Notas iniciais
Oi, tem alguém aqui? Olha eu sei que não tenho regularidade nenhuma pra postar capítulo e acho que isso tem afastado vocês, mas por favor comentem! No último capítulo não teve NENHUM comentário! Mas não vou tentar me justificar nem nada, espero que gostem do capítulo.

Gabriel me convidou para entrar em seu escritório e fechou a porta, abafando o som da festa que vinha do andar de cima.
— Fique a vontade, sente-se, por favor – Gabriel disse apontando para a cadeira que ficava frente à dele e eu o obedeci.
— Então Elena, me fale mais sobre o trabalho do seu pai – o encarei meio desconfiada, afinal pra que ele queria saber esse tipo de coisa?
Gabriel pareceu ter percebido que eu fiquei um pouco hesitante e me lançou um sorriso pequeno, acho que para tentar me tranquilizar.
— Não precisa ficar com medo, eu só quero te ajudar
— Como vou saber que não está mentindo?
— Bom você não vai, mas estou te afirmando que não estou e pela sua situação eu acho que qualquer ajuda seria bem vinda, não acha? – ele pareceu ter ficado chateado com o fato de eu não ter confiado nele, mas ele não pode me culpar nos conhecemos faz apenas algumas horas. De qualquer forma ele tem razão, eu não tenho muita opção e talvez ele possa mesmo ser útil, respirei fundo e finalmente dei minha resposta.
— Meu pai tem uma grande empresa de advocacia, ele é o dono da Gilbert, provavelmente você deve conhecê-lo...
— Seu pai é Grayson Gilbert? – ele me cortou antes que eu falasse o nome e parecia estar em choque, já estava acostumada com essa reação, meu pai é um dos advogados mais famosos do país, isso por que ele sempre pega casos que são bem polêmicos na mídia e não costuma perder.
— Sim
Gabriel me encarou por um tempo e deu um sorriso enorme, onde pude ver seus dentes brancos e perfeitos.
— Bom Elena, eu acho que não foi apenas coincidência nos conhecermos essa noite, fique tranquila eu já sei o que fazer – ele disse já se levantando de sua cadeira e parou do meu lado me estendendo a mão para me ajudar a levantar também.
— Como assim já sabe o que fazer? – já estávamos fora de seu escritório e eu estava super confusa.
— Escuta, são 4h30 e pelo o que você disse sobre sua família eles devem estar loucos sem saber onde você está, eu vou levá-la até sua casa e daqui uma semana você me verá de novo
— O que? Gabriel isso não está fazendo sentido algum! Você precisa me falar o que tem em mente, não saio daqui enquanto não me disser! – disse nervosa e parei de andar ao seu lado, ele não pode fazer isso comigo!
— Mike, o carro da senhorita Gilbert já está aqui? – Gabriel perguntou para o rapaz que nos recebeu na entrada de sua casa.
— Sim senhor, quer que eu o busque?
— Sim, por favor.
Quando Mike saiu da sala, Gabriel veio até a mim de novo
— Elena por mais que eu queira que você fique aqui, você não pode, isso só vai piorar as coisas, eu realmente vou te ajudar e você ir embora agora faz parte do plano ok?
Bufei alto, mas eu sei que não ia conseguir arrancar nenhuma informação dele e que já esta tarde e eu preciso voltar para minha casa, então o segui até onde Mike havia deixado meu carro.
Gabriel sentou no banco do motorista me forçando a sentar no outro banco, decidi não falar nada até por que eu ainda estava um pouco bêbada e ele parecia bem melhor que eu.
Informei-o meu endereço e agora estávamos de novo em silêncio, mas diferente da última vez não era constrangedor.
— A que horas você buscou meu carro no bar? – só agora tinha me tocado de que eu não tinha ido para a casa de Gabriel com meu carro e sim no dele.
— Eu pedi para que Mike buscasse
— Ele trabalha pra você há muito tempo? – perguntei realmente interessada.
— Sim, Mike é um dos meus funcionários mais antigos e que eu mais confio – ele disse sorrindo parecendo se lembrar de algo. Não demorou muito e estávamos já perto de minha casa, mas Gabriel parou com o carro na rua de trás, o encarei confusa.
— Vou te deixar aqui, siga com seu carro até sua casa, sua família ainda não pode me ver e você não pode contar a ninguém sobre mim, entendeu? Diga que você foi até o festival de jazz que está tendo em San Diego, sei que isso não vai amenizar a situação, mas é melhor do que dizer que estava em um bar sozinha. – assenti, era tanta informação que eu fiquei até zonza

