Notas iniciais
Oi gente, como vocês estão? Espero que tudo bem, como eu já expliquei nas notas da história essa é minha primeira fic, então eu to bem insegura se vocês vão gostar ou não, eu espero realmente que vocês curtam!E eu queria pedir um favor também, porque eu não sei fazer essas capas bonitas, então se alguém souber e puder me ajudar eu ficaria muito feliz. Bom, não vou ficar enrolando muito, aqui segue para vocês um gostinho da minha história...

— Vamos, saia logo daí! Estão todos te esperando lá em baixo! – escuto a voz da minha mãe do lado de fora do meu quarto. Bufo e encaro meu reflexo no espelho, estou usando um vestido no tom creme que vai até a altura de meu joelho e um cinto laranja em minha cintura, do jeito como o Sr. Greyson e Dona Miranda adoram, uma menina recatada, “moça de família” como eles dizem.

E agora meus pais estão ao meu aguardo para que eu possa me unir com um bando de riquinhos chatos e metidos, onde meu namorado, selecionado pelo meu digníssimo e amado pai, vai dar o grande anúncio em que iremos dar um próximo passo em nosso relacionamento e nos tornaremos noivos, não é lindo? Bom, seria se ao menos eu gostasse dele do jeito que eu deveria o problema aqui é que pra mim Stefan é como um irmão que eu não tenho.

Mais batidas na porta do meu quarto, eu não posso deixar isso acontecer, eu não quero isso, seria errado comigo e até mesmo com Stefan, eu não estou apaixonada por ele e nem ele por mim, não existe um momento que eu fiz uma escolha por mim mesma, meus pais sempre regeram minha vida, como se eu fosse uma marionete e o que eu ganhei em troca? Nada, só mais obrigações e nunca um elogio, nunca um carinho, estou cansada de tudo isso, somente uma vez eu quero fazer uma escolha por mim.

— Elena, eu estou ficando preocupada, se não abrir essa porta agora, terei que chamar seu pai até aqui – Miranda continua insistindo do outro lado, me levanto da cadeira que fica em frente ao meu espelho e caminho decidida até a porta, quando a abro encaro firme minha mãe e respiro fundo antes de falar.

— Eu não vou me casar com Stefan e não vai ser você nem ninguém que vai me tirar essa decisão.

— Que? Elena, você está maluca? Venha, isso é só nervosismo... O que é isso? Seu cinto está torto, deixa que eu arrumo – ela nem liga pro que eu digo e já sai puxando meu braço para que eu caminhe junto a ela, mas dessa vez não vai ser fácil, estou determinada.

— Me larga! Eu não vou me casar com Stefan, já disse e quer saber de uma coisa? Cansei de ficar aqui! – digo nervosa me livrando do aperto de sua mão, saio andando apressada e desço as escadas de minha casa, para minha sorte a festa acontecia no jardim, facilitando minha saída do lugar sem que ninguém me visse.

— Elena, Elena, volte aqui agora! – minha mãe grita atrás de mim, mas eu sou mais rápida, vejo a chave do meu carro sobre a mesa da sala a pego e corro até o lado de fora de minha residência, entro em meu carro e a última visão que tenho é de Miranda bufando de raiva em frente à porta, depois disso pisei fundo o pé no acelerador e agora não sei para onde ir, só quero esvaziar minha mente.

(...)

Não sei quantas horas estou dirigindo, só sei que a gasolina está acabando e eu não quero ter que voltar para casa, mas pelo jeito vai ser difícil, não sei nem onde estou, vejo de longe um bar, que estava bem cheio para uma terça-feira à noite, deixo meu carro estacionado na garagem do estabelecimento e vou até o botequim, entrando no lugar me sinto um tanto quanto deslocada, todos usavam roupas descontraídas e simples e eu com um Dior, qual patética eu sou?

