As músicas que me guiaram
6 Sua garota
Notas iniciais
Lydia era uma excelente dançarina. Fazia balé desde os oito anos, mas poucas pessoas sabiam disso. Ela tinha total controle do corpo, sabia se mover em qualquer ritmo, em variados estilos de dança.
Ela usou todo seu talento ao virar de costas para o garoto desconhecido. Tudo o que importava era que ele era alto, bonito e claramente mais velho. Sabia o quanto isso afetaria Stiles.
Sem pensar muito no que fazia, permitiu que as mãos desconhecidas encontrassem sua cintura. Ergueu os braços para o alto e deixou o tronco mexer junto com as batidas da música.
Os joelhos dobraram, o quadril começou a se mover para os lados. Desceu as mãos bem devagar, passando pelo rosto, deslizando até o busto pequeno coberto pelo vestido.
Os olhos verdes, provocadores e corajosos, estavam fixos em Stiles. Sentia as mãos desconhecidas apertando suas ancas, acompanhando os movimentos livres de seu corpo, mas ela não se importava com isso. Só queria se certificar de que os olhos castanhos estavam fixos em si.
— Essa é a sua garota, não é? — Uma voz desconhecida surgiu atrás de Stiles.
O Stilinski estava fissurado em Lydia. Uma mistura de raiva, excitação e ciúmes se agitavam em seu estomago. Os sentimentos eram tão fortes que ele se sentia quase nauseado.
Foi um esforço descomunal desviar os olhos de Lydia. Ele somente virou a cabeça até reconhecer o rosto de Scott, vendo que ele era o dono da voz. Logo em seguida, voltou a devorar a melhor amiga com o olhar.
— É. — Stiles nem hesitou ao confirmar com a palavra curta.
Sabia que Scott se referia a Lydia e naquele momento, tudo que ele queria era deixar claro de que ela o pertencia. Sentiu que McCall continuou parado ao seu lado, olhando na mesma direção que a dele.
O garoto desconhecido se animava cada vez mais ao dançar com a Martin. Se ele percebia que Lydia o usava apenas para se exibir para Stiles, parecia não se importar.
O desconhecido olhava sem pudor para a bunda de Lydia. Suas mãos grandes deslizavam pela curva da cintura fina e escorregavam para o quadril. A boca estava aberta enquanto admirava o corpo habilidoso. Stiles tinha vontade de socar o rosto do infeliz.
— Como você aguenta esse showzinho que ela está fazendo para você? — A pergunta dita por cima da música encheu Stiles com um pouco de satisfação. Percebeu que não era o único que sabia que Lydia fazia aquilo para ele. — Desculpe, Stiles. Mas sua garota é muito gostosa.
Stiles não se surpreendeu por Scott saber seu nome. Apesar deles nunca terem se falado, os dois tinham o mesmo nível de popularidade na escola. Além de que eram os garotos mais cobiçados da pequena cidade, com a diferença de que Scott pegava todas as garotas que via pela frente e Stiles só tinha olhos para uma única garota.
O Stilinski realmente quis responder Scott. Quis brigar por ter se referido a Lydia como gostosa, porém as palavras ficaram entaladas em sua garganta. O motivo disso foi a ruiva intensificar sua dança.
Como se não fosse o suficiente rebolar daquela forma, Lydia começou a descer o quadril. Se abaixou, dobrando muito os joelhos e levantou se empinando na direção do homem alto.
Começou a andar para os lados, fazendo passos lentos, mais complexos, hipnotizantes. Ela estava incrivelmente sexy. Sua cabeça se movia para os lados, fazendo o cabelo revolto balançar.
— Por Deus, Stiles! Se não agarrar ela agora e a levar para algum quarto, eu juro que faço isso por você! — A fala de Scott soou como palavras de sabedoria para Stiles.