— Mas você vai ficar aqui? Como você vai voltar para casa Gabriel? Você está sem carro! – disse preocupada, era perigoso ele andar essa hora da noite.
— Não se preocupe, Mike está bem ali atrás – ele disse apontando para janela e eu pude ver um carro logo atrás do meu, fiquei chocada, eles nos seguiu o trajeto todo? Como não pude perceber?
— Então é isso, vá para sua casa e faça o que eu disse ok? Uma semana Elena, irei aparecer– ele disse fitando-me com seus olhos azuis e eu fiquei completamente perdida. Então era isso? Tive uma noite maravilhosa e agora teria a maior dor de cabeça da minha vida, escutaria poucas e boas da minha família.
— Ok, estou confiando em você, por favor não me decepcione – disse séria, Gabriel sorriu e afirmou com a cabeça, deixou um beijo em minha testa e saiu do meu carro. Esperei ele ir até Mike e fui para a cadeira do motorista, respirei fundo e segui o caminho até minha casa.
Foi só eu colocar o carro na garagem para eu ver minha mãe e pai abrindo a porta e indo a minha direção, eles não estavam com a expressão nada boa e desejei não ter feito a burrice de ter fugido do meu noivado, estava ferrada. Desci do meu carro e andei devagar até meus pais, encarei os olhos dos dois e suspirei alto.
— Me desculpa – disse tão baixo que não sei se eles escutaram.
— Vamos conversar lá dentro Elena, venha – meu pai disse frio e revirei meus olhos mentalmente, claro que o Senhor Gilbert não quer nenhum escândalo com os vizinhos sabendo. Minha mãe que estava ao lado do meu pai não demonstrava nenhuma emoção, parecia uma estátua.
Caminhamos juntos até a sala e lá estavam Caroline e Stefan que ao me verem correram até a mim quase me esmagando em seus braços.
— Nunca mais faça isso, escutou Elena? – Caroline disse com a voz abafada por ter seu rosto colado em meus ombros e Stefan depositou um beijo em minha têmpora. Sorri com os dois, se meus pais não sabiam como receber alguém depois dela ter desaparecido pelo menos eu tinha amigos que sabiam como agir.
— Então Elena, queremos uma explicação – dessa vez foi minha mãe que disse. Virei para encarar ela e meu pai.
— Eu não fiz nada demais ok? Só estava estressada com o noivado e fui até um festival de jazz que estava tendo em San Diego – menti, aliás, muito bem, acho que posso fazer um curso de teatro.
— Nada demais? Elena você tem noção do que tivemos que fazer para que os convidados não desconfiassem de nada? Já pensou se alguém te visse nesse festival o que as pessoas falariam? – meu pai disse e senti meus olhos marejarem na mesma hora, era com isso que ele se importava? Claro.
— Ah então é isso que te preocupa? Você não pensou um momento em como eu estava? – minha voz saiu esganiçada por eu estar tentando controlar o choro preso em mim, como ele pode ser tão frio!
— É claro que me preocupei Elena, mas pelo visto você não, não pensou em mim, nem em Stefan e nem na sua mãe
— Não se atreva a dizer isso! Eu me importo sim pai, toda minha vida eu sempre me importei! Eu sei que pode ter sido imaturo de minha parte ter feito o que eu fiz hoje, mas eu só estava cansada, estou uma pilha de nervos há meses e vocês não notaram! Vocês, meus pais não notaram o quanto eu precisava de vocês – minha voz cada vez saia mais fraca, senti a mão de Stefan e Caroline em meus ombros e eu sabia que era uma forma deles dizerem que estavam ali para me reconfortar.
Minha mãe suspirou alto, passou a mão em seus cabelos como se estivesse cansada e finalmente falou alguma coisa.
— Olha, já são quase 6h00 da manhã, daqui algumas horas seu pai tem que ir trabalhar e estamos exaustos, não pense que essa conversa acabou Elena, vamos conversar mais tarde – ela disse séria e eu assenti então meus pais viraram-se e foram em direção a escada para subirem até seus quartos.
Quando eles deixaram a sala eu comecei um choro compulsivo em que eu não emitia nenhum som, mas meus ombros balançavam.
— Elena... – Stefan ia começar a dizer alguma coisa, mas naquele momento eu não queria ouvir palavras aconchegantes, eu só queria que tudo isso acabasse, então antes que ele começasse, eu o abracei forte e ele entendeu que eu não queria falar e nem ouvir nada. Apesar de tudo Stefan sempre foi e sempre será um amigo de ouro, sei sempre posso contar com ele.
Quando meu choro estava mais controlado encarei Stefan e Caroline e forcei um sorriso para que eles não se preocupassem comigo.
— Vocês podem ir embora, sei que devem estar tão cansados ou piores que eu, mais tarde eu ligo para vocês e explico tudo o que aconteceu ok? – disse tentando soar o mais firme possível.
— Tem certeza Lena? Eu posso dormir aqui, você não me parece bem – Caroline disse e eu apenas neguei.
— Fica tranquila, já estou melhor, agora vão antes que eu os expulse daqui – brinquei com eles, mas Caroline não achou graça e me abraçou.
— Você me paga por ter me feito quase morrer do coração! Eu te amo – ela disse com os olhos marejados.
— E eu também te amo Barbie – provoquei-a e ela revirou os olhos. Stefan veio até a mim para se despedir e me deu um selinho, ainda era estranho, eu precisava conversar com ele o mais rápido possível, não iria deixar aquilo seguir em frente, mas não farei isso agora. Olhei para seus olhos e me senti envergonhada, não sei como ele me trata tão bem depois de tê-lo deixado na mão ontem.
— Stefan olha me desculpa, eu não fugi por causa de você, eu estava tão nervosa e olha... – ia continuar me explicando, mas ele me silenciou com um beijo.
— Você terá todo o tempo do mundo para me explicar depois, agora vá descansar ok? – ele disse sorrindo carinhosamente e eu assenti.
Depois disso Stefan e Caroline saíram de minha casa e eu fui até meu quarto arrancando meu vestido e o joguei em qualquer canto, tomei um banho relaxante, vesti um pijama confortável e pulei em minha cama que parecia estar mais confortável que o normal, não demorou muito para eu ser levada pela inconsciência e a última coisa que me veio à cabeça foram olhos azuis penetrantes e lindos.

Notas finais
O que acharam? Esse capítulo deu pra vocês verem um pouco da relação da Elena com os pais, tadinha né? E o Gabriel/Damon todo preocupado e fofo com ela? Ahahaha adoro! Gente o próximo capítulo ta quase pronto e vamos ter personagem novo! Prometo não demorar dessa vez! Beijos!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.