Notas iniciais
O mundo dos sonhos.

Após o soar de uma flauta e uma voz delicada que o mandou entrar, assim incapaz de adivinhar o que estaria por vir.

Para qualquer lado que olhava encontrava neve e mais neve, vagou por noites de sono. Por que nunca contou para ninguém em seus momentos acordado não se é capaz de dizer, simplesmente continuou vagando.

— Vamos ataca-lo, é apenas uma criança! Disse um zarc mal intencionado ao seu grupo.

— Ele sequer deve ter energia! Recebeu como resposta. E ainda um retruco — Merece morrer é um humano!

Em um piscar de olhos o garoto se viu cercado por criaturas diferentes das habituais que já havia enfrentado naquele mundo. Elas andavam em duas patas, carregavam armas e traziam consigo injurias e pragas.

Pensou que um grupo de apenas 6 seria fácil, confirmou suas posições e se colocou a guarda com as mãos a altura do queixo. Carregava a pele de um zarc-lobo que havia enfrentado anteriormente. Mesmo aquilo tudo sendo um sonho, se não tivesse feito isso sentia que poderia morrer no mundo real.

— Ataquem! Disse o líder apontando o centro.

- Se falam minha língua podemos conversar! Gritou em uma leve tentativa de evitar um combate, mesmo não achando que era necessário foi então que se iniciou a batalha. Distribuiu socos e pontapés, derrubando um após o outro, se esquivando precisamente de cada golpe.

Perdeu o controle por alguns momentos, levou duas, ou três machadadas e alguns chutes, mas, logo adotou um ritmo aos ataques que lhe eram diferidos– Ele não pode ser um humano qualquer! Disse o que restou em seus últimos segundos em pé.

A Energia de todos começou a sair de seus corpos concentrando-se nas mãos do garoto que gravemente ferido virou as costas e continuou a caminhar rumo ao sul.

Naquele lugar uma noite de sono levava dias, era impossível se dizer quantos exatamente. Com a energia daqueles zarcs vagou até uma caverna de pequena entrada onde decidiu descansar e se esconder de uma tempestade de neve que estava por vir.

Conseguiu improvisar uma tocha, lá encontrou símbolos nas paredes, círculos com pequenas escritas dentro. Quanto mais fundo ia, maior se tornava a quantidade de símbolos que poderiam ser vistos por ele. A parede se tornou enorme sem nem perceber já havia afincado onde não conseguiria ver a entrada, apenas continuou seguindo.

Em um reflexo mal teve tempo de se esquivar de algo que pairava, levou um soco bastante efetivo, via então sua movimentação limitada, sua velocidade também estava menor. Quando apontou a tocha viu apenas uma criatura que passava dos três metros, coberta por pelos brancos e aparência de ser muito forte. Uma longa trança caia de um dos seus ombros. – Não terá tempo de fugir de novo muleque! Ele nem se via em posição para isso.

Apoiou sua mao livre na parede da caverna e continuou encarando a fera.

- Por que me olha assim garotinho? Surpreso pela expressão do pequeno. — Zarcs destroem humanos, humanos destroem zarcs, é assim que esse mundo funciona, não terei pena de você! Embrulhando um segundo soco. Dessa vez podendo ver o ataque o garoto se esquivou com dificuldade. Se assustou ao olhar a parede de gelo ser quebrada com um soco, o gigante não pareceu nem por força no golpe. Pensou que se um daqueles o pegasse novamente estaria morto, tentava raciocinar uma saída..

Notas finais
Obrigado a todo e qualquer um que ler.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.