As músicas que me guiaram
4 Visão do paraíso
Notas iniciais

Stiles sorria o mais lindo dos sorrisos. Os dentes a mostra, os olhos transbordando de satisfação. Encarava Lydia como se ela fosse a melhor visão do mundo e para ele, ela realmente era.
— Não acredito que ainda está vermelha. — Ele comentou com um risinho baixo.
— Se você parasse de me olhar assim.
Os olhos verdes, inquietos, passeavam pelo quarto. Lydia estava relaxada de forma completamente nova. Nunca tinha passado pela experiência de um orgasmo e ainda estava surpresa com o quanto era gostoso ser tocada entre as pernas.
Porém, estava sem jeito com o amigo. Não sabia como lidar após ele a aliviar daquele jeito. Por isso as bochechas continuavam ruborizadas enquanto Stiles permanecia tranquilo.
— Você é muito linda, Lydia. Não tem como parar de olhar.
Ela abriu um pequeno sorriso. Os lábios juntos, ainda mais tímida. O amigo a elogiava sem parar de todas as maneiras possíveis e por mais que na maioria das vezes, não conseguisse agradecer, ela amava ouvir cada palavra carinhosa que saia de Stiles.
— Isso foi... bom. — Tentando quebrar o silêncio, ela confessou a verdade inegável.
Stiles sorriu ainda mais. Segurou os braços da amiga e a virou de costas, sem muita delicadeza. A fez ficar de costas para si e grudou seus corpos, encaixando as pernas atrás dela. Suspirou de satisfação quando se ajeitaram de conchinha.
— Só bom? — Provocou no ouvido dela enquanto puxava um lençol para os cobrir.
— Muito bom.
Stiles riu deliciado. Grudou os lábios no pescoço da amiga e depositou pequenos beijos. Desde que descobriu como ela ficava arrepiada com aquilo, ele tentava beijar o pescoço de Lydia todos os dias. Amava vê-la sensível daquele jeito.
— Eu sabia que você ia gostar. — Se gabou baixo, se sentindo um verdadeiro homem por ter agradado a melhor amiga. — Quanto mais eu fizer, vou ficar melhor nisso.
— Você quer me... — A pergunta engasgou na garganta de Lydia. Não conseguiu terminar a fala.
— É óbvio que eu quero masturbar você outras vezes! — Stiles não tinha nenhum tipo de vergonha ao falar. — Se você tivesse ideia de como ficou linda se contorcendo na cama e gemendo, ia saber o quanto eu quero fazer de novo.
— Nós somos amigos. — A justificativa soou tremula e falha dos lábios muito grossos. Estava aliviada por Stiles não poder ver seu rosto na posição que estavam deitados.
— Melhores amigos. — Ele corrigiu já fechando os olhos. — Não tem nada de errado em ajudar a minha amiga a descobrir o próprio corpo. Eu pediria a sua ajuda se não soubesse que você ia negar. — Um suspiro derrotado interrompeu a fala dele. — Assim que eu ficar sozinho no quarto, vou descobrir como me masturbar sozinho.
A revelação intima e desavergonhada de Stiles fez as palavras de Lydia sumirem. Ela ficou calada e sentiu o corpo pesar. Seus músculos ainda estavam molengas por causa da experiência anterior.
Uma satisfação gostosa ainda permanecia em seu ventre. Era uma sensação totalmente nova e relaxante. A fazia ter vontade de pedir para Stiles repetir aquele ato, para causar novamente o alívio delirante.
— Posso tocar de novo em você? — Antes que ela pensasse em falar, Stiles foi mais rápido.
— Por favor.
Lydia percebeu tardiamente que sua resposta denunciou o quanto queria sentir aquele toque novamente. Ela se sentia estupida por nunca ter tentado esfregar a mão entre as pernas. Se soubesse que era tão bom, teria feito isso antes.
— Deve ser muito gostoso. — Stiles concluiu com um pequeno grunhido.
Ainda de conchinha com ela, levou uma mão para a intimidade coberta de Lydia. Tentou imitar os movimentos que fez da primeira vez e lembrou de tudo que leu na pesquisa do computador para tentar agradá-la.
O corpo feminino parecia maravilhoso e complexo demais para ele, porém, teve a grata surpresa de Lydia ajudar a masturbação. De forma inesperada, ela apertou as pernas, esmagando a mão de Stiles entre elas e começou a mover o quadril.
Ela nem percebia o que fazia, apenas gemia muito baixo e estremecia. Movia o quadril para frente e para trás, fazendo os dedos do moreno se esfregarem do jeito que queria.
A sensação calcinha contra sua região úmida, era deliciosa. Gostava daquela fricção e isso a incentivou a começar a girar o quadril bem lentamente. Aquele novo movimento fez com que o bumbum se arrebitasse involuntariamente para a nova ereção que se formava em Stiles.
