As músicas que me guiaram
17 Mais linda do mundo
Notas iniciais
Lydia não sabia em que direção olhar. Quando erguia a cabeça, se deparava com um par de olhos castanhos a encarando fixamente e quando abaixava, via a ereção chamativa do melhor amigo.
Ela sentia o rosto queimar como se um incêndio tivesse começado dentro de seu corpo. Além disso, sua parte mais íntima pulsava sem parar, pedindo por atenção. Os seios estavam rígidos e isso a incomodava e também, a deixava preocupada com a possibilidade de Stiles perceber.
— Minha mãe vai chegar daqui a pouco — Ela tentou justificar bem baixinho.
— Eu tranquei a porta, sereia. Dessa vez ninguém vai interromper.
A menina decidiu fechar os olhos e apoiar a testa no peito nu de Stiles. Se reconfortou ali e suspirou alto, buscando de alguma forma controlar a respiração falha e acelerada.
Stiles deu alguns passos para trás, puxando Lydia com delicadeza para que ela andasse com ele. Ela sabia que eles estavam indo em direção ao chuveiro e por isso, deixou o corpo flácido, para ser guiada com tranquilidade pelo garoto.
Quando eles colocaram os pés dentro do chuveiro, Lydia percebeu e voltou a abrir os olhos. Demonstrou a insegurança para Stiles, deixando seu rosto transparecer o receio que sentia.
— Você está nervosa. — Stiles afirmou e para confirmar, Lydia concordou com a cabeça. — Mas você quer isso, pequena? Quer tomar banho comigo?
Lydia falou tão baixo, que por um segundo, Stiles se perguntou se tinha mesmo ouvido a resposta dela. A Martin murmurou “quero” e logo em seguida seu rosto se tornou ainda mais corado.
Stiles se apoiou na parede gelada atrás dele, relaxando o corpo. Ergueu uma mão e surpreendendo Lydia, ligou a água morna do chuveiro. Ela arfou baixinho e tentou desviar da água, porém, as mãos do amigo a impediram.
O garoto puxou Lydia para si, dessa vez, com força. Os corpos dos adolescentes se chocaram de um jeito quase doloroso e então, já não tinha como a Martin fugir da água. Seu pequenino corpo foi cercado e exprimido pelo abraço de Stiles.
— Eu vou me molhar toda! — Ela reclamou quando o pijama começou a ficar ensopado, pesando em seu corpo.
— E aí, a melhor solução vai ser ficar nua. — A presunção na voz de Stiles fez com que Lydia, finalmente, percebesse que aquele era o plano do garoto.
— Seu... seu sem vergonha!
Stiles riu da ofensa quase infantil de Lydia e ainda rindo, inclinou a cabeça e uniu sua boca com a da garota. De imediato, eles se apressaram em iniciar um beijo mais profundo.
A fricção das bocas era boa, a forma como se esfregavam uma na outra, o jeito que se maltratavam e massageavam. A língua de Stiles foi a primeira a agir, lambendo os lábios de Lydia e logo em seguida, adentrando na boca quente e conhecida.
A menina ergueu os braços e apoiou as mãos entrelaçadas em volta do pescoço do melhor amigo. Ele continuou com as mãos no quadril dela, fazendo um carinho sutil por cima do tecido delicado.
A ereção de Stiles se firmava enquanto o beijo avançava. A cada segundo ele ficava maior, mais duro e dolorido. Espremia o membro contra o ventre de Lydia, gostava de saber que a garota sentia com clareza seu tamanho, seu desejo.
Ela, aos poucos, começou a relaxar. O corpo tenso passou a se desmanchar nos braços do amigo. Se acostumou com a sensação da ereção em contato com sua barriga ainda coberta e percebeu, surpresa, que gostava daquela sensação. Gostava de sentir a ereção.
O beijo era calmo e prazeroso. Stiles começou a apertar de leve as ancas de Lydia, pressionando as mãos e largando logo em seguida, provocando uma sensação reconfortante.
O tecido leve que cobria o corpo da garota passou a incomodá-la. Sentia a camisola pesada e grudando em sua pele, fazendo com que ela desejasse se livrar daquela peça. Percebeu que o plano de Stiles tinha dado certo.
