As surpresas do mar

1 Capítulo 1 - Visita inesperada


Notas iniciais
Espero que gostem, não sei ainda se vai ser one...

Lá estava eu, jogado em um canto qualquer do meu amado Pérola, com uma garrafa de rum na mão esquerda, enquanto a bussola em minha mão direita apontava para a mão esquerda... RUM, o melhor amigo do pirata! Então, um dos meus homens grita:

- Homem ao mar!

Todos correm para puxar o cão sarnento, me levanto e vou averiguar se ele está em condições de entrar para a tripulação, ou se devemos deixa-lo em Tortuga, para se recuperar a base de rum e belas mulheres. Quando me aproximo, escuto o murmurar dos homens, e chegando mais perto posso conferir o motivo de tamanho estardalhaço

- Angélica? Que diabos, como você saiu daquela maldita ilha? – Ela, fraca e exausta, diz antes de desmaiar: “Tartarugas marinhas meu amigo”

Pego-a em meus braços e a levo até meu gabinete. Deito-a em minha cama, e com um pano úmido limpo o seu rosto. Peço aos homens para lhe servir agua e alimento. Deixo-a sobre o cuidado de Gibbs e saio para colocar os pensamentos em ordem.

Mais tarde vou visitar minha ilustre convidada. Encontro-a sentada na cama, encostada em uma das paredes do perola. Seus cabelos escuros, agora secos, estão com uma ondulação sensual, descem por seus ombros e invadem o decote de seu espartilho. Sua boca, voltara a ficar rosada. Assim que ela me vê, atira um cálice em mim, como de costume.

- Você quase me matou – Esbraveja

- Mas eu lhe salvei, isso não serve para me redimir? Diga-se de passagem, eu te salvei, depois condenei, e depois salvei novamente, então pelas minhas contas, meu saldo para com a donzela está positivo.

- Eu te odeio! Ou melhor, eu me odeio, porque eu não consigo te odiar como você merece. Acho que ninguém consegue, você é o pirata desprezível mais amado desse mundo. Como você consegue? – Vejo uma lagrima rolar em seu rosto.

Sento-me ao lado dela na cama. Angélica vira seu rosto para a parede, evitando contato comigo. Pego levemente em seu queixo e viro sua cabeça em encontro da minha. Uma lagrima solitária ainda persiste em sua face. Limpo-a com o dorso da mão. Não entendo o que há com ela, mas em mim os sentimentos são ainda piores. Sinto uma vontade enorme de beija-la, e não me contenho quanto a isso. Nossos lábios se tocam, ela pega em meu rosto e lhe faz um carinho delicado.

- Lembra-se daquele dia no convento minha querida? – Digo-lhe com luxuria no olhar

- Como me esqueceria? Aquele foi o dia em que fiquei condenada a te amar para sempre.

Beijo-a de novo. Dessa vez, de uma forma ardente. Nossas línguas quentes passeiam toda extensão de nossos lábios e boca. Minha mão desliza até seu seio. As mãos dela retiram meu casaco. Pego minha faca e rasgo aquele maldito espartilho. Entre beijos e afagos, de repente, estamos nus. Deito-me ao seu lado e começo a penetra-la. Lembro-me bem de como ela é boa nisso. Ficamos com nossas almas unidas durante duas horas. Quando tudo acaba, beijo-a na testa com ternura. Me preparo para levantar-me, quando ela me puxa e diz as últimas palavras que eu ouviria antes de desmaiar e apagar por alguns minutos...

- Jack, estou grávida!

Notas finais
E então?? *--*