que será que ele faz que não possa me contar?” pensei. O que ele podia estar sentindo, eu queria saber sobre ele, sobre suas manias e sobre suas confusões queria poder responder todas as suas perguntas e ver ele mais calmo depois das respostas.
Ele me pareceu tão angustiado cheio de perguntas e me deixou cheia de perguntas sobre as perguntas dele, eu pensei em mandar uma mensagem mais desisti.
Adormeci, depois de meia hora cheia de fantasias e desejos.
Acordei era quatro da manhã com uma ligação inesperada do Tadachi.
–- Ohayou. – eu atendi
–- Desce agora, estou disposto a te levar pra conhecer mais sobre mim. É AGORA OU NUNCA- ele enfatizou me deixando curiosa sobre o que seria, e por que tão cedo. Deixei um bilhete pra minha mãe, me arrumei e desci.
Parei em frente do carro, ele não sai apenas abriu a porta pro dentro e sorriu.
–- Entre pequena, eu não mordo. – ele piscou e eu entrei.
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