Ao som de Right Now, com a voz da Rihanna gritando pela casa, Stiles observou que Lydia dançava como fazia quando estava sozinha com ele. O Stilinski sempre gostou da timidez dela, porque fazia com que só ele tivesse o privilégio de presenciar por completo a personalidade da amiga e suas atitudes descontraídas.
Porém, naquele momento, ela agia como se estivesse sozinha com o melhor amigo. Lydia estava tão determinada a provocar Stiles, que nem percebia a quantidade de homens que a olhavam com surpresa e admiração. Ninguém além de Stiles, já tinha a visto tão sexy, tão liberta.
Ela chamava atenção por inteiro. A forma como dançava, o jeito que o cabelo balançava e como os lábios grossos estavam entreabertos. Até mesmo o suor que se acumulava na pele branquinha, era tentadora.
O vestido azul, justo, adornava as curvas lindas, fartas. Stiles já estava enlouquecendo, não aguentava mais ver Lydia com outro garoto e atraindo tanto atenção.
Então, além de continuar olhando fixamente para ele, o seduzindo, Lydia mordeu o lábio inferior. Mordeu para ele. Stiles grunhiu alto de desejo, satisfação, posse.
Não suportou. Saiu do lugar em que estava paralisado e avançou com passos decididos, parando bem em frente a sua melhor amiga. Ela arfava, o rosto vermelho, os olhos ansiosos.
Stiles segurou a mão dela e não precisou fazer nenhum esforço. Lydia imediatamente se moveu com ele, o seguindo com passos apressados. Se afastaram do local em que acumulava homens repletos de malicia.
Eles não falaram nada até Stiles encontrar o pequeno banheiro da casa desconhecida. Sem pensar, abriu o cômodo e puxou Lydia para dentro. Fechou a porta, passou a chave e quase suspirou de alivio quando a música ficou abafada.
Lydia abriu a boca. Ela queria falar, mas Stiles não queria ouvir. Ele agarrou o quadril macio destacado pelo vestido, apertou com força. Puxou Lydia até a porta, a fez ficar com o rosto esmagado contra a madeira, de costas para ele.
— Nunca mais faça isso comigo! — Lydia não soube dizer se aquilo era um pedido ou uma ordem. — Você é minha.
— Sua? Achei que você quisesse que a Malia fosse sua. — Mesmo sufocada, arrepiada, Lydia teve coragem de soltar aquelas palavras.
— Não, Lydia. Você que é minha. — Stiles rosnou as palavras, grudando o rosto na orelha da amiga. — Ela é bonita, mas não chega aos seus pés. Você é muito mais gostosa, linda, sexy e inteiramente minha.
— Acho que Aiden não concorda com o que você falou.
Lydia não sabia de onde estava tirando tanta coragem. Mas depois de ter sido tocada por Stiles duas vezes no mesmo dia, eles pareceram estabelecer, silenciosamente, um novo nível de confiança e conexão na amizade. Além de que o ciúme cegava Lydia, a fazendo provocar o amigo até o limite.
— Quem é Aiden? — Stiles pressionou com mais força o quadril contra as costas da amiga.
— O garoto que dançou comigo. — A resposta fez Stiles bufar.
As mãos dele, grandes, apertaram as ancas de Lydia. Seus dedos estavam ansiosos para deslizar por todo o corpo cheio de curvas valorizadas no tecido azul. Ele não estava disposto a sair tão cedo daquele banheiro.
— Você só dançou com aquele infeliz porque queria se exibir para mim. — Os dedos de Stiles começaram a realizar seu anseio, alcançando, lentamente, a barriga coberta de Lydia. — Porque você sabe que é minha, sabe que eu não tenho olhos para mais ninguém e que fico louco de ciúmes por ver outro garoto tocando em você.
— Eu posso dançar com qualquer garoto, deixar qualquer um tocar em mim. — Ela já não sabia como tinha forças para falar. — Da mesma forma que você fica olhando para o corpo de qual...
