Notas iniciais
Hey, lindos! Última atualização nessa fic foi em novembro, então essa é a primeira postagem de 2018! Acho que quem me conhece já está mais acostumado com as minhas demoras, mas espero que ninguém tenha achado que eu ia desistir da fic, pois amo demais essa história! O motivo de ter demorado tanto é bem simples: travei completamente. Perdi a conta de quantas vezes eu escrevi e apaguei esse capítulo, quantas vezes tive ideias para depois achar horrível e quantas vezes simplesmente fiquei com o word aberto sem conseguir escrever nada. Então.. alguns dias atrás eu consegui. Nem sei como eu consegui, só sei que fui escrevendo e finalmente fluiu. O capítulo está simples, mas tem coisas importantes para o futuro da história. Espero de coração que vocês gostem, até porque quero recompensá-los de alguma forma pela imensa demora. Esse capítulo começa horas depois do capítulo anterior, então espero que vocês consigam lembrar, porque eu precisei reler alguns capítulos para escrever. Boa leitura!

Os olhos verdes estavam apreensivos, o rosto vermelho de vergonha e as mãos trêmulas, tudo em Lydia demonstrava nervosismo. Já Stiles, estava relaxado e sorridente ao abrir a porta do carro.

— Você acha que é uma boa ideia? — A menina perguntou mais uma vez assim que o melhor amigo escancarou a porta e entrou no veículo, sentando no banco de trás.

— Foi você que deu a ideia de ser no carro, sereia!

— Eu sei, mas e se alguém perceber? O estacionamento vive cheio.

Em vez de tentar responder, Stiles puxou Lydia pelos braços, fazendo com que ela caísse desajeitada em cima do banco e depois, fechou a porta atrás dela para conseguir finalmente a privacidade que eles precisavam.

A garota esqueceu com facilidade de suas inseguranças assim que encarou a expressão sexy do Stilinski. O cabelo escuro bagunçado, os olhos castanhos brilhando de empolgação, o meio sorriso ocupando os lábios finos, o rosto pálido e as bochechas coradas em um contraste natural. Ele estava lindo, como sempre.

— Dane-se! — Ela concluiu e sem pensar muito no que fazia, se jogou para Stiles.

Ele soltou uma risadinha vitoriosa e surpresa ao receber o corpo da menina, abrindo os braços para envolvê-la em um abraço enquanto ela se ajeitava em seu colo. Stiles se remexeu até encontrar uma posição mais confortável para os dois.

Antes de Lydia conseguir iniciar um beijo, bateu a cabeça no teto baixo do carro. O pequeno baque provocou um resmungo de dor e fez com que o Stilinski risse mais uma vez risse, dessa vez mais alto.

— Doeu! — Ela reclamou em critica ao melhor amigo, no entanto, ela própria não resistiu e acabou rindo da situação.

— Então é melhor a gente mudar de posição, porque se você já bateu a cabeça agora, não vai dar certo durante a transa.

Lydia logo concordou e colocou uma mão sobre a cabeça, cobrindo o lugar em que bateu. Saiu desajeitada do colo de Stiles e acabou desabando por cima vidro do carro, o tronco ficou numa posição estranha e as pernas desgovernadas chutaram o amigo ao tentar se ajeitar.

— Ar condicionado — Ela resmungou sem nem dar chances de Stiles reclamar do chute. Ela sentia um calor insuportável dominando seu corpo.

— Vai tirando a roupa que também ajuda a ficar mais fresca — Stiles provocou com um sorriso irritante de tão sexy, logo depois piscou um olho e finalmente se inclinou para frente, ligando o ar condicionado.

Apesar do rosto corado, Lydia segurou a barra da blusa e olhou para janela com certa aflição. Alguns alunos andavam pelo estacionamento, mas ninguém parecia olhar em sua direção. Ainda assim, ela precisou confirmar:

— Os vidros são escuros, não são? Ninguém vai ver a gente.

— Isso, pequena, é só a gente controlar os barulhos!

Quando Lydia voltou a encarar Stiles, ele já estava sem camisa e abria o zíper da calça com certa ansiedade. Então, a menina tomou coragem de se livrar da própria blusa e lutar contra a calça justa, empurrando para baixo.

