Notas iniciais
Oiee pessoas.
Eu comecei essa fic a pouco tempo e ela não será muito longa já que sou péssimo em fics de vida cotidiana.
Essa história foi inspirada em Ano Hana, mas não é completamente igual.
Espero que gostem. :3

“Tudo estava tão bem na cidade grande, meus amigos eram as melhores pessoas do mundo, minha vida não poderia estar melhor. Mas agora vou ter que mudar para essa cidade pequena. Não sei o que estou sentindo nesse momento. Não é raiva, não é tristeza, mas também não estou alegre. Espero que esse recomeço seja fácil.”

Rey acabara de escrever em seu diário pouco antes do avião pousar no aeroporto no local onde ela moraria com a tia. Seus pais estavam passando por momentos difíceis e decidiram por deixar sua filha com a única pessoa da família com condições financeiras para isso. Seu coração acelerou quando pôs os pés para fora do veículo de ferro. O local era um pouco mais frio que o normal, o ar fresco batia em seu rosto fazendo-a respirar fundo. O cheiro das flores desabrochando com a vinda da primavera invadia suas narinas. Ela sorriu, talvez não fosse tão ruim. Rey tratou de entrar no aeroporto para pegar sua bagagem e encontrar sua tia que nunca vira. Ela passou a mão no cabelo antes de verificar qual era o número da sua mala. Foi quando sentiu alguém tocando seu ombro.

- Olá querida, seja bem vinda – Rey se virou com calma. Ela não sabia como a tia era, mas reconhecera sua voz pelas vezes que conversaram no telefone.

- Tia Shee! Como vai? – Rey tratou de abraçar a mulher um pouco mais baixa que ela. Shee era loira com um olhar carinhoso e um sorriso gentil. Tinha a aparência frágil e lindos olhos verdes. Ela não se parecia nada com sua mãe a quem Rey puxara todos os traços de sua aparência.

- Nossa! Sua mãe era muito parecida com você na sua idade. Mas parece que puxou os olhos do seu pai – Shee passou a mão delicadamente no rosto da garota, ela corou com o movimento. Ela sentira depois de muito tempo o carinho materno – Você é muito linda.

- Obrigada Tia. Como você pode ser tão diferente da minha mãe? – perguntou Rey.

- Posso te contar no carro? Preparei um jantar delicioso para nós duas – disse Shee já com a bagagem da sobrinha nas mãos – Vamos?

Após um pequeno tempo de conversa elas seguiram para o estacionamento do aeroporto, não haviam muitos carros como era de se esperar. Não eram muitos que viajavam para aquela cidade. Era uma surpresa ter um estabelecimento daqueles no local. Rey entrou no carro simples de cor branca totalmente diferente do que estava acostumada. Ela sentou no banco da frente enquanto esperava sua tia colocar a mala no banco de trás. Ela então sentou no lugar do motorista e colocou a chave na ignição ligando seu velho amigo.

- Então? O que queria saber?

- Qual é a sua história? Porque você não mantém muito contato com a mamãe? – perguntou Rey com os olhos brilhantes ao ver a habilidade da tia com o volante.

- Nós tivemos vidas muito diferentes mesmo morando na mesma casa. Eu era igual sua avó, sempre fui simples, gosto do campo e adoro tudo o que tenho. Já sua mãe puxou muito a personalidade do seu avô. Sempre foi muito sonhadora, sempre queria melhorar nossa vida. Ela era a melhor aluna da turma e sempre trabalhava à noite enquanto eu ficava em casa cuidando do seu tio. Nossa mãe morreu cedo e nosso pai sumiu na vida, nunca mais o vimos.

- Mas porque vocês são tão distantes? – perguntou Rey querendo a resposta imediata.

- Sua mãe e seu tio sempre tiveram um problema para demonstrar seus sentimentos. Sempre foram impacientes e pavio curto, eu sempre deixava a balança equilibrada cuidando dos dois. Nós já éramos adultos e ainda morávamos juntos. Enquanto dormia e sua mãe saiu para o trabalho, seu tio colocou fogo na casa e fugiu. Eu quase morri naquele dia e tenho marcas até hoje por causa disso. – Rey ficou perplexa com que acabara de ouvir. Como um irmão pôde fazer isso com a própria casa. – Ele sumiu e sua mãe ficou muito nervosa. Ela queria ir atrás dele, mas eu não deixei assim acabamos discutindo. Sua mãe é muito orgulhosa e não aceitou minhas desculpas. Ela acabou se casando com seu pai, um grande empresário e saiu dessa cidade. Nunca mais no falamos até semana passada. Fiquei até assustada.

- Ainda bem que não puxei a personalidade de meus pais. – Rey sentiu o coração apertar então colocou suas mãos sobre o peito.