— Não, Lydia! Nenhum garoto tocou em você como eu já toquei e jamais vai tocar. — Lydia tremeu com aquelas palavras e finalmente percebeu a intenção das mãos de que pressionavam sua barriga. — Já esqueceu do que fizemos hoje? Esqueceu como eu lhe dei prazer? Ninguém nunca fez isso com você, Lydia. Nem você mesma. — Ela jogou a cabeça para trás, apoiando no peitoral dele. Arfava muito. — Só eu fiz isso, porque você é minha e sabe muito bem disso.
Daquela vez Lydia não encontrou forças para falar. Ela mal conseguia respirar, as pernas começaram a tremer. Estava perto demais do melhor amigo, não dava para raciocinar.
As mãos dele encontraram a barra do vestido azul. Stiles começou a subir o tecido, arrastando pelas pernas grossas e Lydia gostou da sensação. Ele foi bem aos poucos, mantendo o corpo completamente grudado com o da amiga.
— Stiles. — Sem raciocinar, ela pronunciou o nome dele. Stiles enlouqueceu com isso.
— Desculpa ter irritado você. — Naquele momento de tanta tensão sexual, Stiles sussurrou com doçura. — Eu sempre vou ser seu e nunca vou ter olhos para outra pessoa.
Lydia quis responder, mas Stiles foi apressado. Seus dedos longos atingiram o algodão da calcinha dela. Por ainda não ter domínio daquela prática, não saber muitas formas de dar prazer, ele apenas imitou os movimentos feitos mais cedo.
A pressão naquele ponto sensível e que, até o dia anterior, era inexplorado, fez Lydia se remexer. Ela mordeu a própria boca e espalmou as mãos na porta a sua frente. Em um instinto impensado, ergueu o quadril para trás, se oferecendo inconscientemente para Stiles.
— Isso, pequena. Agora rebola para mim.
Não tinha como Lydia negar esse pedido. Não quando o toque que recebia era tão íntimo e delicioso. Os dedos dele lutavam para acertar o lugar certo, buscando sempre pressionar o ponto mais inchado.
O quadril de Lydia começou a se remexer enquanto apertava as pernas com a mão do amigo em seu centro. O calor no corpo dela aumentava a cada segundo. Era quase insuportável sentir as labaredas do fogo invisível consumindo sua intimidade.
Stiles foi o primeiro a gemer de prazer. O rebolado lento de Lydia começou a estimular a ereção latejante. A fricção do bumbum dela o enchia de alívio. Era uma delícia.
Quando o garoto afundou o rosto no pescoço de Lydia e depositou um beijo repleto de carinho, ela não conseguiu mais conter os sons em sua boca. Libertou os lábios de seus dentes e murmurou o nome de Stiles repetidas vezes.
Stiles a conhecia muito bem. Sabia que o carinho, o afeto, a deixava mais confortável, mais excitada. Por isso, deixou no pescoço pálido mais uma sequência de beijos molhados, esfregando os lábios ali.
Quanto mais era beijava, Lydia era atingida por mais arrepios e gemia mais. A cabeça estava jogada por cima do ombro do amigo, o quadril se remexia no ritmo da música abafada do lado de fora. O toque de Stiles provocava prazer em todo seu corpo.
A sensação era muito, muito boa. Era indescritível a sensação de conforto, segurança, prazer. Os dedos de Stiles pressionavam, esfregavam e em algum momento, arriscou girar.
— É bom assim? — Ele sussurrou fraco, arfando.
Tentou mudar o mover da mão. Continuou no mesmo ritmo lento, mas em outro ponto da intimidade cada vez mais úmida. Massageou aquele novo lugar, desejando poder enfiar a mão por baixo da calcinha.
— Mais para cima. — Lydia estava corada demais, mas ainda assim, orientou onde ansiava ser tocada.
— Aqui? É melhor assim? — Ele estava cheio de expectativa, ansioso para agradar a amiga.
— Céus! Continua!
Stiles foi capaz de rir. Uma risada safada e satisfeita. Percebeu como Lydia mudou quando ele começou a estimular aquele novo ponto e desejou desesperadamente decorar qual era a parte que a enchia de prazer.
