As músicas que me guiaram
7 Apenas amigos
Notas iniciais
O corpo de Lydia estava flácido, jogado para trás. Stiles que sustentava seu peso com um braço em torno da cintura fina. A mão direita dele continuava enfiada dentro da calcinha molhada.
— Stiles. — Ela murmurou o nome dele lentamente com certa dificuldade, a voz se embolava.
— Sim?
Stiles lutava para ignorar o desejo que queimava seu corpo e sentia ao mesmo tempo, vontade de rir. Pois Lydia estava completamente à vontade e demonstrava gostar da mão imóvel dele contra sua parte mais intima. O prazer, o alivio, pareceram anular por algum tempo sua extrema timidez.
— Preciso fazer você ficar com ciúmes mais vezes.
A risada que ele prendia, se soltou com aquela frase. Lydia acompanhou o riso baixo, repleto de satisfação. A maneira como a voz dela estava falha e confusa, fez Stiles se perguntar se era assim que ela agiria bêbeda.
— Não, Lydia. Por favor, não fique se esfregando em ninguém para eu fazer você gozar. — A risada dela se extinguiu com a fala tranquila de Stiles. — Prometo que minhas mãos sempre vão estar disponíveis para você!
Lydia estremeceu e mordeu o lábio inferior ao mesmo tempo. Sua cabeça estava jogada na clavícula do Stiles, então precisou rolar os olhos verdes para conseguir encarar o rosto do amigo.
Passaram algum tempo daquela forma. Stiles estava desesperado para mover pela primeira vez a mão por dentro da calcinha de Lydia, mas imaginou o quanto ela deveria estar no limite após ser tocada três vezes seguidas no mesmo dia. Por isso, controlou o desejo deixando a mão imóvel naquele lugar tentador.
A ereção presa na calça estava enlouquecendo Stiles, ainda mais por Lydia continuar com o bumbum espremido contra o volume. Tentando manter o resto de sanidade, o garoto tirou devagar a mão da calcinha da amiga.
Ela resmungou baixo e se remexeu, movendo o quadril. Stiles quase sorriu ao perceber o incomodo dela pela quebra de contato, mas o mover dela fez seu membro se agitar dolorosamente.
Ele precisava se distrair, se não acabaria descobrindo como proporcionar prazer a si mesmo na frente de Lydia, trancados no banheiro. Essa ideia era extremamente tentadora para ele, porém, sabia que a melhor amiga teria uma crise de vergonha.
— Vamos voltar para a festa, sereia. — Foi a única alternativa que ele pensou para conseguir se distrair.
Lydia não queria sair do banheiro e enfrentar a festa. Estava com o corpo flácido, pesado e completamente manhosa. Enquanto Stiles tentava a convencer, ela falava fazendo biquinhos nos lábios e quase se jogava para cima dele.
Mesmo a conhecendo desde a infância, Stiles nunca tinha visto Lydia tão dengosa e.… mole. Várias vezes ela parecia prestes a despencar no chão, como se o alívio que recebeu tivesse arrancado a força de seus músculos.
— Eu quero ir para casa. — Ela deixou a voz arrasta e fina, os olhos verdes pedintes em direção a Stiles.
Antes que ele conseguisse falar algo, Lydia ergueu os braços e se jogou na direção dele. O envolveu em um abraço apertado e grudou seus corpos de maneira muito intima. Stiles arfou com essa atitude.
— Por favor, Lydia. A gente não aproveitou nada! Eu só quero dançar com você.
— Dançar comigo?
Stiles sorriu por causa da forma que ela pronunciou a pergunta. Ele podia jurar que nunca tinha visto Lydia mais adorável do que naquele momento. Não tinha nada melhor do que deixá-la tão livre, satisfeita e relaxada.
— Sim! Prometo que não vamos ficar por muito tempo, só quero dançar!
Ela fez o maior bico da noite. O lábio inferior se projetou para frente como o de uma criança pequena prestes a chorar. O sorriso de Stiles aumentou com aquela visão e sem pensar muito, selou sua boca com a de Lydia por diversas vezes seguidas.
— Vamos lá!
Lydia parou de resistir. Concordou com a cabeça, ainda tonta pelos selinhos recentes e permitiu que Stiles abrisse a porta do pequeno banheiro. Ela agarrou a mão do melhor amigo e deixou que ele a puxasse para fora.
— Stiles.
Assim que eles saíram do banheiro, Lydia deu poucos passos e paralisou. Stiles achou que ela tinha percebido os olhares maldosos na direção deles. Vários jovens que estavam no corredor pareceram perceber que os amigos se trancaram no banheiro para fazer algo indecente.
— O quê? — Ele se viu obrigado a perguntar por cima da música alta.
Apesar de Stiles estar satisfeito pelo que fez com a melhor amiga, a ereção estava o deixando atordoado. O incomodava demais, doía, pulsava e olhar para Lydia tornava o membro mais duro. O corpo dela era lindo e o deixava enlouquecido.
— Você acha a Malia mais bonita do que eu? — A pergunta pegou Stiles completamente desprevenido — Ou mais... gostosa? — Ela falou tão baixo, que Stiles mal ouviu. Lydia corou e pronunciou a palavra “gostosa” como se fosse algo muito pervertido. — Não quero que você minta para me agradar ou...
Em vez de Stiles responder, ele virou Lydia de costas para si e grudou seus corpos. Passou os braços na sua cintura e pressionou o quadril contra o bumbum dela, fazendo descaradamente com que a ereção se esfregasse ali.
Ele já sabia que Lydia não ia se importar com aquele contato, mas não achava que ela ia gostar tanto. Mesmo na frente das pessoas, a garota se empinou para ele, apertando o bumbum contra a ereção.