Ando pela multidão tentando achar algum lugar onde eu possa pedir informação, até que eu avisto um balcão e vou a sua direção, escuto várias cantadas durante o trajeto que me fazem revirar os olhos, me sento nas cadeiras que ficavam dispostas frente à bancada e chamo pelo barman.

— Com licença, você pode-me dizer onde fica o posto de gasolina mais próximo daqui?

— Fica a uns 10 km ao norte daqui

Droga, eu não acho que tenho gasolina para isso, teria que ir andando? Não, é muito longe e está tarde, oh mais que merda! Respiro e conto até 10 mentalmente. Ah que se dane, já estou nesse lugar mesmo e que mal vai me fazer se eu tomar um ou dois drinks?

— Pode me trazer hmmm... – como se diz mesmo? – quero um Piña... Piña... – não consigo lembrar o nome.

— Piña Colada? – escuto a voz de um homem que estava bem ao meu lado.

— Isso! Eu quero essa bebida que ele disse, pode me trazer uma, por favor? – digo para o atendente que me respondera sobre a gasolina antes, esse abafa um riso com minha confusão.

— Me deixe adivinhar? Não costuma sair muito, não é mesmo? – o tal homem me pergunta quando o barman se vai para preparar minha birita.

— Por que diz isso? – pergunto me virando para o rapaz que abre um sorriso esnobe, quem ele pensa que é?

— Quer dizer, me perdoe, você deve sair sim, mas não pra lugares como este você sabe que o shopping fica na rua de trás certo?

Abro minha boca surpresa, que petulante! – Eu saio sim e não sou essas menininhas que você pensa que sou, na verdade... Quer saber? Eu não sei nem porque estou dando explicações a você! – digo nervosa e ele ri. O barman volta com minha bebida e eu me viro para não ter que encarar o olhar do ridículo do meu lado, esse faz o mesmo.

Bebo um, dois, três drinks e quando vou ver já estava virando até shots de tequila, minha visão já estava ficando meio embaçada, só me lembro de beber tanto assim na festa de aniversário de Caroline, minha melhor amiga.

— Acho melhor você maneirar – escuto de novo a voz do babaca ao meu lado, só que agora estava mais próximo de mim.

— E eu acho que não é da sua conta – abro um sorriso faceiro e ele ergue a sobrancelha.

— Ok, não está mais aqui quem falou, só queria te dar um conselho, mas já que a senhorita não precisa de ajuda – ele diz fazendo um gesto de rendimento com a mão e logo em seguida caminhando para longe de mim, suspiro, e me amaldiçôo por isso, mas ele estava certo.

— Ei! Volte aqui – digo gesticulando com minhas mãos para que ele voltasse até minha direção e quando ele o faz bufo antes de falar alguma coisa.

— Ta, talvez eu precise mesmo de uma ajudinha – percebo que ele solta um risinho abafado, que eu ignoro – meu carro está sem gasolina e segundo o garçom o único posto próximo aqui fica a 10 km de distancia e eu... – antes que eu terminasse a frase o idiota falou primeiro.

— Posso te levar até lá, depois te trago para cá de novo

— Hm, obrigada é... – deixo a frase no ar para que ele me diga seu nome

— Gabriel

— Então, obrigada Gabriel – forço um sorriso e esse faz o mesmo.

Deixo uns trocados sobre a bancada e me levanto para ir embora, mas quando fico de pé perco um pouco o equilíbrio e percebo o qual bêbada estou, sinto o braço de Gabriel em minha cintura me apoiando.

— Está se sentindo bem? – apenas assinto com a cabeça e tiro de maneira gentil suas mãos de minha cinta.

Caminhamos para fora do bar e eu sigo Gabriel até seu carro, era algum modelo antigo de automóvel o qual eu não reconheço por não entender muito dessas coisas, ele abre a porta para que eu possa entrar e enquanto ele da à volta no carro para ir ao lado do motorista penso no que diabos estou fazendo? Aceitando ajuda de um completo estranho e não tenho lugar para ir, rio baixo da minha desgraça, segundos depois Gabriel está no seu devido lugar ligando o veículo.