Foi o Stilinski que interrompeu o beijo, se afastando alguns centímetros da melhor amiga. Primeiro, ele olhou fixamente para o rosto bonito de Lydia e depois, se permitiu admirar a visão do corpo de curvas, todo marcado pelo tecido molhado.
— Eu posso tirar sua roupa? — Ele foi direto e gentil ao perguntar, a voz calma e repleta de expectativa.
Lydia corou mais. Abriu a boca algumas vezes, lutando para pensar em alguma resposta. Suas mãos começaram a tremer de nervosismo e em uma tentativa de disfarçar isso, fincou as unhas curtas na nuca de Stiles. Ele estremeceu.
— E-eu...
— Não vou ficar chateado se não quiser, pequena. — Ele acrescentou começando a se preocupar com a possibilidade de estar pressionando Lydia. — Você sabe disso, ne?
— Só não quero decepcionar você. — Ela finalmente falou. Não conseguia o encarar nos olhos, seu rosto estava vermelho demais. — Tenho medo de você me ver e....
Lydia suspirou. Stiles continuou a encarando, mudo de surpresa pelo medo insano que ela tinha.
— Tenho medo de você não gostar do meu corpo. — Ela completou com a voz ainda mais baixa.
Enfim, Stiles agiu. Com as mãos ainda no quadril de Lydia, ele a mudou gentilmente de posição. Fez com que as costas dela encontrassem com a parede e se posicionou a frente dela.
— Você acha isso possível? Eu não gostar do seu corpo?! — Ele estava incrédulo. Lydia não entendia o motivo.
— Meus seios são pequenos — Ela murmurou em resposta, chateada — Minhas pernas são...
— Você é linda.
Ela o olhou com dúvida. A insegurança se desprendia dos olhos verdes e se derramavam por todo o rosto bonito. Lydia sabia que Stiles não mentia para ela, mas era sempre surreal quando ele a elogiava.
— Meu corpo só é.… sem graça — Ela franziu os lábios ao pronunciar a última palavra, denunciando que ainda tentava pensar em um adjetivo melhor para se descrever — Não tem nada de lindo ou especial, é só...
— Você é a mulher mais linda do mundo. — Stiles interrompeu para soltar aquela frase ilógica.
Lydia estreitou os olhos e não precisou dizer nada, Stiles já entendeu o que se passava na cabeça dela. Os pensamentos da Martin se voltavam ao fato da afirmação do melhor amigo ser surreal, impossível.
Stiles revirou os olhos e foi rápido ao voltar a falar:
— Para mim, você é a mulher mais linda do mundo — Lydia abriu a boca para negar e Stiles, colocou um dedo em seus lábios grossos — Você não pode discordar da minha opinião pessoal.
Naquele momento, os dois voltaram a agir somente como melhores amigos. Apesar da excitação de seus corpos e a situação íntima, eles não tiveram alguma atitude de casal ou de flerte.
— Posso dizer que tem um péssimo gosto para garotas.
Lydia não disse aquilo para se autodepreciar, mas sim, para enfrentar Stiles e ele sabia disso. Foi a vez do garoto apertar os olhos castanhos e fazer uma expressão quase engraçada, que fazia com que seu nariz se tornasse ainda mais empinado.
— Eu tenho um ótimo gosto.
— Lembra daquela calça amarela? — Lydia provocou, debochada. Já não se sentia tensa. Pelo contrário, ela sentia vontade de rir. — Você comprou achando que era linda e usou na festa da minha família.
— Esquece esse dia! — Foi a resposta de Stiles. Ele tinha um bico nos lábios. — Foi só uma vez e depois eu joguei a calça fora!
— Você só jogou fora porque eu obriguei! — Ela acusou, lembrando o garoto de como Lydia ficou irritado ao vê-lo com aquela peça. — Eu nunca vi uma calça tão horrenda quanto àquela!
— Ok, já entendi...
— Seu gosto é péssimo!
Ela tinha nos lábios um meio sorriso vitorioso. Ele bufou e em vez de falar algo, surpreendeu Lydia. Uma das mãos dele deslizou sem aviso prévio em direção ao centro das pernas da garota.
Enfiou os dedos por entre as coxas grossas e com um movimento seguro, pressionou de leve a intimidade coberta pela calcinha molhada pela água do chuveiro e também, pelo desejo dela.
— Em vez de discutir sobre isso, eu tenho uma ideia bem melhor do que a gente pode fazer. — Foi com essa frase que ele fez Lydia se calar.