Stiles tinha feito exatamente o que Lydia tinha o desafiado: a excitou durante toda a aula, em volta da turma lotada e ali, no carro, ela estava cumprindo sem dificuldade a sua parte naquele acordo: fazer sexo na escola.

Em vez de ir para sala do treinador, como Stiles tinha sugerido a princípio, Lydia disse que seria mais seguro e excitante, dentro de um carro. Como o Stilinski nem tinha idade para dirigir e ela ainda não tinha um carro, os dois recorreram de imediato para Scott.

Quando o McCall recebeu o pedido do melhor amigo, só deixou claro que não queria uma gota de gozo nos bancos, mas que ficava feliz em ajudar a vida sexual dos dois. Assim, emprestou a chave do carro para que eles usassem.

— Consegui! — Foi tão difícil tirar a calça com o pouco espaço disponível para suas pernas, que Lydia comemorou em voz alta quando arrancou o jeans e jogou para o banco do motorista.

Provocativo, Stiles colocou um dedo sobre a boca, lembrando a Lydia que ela devia fazer o mínimo de barulho. Ela ficou ainda mais corada e concordou rápido com a cabeça.

Sorrindo, o garoto empurrou o corpo da menina para baixo de si, a fazendo deitar no banco. Ela nem tentou resistir, já estava completamente rendida ao garoto, pois, apesar de estar só de calcinha e sutiã, se sentia confortável e ansiosa para se livrar logo do incomodo entre as pernas.

— Eu marquei muito o seu corpo... — Stiles disse baixo ao mesmo tempo em que tentava encontrar uma posição em cima de Lydia. Observou os hematomas roxos na pele clara em um misto de orgulho e preocupação.

Lydia revirou os olhos, demonstrando que não se preocupava com as marcas e calou as preocupações do amigo o puxando para frente, derrubando o peso dele sobre o seu. Ela arfou sem folego e iniciou um beijo desajeitado e gostoso.

Stiles levou uma mão ao banco da frente, se apoiando para tirar o peso esmagador do corpo da amiga. Ele percebeu que a Martin não estava disposta a esperar depois de já ter tido as preliminares durante a aula e por isso, precisou interromper o beijo para pegar no bolso de sua calça uma pequena embalagem.

— Hoje você não precisa se preocupar — Disse sorrindo, mostrando a camisinha que tinha comprado. Lydia ia responder, mas Stiles foi mais rápido ao dizer: — Coloca para mim.

Lydia hesitou, mas pegou a embalagem e a encarou como se fosse um enigma muito difícil. Stiles riu da concentração adorável no rosto da menina, a fazendo parecer quase infantil.

Antes de terminar de se despir, Stiles falou uma última vez em um murmúrio baixo e carregado de sinceridade:

— Eu amo você.

A Martin foi capaz de responder em silêncio, o olhar expressivo e os lábios rasgando o rosto em um sorriso aberto e realizado. Depois disso, suas bocas se ocuparam com beijos e as mãos se concentraram no corpo um do outro.

**

Lydia muitas vezes odiava o fato de que seus melhores amigos eram desinibidos e populares na escola. Aquele era um desses momentos que ela sentia essa raiva, pois estava sendo obrigada a andar em direção a um incomodo amontoado de pessoas para conseguir falar com Scott.

Ela segurava a barra da própria blusa, puxando para baixo apesar de saber que era inútil tentar esconder como o tecido estava amassado. Desde que saiu do carro com Stiles, Lydia tinha a sensação de que todos os alunos olhavam para ela, julgando por ter feito sexo no estacionamento.

Pelo menos, o suor estava começando a secar graças ao ar condicionado das salas, o que a deixava um pouco mais calma. Stiles tinha prometido que ninguém ia perceber nada, mas ainda tinha suas desconfianças.

Já que Scott não atendia o celular, a Martin o buscou indo em direção ao corredor da escola em que os alunos mais atléticos e bonitos pareciam se reunir para destacar ainda mais o quanto eram belos.

Lydia bufou de irritação, querendo sair o mais rápido possível daquele clichê e irritante grupo de adolescentes. Procurou o McCall com o olhar, percebendo que várias pessoas ali usavam o uniforme de Lacrosse, o que explicava a reunião de homens bonitos e o fato de Scott não ter atendido o celular.