O caminho até o posto foi silencioso e estranho, percebi várias vezes o olhar do homem ao meu lado sobre mim, mas em nenhum momento ousei a encará-lo de volta, escutei uma risada dele e decidi olhar-lo, mas agora ele tinha sua visão presa ao transito.

— Chegamos – ele disse parando o carro. Salto do carro, o local estava vazio, mas havia uma loja de conveniência aberta, caminho até lá e peço ajuda ao atendente para que esse possa me fornecer 1 litro de gasolina, quando esse me atende volto pro lugar onde Gabriel havia estacionado o veículo que ao me vê vai até a mim para me ajudar carregar o galão com o combustível e eu o agradeço.

Voltamos para o carro e o silencio voltou a se instalar, mas Gabriel decidiu quebrá-lo.

— Então, eu percebi que somente você sabe meu nome.

— Ah é, me desculpe por isso, você deve estar achando que eu sou uma louca, por pedir ajuda a um estranho... – ele me encara rapidamente e volta sua atenção para a estrada e solta um riso baixo, interrompendo minha fala.

— O que? – digo.

— Nada, só que você enrola demais, se não quer falar seu nome não precisa.

Olho para ele com raiva, argh como ele me irrita! Sínico, arrogante, se acha, talvez a lista aumente até o final da noite, estava tentando ser educada e me explicar, mas parece que ele me provoca de propósito.

— Eu não estou com medo, você que não deixou eu terminar de falar, meu nome é Elena – digo rispidamente, normalmente não sou assim com as pessoas, parece que hoje levei uma dose de coragem, não sei como estou conseguindo ter tanta garra.

— Hm... Então Elena, diga-me o que trouxe uma pessoa como você a um bar de estrada numa terça a noite?

— Uma pessoa como eu? O que quer dizer com isso? – falo grossa, sei que não deveria o tratar assim, afinal ele está me fazendo um favor, mas não consigo evitar.

— Você não precisa ficar tão na defensiva.

— Eu não estou. – minha voz sai nervosa e ele me encara com um riso de lado... Tão lindo. Oi? Que? Foco Elena, ele é um babaca!

— Oh eu vejo isso – ele fala irônico. – Mas ainda não respondeu minha pergunta.

Suspiro e olho as luzes da cidade passando pela janela, esse era um assunto que eu não gostaria de falar, mas já que não tenho ninguém para desabafar no momento, acho que posso tentar.

— Minha mãe e meu pai sempre controlaram tudo na minha vida, minhas amizades, minha profissão, meu trabalho e até mesmo meu... Meu namorado – tenho certeza que fico corada ao falar isso. – E hoje meus pais iriam dar uma festa, onde meu namorado me pediria em casamento então eu fugi... E aqui estou – o olho com um sorriso fraco.

— Você não ama seu namorado?

Faço uma careta quando ele diz essa palavra: “namorado”, não gosto quando definem Stefan assim, pra mim ele é apenas um amigo, claro que eu tento ao máximo me entender com ele como um verdadeiro casal e até conseguimos, mas é somente uma atração, nada demais, nada que faça meu coração bater mais forte.

— Não... Quer dizer, eu amo, mas não da maneira que eu deveria amá-lo, meu sentimento por ele é de amizade... Nós não conversamos muito sobre isso, mas tenho certeza que ele também sente o mesmo por mim.

— Mas se você sente isso, porque nunca falou para seus pais? Ou até mesmo com seu é... Como posso chamá-lo? Não sei se é apropriado o denominar como seu namorado.