A Martin, de imediato, deixou a cabeça se apoiar na parede e fechou os olhos. Nem pensou em resistir, apenas apertou com mais força a nuca de Stiles. Soltou um suspiro quando sentiu os dedos grossos começando a lhe massagear de um jeito conhecido.
— Isso é tão bom... — Ela deixou escapar sem nem perceber que seus pensamentos tinham fugido através de seus lábios.
Stiles foi tornando os movimentos dos dedos mais ágeis, no entanto, seu toque foi muito delicado o tempo todo. Sua mão era gentil e isso fazia com que Lydia relaxasse ainda mais, se rendendo ao momento, suspirando de prazer pelo carinho intimo que recebia.
Com um sorriso travesso, o Stilinski parou a massagem por alguns segundos. Lydia abriu os olhos, inconformada e ele, sem explicar, segurou o quadril largo da menina e a virou de costas para si.
Lydia arfou de surpresa ao sentir os seios se pressionarem contra a parede do chuveiro e precisou virar o rosto para o lado para que o nariz não entrasse em contato com o azulejo frio.
— Por que você...
— Relaxe. — Stiles murmurou e então, finalmente, voltou a masturbá-la.
O garoto pressionou a ereção contra o bumbum coberto da menina e para conseguir continuar a massagem, passou um braço ao redor de seu quadril largo, em uma espécie de abraço. Com a mão livre, ele se deu ao trabalho de jogar o cabelo ruivo por cima do ombro esquerdo de Lydia.
Ela não prestava muita atenção no que ele fazia. Sentia suas pernas bambeando, tremendo e aproveitada a sensação gostosa de seu ventre, que se apertava enquanto as ondas de desejo faziam com ela arfasse, suspirasse e até mesmo, gemesse baixinho uma vez ou outra.
Quando os fios ruivos já não cobriam a nuca arrepiada da menina, os lábios finos do melhor amigo dela alcançaram aquela pele sensível. Ele a beijou repetidas vezes e ao ouvir ela grunhir de satisfação, mordiscou uma parte bem próxima a orelha de Lydia.
Ela estava se desmanchando, se desfazendo. Se sentia tão fraca que seu pequeno corpo todo se apoiava no peitoral de Stiles e isso só fazia com que a ereção dele a tocasse ainda mais.
— Eu amo você — Stiles lembrou de forma gentil enquanto sua boca não se cansava de beijar e morder o pescoço branco que aos poucos, se tornava avermelhado.
Stiles aumentava e diminuía o ritmo sobre a calcinha de Lydia, assim, ela chegava perto de alcançar o seu ápice, porém não conseguia porque o amigo não permitia. Ele sempre desacelerava, tornando seus dedos lentos, muito lentos, obrigando que Lydia permanecesse firme, sem chegar ao descanso do auge do momento.
— Pode tirar — Em algum momento, a menina teve coragem para dizer aquelas palavras com sua voz baixa e doce.
O garoto não precisou que ela dissesse mais nada, ele entendeu e ainda por cima, teve o privilégio de ver as pequenas mãos de Lydia alcançarem o tecido da própria camisola, puxando para cima.
Ansioso, Stiles parou de beijar a nuca de Lydia e também, parou a massagem inconstante entre as pernas grossas. Daquela vez, a garota não reclamou, pois logo em seguida ele segurou o tecido da camisola e a ajudou a arrancar pela cabeça e a jogar a peça encharcada para fora do chuveiro.
Lydia continuava de costas para Stiles, mas ele não podia reclamar da visão que teve. Admirou o fecho do sutiã rendado lilás que a menina usava e ao olhar para baixo, viu a calcinha comportada que cobria quase todo o bumbum empinado.
Stiles estava tão atordoado com a visão parcial do corpo da menina, que demorou alguns segundos para identificar que a calcinha que ela usava era estampada com gatinhos cor de rosa.
— M-minha calcinha é.... — Lydia se engasgou na frase ao se dá conta do que usava e ficou agradecida por estar de costas para Stiles. Não queria que ele visse suas bochechas coradas.
— Ficou sexy em você.
Apesar do riso contido na frase de Stiles, ele falava a verdade. Tinha gostado de como a calcinha parecia moldar o corpo que ele tanto amava.
