As lembrancas da rainha do gelo
3 Cap. 2 A decisão
Notas iniciais
Jack
–Grrrr, Sand! – grito tão alto que minha garganta dói — não posso acreditar no que você fez. Devolver a memória dela?
Nunca pensei que Sand faria uma coisa dessas, agora estou zangado, e muito. Pego meu cajado e aponto em direção á ele, e uma torrente de neve lhe cai sobre a cabeça. Em resposta ele me mostra a imagem de duas mãos, mostrando que é para eu me acalmar, como ele se atreve a me pedir para acalmar?
–Porque Sand? Você sabe como foi difícil para mim que ela esquecesse tudo? Eu não fiz o que fiz para você lembra-la de tudo com um sonho! – Sand, Pete, e a mãe natureza, por serem os primeiros criados pela lua podem usar seus poderes no mundo da magia. E seres como eu, e o Bunny temos apenas permissão para olhar, temos que nós manter informados, o que atinge o mundo da magia pode atingir esse também, foi assim que descobri sobre Elsa, os que não gostam de ir á magia tem informantes, e esses informantes não deixam nada escapar, foi um deles que contou aos guardiões sobre eu e Elsa.
Sand fica me mostrando símbolos tentando me explicar o que aconteceu, “não foi culpa minha” diz, “foi ela”, “isso é sua culpa, não minha”, e isso me tira do serio, abro um sorriso malicioso, agarro minha bengala e falo:
–Eu não acredito – levanto o bastão e começo a lançar varias bolas de neve na direção do Sand, esse por sua vez envolve-as com seu brilho dourado e transforma em esculturas de gelo na forma de pôneis, dragões, castelos. Norte adoraria essas esculturas se não estivéssemos bagunçando a sala de reuniões dele.
Sand é quem agora esta jogando sua magia, eu crio um escudo de gelo á minha volta, tentando fechar-me dos seus grãos, infelizmente a tentativa não dá certo, alguns grãos de areia dourado entram no escudo em forma de bolha antes dele se fechar, esses grãos caem em meu rosto fazendo cócegas e tirando a concentração que estava voltada para o escudo.
A bolha de gelo começa a se quebrar e rachar, enquanto luto em vão para tirar alguns pequenos grãos de meu rosto. A camada de gelo explode com a pressão dos grãos de Sand lançando neve para todos os lados, como se estivesse nevando, e sem um escudo para me proteger dos grãos de areia, sou atingido pelo sonífero de Sand, então em um segundo já estou no chão, dormindo.
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Já sabia que alguma coisa estava errada antes mesmo de chegar ao castelo de gelo, o clima estava quente, não frio, isso me deixou aflito, só havia duas possíveis razoes: Elsa estava morta ou tinha conseguido consertar o frio, dificilmente seria a segunda opção, quatro dias não seria capaz de derreter toda a neve do jeito que seu humor estava, eu queria acreditar na segunda, pois me recusava a sequer pensar na primeira opção.
Elsa conseguiu suportar a visita de Anna, o que quero dizer com conseguiu é que não tornou as coisas mais congelantes após a visita. Depois da visita de Anna eu tinha ficado mais dois dias com Elsa até os guardiões me chamarem, sabiam que eu havia mexido com o mundo da magia. Foram quatro longos dias discutindo.
Gostaria de ter continuado esses quatro dias com Elsa, mesmo que por puro egoísmo. Quando cheguei ao castelo de gelo, o grande “lustre” da sala preferida de Elsa estava caído, e estilhaçado ao chão, eu começava a ficar em pânico, Elsa não tinha morrido. E eu precisava saber onde ela estava.
Voei como nunca até Arendelle, que estava normal, ensolarada, nunca pensei que podia voar tão rápido, com brutalidade por causa da velocidade extrema aterrisei em uma praça que antecede a ponte para o castelo de Arendelle, e eufórico agarrei um homem loiro, narigudo, que estava admirando um treno.
–Onde esta a Rainha Elsa? – o homem me olha como se eu fosse um louco, devia mesmo estar parecendo um, e responde como se o que perguntei fosse a coisa mais obvia do mundo.
–No castelo, esta patinando no ringue, no qual ela acabou de construir, e que todos estão falando- fala como se eu fosse estúpido.
Eu olhei pelos portões do castelo, e a vi sorrindo, feliz. Fiquei aliviado e com raiva, os guardiões estavam certos, ela não pode ser feliz comigo,não como ela esta agora, sorrindo, por que tudo acabou bem no final, e eu não estava incluído nesse final, e assim tomei a decisão mais difícil que já tive de decidir,ela tinha que me esquecer.
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Acordei com o corpo dolorido, estava dormindo em uma mesa, na sala de reuniões dos guardiões.
–Para um cara que só precisa dormir duas horas você dorme bastante – Norte declara sorrindo.
–Nenhum guardião é como eu – digo sorrindo maliciosamente.
–É verdade, nenhum deles vai decidir o que faremos com Elsa- o grandalhão fala com um jeito incomodo, deixando alguns segundos de constrangimento, mas logo depois ele fala sorrindo e me entregando uma vassoura- e também nenhum deles vai limpar a minha sala.
Noel sai rindo, e fico pensando por alguns minutos sobre o que ele disse “nenhum deles vai decidir o que faremos com Elsa”, largo a vassoura e pulo pela janela, preciso achar um portal para o mundo da magia.
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