— O nome dele é Stefan... E não sei se você me escutou, mas como disse antes, meus pais sempre mandaram na minha vida, eles nunca me escutaram e não seria agora que isso iria acontecer e bem quanto ao Stefan nosso relacionamento é estranho, não que ele não daria ouvidos a mim, muito pelo ao contrario, só que minha união com ele o traria muitos benefícios, principalmente na área profissional que ele exerce e apesar de tudo nos damos bem.

— Eu escutei o que disse antes, mas continuo com minha pergunta, você já é uma mulher, porque se importa tanto com o que seus pais têm a dizer? O que eles poderiam fazer contigo? É sua vida, pelo amor de Deus, você decide.

— Falar é fácil, mas agir é difícil, eu os amo, não quero desapontá-los, sou a única filha deles e mesmo que eles não demonstrem o tempo todo... Sei que eles também me amam – digo e suspiro no fim da frase, sinto meus olhos úmidos e desvio meu olhar para a janela, não quero que um estranho me veja como uma fraca.

— Ok, vamos mudar de assunto, o que você faz da vida? – Uau! Mudança brusca de tópico, o que eu agradeço mentalmente, não sei se conseguiria manter minha pose de forte e não estava com vontade de pensar em meus problemas, não agora.

— Eu sou médica, clínica geral.

— Hm, entendi, mas você disse antes que essa não foi a profissão que escolheu, então qual é o seu verdadeiro sonho?

Sorri com sua pergunta. – Eu queria ser jornalista investigativa, você sabe escrever sobre os maiores mafiosos, traficantes, golpistas e tudo isso.

Gabriel ri alto e acho que escuto ele falar alguma coisa, mas não consigo entender o que.

— Não estou entendendo o motivo da risada – digo confusa.

— Oh desculpe, não queria te ofender, é só que é bem não consigo imaginá-la fazendo isso.

— Posso saber o porquê?

— Hm... É só porque você é tão, não sei como explicar, mas você parece ser tão delicado, eu só não consigo vê-la entre bandidos – ele me encara rapidamente e eu posso reparar em seus olhos pela primeira vez eram tão azuis.

— Eu posso fazer isso e continuar sendo delicada Gabriel – digo, mas não me senti ofendida pela sua fala.

— Eu sei – ele diz e sorri e então não temos mais nada para falar e o silêncio retorna outra vez, mas agora é diferente não é estranho e eu já não sinto mais raiva. Passa-se um tempo e finalmente chegamos ao bar novamente, saímos do carro e Gabriel caminha junto a mim até o lugar onde eu estacionei o meu automóvel.

— Acho que preciso da sua ajuda de novo, confesso que não tenho a menor idéia de como coloco gasolina no meu carro. – digo envergonhada e Gabriel ri.

— O que seria de você sem mim hein? – ele diz pegando o galão de gasolina e indo até o lugar de encaixe para colocar o combustível, passo minha chave para ele abrir, o que ele faz e logo em seguida preenche-o com o liquido. Não demora muito e Gabriel termina seu serviço e me entrega a chave.

— Obrigada – digo sorrindo e ele retribui, fico meio zonza encarando seu rosto, sua pele era tão branca e sua barba estava por fazer, seus olhos me hipnotizavam, ele era tão lindo! Acorda Elena, esse cara é um estranho.

Caminho para o lado do motorista, giro minha chave e antes de entrar dou um tchauzinho para Gabriel que faz o mesmo, mas quando estou abrindo a porta, paro e penso nos problemas que terei ao chegar em casa. Quer saber? Eu mereço um dia para mim, amanhã eu volto para casa, hoje quero me divertir. Fecho a porta do meu carro de novo e me volto para Gabriel que me encarava confuso.

— Quer saber Gabriel? Eu não vou voltar para casa, quero espairecer, pode me ajudar com isso? – digo com um sorriso malicioso e o moreno de olhos azuis na minha frente solta uma risada.

— Vai ser um prazer te ajudar Elena.

Notas finais
Então o que acharam? Ta bom ou não? Deixem a opinião de vocês, por favor, beijos!