Ele já tinha visto a menina de biquíni várias vezes, mas vê-la daquela forma, sabendo que era roupa intima o fez ficar mais encantado e excitado com a visão.
Lydia gostou do elogio. Amou perceber como a voz do melhor amigo estava rouca pelo desejo e apesar de ainda se perguntar como Stiles podia ser tão avançando sexualmente aos quinze anos e como ela mesmo estava avançando tanto aos dezesseis, ela percebeu que aquilo não era o suficiente para fazer com que quisesse parar.
Por poucos segundos, os dois ficaram imóveis. Lydia encarava a parede a sua frente, nervosa e depois, decidiu apenas fechar os olhos em uma tentativa de deixar que a água morna a acalmasse.
E Stiles... ele não conseguia parar de olhar, de absorver cada detalhe. Analisou a curva da cintura fina e como o quadril se expandia para os lados. Devorou com os olhos o bumbum pálido e redondo, admirou as costas expostas e depois, notou a vermelhidão da nuca dela graças a quantidade exagerada de beijos e mordidas que ela recebeu ali.
Stiles tremia de desejo. Seu pênis doía e pulsava de forma insuportável, todo seu corpo implorava para ser tocado, para alcançar alívio. Ele precisou morder o lábio inferior para tentar se conter e então, levou as mãos ao fecho do sutiã de Lydia.
A menina se arrepiou e sentiu os músculos se tencionarem de nervosismo. Isso até sentir mais uma vez os lábios do melhor amigo em seu pescoço. Ele depositou poucos beijos comportados ali e depois, começou a lamber a pele deliciosa.
Lydia soltou um gemido sofrido, ansioso e Stiles fechou os olhos. Devagar, ele abriu o sutiã de Lydia com alguma dificuldade e fez com que ela tirasse a peça. Continuava de olhos fechados.
Enquanto as mãos despiam Lydia, os lábios deles caminhavam pela coluna dela. Foi descendo, esfregando a boca, beijando, mordendo e lambendo repitas vezes onde antes, o feche do sutiã a apertava.
Sentia como Lydia estremecia em seus braços. Ouvi-la gemer, suspirar e arfar, fazia as chamas de seu corpo o consumirem por completo.
As mãos grandes envolveram o corpo de Lydia e de leve, apertaram os seios finalmente expostos. A menina amou aquela sensação e Stiles, foi capaz de gemer de satisfação por apalpá-la daquela forma.
— Eu sou tão apaixonado por você... — Ele pronunciou de forma doce e sincera. Lydia sorriu ao ouvir aquilo e pendeu a cabeça para trás, feliz.
Sem abrir os olhos, Stiles repousou a testa sobre a pele de Lydia e aos poucos, ficou de joelhos no chão do chuveiro. Enquanto se ajoelhava, desceu as mãos até as laterais da calcinha de Lydia e foi fazendo com que os lábios alcançassem o final da coluna dela.
Stiles mordeu o tecido da calcinha e ao mesmo tempo, seus dedos forçaram o elástico dali, puxando paras as laterais e começando a descer a peça com a ajuda dos dentes.
Lydia já não sabia como se conter. Suas mãos estavam fechadas em punho e ela tremia por completo. Permanecia de olhos fechados e mordia o lábio inferior, sentia o rosto quente pela vergonha.
Tudo ali era sexy. Stiles soltava um som que se assemelhava a um ronronado de um gato satisfeito enquanto abaixava a calcinha bem devagar. A água morna que caía parecia aumentar o calor que ambos os jovens sentiam graças ao desejo.
Quando a calcinha cedeu até todo o bumbum de Lydia estar a mostra, Stiles abriu os olhos de rompante e puxou o tecido com alguma grosseira para cair até o chão, liberando as pernas grossas.
— Gostosa! — Stiles soltou de forma automática, dominado pelo desejo.
Lydia espremeu as pernas uma na outra e então, se surpreendeu ao sentir Stiles mordendo suas nádegas com força, enquanto as mãos também apertavam seu bumbum.
— Stiles... — Ela gemeu o nome de forma incoerente e isso incentivou a Stiles a beijar com carinho o local que tinha acabado de morder.
O Stilinski não suportava mais. Ficou de pé e segurou com força a cintura de Lydia, a virou tão rápido de frente para ele, que a menina soltou um gritinho de surpresa.