Daquela vez, ele mal tinha que mover a mão. Lydia praticamente se aliviava sozinha e ainda por cima, se movimentava contra o membro aprisionado. Aquilo era maravilhoso para ele.
Os dois passaram a gemer juntos. Os corpos grudados com Lydia provocando prazer em si mesma e no melhor amigo. Stiles, mesmo com a mão esmagada pelas coxas grossas, lutava para mover os dedos, desejando aumentar o prazer para Lydia.
Eles não demoraram muito. Lydia estava molhada demais e Stiles, duro demais. Ambos os adolescentes desconheciam aquele estimulo intenso que entorpecia seus corpos.
Mais uma vez, Stiles sentiu se derramar na calça apertada. Mesmo enquanto ele tinha a ejaculação precoce e Lydia tremia dos pés à cabeça, ela continuou rebolando. Afinal, a sensação do membro duro atrás de si provocava palpitações em sua intimidade. Era muito gostoso.
Ela permaneceu requebrando o quadril até perceber que a ereção do amigo não estava dura como antes. Parou arfando, corada, maravilhada. Stiles sorria contra seu pescoço.
— Não sabia que era tão útil você saber rebolar. — Stiles riu de prazer e ela, de nervoso. — Agora já sei o que vamos fazer todos os dias depois da escola.
Ela arfou de expectativa e ganhou um beijo estalado na bochecha. Stiles se ajeitou atrás dela, apoiando o peso da cabeça em seus ombros. Aquela posição era tão boa e seus corpos estavam tão dormentes, que dormiram.
O som de um rock alto surpreendeu os amigos que dormiam. Stiles acordou proferindo um palavrão, esquecendo por um momento o quanto Lydia odiava que ele falasse palavrões.
Lydia virou a cabeça para trás, ainda presa na conchinha com Stiles e o encarou em reprovação, mostrando o desconforto pela palavra que ele disse. Stiles apenas revirou os olhos e tateou a cômoda ao seu lado, buscando seu celular que os acordou.
— Alo? — Ele atendeu rabugento, irritado pelo sono da tarde tão gostoso, ter sido interrompido.
A Martin se contorceu contra o braço restritivo do Stilinski. Virou até ficar de frente para ele, sem afastar seus corpos nem por alguns centímetros. Eles amavam ficar perto um do outro, agarradinhos.
Ela escondeu o rosto na clavícula de Stiles, ainda sem acreditar no que tinham feito. Sua calcinha ainda estava melada e ao olhar para baixo, constatou que a calça de Stiles também tinha uma grande marca úmida, mostrando onde seu alívio foi despejado.
Em silêncio, Lydia escutou Stiles falar ao celular. Primeiro, a voz dele estava mal-humorada e impaciente, mas em questão de segundos, pareceu se empolgar com a ligação.
Lydia se preocupou quando Stiles começou a dizer coisas como “ só vou com a Lydia”, seguido de “que horas? ” e “com certeza nós vamos’. Aquilo a incomodou o suficiente para a fazer abrir os olhos e encarar o rosto do amigo.
Stiles encerrou a ligação com um sorriso sem vergonha. Largou o celular em algum lugar e levantou uma sobrancelha para Lydia. Ela engoliu em seco, nervosa.
— Festa. — A palavra mais aterrorizante saiu da boca dele. O rosto de Lydia perdeu a cor.
— Stiles! Não.
— Sim, já confirmei que nós vamos.
— Não. — Ela choramingou, balançando a cabeça negativamente.
— Você sempre faz o que eu quero. Não sei porque ainda tenta discutir. — Completamente convencido, Stiles levantou da cama, deixando Lydia sozinha.
Ela bufou e escondeu os rostos com as mãos, mas não contrariou o que ele disse. De fato, acabava cedendo a todas as vontades do melhor amigo. Ele sabia como ser insistente.
— Quando é? — Perguntou derrotada.
— Hoje.
Lydia tirou as mãos do rosto, abriu os olhos e perdeu as palavras. Stiles estava sem blusa e tirando a calça jeans. Exibiu uma cueca boxer branca, extremamente transparente por estar molhada.
Ele jogou a calça no chão e começou a andar pelo quarto buscando uma toalha. Em nenhum momento, mostrou timidez. Estava completamente à vontade.
— Vou tomar banho, depois nós vamos para sua casa.
Lydia, corada, observava o corpo do amigo. Não era a primeira vez que ela o via de cueca, mas ainda assim, toda vez que Stiles mostrava o corpo ela ficava hipnotizada.
— Por quê? — Perguntou fraca na esperança de Stiles não perceber o quanto o olhava.
— Eu vou obrigar a você se arrumar para a festa.