Por fim, a Martin cutucou as costas de um desconhecido. Todos ali pareciam ser bem mais altos do que ela, o que a dificultava na busca pelo amigo. Mesmo ficando nas pontas dos pés, não conseguia enxergar quase nada.

— Oi, você sabe onde o Scott está? — Ela perguntou forçando a voz para ser ouvida por cima dos barulhos de conversa a sua volta, sem nem ver para quem perguntava.

Todos na escola sabiam quem era Scott e Stiles, podia dizer o nome deles para qualquer pessoa, pois sendo funcionário ou aluno, conheceria eles.

— Lydia. — A voz maliciosa e conhecida surpreendeu a menina, pois não imaginava que alguém do lacrosse soubesse seu nome.

Ela ergueu a cabeça para finalmente ver para quem tinha feito a pergunta e corou de imediato, arrependida de ter o cutucado. Bastou alguns segundos para reconhecer o cabelo loiro, olhos castanhos e sorriso lateral.

— Aiden?!

— Bom saber que você também lembra de mim, não nos falamos desde aquela festa.

Já tinha se passado muito tempo desde a tal festa, nem Lydia sabia como lembrava que o nome do garoto era Aiden. Tinha o conhecido em uma festa na casa do Scott, quando ela ainda odiava o McCall, antes dele virar melhor amigo de Stiles.

Na época, Lydia tinha ficado morta de ciúmes de Stiles e teve a ideia de dançar com um desconhecido na festa para provocá-lo. Foi assim que ela acabou conhecendo Aiden, pois dançou com ele de forma provocativa enquanto só olhava para o Stilinski.

— V-verdade... — Ela gaguejou, corou e quis ter o poder de invisibilidade para que Aiden parasse de secá-la com o olhar. Para piorar a situação, ele ainda fazia questão de morder o lábio inferior.

— A gente devia combinar de sair um dia desses. — Propôs sem em nenhum momento responder onde Scott estava, entretido com a possibilidade de conhecer mais Lydia, lembrando do dia da festa. — Podíamos ir dançar em algum lugar.

Lydia sorriu sem mostrar os dentes, nervosa por não saber o que dizer.

— E-eu n-não s-sei...

— Não precisa ficar nervosa, gostosa.

Antes de Aiden a chamar daquela forma, Lydia só sentia constrangimento. No entanto, quando a palavra “gostosa” saiu dele, a vergonha da Martin foi logo substituída por indignação, raiva.

— Não me chama assim! — Ela disse com a voz já segura, a pele ficando ainda mais vermelha, mas daquela vez por causa da irritação.

Ele ergueu uma sobrancelha e segurou o braço de Lydia com delicadeza. Ela se retesou com o toque e cambaleou um passo para trás, mas ele não a soltou.

— Isso foi um elogio, você devia... — A menina forçou o braço com tanta força que Aiden parou de falar e ao perceber a ânsia que ela sentia para se afastar, apertou ainda mais o braço dela.

— Eu acho melhor você me largar.

Lydia viu a irritação chegando no rosto de Aiden e apesar de isso ter a assustado, ela não cedeu. Sabia que naquele lugar cheio ele não poderia fazer nada contra ela e que uma hora ou outra alguém aparecia para ajudar.

Foi exatamente isso que aconteceu.

— Ei, Aiden, tudo bem aí? — Um rapaz alto, magro e bonito veio por trás de Aiden e fez a pergunta com os olhos fixos na mão que prendia o braço de Lydia.

A Martin continuou com a expressão severa e bateu um pé contra o chão, decidida a enfrentar a situação.

— Não se mete, Jackson. — Aiden respondeu sem nem desviar o olhar. O tal Jackson colocou uma mão sobre o ombro de Aiden e apertou sem muita sutileza.

— Solta o braço da garota, deixa ela ir e eu não me meto mais.

O aperto no braço de Lydia se afrouxou. Apressada, ela recolheu a mão e andou esbarrando nas pessoas a sua volta, sem nem querer ver a continuação da conversa entre os dois garotos, só queria se afastar de Aiden.

Depois de poucos passos, uma nova mão surgiu em suas costas. De forma automática, Lydia pulou para trás e virou na defensiva.

— Sou eu, desculpa. Só queria saber se você está bem. — Era o garoto que tinha a ajudado, Jackson.

