Notas iniciais
História independente de minha outra fanfic ("Vivendo sentimento, sentindo emoções"). Ouçam músicas românticas! Feliz dia dos namorados. ♥

Ah… o verão… ele amava… ela… bom… nem tanto. Mas por ele, ela abria algumas exceções. Na verdade, ela abria muitas exceções. O Sol fazia com que seu namorado ficasse ainda mais cheio de energia, se é que isso era possível. Ele ficava elétrico, mais rápido do que o natural. Por mais que isso irritasse a ex-vilã muitas vezes, ela se sentia bem assim.

Por dois verões ela viu a mesma coisa acontecer, ele se empolgar e querer leva-la para lindas praias em lugares diferentes do hemisfério norte. E quase sempre ela cedia. Assim como cedia conhecer praias do hemisfério sul durante o inverno, só para vê-lo feliz. Só para ver aquele sorriso idiota de novo.

Mas ela não ligava muito. Afinal devia a ele todos os bons momentos que vivia nos últimos dois anos. Toda a paciência que ele tinha para com ela, o que era algo muito difícil, afinal ele era ligado nos 220 volts.

O dia a dia com Kid Flash eram sempre cheios de coisas para fazer… e normalmente havia discussões por conta da velocidade dele: “ Que tal você diminuir a empolgação?” sempre dizia em vão, já que ele sempre contestava a garota.

Ele não a temia. Nunca. Mesmo com as ameaças. Mesmo com as greves. Mesmo com todas as coisas ruins e estúpidas que ela dizia para ele no momento de fúria. Para ele, era fácil e rápido desmanchar a ira da namorada. Era só entregar-lhe uma rosa.

Uma rosa.

Maldita rosa que sempre arrancava dela um sorriso imbecil. Que raiva. Um sorriso imbecil, porém sincero, porém verdadeiro. Um sorriso que pulava em seu rosto. Aos poucos ele a conquistava mais e mais.

Tão leve. Tão simples. Tão bem humorado.

Jinx sempre se pegava perdida em seus pensamentos, tentando encontrar uma justificativa para ele lhe aturar… para ele aguentar suas malcriações, suas birras e explosões de raiva.

Ela nunca achava nada que justificasse.

Eles pertenciam a mundos completamente diferentes. Ela sempre fora má. Ele sempre fora bom. Ele nunca pensou diferente. Então porque dentre todas as possibilidades do mundo, ele escolheria bem ela? Justo ela?

Não tinha explicação.

Talvez ela conseguisse encontrar uma explicação.

Algo que justificasse ele continuar acreditando nela. Que justificasse que ele ficasse ao lado dela com suas manias terríveis, seu mau humor, sua acidez diária. E ela sempre implicava com tudo que ele fazia.

Não tinha explicação.

Talvez ela conseguisse encontrar uma explicação.

Mas naquela altura do campeonato, ela já não tinha tanta esperança em descobrir. Na verdade, ela nunca chegava a ter certeza se realmente queria encontrar essa explicação. Só sabia que ele era especial. Nunca se esquecia de agradecer mentalmente, diariamente, por ele acreditar nela. Por torna-la melhor como pessoa… como mulher…

Ele era rápido em tudo… bom… em quase tudo. Já que na hora de se amarem ele sempre mostrava uma preocupação extrema em ser cuidadoso, carinhoso e não apressar as coisas. Como ele podia lhe fazer tão bem?

O amor… o sexo… a pegação… como ele podia ser tão bom nisso. Apesar de não admitir, adorava quando ele chegava por trás dela e cheirava seu pescoço: “Sai daqui seu abusado”… E ele (felizmente) não a ouvia e insistia e insistia.

Agora entre as coisas que ele fazia jus à sua velocidade estava a rapidez em que ele a fazia corar. “Você fica uma delicinha com essa touca na cabeça”. Ousado? Com certeza. Mas ela jamais admitiria, também, que amava vê-lo deitado na cama deles, apoiado nas mãos, com a graça de uma criança, com o desejo de um homem.

Mesmo com a cumplicidade, ela ainda tinha muito medo dele. Medo. Ela, tão poderosa, tão amedrontadora… com medo dele. Ele já havia a feito mudar tanto. Nos braços dele sempre sentia o receio de ser levada a mudar mais, mudar tudo, mudar o imutável.

Estar ao lado dele era divertido, com certeza. As risadas dela sempre eram mais sinceras, mais altas, mais longas. E ele amava. Como amava.

Jinx sempre relutava a assumir que tinha um namorado invejável. Tantos elogios, presentes, tanto cuidado, tanta cumplicidade. Ah, e como ela sentia ciúmes dele. “Acho que você está com ciúmes de mim” ele sempre repetia ao ver a face dela mudar, “Você se acha muito, não?” ela sempre tentava disfarçar. Sem sucesso.

Era um namoro improvável.

Até para eles mesmos. “Sempre ouvi que a vida nos surpreende, mas eu nunca imaginei que ganharia a namorada mais perfeita…”, “Você é a mulher mais linda do mundo, sabia? E olha que eu visitei diversos lugares na última hora para ter certeza do que eu estou falando”.

“Claro que não.”

“Você é um ridículo.”

“Eu te amo”

No fim ela cedia. Ela sempre cedia. Cedia aos seus próprios sentimentos. Cedia ao amor dele. Cedia às viagens super-rápidas que ele decidia fazer. “Confia em mim… não vou te soltar” e ela confiava, sempre confiava.

A vida de vilã havia ficado para trás. Mas ela não sentia falta. Sabia que se pudesse voltar no tempo, novamente escolheria ficar ao lado dele. Era o certo para ela. Era o melhor para ela.

Ele amenizava sua raiva. Ele amenizava sua dor. Amenizava sua vida.

Ele dormia ao lado dela. Todos os dias. Ele tomava banho com ela. Todos os dias. Ele não saia de perto dela. Nenhum dia. E seria isso para sempre. E ela queria isso para sempre.

Mesmo sendo um casal improvável.

E ela sabia que a cada dia ele a conquistaria mais. E ela sabia que a cada dia ela se deixaria ser conquistada. Ela sabia que queria isso. E torcia para ser assim. Para continuar sendo assim.

Porque eles se completavam.

Porque eles acreditavam que era possível.

Porque eles faziam dar certo.

Um romance completamente improvável. Mas complemente real. Completamente verdadeiro. De corpo. De alma. De coração. De intenção. De cuidado. De desejo. Do resto da vida. De ambos.

Ela não tinha dúvida.

É. Ela não queria descobrir a justificativa para ele estar com ela.

Só sabia que queria isso para sempre…

Notas finais