Ele direcionou os beijos para a nuca de Lydia. Arrastando a boca ali após afastar o cabelo ruivo que grudava no suor. Stiles começou a sugar a pele delicada, provocando arquejos na amiga.
Somente a mão direita dele trabalhava em estimular a melhor amiga. Enquanto a esquerda estava inquieta, subindo e descendo pela cintura e quadril bem definidos. Isso até ele ter uma ideia melhor de como ocupar aquela mão.
Ouvindo os resmungos de Lydia, sussurrando seu nome, Stiles começou a subir a mão direita. Foi bem lentamente, querendo se certificar de que não assustaria a amiga.
Dedilhou pelo ventre dela, foi subindo, subindo, arrastou os dedos por cima dos seios cobertos. Lydia arfou, porém não contrariou aquele novo toque. Ela continuava movendo o quadril contra o de Stiles.
Mesmo com a barreira do vestido e do sutiã, Stiles apertou os seios de Lydia. Ele gemeu mais alto do que ela, espremendo os pequenos seios em formação que ele desejava tanto ver novamente.
Eram pequenos o suficiente para a mão enorme de Stiles agarrar os dois de uma só vez. Sentir o bojo do sutiã o incomodou muito, ele queria saber a textura dos seios dela, mas se contentou por sua mão conseguir envolver, apertar, aqueles seios que tanto admirava.
— Como você consegue ser tão perfeita? — O sussurro rouco feito contra a clavícula de Lydia, a fez resmungar repetidas vezes de satisfação. — É linda por inteiro, até seu gemido é lindo.
A última fala provou exatamente o que Stiles queria, Lydia se soltou mais e foi capaz de prolongar um gemido arrastado e fino. Aquele som era lindo e extremamente excitante para ele. Não existia nada melhor do que agradar a amiga daquela forma.
Stiles estava ansioso para entender melhor como o corpo de Lydia funcionava. Por isso estava atento, sensível. A tocava com cuidado, querendo descobrir onde dava mais prazer, do que ela gostava e matinha os corpos bem colados para sentir as reações dela.
O quadril se balançando, rodando, se tacando na direção dele estava o deixando atordoado. A ereção doía, pulsava e ele desejava desesperadamente se masturbar pela primeira vez, no entanto, naquele momento tudo que importava era ela. Sua Lydia.
— Não! — A irritação repentina de Lydia, fez Stiles se assustar. Sem querer, ele apertou com muita força os seios pequenos devido o sobressalto e foi surpreendido por um suspiro de aprovação vindo dela. — Volte para cima.
Surpreso com a determinação na voz de Lydia, Stiles mais uma vez deslizou a mão. Foi para o ponto onde a garota não permitia que ele parasse de estimular. Mais uma vez, girou os dedos e apertou com gentileza.
Os músculos de Lydia tiveram pequenos espasmos de prazer. Stiles percebeu como ela se contraiu e sua mão estava cada vez mais molhada, pegajosa com o desejo dela. Ali, ele percebeu os sinais de que ela não aguentava mais.
— Posso colocar a mão por baixo da calcinha? — Ele perguntou rápido, repleto de expectativa. Lydia já tinha parado de rebolar, o bumbum ficou parado, pressionado contra o membro duro. Seus olhos reviravam. — Quero sentir você gozar.
Arfando, tonta, Lydia concordou com a cabeça. Stiles mal acreditou. Apressado, largou com relutância os seios de Lydia e usou aquela mão para suspender ainda mais o vestido azul.
Lydia não raciocinava, não conseguia ter vergonha. Ela só queria sentir novamente a mão de Stiles. E então, os dedos grossos se arrastaram por dentro da calcinha.
Stiles gemeu contra o ombro dela e fechou os olhos. Sentiu a virilha macia, deslizou os dedos até sentir a intimidade úmida e muito, muito quente. Assim que a mão dele entrou em contato, Lydia se desmanchou.
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