Os olhos castanhos se arregalaram e aproveitaram a visão dos seios da menina. Ela estava bem mais desenvolvida do que ele lembrava quando a viu sem sutiã sem querer, anos antes. E os bicos rígidos melhoravam ainda mais sua visão.
Ele não sabia o que fazer. Precisava de mais contato, precisava se embebedar do sabor da pele de Lydia, precisava tocá-la por inteiro e também, precisava ter prazer em seu próprio corpo para tentar suportar aquela excitação.
Olhava para o corpo dela como se sua vida dependesse disso e então, encarou os olhos verdes repletos de desejo e insegurança. Ela estava corada, sem jeito e parecia estar prestes a tentar cobrir os seios com as mãos.
— Você é linda... — Ele elogiou antes de começar um beijo.
Eles estavam desesperados de desejo. Os corpos nus se chocaram e fizeram com que os dois gemessem sem nenhuma sincronia. A voz de Stiles estava grave demais e a de Lydia, aguda demais.
Tentando diminuir a dor que seu desejo provocava, Stiles não teve pudor ao começar a esfregar a ereção no abdômen de Lydia, se estimulando com aquela fricção gostosa que lhe proporcionou prazer.
Lydia tomou coragem para ditar o beijo e Stiles, satisfeito, cedeu totalmente o controle, deixando que os lábios grossos o devorassem. Ele nem tentava resistir, só aproveitou a intensidade de lábios dela.
As mãos dela arranharam as costas de Stiles e ele, não conseguia largar o bumbum macio, apertando com as duas mãos de um jeito que era confortável para Lydia.
Eles não paravam de se beijar e cada vez mais, Stiles tomava liberdade para se esfregar mais em Lydia, deixando seus corpos bem próximos para simular uma masturbação. A Martin gostava daquilo.
Quando as bocas já inchadas se separaram, Lydia arfou e murmurou “eu amo você”. Aquelas palavras foram tão sinceras e desesperadas, que ela chegava a sentir o peito se contorcer.
— Claro que ama — Stiles ousou brincar naquele momento inapropriado, sorrindo de um jeito travesso.
Mesmo tímida, mesmo muito excitada, ela riu bem baixinho da provocação ingênua. Eles conectaram os olhos e não sabiam como parar de se encarar.
Stiles racionava rápido de que teria que masturbar a Lydia e ao mesmo tempo, se masturbar para que os dois se aliviassem quando a Martin surpreendeu com uma mão curiosa.
Tímida, ela ergueu uma mão e deixou os dedos sentirem de leve a ereção do melhor amigo. Stiles tremeu e sem pensar, disse dois palavrões que não foram repreendidos por Lydia.
— Pequena... — Ele disse o apelido de forma doce e arrastada. Seus olhos voltaram a se fechar. — Eu quero muito isso.
Stiles não teve vergonha de pedir. Ele proporcionava prazer a Lydia há muito tempo e nunca tinha tido o privilégio de se derramar no corpo da menina. Ele queria, precisava, receber alívio pelas mãos dela.
Lydia estava insegura pela nudez, tímida e não conhecia muito o corpo do menino, não sabia como o aliviar. No entanto, ela sentiu a necessidade de saciar sua curiosidade e também, de agrar ao garoto que fazia com ela alcançasse o orgasmo repetidas vezes.
Guiada por isso, a mão de Lydia tomou coragem. Esticou os dedos trêmulos e curiosa, envolveu a parte mais intima do amigo, sentindo a textura sobre sua pele e se surpreendendo com o pulsar por baixo de sua palma.
Sua mão não conseguia envolver toda a espessura do menino e isso chamou atenção de Lydia. Seus olhos tímidos estavam atentos à aquela parte do melhor amigo, olhando enquanto segurava sua base.
Ela ergueu a cabeça para ver a reação de Stiles e presenciou sua expressão deliciada e tranquila. Os olhos estreitos, os lábios entre abertos e água do chuveiro despencado por todo seu rosto e jogando o cabelo liso por cima da testa.
Ele soltou um suspiro trêmulo e com delicadeza, pôs uma mão na cintura de Lydia e mais uma vez, os mudou de posição. Apoiou as costas na parede e fez com que a amiga ficasse a sua frente, com a mão direita ainda paralisada por cima de sua ereção.