Ela pensou em dizer que não sabia se a mãe ia deixar ela ir. Mas era uma desculpa sem sentido. Não importava para onde Lydia fosse, desde que Stiles estivesse com ela, a mãe deixava.
Além disso, parecia muito melhor ficar calada para babar o amigo. O tronco magrelo, a pele pálida demais e repleta de muitas pintinhas. O bumbum arrebitado, as pernas apertadas na boxer. Perfeito.
— Estou vendo que você está me secando, Lydia!
Foi o único comentário de Stiles antes de entrar no pequeno banheiro que tinha em seu quarto. Deu uma piscadela para a Lydia e assim que entrou no chuveiro, jogou a cueca no quarto somente para provocá-la.
— Não vou me importar se você quiser me espiar! — Gritou e finalmente ligou a água morna.
Tomou banho com a porta do banheiro escancarada. Lydia nem se moveu na cama. Nervosa, repleta de curiosidade. Aquilo sempre acontecia, toda vez que Stiles ia tomar banho e via Lydia olhando para seu corpo, ele dizia que ela podia olhá-lo.
Ela nunca tinha visto o amigo nu, mas não por falta de oportunidade. Stiles sempre foi naturalmente desinibido e por conhecer muito Lydia, não tinha nenhum tipo de pudor.
Ele era descuidado com a nudez. Arrancava as roupas na frente de Lydia, ficava só de cueca quando tinha vontade, saía do banheiro enrolado na toalha. Não tinha nenhum problema em se exibir.
Como o esperado, após alguns minutos, Stiles saiu do banheiro com a toalha enrolada no quadril. O corpo molhado e o cabelo pingando parecia torná-lo mais atraente.
— Eu sempre acho que você finalmente vai tomar coragem para me espiar. — Ele comentou naturalmente, provocando mais rubor em Lydia. — Mas você sempre desperdiça a visão do paraíso.
— Por que você quer que eu veja .... — Ela não terminou a pergunta por pura timidez.
— Lydia, é você que quer me ver nu. Eu só dou essa oportunidade para realizar seu desejo. — Ela escancarou a boca, sentou na cama. — Você vive me secado, Lydia. Pode não confessar, mas sei que morre de curiosidade para ver meu corpo.
Ela olhou para baixo, sem jeito. Nunca conseguia mentir para Stiles, então preferia ficar calada. Se perguntava se o amigo era tão observador ou se ela era tão indiscreta.
— Não estou julgando você, Lydia. Eu sou doido para arrancar sua roupa e ver seus mamilos rosados de novo! — Mais uma vez, ele falou com muita naturalidade. — A diferença é que eu não importo de tirar a roupa e você, ainda tem vergonha de mim.
— Ainda? — Ela repetiu a palavra, o observando.
— Você não vai ficar assim para sempre, Lydia. Eu sei que vai mostrar seu corpo quando estiver pronta.
Ele balançou os ombros, parou de frente para ela e segurou na toalha. A cor sumiu do rosto de Lydia quando percebeu o que o amigo fazia. Arregalou os olhos para olhá-lo melhor.
Stiles puxou o tecido bem de frente para Lydia. A Martin prendeu a respiração quando percebeu que ele se liberava da toalha para expor a nudez a ela. Porém, só teve a chance de vislumbrar a virilha sem nenhum pelo.
— Stiles! — A voz de Claudia fez Lydia pular de susto. A mulher entrou no quarto do filho sem bater na porta. — Quantas vezes vou ter que dizer para não tirar a roupa na frente da Lydia?
Stiles soltou uma risada sem vergonha. A mãe sabia exatamente como o filho era. Por isso, deu um tapa na nuca dele e acabou rindo com o menino. A relação de Stiles com os pais era próxima e descontraída.
— Lydia é como uma irmã para mim. Não tem nada demais. — Ele não tentou esconder o deboche na voz.
— Deixe de ser sem vergonha, Stiles! Acha que eu não sei como você olha para Lydia? — Falavam como se a menina corada não estivesse mais no quarto.
— Ela me olha do mesmo jeito, mãe.
Claudia riu, respondeu alguma coisa. Porém Lydia não ouviu, já que a piscada sexy de Stiles fez seu pobre coração disparar ridiculamente. Suas mãos suavam de nervosismo.
— E se ela tivesse entrado antes no quarto? — Lydia sussurrou para Stiles, horrorizada.
— Ela ia descobrir que você não é tão santinha quanto parece. — Lydia pensou em responder, mas Stiles foi mais rápido. — Na próxima vez eu tranco a porta, fique tranquila. — Novamente, Stiles falou com a certeza de que o ato se repetiria. — Mãe! Hoje vou com a Lydia para uma festa! — A última frase, Stiles gritou para mãe.
Assim, Lydia percebeu que em todo aquele dia estava sendo refém das vontades do melhor amigo. Ela simplesmente não conseguia dizer não ao garoto que amava.
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