- Chegamos! – Shee estacionou na frente de uma casa simples de dois andares com um pequeno jardim. Uma linda Sakura estava pronta para desabrochar suas flores, Rey ficou encantada com a planta. As duas saíram do carro e caminharam até a casa. Tudo estava arrumado e em perfeito estado, muito perfeito. Tinham quadros pendurados na parede amarela e alguns jarros de flores espalhados pelo corredor. À direita ela viu a sala com um estofado preto, uma televisão velha e uma lareira com algumas fotos em porta-retratos. Eram três. Rey se aproximou para poder vê-los melhor.

- Quem são, tia? – Rey pegou a das fotos, eram três crianças correndo num campo gramado.

- Essa garotinha de cabelo preto e um laço é sua mãe – Shee apontou para a garota correndo – Esta loira com uma coroa de flores sou eu e o menininho é seu tio – Shee respirou fundo e olhou para cima com um sorriso no rosto – Lembro desse dia como se fosse ontem. Sua mãe fez essa coroa pra mim e disse que eu era a princesa enquanto os dois me protegeriam de todos os monstros que ameaçassem o reino.

- Vocês deveriam ser muito felizes – disse Rey colocando o porta-retratos em cima da lareira.

- Vamos comer? Já está tudo pronto – disse Shee segurando na mão da sobrinha.

- Já sou bem grandinha sabia? Sou mais alta que você – disse num tom de brincadeira.

- Todos são mais altos que eu. Esse é um dos motivos pelo qual me chamam de Shiny – as duas caminharam até a cozinha, a pequena mesa estava posta. O jantar era composto de arroz, feijão, bife e batata fritas, nada que Rey não tivesse experimentado.

- Ué? Seus filhos não estão em casa? – perguntou percebendo que a casa estava estranhamente vazia.

- Nossa! – Shee deu uma pequena risadinha – Eu não tenho filhos.

- Por quê? Você é solteirona?

- Sim. Não encontrei o homem que amo ainda. Além do mais… – Shee olhou para o prato com o olhar entristecido enquanto falou lentamente – Uma das consequências do incêndio foi a perda total da fertilidade. Não posso ter filhos.

- Desculpe tocar nesse assunto – disse Rey envergonhada por ter feito a tia lembrar desse fato, ela nunca imaginava isso.

- Calma, não tem problema nenhum. Conheço crianças perfeitas que considero como filhos. Então não estou sozinha – Shee sorriu novamente fazendo o coração de Rey aliviar. Como ela pode ser tão diferente de sua mãe? Como elas podem ser irmãs?

- Tia, com o que você trabalha? – perguntou tentando mudar de assunto para passar aquele momento tenso.

- Eu sou uma das inspetoras de uma creche aqui perto e depois viro babá. Eu devo pedir antecipadamente desculpas pela minha futura ausência. Eu trabalho das sete às onze horas da noite. Além de ganhar um bom salário, eu gosto de ficar com as crianças.

- Não! Sem problemas! Eu consigo me virar – disse Rey balançando as mãos enquanto terminava de comer.

- Você vai estudar de manhã então terá o dia inteiro para ficar com os amigos e se divertir. Porque, sabe, aqui não tem muitos lugares para se divertir como a cidade grande, mas com os amigos tudo fica melhor.

- Tia, não precisa ficar preocupada com meu antigo estilo de vida. Eu vim disposta a enfrentar tudo isso – disse Rey levantando-se da mesa e colocando seu prato na pia – Agora vá se deitar e descansar. Amanhã você terá muito trabalho.

- Obrigada Rey – Shee pegou seu prato ainda com um pouco de comida que restara e levou até a sobrinha agradecendo-a com um beijo no rosto – Boa noite querida.

Rey terminou de lavar a louça do jantar, enxugou e guardou tudo em seu devido lugar. Ela era boa com cozinha. Conseguia manusear e se encontrar facilmente no local. Ela respirou fundo e subiu para o segundo andar. Sua tia já estava deitada em sua cama. Pelo jeito ela pegava no sono muito rápido. Com um sorriso no rosto, a garota fechou a porta sem fazer barulho. Seu uniforme para escola estava pendurado na porta do guarda roupa. Ela deitou na cama e novamente abriu seu diário.

“Nunca conheci uma pessoa tão perfeita quanto minha tia. Acho que ela não merece tudo isso que passou nem essa vida que tem. Farei de tudo para ser uma boa garota e não dar trabalho para ela. Parece que essa cidade vai me trazer boas experiências.”

Notas finais
Então o que acharam?? >...
Esse é só o começo da história. Espero que gostem. ^.^
Obrigado por lerem e até o próximo capítulo.