Stiles relaxou os ombros, apoiando na parede e fechou os olhos por completo, sem fazer nenhum movimento para apressar Lydia. Ele apenas ficou daquele jeito: silencioso, entregue, com a respiração rápida e as mãos trêmulas apoiadas na cintura de Lydia. Ele queria que ela agisse com total liberdade.
Aos poucos, ela agiu. Respirou fundo uma ou duas vezes e foi capaz de limpar os pensamentos, se concentrando apenas em seu próprio desejo e na excitação explicita de Stiles.
Começou a movimentar a mão, totalmente concentrada no que fazia. Arrastou a palma molhada pelo comprimento ereto e apertou com delicadeza entre seus dedos. Foi até em cima e depois, voltou a base.
Stiles balbuciou algumas palavras desconexas e confusas, quase sonolentas. Lydia só conseguiu identificar que seu nome saía dos lábios dele, misturada a outras frases entrecortadas que ela não entendia.
Ela fez tudo com calma, devagar, querendo descobrir como o corpo de Stiles reagia. Ele gemia baixo e continuava murmurando infinitas palavras e alguns palavrões. Ele estremecia, se arrepiava e sentia cada terminação nervosa em chamas, devorando seu corpo por dentro.
Lydia esfregava uma perna contra a outra, tentando apaziguar o próprio desconforto e mordicava os lábios grossos por infinitas vezes enquanto massageava o melhor amigo daquele jeito íntimo, inseguro e cuidadoso.
— Mais, sereia — Em determinado instante, ele disse isso em forma de reclamação— Mais rápido — Voltou a implorar, abrindo os olhos para encarar o rosto vermelho e determinado de Lydia.
Ela arfou quando percebeu que estava sendo observada e por instinto, parou o movimento da mão. Stiles grunhiu quando o toque que lhe causava prazer se sessou e então, levou os lábios até os de Lydia.
Iniciou um beijo tão calmo quanto a massagem que antes, Lydia fazia e em uma forma silenciosa de incentivá-la, voltou a pôr as mãos entre suas pernas, começando a estimulá-la sem que nenhum tecido impedisse o contato direto de seus dedos contra o clitóris dela.
O incentivo funcionou. Lydia voltou a agir e assim, os dois passaram a se proporcionar prazer ao mesmo tempo. Os toques e os beijos eram lentos e constantes, carinhosos.
Com a mão disponível, Lydia fez carinho no cabelo de Stiles e ele, apertava seu quadril repetidas vezes, enquanto a outra mão se ocupava com movimentos circulares na região intima da melhor amiga.
Suspiros falhos, corações disparados e gemidos inconstantes. Eles não tinham pressa e por mais improvável que parecesse, não estavam sendo guiados pela luxuria. Óbvio que se desejavam e que seus corpos mal suportavam o excesso de estimulo, mas não era isso que os impulsionava a se masturbarem e a se beijarem daquela forma.
Com aqueles atos tão íntimos, quentes e lentos, eles expressavam o que muitas vezes não eram capazes de falar. Eram atitudes apaixonadas e preocupadas, cada um atento em agradar ao outro, desejando de alguma forma, demonstrar o amor que corroía seus estômagos e girava por suas mentes durante todos os dias.
Eles alcançaram o tão sonhado alívio. Stiles antes e Lydia, pouco depois.
Ela gemeu mais alto e cravou as unhas curtas na nuca do amigo e ele, se derramou por cima de seu próprio abdômen e do de Lydia, sujando os dois. Os dois arfavam e se olhavam.
Admiravam o rosto um do outro, sem que por nenhum segundo os olhos se desviassem para outro lugar. A sensação dos corpos nus se tocando era indescritível. O formigamento comum após o auge e a sonolência nos músculos os dominava, mas nada se comparava a observarem as expressões de êxtase que adornavam o rosto dos dois.
Stiles abriu um sorriso enorme e desavergonhado, mostrando os dentes brancos com algum tom de humor de toda situação. Ela sentiu as bochechas serem pintadas ainda mais de vermelho, no entanto, também sorriu.
— Tão linda... — Ele murmurou de forma apaixonada e depois, levou uma mão ao rosto dela, envolvendo o contorno de seu queixo. — Eu amo você. — Repetiu a fala que já tinha dito diversas vezes durante aquele período em que ficaram dentro do chuveiro.
O sorriso dela aumentou, pois era só aquilo que importava. Eles eram melhores amigos, confiavam um no outro e se amavam desesperadamente.
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