A resposta para as perguntas insanas, estava na língua de Stiles. Ele quase podia sentir o sabor das palavras e estava pronto para dizê-las. No entanto, Lydia jogou a cabeça totalmente para trás, erguendo o pescoço para conseguir o encarar.
Aqueles olhos verdes eram tão inseguros, tão curiosos e repletos de tanta expectativa, que Stiles travou. As palavras que queria dizer foram sugadas por aquele olhar apaixonante.
Ele ainda tentou. Abriu a boca na tentativa de obrigar que algum som saísse, mas quando se deu conta, os lábios estavam colados na testa suada de Lydia. Beijou aquele lugar com carinho.
Stiles queria responder, queria passar segurança a amiga, porém estava atordoado. Era muito raro ele ficar sem palavras, mas sua ereção doía e Lydia continuava se apertando contra ele. Se perguntava se ela gostava de o sentir contra seu bumbum e aqueles olhos lindos estavam o deixando extasiado, provocava um calor em seu peito.
Ele segurou na mão de Lydia e ainda atrás dela, deu um pequeno passo. Ela pareceu surpresa, mas voltou a olhar para frente e engolindo um suspiro, deixou que Stiles a empurrasse com delicadeza até fazer eles voltarem para a improvisada pista de dança.
Os dois gostaram muito da sensação de andarem daquela forma. A ereção de Stiles se esfregava em Lydia enquanto se locomoviam. Isso causava alívio nele e a deixava, mais uma vez, excitada.
No entanto, os sentimentos dentro deles impediram que eles aproveitassem aquele roçar gostoso. Lydia estava atordoada por Stiles não ter respondido sua pergunta. Se sentia envergonhada por ter exposto a insegurança ao amigo e ter recebido a resposta através do silêncio dele.
“ É óbvio que ele prefere a Malia. Ele gosta dela! Nós somos apenas amigos. ” Os pensamentos de Lydia giravam em torno daquelas afirmações quando percebeu que Stiles, atrás de si, tentava dançar. Ele era um péssimo dançarino.
Stiles tentou mover o corpo de acordo com a música, mas seus movimentos estavam piores do que o de costume. Ele estava completamente distraído, pensando na pergunta da amiga.
Não conseguia entender como ela podia ainda estar insegura. Ele tinha achado que Lydia tivesse tido somente uma crise de ciúmes, algo que era normal entre eles. Mas aquela pergunta mostrou que ela realmente, pensava na ridícula possibilidade de Stiles considerar Malia melhor do que ela em algum aspecto.
O pior era que Stiles não conseguia falar, não conseguia dizer para Lydia o quanto era louco por ela. O problema que o impedia de abrir a boca não era vergonha ou insegurança, mas sim, paixão.
Ele se sentia tão apaixonado pela melhor amiga, que as palavras estavam entaladas na garganta. Lydia nunca esteve tão entregue a ele e tão sexy. Ele a amava naquele vestido e ela não parava de arrebitar o bumbum em sua direção.
As mãos de Stiles suavam, tremiam. O coração estava disparado, os pensamentos confusos. Ele sabia muito bem que aquilo que sentia era paixão e não um simples nervoso. O sentimento era tão intenso, que ele não sabia como reagir.
Eles dançaram. Stiles desengonçado, pisando diversas vezes nos pés de Lydia. Já ela, era graciosa se movendo com a música. Ela estava acostumada a ser pisoteada em todas as vezes que Stiles tentava dançar.
No entanto, os dois estavam distraídos. A expressão de Lydia não estava nada boa. Seus olhos transbordavam de insatisfação e ciúmes. Os efeitos do orgasmo escapavam de seu corpo, sendo substituídos pelas dúvidas em relação aos sentimentos do melhor amigo.
Stiles não conseguia parar de olhá-la, não conseguia se afastar. Mesmo percebendo o incomodo de Lydia e sabendo o motivo, a cada segundo ele a puxava para mais perto. Segurava sua cintura, seu quadril, entrelaçava os dedos no cabelo ruivo e deixava as pontas dos dedos encontrarem a nuca sensível.
Não importava se Stiles não sabia dançar, não importava se ele ficava desajeitado, de todas as formas ele conseguia ser sexy. Ou pelo menos, aos olhos de Lydia. Isso a deixava mais desconfortável, mais triste, mais irritada. Pois mesmo com sua mente gritando que ela precisava se afastar do amigo para não se magoar, seu corpo dizia o contrário.
Cada mínimo toque de Stiles, cada aperto, puxada, provocava milhões de correntes elétricas. Ela arfava, suava e não era por causa da dança. Era automático se empinar na direção dele, se aproximar. O corpo de Lydia implorava para mergulhar no do melhor amigo.
— Você quer sair daqui. — Stiles não perguntou, ele afirmou no ouvido de Lydia.
Ela tremeu, se arrepiou. Com dificuldade, concordou com a cabeça e imediatamente, Stiles uniu suas mãos. Em um ato impensado, ele cruzou os dedos longos com os de Lydia. Ela gostou dessa atitude.
Stiles arrastou a amiga para fora da casa cheia. A puxou com delicadeza e ela foi de bom grado, até finalmente, alcançarem a rua deserta. Ela respirou fundo, aliviada.
— Finalmente. — Ela nem pensou ao deixar aquela simples palavra escapar.
— Achou tão ruim essa festa?
Ele pensou em continuar a fala com alguma piada maldosa, porém, o olhar de Lydia o fez manter os lábios fechados. Enxergou ali uma mágoa mal escondida nos olhos verdes e então, finalmente entendeu a gravidade de seu erro ao não responder à pergunta dela.
— Lydia... — Ele murmurou o nome dela, porém a garota tinha acelerado os passos para não ter que conversar.
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