— Eu só quero achar o Scott. — Ela murmurou sem nem pensar em agradecer ou responder o que o rapaz queria saber. Lydia sentia o coração acelerado, seus olhos ainda estavam arredios e arregalados, precisava sair logo dali.

— Scott? Eu sei onde ele está!

Lydia não precisou dizer mais nada, Jackson tomou a sua frente, andando na direção onde Scott estava. Ela, agradecida, seguiu em completo silêncio pelo corredor.

Ao reconhecer a pele morena e cabelos escuros, Lydia sorriu e correu até Scott, esquecendo a presença de Jackson. Ela abriu os braços e o amigo a recebeu de imediato, a abraçando de forma familiar e reconfortante.

— Desculpa por não ter atendido o celular, só vi agora que você tinha ligado para mim.

— Não tem problema, só quero ir logo para sua casa. — O alívio na voz de Lydia era explicito.

— Aconteceu alguma coisa? Você está bem?

— Foi só... — Lydia se interrompeu na própria fala ao perceber que Jackson ainda estava parado próximo a ela, a encarando. — Obrigada. — Agradeceu olhando para ele, mas ainda bem próxima de Scott.

O garoto deu um sorriso bonito e fez uma única pergunta:

— Qual é o seu nome?

— Lydia. — Respondeu e percebeu a desconfiança no rosto de Scott, mas resolveu ignorar por completo.

— Até logo, Lydia. — Jackson se despediu com a fala e um breve aceno de mão.

Scott esperou que Jackson se afastasse antes de dizer qualquer coisa. Quando ele finalmente sumiu de vista, agarrou os ombros de Lydia e a fez virar de frente para si.

— O que significa isso, Lydia Martin?

— O quê?! — Ela estava genuinamente confusa, mas a resposta de Scott foi:

— Não se faça de sonsa! Que conversa foi essa com o Jackson? Você não pode trair o futuro pai de seus filhos!

O drama na fala e na expressão de Scott fez com que a tensão de Lydia sumisse. Ela soltou risada frouxa, negou com a cabeça e teve dificuldades para se recompor antes de responder.

— Não foi nada, Scott! Ele só me ajudou com um garoto babaca...

— Com o Jackson não existe isso de “não foi nada”, não confie nele, Martin!

— Eu só falei com ele hoje, tudo bem? Não vamos ficar amigos ou algo assim! — Ela ainda ria e Scott permanecia sério, um bico se formando nos lábios. — Ele só me ajudou e pronto.

— Acho bom que só seja isso, Jackson não é confiável e você não pode destruir meu ship!

— Seu ship?

— Você e Stiles, é claro! Vocês são feitos um para o outro e eu ainda vou ser padrinho do casamento, não vou deixar ninguém estragar isso!

Lydia revirou os olhos, mas sabia que era besteira tentar discutir com Scott. Cruzou seu braço com o do McCall e tentou desviá-lo um pouco do assunto:

— Quer dizer que eu não posso mais falar com nenhum garoto além de você e do Stiles?

— Claro que pode, mas só com os garotos que eu aprovar. Tanto que nunca reclamei do Derek, ele é gente boa.

— Deixa de ser abusado! Eu...

— Por sinal, quem foi o garoto babaca que fez o Jackson falar com você? Eu posso muito bem te defender sozinho, se quiser que eu dê uma surra em alguém é só falar! — Scott interrompeu Lydia para que ela não começasse nenhuma discussão.

— Nada de bater em ninguém! Eu só preciso ficar longe dele...

Lydia explicou o que aconteceu para Scott e assim, eles foram juntos para a casa dele para a maratona de série que tinham combinado de fazer.

Stiles já tinha ido para a escola de música, mas Lydia passou o resto do dia distraída com Scott. Eles conversaram muito, viram série, comeram e se divertiram.

Notas finais
Fico feliz em dizer que próximo capítulo tem uma nova passagem de tempo e que eu já tenho algumas ideias para explorar nessa nova idade que vou mostrar. Se tiverem alguma ideia, pedidos, podem falar para mim porque isso me ajuda muitoo! Várias vezes eu tenho ideias por causa dos comentários de vocês. Espero que não tenham desistido de mim, nem da fic. Beijinhos e comentem o que vocês acharam.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.